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Estamos no século XXI! E daí? Agora o certo e o lógico deixarão de ser certo e o errado e o ilógico serão certo? Que eu saiba “evoluir” não é regredir!
Estamos vivenciando um século imoral e inconsequente. A maior crise moral de todos os tempos na nossa frente!
Era uma vez, um dia em que as pessoas pararam, o mundo parou, todos se uniram, muitos se doaram, aqueles que mais lhe eram negados foram enfim recompensados, a aparente humanidade foi surpreendida por aquilo que seria estratégico, pois lhe foi um dia negado por amor. Foi um tempo, em que a tal paridade parecia por fim existir. Em que a paz de espírito salvou muita gente. Era tudo muito diferente, parecia bom. A natureza se recuperava, os pássaros e borboletas voltavam a brilhar, o céu era a única e mais bela estrela, e todos olhavam enfim para ele.
“A pobreza de muitos neste século é percebida não apenas pela quantidade de dinheiro que possuem, mas também por estarem espiritual e moralmente falidos.”
Eu já passei da metade
De um século desta jornada
E a certeza que eu tenho
É que aprendi quase nada.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
04/12/2024
O fanatismo político, tal como o fanatismo religioso e todos os fanatismos, são a máfia da Humanidade em pleno Séc. XXI.
No brilho frio das telas,
uma alma se despe de segredos,
entre notificações e status
desabrocha um coração em streaming.
Palavras digitadas,
em meio a emojis e hashtags,
transformam angústias em posts
e silêncios em stories efêmeros.
Como se confessar nesta era?
Deslizando o dedo na esperança
de que, em cada clique,
a dor se transforme em conexão.
Não há mais o altar de velhas confissões,
nem o sussurro íntimo de uma igreja;
hoje, a verdade se expõe em pixels,
num feed onde a vulnerabilidade encontra público.
É um grito digital,
um manifesto de identidade
entre likes que acalmam e comentários que ferem,
um convite à coragem de ser visto
no vasto e caótico universo virtual.
Mesmo que a privacidade se dilua
na imensidão das redes interligadas,
a confissão permanece –
um ato de fé no agora,
um pedido silencioso de ser ouvido
em meio ao ruído incessante do século 21.
Nosso século é um dos piores no calendário da humanidade, porquanto a cultura, a tecnologia e as tradições humanas têm retirado da nossa história o nome, a unção e a autoridade de Jesus.
A arte contemporânea do século XXI se torna mais vibracional e dinâmica do que colorista. Algumas se valendo de movimentos físicos e experimentais de rotação e mutação perante as freqüências e interferências ainda muito pouco conhecidas e exploradas pela criatividade humana.
Só aquele que tem depressão sabe como é difícil na inação, matar um leão com as próprias mãos, com medo e na solidão.
