Tag poeta

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Cordeiros não serão imolados,
Os Deuses da discórdia sangrarão.
Vingança não é prato requentado,
Mas banquete aos relegados
Onde os mesmos se fartarão.

Inserida por michelfm

Via pros relatos deturpados,
Destroços valiosos requintados,
Conquistados violentamente,
Gestores do flagelo bestial.

Inserida por michelfm

Eméritos, gurus, molestadores,
A doutrina nunca foi a solução,
Catedráticos, doutores, acadêmicos,
Instruídos com nenhuma educação.

Inserida por michelfm

Menina foi pro parque ao meio dia,
Condessa no País das Armadilhas,
Autopsia um tanto inconclusiva,
Inerte, jazendo em mesa frígida.

Inserida por michelfm

Legista concluiu com maestria,
Violação, seguida de asfixia.

Inserida por michelfm

Foda-se equilíbrio e equidade,
Que se fodam os raros preciosos,
Fodam-se abundantes generosos,
E que assim sendo se foda a Utopia.

Inserida por michelfm

Menina nunca foi presenteada,
Com rosas perfumadas nesta vida,
Em torno do cortejo o que se via,
Gardênias, tulipas e margaridas.

Inserida por michelfm

Educar é o ato mais difícil da Vida, porque ele começa em casa, entre a pessoa e sua família, depois envolve a escola e os professores, enquanto simultaneamente se torna um compromisso de toda a sociedade, inclusive e principalmente do próprio ser que está se educando.

Mas não é aí que se encontra a dificuldade, o verdadeiro problema é alcançar o objetivo da Educação, que consiste em transformar o sujeito, a família, a escola, os professores, a sociedade, para que estes compreendam que só as revoluções podem alcançar a equidade, a liberdade, a felicidade e a justiça social.

É a maior dentre todas as batalhas a serem travadas.

Inserida por michelfm

Abrimos mão do consenso
Sobre a resposta correta,
Trezentos e sessenta e tantos dias
Ou uma volta completa.

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Crônicas de um Espelho Meu

Besteiras fantásticas,
Asneiras primorosas,
Acidentalmente enfeitadas,
Enfeitiçadas, frondosas.

Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobeiras de uma comédia trágica.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobagens de uma tragédia mágica.

Com a delicadeza de princesas frágeis,
O atributo mor foi o olhar carente,
Mas pro viés dos bárbaros e obscenos,
A feiticeira má, sempre será, mais atraente.

Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobeiras de uma piada trágica.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobagens de uma anedota mágica.

Adorada Bruxa que nunca será minha,
Deixe-me ser seu servo,
Deixe-me amar em vão.

Deixe-me amar o engano,
Aceitemos a peso profano
De nossa esdrúxula relação.

Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobeiras de uma comédia trágica.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobagens de uma tragédia mágica.

Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Deixe-me amar o engano,
Deixe-me amá-la em vão.

Inserida por michelfm

Besteiras fantásticas,
Asneiras primorosas,
Acidentalmente enfeitadas,
Enfeitiçadas, frondosas.

Inserida por michelfm

Deixe-me amar o engano,
Aceitemos a peso profano
De nossa esdrúxula relação.

Inserida por michelfm

Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Deixe-me amar o engano,
Deixe-me amá-la em vão.

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Delírio Absoluto da Multidão Atônita

Descomedido charme exorbitante,
Sintomas da severa sedução,
Proliferado em doses epidêmicas,
Contagiosa graça em extinção.

Teu toque transmitindo imunidade,
Alterou palpáveis bases medicinais,
Aprovada em plena unanimidade,
Trouxe-nos o epicentro dos vendavais.

Prerrogativa da emancipação,
Síndrome contida e libertada,
O vírus fortalece os anticorpos,
Os corpos consolidam a união.

Altíssima voltagem nos atinge,
Aplacando opiniões extenuantes,
Lacrem tuas latrinas impostoras,
Nosso afeto é pegajoso e intransigente.

Despontamos no epicentro dos vendavais,
Deixamos a unanimidade para trás.
Nossos corpos consolidam a união,
Somos o Delírio Absoluto da Multidão.

Receba nossa supertônica,
Desapegue-se da bendita erudição.
Na primeira fileira da filarmônica,
Somos o Delírio Absoluto da Multidão.

Receba nossa bioquímica,
Na derradeira fileira da distorção,
Desapegue-se da maldição erudita,
Somos o Delírio Absoluto da Multidão.

Delírio Absoluto, da Multidão Atônita.

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Descomedido charme exorbitante,
Sintomas da severa sedução,
Proliferado em doses epidêmicas,
Contagiosa graça em extinção.

