Tag reflexão
Se nessa vida eu fui santo, sinceramente eu não sei, mas de uma coisa eu tenho certeza, eu sempre estive do lado do bem.
Sempre valorizei embrenhar-me pelas curvas de um dialogo simples e sincero despretensioso de qualquer outra intenção, querer acelerar o que não deve ser acelerado, transforma em fumaça, obnubila-se, destrói qualquer resquício de atração que por ventura possa emergir, as pessoas estão muito afoitas, é preciso parar, descer do seus mundos antropocêntricos, querer escutar mais o próximo, é preciso cuidar do jardim interior regar-se culturalmente sem moderação, olhar com os olhos da alma a essência que não se vê, o resto são frivolidades e coscuvilhices.
Em mim repousam resquícios das estrelas, de quasares distantes, de galáxias , de luas e sóis, sei que sou terra, poeira e poesia selados em um esqueleto de ossos e ideias, meu coração permeia entre bits e átomos, pulsante de amor e sangue, eis me aqui, inumano, o arauto do pós futuro, hibrido deixo-me levar pelo vácuo que me rodeia, peralta e inquieto sigo de olhos fechados, fundindo-me aos multi universos que me espreitam a cada curva do infinito, sucumbindo o tempo e o ao espaço, eu, um quase tudo.
Profanum
Despedaço, aquarelo-me em uma profusão de cores, liquidifico-me gota a gota, oceanando-me em poças irreflexivas, profundas e breves.
Transbordo-me em catarses silenciantes.
Em busca da vã quimera que me sustente.
Da ventania exasperada que me faça companhia, nos decadentes degraus solitários da porta entreaberta da catedral da vida.
Afoito por estrelas cadentes, nos véus dos céus de carbono
Emaranhando-me as raízes e ao concreto podre, retorno a terra, em uma liturgia profana.
Tornado-me o adubo de um infinito incerto.
reexisto.
►Hoje Decidi
Hoje decidi errar novamente
Hoje decidi rimar, como sempre
Na verdade, eu não estava afim
Mas, a insônia me atrapalhou de dormir.
Talvez eu pise em cacos, como antes já pisei
Talvez eu mude de opinião no próximo sábado
Mas, até lá, é assim que eu serei.
Vou escrever algo pequeno,
Quase sem importância, passageiro
Não como um testamento, que exagero
Por onde devo começar? Estou indeciso.
Eu penso sempre em parar com isso
De escrever, para ser mais específico
Mas sempre vejo novos motivos,
Que me fazem estar aqui, escrevendo
A madrugada nem chegou e cá estou,
Murmurando palavras de momentos.
Adorar, eu adoro sorrir e fazer alguém feliz
Mas, odeio me sentir incapaz de não conseguir
De permitir que a tristeza faça uma nova vítima
Em sumo, minha vida é uma odisseia não escrita
E hoje vejo por que ela será minha sina
Sei que, em algum momento, a minha inimiga
Estará logo na esquina.
Tantos foram os dias que abaixei a cabeça
Que me tornei submisso a tristeza
Não por opção, mas for falta dela
Quando a solidão me cercou, fui devorado por ela.
Às vezes eu escrevia vários rascunhos
Escrevia meus pensamentos mais profundos
Tão profundo que jamais chegaram a serem vistos
E a luz do sol nunca os iluminou, triste.
Enquanto aprecio a melodia de um piano,
Eu escrevo sobre o abandono
Escrevo sobre desconfiança, sobre coisas estranhas
Minha dama, minha família, minha imaginação de criança.
Escrevo sobre o amor, sobre o desespero
Sobre a dor, sobre o medo
Medo do desconhecido, da incerteza
Que não se vai da cabeça mesmo com um copo de cerveja.
Faço aqui um desabafo calado
Faço um texto triste, poético, abalado
Apaixonado? Quem me dera sentir tal sensação
Acredito que remediaria o meu coração.
Ao fim da melodia eu me despeço
Sem saber se haverei de retornar
Mas, em versos, jamais irei me ausentar.
Se eu tiver apenas uma mão disponível, onde eu teria duas possibilidades: Abrir a porta de um sonho meu; e a outra possibilidade seria segurar a sua mão.
Sabe qual eu escolheria? Segurar a sua mão, é claro. - "Mas poxinha, não quero que deixe seus sonhos de lado por mim."
