Tag pouco
ESPERANDO VOCÊ....
À espera em todas as coisas...
E em todas as coisas espero...
Um minuto e uma gota de mim...
Já não dá pra lhe esquecer agora...
Como assim?
O que será de mim?
A porta está aberta...
Agora, entra...
Pense bem...
Ninguém espera para sempre...
No alto fulgor dessa paixão insana...
Por todo me queimo...
E minha alma não se cansa...
Enquanto os dias forem meus...
Eles também serão seus...
Serei essa eterna espera...
O que você de mim quer eu não sei...
Mas já lhe aguardo desde ontem...
De véspera
Sabe quando você ama demais uma pessoa?
E não espera nada em troca desse amor?
Assim eu sou...
Mundo tão louco...
E eu aqui...
Me doando cada dia mais um pouco...
Difícil compreender a vida...
Ah esse tempo, leva tudo...
Não me deixe aqui tão só...
Esperando muito...
Vem...
A porta está aberta...
E eu aqui a sua espera...
Sandro Paschoal Nogueira
O #ACENDEDOR DE #LAMPIÕES
No silêncio do ontem...
Entre ventos a soprar...
Saudoso de tempo que não volta mais...
O acendedor de lampiões vem lá...
Em namoro com a lua...
Em vielas e ruas...
Nos becos mais escuros...
Junto as tabernas ou cafés...
Casarões antigos...
Cabarés...
Em cantos silenciosos...
Entre alguém e ninguém...
Um a um acende...
Tão cedo no céu a fornalha se aurora...
Retorna lentamente...
Vagando entre as sombras...
Que espreitam insatisfeitas...
O adormecer das estrelas...
No baile das horas...
Não sabe ele...
Nada pode testemunhar...
Da vida pulsante oculta...
De madrugadas de luar...
Muitas vezes o tormento...
Incendeia a paixão do tempo...
Quando a alma precisa de um momento...
Em caminho tantas vezes percorrido...
O acendedor sente saudades de abrir a janela do coração...
Bendita, malvada vida...
Em acender e apagar o lampião...
Suas imensas lembranças...
Silenciosamente dentro dele começam a ecoar...
Algumas oprimem seus sonhos...
Outras o fazem sonhar...
Na rotina dos dias, meses e anos...
Deseja prender o tempo...
E do que lhe resta tão pouco...
Sem perceber muito dá...
Em seu passeio noturno...
Ele faz tudo brilhar...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Dono de quê?
Se nem dono de mim eu sou...
Sonhos confusos...
Almejando ao coração ressuscitar...
Com tão pouco tempo a pensar...
Devaneios em barcos de desejos a qual me entrego...
Só assim me reconheço...
Quando a vida com o látego me fustiga...
Finjo não ver a realidade sentida...
Na pura ausência das coisas...
Um palco: eu e a lua...
O terror de pensar no fim da peça...
Louvando por estar em cena...
Ainda...
Mas o futuro insiste e persiste...
Em rasgar as cortinas...
Escurecer as estrelas...
Devorar a noite...
Massacrar o dia...
Na arte de perder-se não há nenhum mistério...
A cada dia um pouco perdemos...
Embora, até o momento, não percebi o quanto tenha mudado...
Quem me quiser que me chame...
Ou que me toque com a mão...
Antes que a peça termine...
E só reste silêncio e escuridão...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Libidinosas noites tive...
Ingênuo tal qual escorpião...
No abraço do meu inimigo encontrei...
Mais afeto que a um irmão
E andei por todo um mundo...
E pelo menos pensei...
As imagens que as vi...
Por tantas encontrei ou tantas outras que perdi...
Não sei se ainda estou...
No que fiquei a sonhar...
Em névoas que adormeci...
Será que despertei alguma verdade ou com mentiras me cobri?
Ando já sem descansar...
Na vida sem dormir...
Anseio que rasga o meu peito do que já vivi...
Daquilo que eu quero...
