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A rima de minha poesia está nas palavras desarrumadas, na nobreza da espada nua e no vazio infinito da alma.
Amar é de uma magnitude inimaginável e de uma incumbência heroica.
O prazer e a felicidade são viés imponentes e o sofrimento inevitavelmente nos mostra que estamos amando.
Pois amar também implica em chorar.
O fim é o sereno de uma noite calada e abandonada; É o ontem que se torna o presente em um imaginário saudosista;
O fim são enamorados que perde o seu amor e que guarda na profundeza de seus corações.
O fim é também o amanhecer, onde as flores desabrocham e exalam um velho perfume conhecido;
São aves douradas que ganham o céu ensolarado sem saber onde chegar mas que voam, voam e voam.
... e pelos caminhos iluminados de sol, vê-se a noite de uma lua rodeada de estrelas e de amores disfarçados de aurora que adornam o amanhecer de um dia ensolarado que não anoitece... nesse amor adormecido cortejei meu único farol... lacrimejado das desoras que amei.
E. de repente fiquei só, sem amigos, a culpa foi minha? sim, imaginei que não poderia ter mais do que aqueles amigos e de repente fiquei só, um estudante com seus sonhos, um pensador com suas ideias, um coração pensando em Deus.
recomeçar, dá um novo passo, ousado e sonhador, um coração saudável, pulsando apenas o bom do amor...
quando senti uma dor no peito, não pensei mais em mim, pensei em minha mãe, me senti perto do fim e ser mais um que passa, sem ainda poder fazer feliz quem realmente na vida devemos amar...
que as flores não desabrochem em meu caixão, as flores que tanto desejei nas procelas, evitem as flores e o queixume sepulcral das velas...
Meu amor se foi, estava aprisionado nos calabouços de minhas ilusões, à deriva,abandonado, pois nas ruas e em cada esquina está meu coração pra quem quiser roubá-lo.
As flores sem você outra vez, apequena a imensidão de um jardim na escuridão de uma madrugada, essa noite fria e calada estende manso itinerante de um amor sem dimensão e mais nada.
Que nos corações conservadores possa existir o humanismo para poder chamá-los de homens.
Que o ódio seja ponderado no calvário do bem.
Que não sejamos indiferentes ao aracati tardio de um crepúsculo sem estrelas.
Somos o "eu te amo" no leito das amantes. Um apátrida cantando hinos nacionais.
Declame o horizonte do Brasil sem ser poeta.
Quantas poesias lhe dediquei, quantas saudades encravadas no peito de onde se ver o sangue jorrar lentamente, quase imperceptível, que teu silêncio seja a minha oração e a minha absolvição em uma confissão sem fim.
Lampião em Uiraúna:
Uiraúna demonstrou sua força indiferente a sorte, a espingarda rezou na terra dos sacerdotes.
O sol desvairado ao meio dia,
iluminando o céu nebulento,
e a prece que no meu peito irradia,
é adoçar o meu lamento.
O fulgor que pulsa o coração,
enamora com o acaso em terno ardor,
e o que resta dessa ilusão,
é você, meu amor.
As estrelas piscam e brilham,
pequenas luzes distantes,
ilumina os meus instantes,
nos instantes que neblinam.
Essas luzes delirantes,
que no brilho da lua se homizia,
onde está os amores apaixonantes,
que desejei e que amei algum dia?
Perambulando no horizonte,
de leste a oeste,
a procura do acalanto,
onde o sol escurece e traz um novo dia.
O amor é a loucura do divino, um grito apavorado, uma oração, o silêncio, a honradez sacerdotal e profana do homem...
Eu sou uma palha, benta no domingo de ramos, que desatina as tempestades dos desencantos e acena para o começo de uma nova era, refazendo os caminhos trilhados em busca da felicidade, onde o vento sopra em desencontros, mas sou palha benta e tenho um canto em cada canto das ruínas e paraísos da existência.
E no cume do prazer, na sua espera inteiramente, nem pedaços pude juntar para fomar você, intervalo entre a paixão e a razão de viver.
Os rios passam cristalizando as areias desertas,
e as aves bordam despretensiosas o céu azulado.
As noites são frágeis abrasadoras chamas de velas,
que se apagam ao relento dos ventos,
e que se afugentam rapidamente,
por debaixo da sombra do amanhecer.
Viver é uma densa loucura,
nostalgizando as manhãs mau nascidas,
e ensolarando as noites indormidas,
que se abrasam no casulo do tempo,
- esperando nascer.
A vida é simples
De uma ternura requintada
No brilhantismo da estrela d'alva
Serenando o horizonte da madrugada.
A vida é requintada
Pelo sabor das iguarias da dona de casa
Na poesia do boiador que invade
Os campos poetizados de saudades
A vida é abençoada
No terço desbulhado de piedade
No "Deus me livre" do pecador inocentado
Nos benditos das beatas do rosário
A vida é uma fascinação
No melaço das abelhas sem ferrão
Dá água gelada em alumínio ariado
No beijo acerteiro dos enamorados.
A vida não é ilusão
Nas mãos que arrancam legumes do chão
Na bravura de Maria queimando o carvão
No suor de meio dia esperançando o trovão.
A vida seu caba é o hoje de um agora mais não.
Geraldo Neto
quando a saudade me visitar nos idos do tempo e nas desoras da noite, ouvirei o silêncio que trancafia as lágrimas entaladas na garganta da memória, irei bendizer pelas ditas e pelo suor derramado, adornado pela beleza da grandiosidade dos seres que junto a mim divinamente cintila como o arco-íris e religiosamente, quando a saudade me visitar, fecharei os olhos na gratidão do guerreiro já no ocaso de seu labor para que reste um pouco de lágrimas e o que escrevemos na história... Ah se mais uma vez a saudade me visitar...
Bem baixinho vai-se ouvindo o silêncio
si-len-ci-o-sa-men-te, mente.
E diz devagar aos gritos, len-ta-mente
mente.
Pois bem baixinho o amor vai dormindo,
e vou indo na lembrança como quem ama.
Cantando poesias de ninar, sem algo de amar
amargamente, mente, silenciosamente.
Na lentura que serenou o orvalho,
Nasce a flor de gredelém,
serenando de prata, Belém,
vivificando a nascente do Arrojado.
Do luzeiro, a invitação da sabedoria,
À juventude e suas singelezas,
De Uiraúna a sacerdotal poesia,
De ser encoberta por um denso véu de estrelas.
A Ordem DeMolay bordou,
Em cada canto um sentido de viver,
De Molay Uiraúna herdou,
A lealdade e a ousadia de ser.
Uma história de glória se escreveu,
Da Catedral, louvam o capítulo amado,
E dos sertões és o prodígio que nasceu,
O Capítulo Belém do Arrojado.
E na contagem da altivez,
o número é sete, meia, três.
O sol rompe o horizonte com seu esplendor, e insulo amanhece principiando o alvorecer, sem lua, estrelas, em um céu guiador, para toda imensidão vermelhecer.
Ousadamente, apartado, o sol ergue o amanhecer.