É que você ainda não entendeu que o meu maior sonho é passar a minha vida ao seu lado. rs
Nem todas as verdades servem como remédios para todos os enfermos, muitos preferem ser medicados com as mentiras, quando os fatos lhes ferem, porque elas trazem uma ilusão amável que satisfazem provisoriamente e falsamente um povo doente infectado por uma sociedade egoísta, manipuladora, corrupta e assassina.
Aprendamos com pessoas sábias e idosas que foram dignas e hoje são exemplos de vida. Porque os tolos não tem a humildade de aprender desprezando a disciplina e a instrução; serão no futuro fáceis de serem manipulados e domados pelos maus patrões e políticos vigaristas.
Quem vive melhor são aqueles que sabem lidar com seus dias maus. A nossa existência é semelhante às quatros operações básica da matemática; devemos saber em qual área da nossa vida necessitamos multiplicar, diminuir, somar e dividir.
Se perder o freio. Tente não levar o outro junto, pois ele poderá ser a sua maior chance de socorro imediato.
Prefiro deixar meu povo rico
Fazendo rimas pobres
Do que fazer rimas ricas
E ver o povo dominado por nobres
USE POESIA!
Uma poesia deveria ser...
usada como uma oração,
ousada feito invenção,
abusada pela intuição,
pausada como reflexão
e repousada no coração!
Lembre-se da sabedoria da águia, ela empurra seus filhotes de uma altura imensa não com a intenção de machucalos mas para mostra a capacidade que eles tem de voar.
As vezes somos como filhotes águia só precisamos de um empurrãozinho para sabermos o quanto somos capazes de voar alto.
►Apenas Um Conto
Eu comecei a refletir novamente
Pensei que daria um tempo, folga, de repente
Mas foi sem querer, por acidente
Atos e fatos me deixaram perdido, como sempre
Por isso me vejo aqui, escrevendo, sem parar
Deixado para trás, me pego a duvidar
Enganado, eu reflito melhor sobre o cenário
E chego à conclusão de ser apenas mais um otário
A desconfiança que tanto confio, agora se faz minha amiga
Talvez a única que nunca me decepcionou
Esta é a minha vida, que sigo cabisbaixo, com vários tombos
O que aconteceu comigo hoje me magoou, mas não estou em prantos
Sigo firme e forte por dentre o pântano,
Que é a odisseia a felicidade, que estou há anos.
Eu comecei a duvidar dos meus sentimentos
Estou ciente que eles não sabem o que fazem
Eles são frágeis, se agarram a qualquer tolo momento
São involuntários, eles me impedem de ser como um concreto.
Eu sempre busquei romantizar as mulheres
E jamais direi uma ofensa para nenhuma delas
Mas, o tempo e as diversas situações estão me mudando
Elas mesmas me colocam dúvidas, por isso estou falando,
Que talvez eu esteja errado, talvez evitei um fato,
Que Romeu e Julieta são apenas um conto de fadas
As palavras de amor hoje não estão mais navegando pelas águas,
Que se tornara escura pelo amargo fardo, que tanto me deixara chateado.
As lágrimas que antigamente caíam pela tristeza
Hoje, secas, permanecem desaprovando minha sentença
O controle que exerço se tornou um defeito,
E, sobre as páginas e mais páginas do caderno, adormeço
Meus sonhos me salvam de um pesadelo, que às vezes tenho
Vou escrevendo, mesmo com o coração partido, a minha dor
Apenas para quando, de mãos dadas com a alma gêmea,
Eu sorria, reflita sobre os tempos sofridos, e diga "Já passou".
Peço, não, imploro que não demore
Que eu encontre a felicidade ao badalar do relógio
Estou triste, minhas lamúrias me deixam mais triste
E, mesmo contra a minha vontade, me vejo cativo
Pensando se fui muito sincero, se me deixei ser iludido
Talvez eu nunca saiba onde errei, onde acertei
Talvez o que eu sabia era uma ilusão, nunca saberei
E, utilizando de palavras, escrevo mais uma história depressiva,
Que infelizmente não será esquecida, graças a essa rima.
O meu coração está se refugiando em um canto frio
Ele não quer conversar comigo, diz que não sou seu amigo
Isso só me deixa mais deprimido e sozinho
Pois, se até ele não fala comigo, acabarei ficando louco
O meu espírito, antes puro, hoje está irreconhecível
Está se tornando ignorante, agressivo, distante
O amor que tanto fora o ator principal de meus versos,
Hoje está trancafiado em um baú, em um lugar secreto
Ah, eu queria escrever sobre ele, mas me sinto cético, incrédulo.
