Tag poesia

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A noite lacrimeja de alegria o horizonte serenando a face da terra sob a fímbria de luz de um luar esplendoroso.

O acaso soprava favônios perfumados e o alvorecer prenunciava o amanhecer com seus raios dourados.

Os sonhos são estilhaços de luzes jogadas no firmamento feito estrelas nevoeiradas.

O silêncio da madrugada é a poesia suave de sua voz adormecida e os nossos mistérios trancafiados nas noites já esquecidas.

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Vi no horizonte brotar uma rosa, na mansidão da aurora, onde brotou o sol.

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Somos eternos enamorados e o nosso amor é mais intenso a cada dia como o sol esplendoroso que aquece o horizonte e como a noite de luar que cintila nossos abraços em um denso véu de estrelas. O tempo ainda sopra favônios perfumados em nossos olhares sedentos e sobre o nosso sorriso inocente. O nosso beijo tem o mesmo sabor da primeira vez que meus lábios se encontraram com os teus,a nossa música é a mesma canção que começa e termina cantando, eu te amo...

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O canto angorento das aves bordou o horizonte do universo em uma saudação melancólica que prenunciava a vida em sua predileção assombrosa e apocalíptica do fim, cortado pelo arco íris que limita o belo e o triste, ainda há de se ouvir o canto do carão festejando o inverno, sob o olhar penetrante da coruja que bisbilhota os quatro cantos do mundo no recôndito da ilusão, a vida é um sonho.

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À procura de riqueza o poeta destinou o seu destino, ao sonhar com um caminho que parecia ser divino, sob a luz do luar enfrentou a sua sina, encontrou uma botija que sonhava desde menino.

Em uma madrugada de solidão, há anos estava guardado, escondido e acuado sua grande realização, o poeta reencontrou e por ali mesmo se debandou sem ter imaginado que teria encontrado o seu próprio coração.

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Toca-me as cordas musicais da existência, em notas sonoras adormecidas, em um canto de encantos de mocidade, as estrelas de noites mal dormidas, brilham em um céu de saudades...

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Vi relógios apontando o horizonte, mil relógios desapontando, os meus passos atrasados e distantes.

E vai-se indo no entardecer, as noites indormidas, nas esquinas da vida , a lua insinua beijar-me a fronte, e, mesmo assim distante, vi além mar, o horizonte

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e se contenhas com uma flor, seu perfume e sua delicadeza, sua fragilidade e beleza, então, se contenhas com uma flor, enquanto não floresce o meu amor...

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Somos metafisicamente iguais, percorremos aerovias distantes, escrevemos chatismos delirantes e choramos por amor, chorar por amor ainda é romântico, absurdo poético!

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A rima de minha poesia está nas palavras desarrumadas, na nobreza da espada nua e no vazio infinito da alma.

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Amar é de uma magnitude inimaginável e de uma incumbência heroica.

O prazer e a felicidade são viés imponentes e o sofrimento inevitavelmente nos mostra que estamos amando.

Pois amar também implica em chorar.

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O fim é o sereno de uma noite calada e abandonada; É o ontem que se torna o presente em um imaginário saudosista;

O fim são enamorados que perde o seu amor e que guarda na profundeza de seus corações.

O fim é também o amanhecer, onde as flores desabrocham e exalam um velho perfume conhecido;

São aves douradas que ganham o céu ensolarado sem saber onde chegar mas que voam, voam e voam.

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... e pelos caminhos iluminados de sol, vê-se a noite de uma lua rodeada de estrelas e de amores disfarçados de aurora que adornam o amanhecer de um dia ensolarado que não anoitece... nesse amor adormecido cortejei meu único farol... lacrimejado das desoras que amei.

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asperamente terei, um apenas, enfim, talvez...

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E. de repente fiquei só, sem amigos, a culpa foi minha? sim, imaginei que não poderia ter mais do que aqueles amigos e de repente fiquei só, um estudante com seus sonhos, um pensador com suas ideias, um coração pensando em Deus.

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recomeçar, dá um novo passo, ousado e sonhador, um coração saudável, pulsando apenas o bom do amor...

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quando senti uma dor no peito, não pensei mais em mim, pensei em minha mãe, me senti perto do fim e ser mais um que passa, sem ainda poder fazer feliz quem realmente na vida devemos amar...

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que as flores não desabrochem em meu caixão, as flores que tanto desejei nas procelas, evitem as flores e o queixume sepulcral das velas...

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Meu amor se foi, estava aprisionado nos calabouços de minhas ilusões, à deriva,abandonado, pois nas ruas e em cada esquina está meu coração pra quem quiser roubá-lo.

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As flores sem você outra vez, apequena a imensidão de um jardim na escuridão de uma madrugada, essa noite fria e calada estende manso itinerante de um amor sem dimensão e mais nada.

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Que nos corações conservadores possa existir o humanismo para poder chamá-los de homens.

Que o ódio seja ponderado no calvário do bem.

Que não sejamos indiferentes ao aracati tardio de um crepúsculo sem estrelas.

Somos o "eu te amo" no leito das amantes. Um apátrida cantando hinos nacionais.

Declame o horizonte do Brasil sem ser poeta.

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Quantas poesias lhe dediquei, quantas saudades encravadas no peito de onde se ver o sangue jorrar lentamente, quase imperceptível, que teu silêncio seja a minha oração e a minha absolvição em uma confissão sem fim.

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Lampião em Uiraúna:


Uiraúna demonstrou sua força indiferente a sorte, a espingarda rezou na terra dos sacerdotes.

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O sol desvairado ao meio dia,
iluminando o céu nebulento,
e a prece que no meu peito irradia,
é adoçar o meu lamento.

O fulgor que pulsa o coração,
enamora com o acaso em terno ardor,
e o que resta dessa ilusão,
é você, meu amor.

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As estrelas piscam e brilham,
pequenas luzes distantes,
ilumina os meus instantes,
nos instantes que neblinam.

Essas luzes delirantes,
que no brilho da lua se homizia,
onde está os amores apaixonantes,
que desejei e que amei algum dia?

Perambulando no horizonte,
de leste a oeste,
a procura do acalanto,
onde o sol escurece e traz um novo dia.

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