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Teu toque transmitindo imunidade,
Alterou palpáveis bases medicinais,
Aprovada em plena unanimidade,
Trouxe-nos o epicentro dos vendavais.

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Prerrogativa da emancipação,
Síndrome contida e libertada,
O vírus fortalece os anticorpos,
Os corpos consolidam a união.

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Altíssima voltagem nos atinge,
Aplacando opiniões extenuantes,
Lacrem tuas latrinas impostoras,
Nosso afeto é pegajoso e intransigente.

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Receba nossa supertônica,
Desapegue-se da bendita erudição.
Na primeira fileira da filarmônica,
Somos o Delírio Absoluto da Multidão.

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Receba nossa bioquímica,
Na derradeira fileira da distorção,
Desapegue-se da maldição erudita,
Somos o Delírio Absoluto da Multidão.

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⁠Dedico esta Obra 
A Raça Humana, 
Ao que restou dela 
E aos descendentes, 
Que serão inocentes 
Até deixarem de ser. 

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⁠Ensaio sobre a origem do Karma 

O sentimento me foi insuportável, então pela primeira vez escrevi espontaneamente, sem que me mandassem fazê-lo. Não era questão de gosto, tinha a ver com aversão, eu precisava expulsar de meu interior o que me esfolava.

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⁠Dia do Anonimato * 

Dobrou a esquina decidido 
A percorrer um trajeto inabitual, 
Descendo a rua irregular 
Notou pedestres e a muvuca central. 

Gradeados, o asfalto, telhados, 
Uma mureta com degrau, 
Lojas, butiques, bazares, 
Um açougue liquidando bacalhau. 

Automóveis, lixeiras, lixo no chão 
E alguma forma vegetal, 
Flores num canteiro, um bueiro, 
Caixotes, tubulações em geral. 

No estacionamento vazio 
Se encontrava escondido um casal. 
Paralelo ao centro financeiro, 
Muitas cifras, cortesia impessoal, 

Ternos de luxo, limusines, distinção, 
Suavidade fria e cordial, 
Um ligeira coxo que revirava 
Uma tralha imunda próximo ao local. 

Passava um cliente importante 
Pelo detector de metais digital. 

Trinta e dois minutos atrás, 
Uma madame foi assaltada; um marginal, 
Foi demitido de um emprego normal, 
Por não ter concluído 2° grau. 

Uns metros dali estouraram o cartel 
De uma quadrilha internacional, 
Esquema armado, escutas, grampos, 
Traçado por uma equipe federal. 

Ergueu a mão prum ex-companheiro 
Da época que bateu o ponto usual, 
Apertava parafusos, rosqueava, 
Martelava e polia na fabriqueta de pedal, 

Nunca viu a empresa inteira, 
Mas sabia que dali saíam bicicletas no final. 

Parou numa barraca do calçadão, 
Encostou no balcão e pediu um curau, 
Limpou-se com guardanapo de papel reciclável, 
Recordou a vida rural. 

Que remeteu à puberdade, 
Tingida de idealismos e anseio liberal. 
Ouviu o sino e depois um hino 
Vindo da igreja onde ensaiava o coral. 

Leu o título dum livro grafado num outdoor, 
Best-seller na imprensa oficial, 
“A Doutrina dos Humildes”, volume que 
Despertou-lhe o entusiasmo literal, 

Vendeu 40 milhões de exemplares, Virou mini-série de comoção nacional.

Freqüentador assíduo, 
Adentrou no boteco, 
Pediu um téco na medida total, 

Uma pinga com cinzano 
Que desceu raspano 
Que nem água com sal. 

Travou um carteado 
Com os camaradas pingaiadas, 
Gente fina esse pessoal ! 

Virtuoso e desapegado, 
Teve cinco filhos, 
Uma esposa e a ela foi leal. 

Nunca em semanas, meses, anos, 
Centenários e milésimos de segundos, 
Após aquele dia, na história de todos os dias, 

Em todos os dias dos tempos, 
Em todos os tempos da história, 
Apareceu-lhe outro dia tão excepcional. 

Deu-se por satisfeito, visto que 
Com efeito, percorreu seu trajeto inabitual. 

* No Dia do Anonimato ocorreu um fato, 
que não alterou absolutamente coisa alguma.  

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⁠Dobrou a esquina decidido 
A percorrer um trajeto inabitual, 
Descendo a rua irregular 
Notou pedestres e a muvuca central. 

Inserida por michelfm

⁠Gradeados, o asfalto, telhados, 
Uma mureta com degrau, 
Lojas, butiques, bazares, 
Um açougue liquidando bacalhau. 

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