Todos nós temos um sonho, e só existe uma forma de o realizar, é preciso não desistir, lutar, lutar e lutar, hoje mesmo enquanto há tempo!
O céu dos peixes
Há dois lados neste planeta em que vivemos: o que está acima e embaixo do mar. O vivos que respiram pelo ar e os que respiram pela água. Mundos opostos, muito distantes, mas encostados um no outro. O que está abaixo do mar é tão desconhecido para nós quanto somos para os peixes na água. Assim é a superfície da Terra.
Para os peixes, somos deuses. Vivemos no inalcançável, pescamos impiedosamente, damos-lhes nomes, espécies, classes, cores e idade para morrer. Coisa que não importa nem pra eles. Calculamos a utilidade e o perigo que oferecem. Sabemos quais valem mais e menos.
Para os peixes, somos a Morte. Passeamos pela superfície das águas escolhendo quem vai e quem fica. Para eles, o deslizar da poupa na água é curioso e aterrorizante. É incompreensível. Quase tão longe de se alcançar e entender quanto os próprios trovões soando no céu.
Se somos a Morte para os peixes, o que será a nossa?
A tortura começa quando você
vai provar uma roupa na loja e
se faz duas perguntas:
– como eu me sinto usando isso?
– como eu pareço pros outros no espelho?
e escolhe sempre baseando-se na resposta
da segunda pergunta.
"Para de mimar youtuber" disse Jout Jout
Eu tenho uma estranha relação com redes sociais. Quando desconheço a pessoa que eu sigo, normalmente eu anulo a existência dela. Minha mente não enxerga o perfil como uma janela, mas como um quadro fixo na parede. Nunca parece alguém que posso tocar, conversar, beijar, ter uma conversa normal. Mas como uma imagem construída para ser admirada, observada, curtida. Esqueço da pessoa real. Tanto que, quando cruzo com ela na rua, mal sei como reagir.
Isso acontece principalmente com o perfil de pessoas conhecidas. Ao cruzar com a Jout Jout num evento eu quase perdi o ar. Quando encontrei pessoalmente a cantora Demi Lovato, eu despenquei num estado de nervosismo, confusão, mal sabia o que falar. Foi só depois de deixar o lugar que eu percebi: que escândalo à toa. Era só uma pessoa como eu. Como todo mundo. Na ocasião da Jout, ela mesma me alertou: “Para de mimar Youtuber!”, reconhecendo minha completa ignorância.
É interessante a forma como a nossa mente nos engana. Ela nos faz acreditar que há coisas separadas. Como se houvessem seres humanos diferentes dos que conhecemos. Como se o ser humano que trabalha na globo não precisasse ir ao banheiro. Como se o ser humano da Rocinha, que mal tem o que comer, não sonhasse em trabalhar na tevê. Como se a youtuber não tivesse uma família, não ficasse carente, não se questionasse sobre a vida. Mas somos a mesma espécie. Há diferenças entre signos, acredito, porém no fundo temos as mesmas necessidades.
Queremos ter uma carreira bem sucedida e conquistar independência. Queremos que nossos filhos tenham filhos e frutifiquem a árvore da família. Todos querem ser amados, encontrar bons amigos e morrer bem velhinhos. Tá aí uma característica que compartilhamos: viemos de uma relação entre nossos pais e temos o mesmo destino trágico. Morremos. Todos nós. Desde a youtuber famosa ao seu irmãozinho caçula que acabou de nascer.
Enquanto estamos vivos, é bom reforçar a função das redes sociais: criar redes de relacionamentos. Relações entre pessoas, seres humanos, gente como a gente. Tanto o vídeo no youtube, como bate-papo do Facebook, ou o direct do Instagram são janelas. Através das quais podemos nos aproximar de outros seres que choram, que sentem e que sonham assim como nós. Tão vivos quanto e com dificuldades comparáveis.
Antes de “endeusar” alguém que vê pela internet, televisão, ou por perfis de redes sociais, lembre-se: somos a mesma espécie. Não se rebaixe nem se coloque acima de ninguém. Não existe isso de melhor ou pior. Existem os que atingem mais rápido a maturidade, que sobem cedo na carreira, que conseguem os melhores contatos. Mas lembre-se que você tem desde o nascimento até a morte para construir sua vida. Não é como o tempo do outro. Talvez o outro morra muito antes.
Como você se relaciona pelas redes sociais? Já percebeu que são janelas para outros seres?
Muito feliz é quem sabe reconhecer que muito tem para agradecer.
A luz da vida brilha e a gratidão faz morada.
