Tag poesia
retidão e justiça
razão e luz
iluminação da vida
no contestar reluz
na faceira vontade de ser verídica.
Entre os embates revolucionais
nas disputas pelo amor-perfeito
o argumento ideal de forças virginais
perfaz a idiossincrasia do direito.
Passou à época de dá flores, ninguém sente mais o cheiro das rosas, os enamorados não são como antes - românticos, não se presenteiam mais com rosas, as senhoras dormem em silêncio com o caixão com cheiro de flores.
- Quero outro cheiro, cheiro de flor e de rosas, cheiro de amor.
Ah se não existisse poesia!
O que seria de nós a cada dia?
Nessa vida de perplexidade.
A poesia faz da vida,
A preciosidade do tempo,
E do tempo à garantia de tudo que se viveu,
É alento e nostalgia,
Foi onde meu ser se perdeu.
Quanta honra ouvir Manuel Bandeira
Ensina pela nostalgia
Propõe-se com singeleza
Os jovens não escutam Manuel Bandeira
Não sei se já sabia
Ele escreve como ser na vida
E inspirou-nos a revermos o dia
Assim foi Manuel Bandeira.
dentre as mãos - quisto vivente,
nos encalços dos meus passos,
é o amor que ninguém mais sente,
o soluço de um sorriso calado.
é a dor dos torturados
da opressão e do horror
feito escravo que engole sua dor
sobrevivente de um amor açoitado.
vi do horizonte brotar uma rosa
feito arrebol na mansidão da aurora
nas tempestades de onde brotou o sol.
Silêncio, silenciosamente
a vida se cala profundamente
no entreter das horas
no último canto das aves candoras
na desilusão do anoitecer
a vida, simplesmente a vida
um dia irá amanhecer.
Adeus, adeus
vou deixando os meus
sem dor e cicatriz.
Sorrir, sorrir
o bom da vida é não desistir
das pessoas que me fizeram feliz.
se restar ainda uma verdade
será apenas a saudade.
minha grande ternura pelas pessoas que naturalmente e sem nenhuma invasão ocupam a mente e compõe a alma da pessoa que com ela sorrir naturalmente e pelo seu jeito de ser prende a sua atenção.
na solidão das desoras,
das dores envoltas de maldades,
vai escurecendo a noite tenebrosa,
e chuvas cálidas,
de lágrimas e saudades.
As lágrimas da escuridão
vagando na vasta imensidão
da solidão.
nada se ouve e se ver
sozinho a se perder
nos intervalos do viver.
o acaso solta rojões
de infindáveis ilusões
que só merece orações.
Ao lado de uma boa companhia, na inércia inanimada, lê-se poesia...
comentário ao monumento de Carlos Drummond de Andrade, Rio de Janeiro.
o amor que dedicastes
no êxtase da mocidade
apenas expressava
o quanto eu amava de verdade.
éramos alegria
a pura nostalgia
de sermos um, paixão das idades,
que hoje só resta, só resta saudades.
as águas que correm do monte se acalantam lentamente entre as pedras e se jogam oferecidas ao infinito.
ainda há sangue nas feridas que causou logo pela manhã o destino, quando cantava o novo dia o assobio de um passarinho.
haverá chuva e sol, assobios e caminho, um dia encontraremos nosso ninho...
o tempo é tão inútil quanto seu penar
e vou ter com esse tempo te esquecer
e com você em minha vida morrer
como se eu nunca tive que te amar
para sempre, não posso te chamar de amor
foi alguém em minha vida que tudo alegrou
a minha vida, minha vida de horror
era a última poesia e a última quimera, era um poeta e um drinque, a solidão ouvindo uma música qualquer, se ouvia ventos e ventos, sozinho e sem escrever, dentre os dentes mastiga alucinações e na cabeça recordações - na poesia querendo morrer e preso na vida para viver... sou a música esquisita e a última bebida como sabor de não sei o que...
almas sozinhas vagam e se espraiam
nos vazios das saudades desesperadas.
O sol se agoniza ao se pôr em seu próprio ventre com raios luminosos se envermelhando.
as flores despetaladas no caixão acenando para o fim em lágrimas contidas quando a garganta estava chorando.
o sangue que corre todo ser é algo perplexo que invade o peito quando nada dá jeito e o medo assola volta e meia assobiando.
o girassol se curva à noite na fidelidade espúria da natureza, com a certeza do nascer do sol.
ouvi a voz do vento a me chamar oscilando as cortinas da janela do meu quarto, reparei a lua e ela estava coberta por nuvens negras sem poder me inspirar, sem poesia, sem nada, pois a lua em sua infidelidade acariciou os instantes e fez de uma noite qualquer, o beijo daqueles apaixonantes quando eu olhava pra noite esperando ouvir palavras delirantes e ao despertar vi o sol ao romper o horizonte com tristeza, sem noite,sem lua e sem estrelas...
coladinhos falando com seus lábios vou dizer que estou com saudades da minha língua passando por eles de seus dentes a morder os lábios meus, na arte louca do prazer, mordendo sua orelha e bem baixinho dizer, sou teu, me morde, me bate e me faz ser todo seu...
as cálidas noites pareciam ensolaradas em quentes desoras no ápice sonoro do meu êxtase.
tudo era eterno e o sol no céu se perdia no lacrimejar de uma madrugada ensolarada.
só exista eu e apenas um eu na união envergonhada de nossos corpos.
o pensamento tem cheiro de alguma coisa com gosto de nada, porém, existe.
ensolarado os restos de nossas vidas, a vagar na escuridão do dia, esperando por alguma coisa que brilhe.
eu sei que nada posso falar
desesperadamente
inconsequentemente
na impossibilidade de um dia te amar
só quero um sorriso seu, um abraço quente e eterno, mesmo sem a magia de sua tentadora e louca nostalgia.
trouxe rosas vermelhas e sua tristeza dilacerante que se tornou edificante com o romper dos lábios pelo sorriso; as rosas exalaram perfume, cheiro de felicidade que só sente quem se sente veementemente.
aonde você estiver guarde meus pensamentos
que lancei aos ventos
guarde-os, para saber que nunca vou te esquecer.
pois não consigo parar de pensar em você.
aos poucos vou perdendo a veneração dos meus amores e o desejo oculto e inquieto que está desvanecendo, vou ficando só e sozinho sentindo os maiores prazeres que podemos alcançar mediante as limitações que nos é imposto, ah quem tanto quero e desejo, faço uma oração a deusa dos prazeres e rogo pra quem te ganhou te fazer feliz e satisfazer toda fantasia que o ser humano inventa...
