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As redes sociais saem do ar e o povo já fica desesperado: como é que vou flertar? E o date? E as nudes? E agoraaaa? Como viver? Vida real.
(Destruiu meu psicológico e agora pede pra voltar, porque não sabe viver sem mim?) Essa narrativa é comum na vida de quem vive e sofre em um relacionamento abusivo. Não é não, se a pessoa não aceita o término, isso pode ser abuso também.
Cuidado.
Não existe relacionamento impossível de ser salvo. Existem pessoas profundamente magoadas e desmotivadas a querer continuar investindo. A relação às vezes já acabou, mas se mantém pelos protocolos. O fim, inclusive, é o protocolo mais burocrático, e por isso dura até caducar...
Nada é mais poderoso em um relacionamento em que estamos infelizes do que ter forças pra sustentar e dizer:
Não quero mais e isso é uma decisão e um comunicado.
Será que dá pra se relacionar com alguém e se divertir muito, ser leve, engraçado, prazeroso, edificante, somar, trocar, crescer e viver momentos incríveis juntos? E tudo isso sem deixar de ser quem é? Oxê! Claro que dá! E não era pra ser assim mesmo?
O apego à promessa de amor eterno e o medo da fofoca sobre o fim do relacionamento, mantém muita gente junta e infeliz. Isso revela o quanto estamos preocupados com a opinião dos outros mais do que com o sentimento da gente.
Expor a intimidade do casal para as pessoas é um tipo de quebra de confiança que muitas vezes custa o futuro da própria relação. Quando alguém partilha da sua intimidade, está dizendo que confia em você. Mesmo que ame, ao falhar na lealdade, desrespeitamos profundamente o outro.
Aí você chegou e já era.
Todos meus olhares são só pra você, meus assuntos, pensamentos, risos, carinhos... Você me desconcerta, não quero te deixar ir, poderia te ouvir falar por horas sem cansar. É hipnotizante.
É louco quando a pessoa te arranca a roupa com palavras.
Se tem um sentimento difícil de lidar após o término de um relacionamento é aquele do "SINTO SUA FALTA, MAS NAO TE QUERO DE VOLTA, PORQUE VOCÊ ME FEZ MUITO MAL." É um mix de emoções, é um conflito tão grande, como amar tanto alguém que despedaçou meu coração?
Carência não é amor.
Pena não é amor.
Comodismo não é amor.
Dependência não é amor.
Costume não é amor.
Medo não é amor.
Culpa não é amor.
Há muito relacionamento mantido por tudo, menos por amor...
Namorar a vida inteira, cada um na sua casa preservando sua individualidade, intimidade e independência é possível. Inclusive pode ser gostoso manter a chama acesa, a sedução, o desejo. Morar junto, casar no papel, monogamia, dividir o quarto e etc, não é regra, tudo é acordo.
Pessoas solteiras também podem ser realizadas, felizes, amadas e completas. Tem quem tenha um final feliz consigo mesmo. Afinal, o primeiro relacionamento que temos que fazer dar certo é aquele com a gente mesmo. Prioridade é provar do amor-próprio. O resto é opcional.
Que você encontre alguém que te faça se sentir especial. Que te peça pra ficar só mais um pouquinho ou pra não ir embora e passar o final de semana junto.
Um desejo de estar, ficar, amar, alguém que te ouça com brilho no olhar. Amor também é interesse e detalhes.
Por medo eu fiquei.
Com medo eu hesitei.
Pelo medo eu não terminei.
Um relacionamento infeliz eu cultivei.
Não mais amei.
Mas não larguei.
O medo é uma rua sem saída na qual me achei.
Pipoquinha, colchão no chão da sala, chocolate de panela, filminho e ficar o domingo todo na preguicinha agarrado em quem a gente ama. Custa pouco, muito? Depende. Depende de quanto você curte a pessoa. Na real quando a gente não gosta mais, nada encanta.
Não mendigue atenção de ninguém. Se te quisesse do lado, teria te tratado com prioridade. Você não tem que se esforçar pra brilhar e chamar atenção, quem te quer, te acha na multidão, os olhos brilham vendo você de moletom, pra se ver não precisa de tempo bom.
Se valorize, suma.
Olhe pra pessoa com quem você está e se pergunte: eu amo essa pessoa? Eu quero dividir minha vida com você? Partilhar meus sonhos, minha intimidade? Meu coração vibra ao teu lado? Tá fazendo sentindo? A gente tá sentindo alguma coisa? Não continue sem se questionar isso.
