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Não sou poeta desses adereços
ornados por um fim superficial,
tampouco sou um verso de começos
sem termos no sentido horizontal.
Talvez por ser assim sou como sou,
quiçá por ser assim sou mais directo,
porém, nunca a verdade me deixou
a pé entre este chão e o nosso tecto.
E assim, vou bendizendo os eruditos,
os grandes lavradores da velha arte,
aqueles que nos seus versos bonitos
alastram o seu clamor por toda a parte.
As flores, a ilusão, os rendilhados,
alcançam admiração e todo o resto,
deixando os outros versos confinados
a este meu tributo que lhes presto.
"E homens se perguntam:
__Qual o sabor dos lábios dela?
Ao que os pássaros respondem:
__Eles tem o sabor da fruta proibida que marca com pecado o corpo do amante.
As abelhas contra atacam os pássaros:
__Eles tem o sabor do mais puro néctar, colhido de uma flor virgem e que torna o corpo livre do pecado.
Ao que o sonhador poeta apenas sussurra:
__É O SABOR DO AMOR, ONDE O PECADO E A PUREZA SE MISTURAM E ME TORNAM UM ETERNO APAIXONADO."
TUDO LONGE (fado)
Tudo longe, tudo vazio, tudo sem encanto
do teu canto, teu olhar, no peito no entanto
que se põe a suspirar... as tuas lembranças!
Que são lágrimas em rodopios e em danças
na minha saudade. Você está ausente!
Só o cheiro dos teus beijos nos lábios presente
Insistente: - num poema, num verso, num canto
uivando o acalanto, tanto, me jogando num canto
Nem o teu calor, o teu amor, aqui posso tocar
Você está longe... como nostálgico não ficar?
Ai está dor, este pranto, este manto, ai...ai... ai...
não me deixes tão distante, solidão... vai... vai...
A dor do amor sozinho, é tristura grande
que invade a alma, de quem é amante
Tudo tão longe, tão grande, tão emudecido
aqui neste gemido em sofrido alarido...
Me ponho ao vento por ti clamar:
- como é bom poder te amar!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
23 de agosto de 2019
cerrado goiano
Areia entre os dedos
Musica Areia entre os dedos
Voz & violão
Foi como areia entre os dedos que vi muitas situações escapando e nada pude fazer.Quanto mais tentava fechar a mão,mas a areia fugia.
Foi assim que vi você saindo feito areia fina de um rio deixando no meu coração um enorme vazio.
Como o vento que leva a areia do deserto de mim você saiu de perto e se distanciou e muita saudade deixou
Como a areia que escapou de minha mão em troca tenho a solidão e muita saudade de você
Como areia que caiu nos meus olhos hoje estou cego de saudade e triste por não te ver
Como areia levada pelo vento vou seguindo sem destino ás vezes descendo ás vezes subindo estou jogado no relento com muita saudade no peito e você no pensamento
poeta Adailton
Saudade
1 de abr de 2015 17:04
Música SAUDADE
Voz & violão
Um dia voce vai voltar pro seu lar.O seu quarto, a sua cama.Vai está ao lado de quem verdadeiramente te ama.Seus livros, seus cadernos e sua mochila escolar.Ainda estão esperando por ti.Por falar em escola, o seu fardamento é a prova que todos tem saudades de ti.Pois ao ve-lo, junto com o seu casaco de frio,é a prova do vazio que sentimos nesse momento.És uma criança e não sabes dos acontecimentos.Apesar de não está perto de ti e voce não poder ler , mais um dia alguém vai te dizer o que escrevi.Faz tempo que lhe vi, mais nunca vou esquecer da última vez.Apesar do acidente, sempre vou está presente, pois tenho sentimento.Ás vezes me transformo em vento,só para passar por perto de ti.Acredito que seja uma saudade passageira.Um dia vamos sorrir, voce de pé e eu na minha cadeira, voce me chamando de adailton ferreira."Nunca imaginei que um dia fosse sentir o que estou sentindo neste momento.Mas, tento expressar em palavras, meus sentimentos.Entrego nas mãos de Deus esta saudade e tristeza, mas tenho certeza de que não será em vão o que sinto por voce"
poeta Adailton
Enviado por poeta Adailton em 10/03/2019
Código do texto: T6594245
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CANTO DA ESPERANÇA
De João Batista do Lago
A sinfonia da insensatez em toda pressa
Reverbera o prenúncio de toda guerra
Imanência de estados totalitários
Sujeitando a honra de povos na terra
A nota colonizadora é a dó maior
Gerando mortandade com seus fuzis
Prostrando sobre a pátria todos os civis
Famélicos soldados do vão ouro negro
Até quando os senhores donos do mundo
Plantarão toda infinda desgraçada sorte
Subjugando toda uma nação até a morte?
Há de chegar o dia da nova esperança
Há por certo de se compor sinfonia nova
O mundo será jardim de almas crianças
Independente da idade o amor nasce dentro da gente.Com você me enganei completamente, mas já plantei outra semente e ela vai germinar e novamente vou acreditar que todo amor que te dei renascerá.
poeta Adailton
VIGÉSIMO QUINTO HEXÁSTICO
porque igual assim me pretendes
não quero deste mundo fugir
esta dor é um bem que me dói
puro desejo de potência é
nego por fim teu prazer fátuo
melhor viver a dor ousada
Desde moço
Jamais fui o inverso
E mesmo quando
Serei
Pele e osso
Mesmo assim serei
Poeta no universo
Súplica
Queria poder enxergar
Só com os olhos da alma
Sem o habitual criticar
E agradecer a oferta alheia
Poder ter a sabedoria
De só espalhar alegria
Sem presunção
E o orgulho de boa ação
Suplico um coração sem tristeza
Que a vida só me dê clareza
Aos sonhos ilusões de amor
Aos atos semear valor
Aos amigos mais amigos
Entes queridos os inimigos
Sem ser rastejante diante dos fortes
Nem gigante diante dos fracos
Quero aprender o dom de perdoar
Longe o desejo de vingança ficar
Alongando os dias de realizações
Encurtando as noites de angústias
Trazer justiça aos momentos de astúcia
Alicerçando o desejo na divina fé
Tão necessária para poder evoluir
Na grandeza de homem existir
No coração o amor então construir.