De tudo que já não sinto...
De tudo que já senti...
Tudo quanto eu pedira...
Tudo quanto ambicionara...
Tudo quanto pouco ou muito eu amara..
Com que ergue-se o destino...
Entre o tudo e o nada...
Da sorte desejada...
Ou da que está por vir...
Tanto andei...
Em estradas que julguei sem fim...
Lugares deserdados...
Sempre sonhando, tendo fé...
Pouco desisti...
Nada sei...
Nada valho...
Entre tantos embaraços...
Será que muito ou nada faço?
De tanto que me arrependi...
E que faria ou não novamente...
Tudo amo...
Pouco compreendo...
Assim como tu...
Apenas sigo...
Um pouco...
Aprendendo...
Sandro Paschoal Nogueira
Vazios que se preenchem...
Semelhantes e tão diferentes...
Não sou tudo...
Mas de tudo sou um pouco...
E do nada que pronuncia...
Surjo como um louco...
Não tenho medo de me expor...
Livro aberto...
É melhor ser sincero...
Do que um traidor...
Luto comigo mesmo...
Todo dia...
E cansado da luta...
Às vezes...
Me entrego...
É me deito...
Quase não sorrio...
Não tenho assim tanta vontade...
Choro mais com facilidade...
Porém faço isso sozinho...
Não permito muita liberdade...
Nesse umbral que vivo...
Não quero viver na infelicidade...
Quando pensamento sombrio...
De mim se acerca....
Penso em algo a fazer...
Talvez pintar...
Talvez escrever...
Me entregar jamais...
Não pode ser...
Plantar uma flor ...
Bem tanto me faz...
O beijo do sol...
O vento amigo...
Uma volta na rua...
Um bom dia...
A boa tarde...
Um sorriso de amizade...
Rir das dores...
É o melhor a fazer...
Aquietar o coração...
Acreditar que nada é em vão...
Perceber nos gestos alheios...
Nos olhares trocados...
Tanto em comum...
Assim minha alma fala...
Tecendo essas poucas palavras...
Sandro Paschoal Nogueira
Nesse breve espaço de tempo chamado vida
Quem pode ter o dom de entendê-la
Quem pode moderá-la
Quem pode vivê-la
Somos passageiros de uma viagem sem volta
Somos privilegiados por estar aqui agora
Somos o nosso tempo de sorrir e sonhar
Mas outros tempos chegarão e mesmo com doces ofertados
Haverá amargos sabores e indeléveis dores.
No ar que respiramos está a essência do agora
O amanhã ainda é breve esperança
Resta esperar que ele seja perfeito diante de nossas imperfeições
E que eu seja menos radical quanto a minha ânsia de acertar
E que essa mudança me permita errar um pouco...
A beleza aparência e dinheiro duram muito pouco.
Mas o caráter dura uma vida inteira e ainda tem a possibilidade de ser passado
Por gerações.
Diferente do dinheiro aparência e beleza que ficarão no esquecimento dos anos que virão.
Eu quero viver coisas que nem você e eu vivemos antes.
Quero te levar pra conhecer novos sabores, novos cheiros, novas cores e novas sensações.
Quero beijar a ponta dos seus dedos,
Cheirar seu cangote,
Ahh, ele é tão cheiroso...
Enfim, quero coisas boas e a intenção não será lhe machucar. NUNCA!
Aceite ser meu caso indefinido e viva esse louco de pouco comigo.
Trilho esse caminho, pois foi ao qual escolhi e ao qual fui escolhido, talvez pensai-vos que tenho pouco, mas dentre poucos sei dar o devido valor ao pouco que tenho.
Rauan de Santana Rosa
O meu dinheiro é tão pouco
Que eu não conto a mixaria
Também não dá pra contar
Porque acaba em um dia.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
09/04/2024
A gente precisa pouco
De dinheiro pra gastar
Porque o que passa disto
É somente pra esnobar.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
30/10/2024