Não faz sentido você passar a vida inteira querendo dar certo com alguém, conhecer alguém, viver um grande amor, sentir um grande prazer com essa pessoa. Se você sequer se encontrou, se amou, sentiu prazer só, se você nunca se tratou com RESPEITO E CONSIDERAÇÃO.
Celebre os fins também. O fim é importante, porque inaugura algo novo a seguir. Terminar um relacionamento angustia, remexe muita coisa, modifica os cenários, os planos, há um luto, há necessidade de se reinventar. Mas o fim não é algo ruim, dê mais espaço para o fim na sua vida.
Me recuso a viver algo, que não seja um grande amor. Quero pele, olhares, toque, elo, sinergia de pensamentos e sentimentos; presença. Me recuso a estar com alguém na superfície, se quando sinto é profundo. Se não for para mergulhar fundo, não me convide, para ficar no raso, eu brinco sozinho.
Escrevi para ti.
citei Nelson,
ouvi Tom.
Percorri em palavras,
esmiucei os pensamentos,
revirei lembranças.
cheguei lá.
Mas o navegador travou,
reiniciei.
As palavras sumiram,
viraram nada.
Preferi assim,
talvez melhor depois.
Não sei o que houve,
Também não sei o que aconteceu entre nós dois,
não sei porque nos perdemos
e nos deixamos para depois.
O raio e a árvore
Quando percebi o que estava sentindo por ela eu tive medo.
Tentei entender quando isso havia começado.
Como havia começado.
Sobre o porquê de isso ter começado eu tinha uma ideia.
No meio do turbilhão de sentimentos e mudanças que eu estava experienciando ultimamente eu a transformei numa espécie de para-raios emocional.
E eu me culpei por isso.
Senti que a estava traindo de alguma forma.
Que estava sendo infiel, desleal à nossa amizade.
Me apavorei imaginando que isso poderia tirá-la da minha vida.
Nos nossos encontros eu passei a temer tocá-la.
Temi passar a impressão de que meus sentimentos por ela eram apenas sobre desejo e paixão quando não eram. Eu continuava a sentir tudo o que sempre senti por ela, e com ainda mais intensamente. Admiração, carinho, afeto, orgulho, amor, amizade, estava tudo lá no mesmo lugar e intactos.
Ainda assim eu me culpava por não ter conseguido impedir que tudo isso desse origem a uma paixão.
Mas então comecei a processar melhor as coisas.
O quanto de culpa tem uma árvore por ser atingida por um raio?
E o quanto de culpa tem o raio por atingir uma árvore enquanto buscava uma conexão com a terra firme?
Nenhum de nós dois plantou ou regou a semente que se tornou esse sentimento dentro de mim.
Foi espontâneo.
Me questionei se o melhor não seria fazer algo para matar esse sentimento.
Mas outra pergunta surgiu.
“Por que?”
Era a primeira vez na vida que eu me apaixonava.
Talvez, graças a esse sentimento, eu estava mudando minha vida, me tornando uma versão melhor de mim mesmo.
Como algo assim poderia ser ruim?
Claro, por motivos óbvios eu não poderia viver essa paixão. Mas eu poderia me fortalecer com ela. Me inspirar com ela.
Então eu decidi que iria receber a minha primeira paixão de braços abertos e vivê-la da minha forma, sem lamentar a impossibilidade de vivê-la da forma como os outros vivem.
Assim como O Menestrel me ensinou:
“Com o tempo você aprende a encarar as adversidades com a cabeça erguida e a graça de um adulto, e não com a tristeza de uma criança.”
A vida é maravilhosa e extremamente breve, eu pretendo viver tudo o que quiser, da melhor forma que puder.
Egoísmo.
Posse.
Obsessão.
Já são sentimentos destrutivos quando se referem a nossa relação com as "coisas". Por que você acha que seria diferente em relação às pessoas?
Será que seu amor e relacionamento são saudáveis? Vale se questionar.
Não precisa começar a trair, magoar, se ausentar e dar mancada. Não precisa ficar por ficar. O fim nem sempre é por falta de amor, às vezes nosso ciclo com aquela pessoa se encerrou.
Logo, ficar pode ser egoísmo, e partir pode ser a melhor demonstração de respeito.
É muita preocupação com rótulo.
Dizer que namora, ou que é casado, chamar o outro de meu, ostentar a aliança mais grossa ou o tempo junto que estão. Gente, relacionamento é prazer, troca, amizade, intimidade, é qualidade de tempo vivido junto. Ache alguém da hora e caia no mundo!