© Luciano Spagnol
20/11/2007 - 05’ 30”.
Dia da consciência negra.
Para quem sabe olhar para trás não existe rua sem saída, a vida é um caminho que se segue sem cessar, as curvas, os percalços e obstáculos são inerentes e necessários, é deles que extraímos a experiência necessária para transformar erros em acertos e assim melhorar nossa vida e exstencia.
Vem a tarde, chega à noite valsando em melancolia
Onde o vento entre as secas folhas no tardar rodopia
E o tempo e saudades no peito se fazem em sinfonia
Pra haver outra tarde, outra noite, haver outro dia...
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
FOGO-FÁTUO
Cabelos brancos! Dá-me calma no espanto
A esta tortura de sonhador, tolo e sofista:
No tempo o desdém ao tempo, veloz tanto,
E assim perdido pelo mais que não exista;
Tal fogo, que no espírito me é pranto
Me enregela e logo encalma, sou artista
De quimeras, reveses, e que no entanto,
Deste fado, que ao criar tenho luz à vista:
Dando a melancolia remédio de alegria,
A razão saudade, e a loucura esperança
Assim, ardendo no peito a doce fantasia;
Se absurdo, absurdo é não ter teimosia
Pra fugir com a ilusão onde ela alcança
E então, ter a realidade cheia de poesia...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Setembro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
DESEJO
O silêncio que brada, desnorteado
No cerrado, que a chorar me vejo,
O peito na dor que sofre, separado
Do outrora, na saudade me protejo.
Não me basta saber do passado,
Se, se amei ou fui amado; desejo
Mais que afeto simples e sagrado,
Quero olhar, laço e um doce beijo.
Ao coração que tolera, só ousadia
Não me acanha: pois maior baixeza
Não há que paixão sem ter o calor;
É a justa ambição que eleva a poesia
Ser poeta sempre e, na sua pureza,
Deixar seus versos cheios de amor.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
20 de setembro, 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Amor, a força desconhecida da coragem
Dentro de nós há um fogo intenso chamado medo. Assim como as cores do fogo que faz mudar o seu aspecto, esse medo possui características camaleoas, às vezes o comum vermelho dá as caras, outras vezes é o azul, também comum, se manifesta, outras vezes percebemos o amarelo, ou o laranja ou até mesmo o verde. O aspecto da cor depende do material que queima. E o tipo de medo varia do tipo de coragem que nos falta. A existência do medo é a ausência da coragem. E a existência do fogo é causada pela presença do ar que respiramos. Numa análise cruzada e filosófica, realizada apenas através do olhar hipotético e generalista, podemos definir, que se há oxigênio então aí está o risco de haver fogo e assim não haver coragem de combatê-lo, mas se para haver vida é necessário que respiremos o nosso famoso "H2O", então a coragem deve vir de uma força desconhecida, porém altamente eficaz, visto os inúmeros casos de amor que após suportar inúmeras batalhas travadas venceram e foram "felizes para sempre", não como nos contos irreais e inspiradores, mas nos casais da vida real dos quais se destacaram na história casos e casos de amor eterno, enquanto duraram - disse o poeta.
Pressume-se que essa força desconhecida, audaciosa, e por vezes, intrometida, seja o tão famoso - porém ainda sendo muito misterioso - "amor", a cura de todas as feridas, o milagre real, que escolhemos dar as mãos e confiar, e ser feliz, ou se queimar na solidão. Talvez o inferno isso - uma analogia terrível, e compreensível, da falta do amor, contudo, que os incautos argumentem suas más escolhas para longe de mim, eu escolhi dar as mãos ao amor e ir para o céu, e claro, com você.
REMORSO
Hoje, eu sei, a contrição com a dor
Te beijei na saudade, e assim ando
Forjando e padecendo, até quando
O teu cheiro será o meu condutor?
Às vezes, eu me vejo te chamando
Nas lágrimas versadas sem expor
Da alma, me calo, e torno sofredor
Cansado, neste tal sentir nefando...
Sinto o que no tempo desperdicei
Choro, no início da minha velhice
Cada seu, que eu não aproveitei…
E nesta ilha de suspiros e de tolice
No teu breve adeus, tarde cheguei
Sem que desta falta remorso visse!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, fim de setembro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
VERSOS DE AMAR (soneto)
O poetar que sofre, desgarrado
Da emoção, no exílio sem pejo
Da inspiração, ali tão separado
Calado, e sem nenhum desejo
Não basta apenas ser criado
Moldado na doçura dum beijo
Nem tão pouco ser delicado
Se o cobiçar, assim me vejo
O poetar que tolera, e passa
Sem se compor com pureza
Não há quem possa ele criar
E mais eleva e ao poeta graça
É trazer na poesia a grandeza
E a leveza dos versos de amar.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, outubro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
