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"O que é a vida?"
O que é a vida, senão um sopro ao vento,
Uma chama que arde, um eterno momento?
É o riso e o choro, a dor e o contentamento,
É o tecer do tempo, é o nosso alimento.
A vida é um rio que corre sem cessar,
É o sol que se põe, é a lua a brilhar.
É o amor que floresce, é o medo de amar,
É o sonho que nasce, é o desafio de sonhar.
A vida é um livro, cada dia uma página,
É a busca da verdade, é a mais bela viagem.
É a esperança que renasce, é a fé que nos embala,
É a força que nos move, é a paz que se instala.
O que é a vida, senão um presente divino,
Um mistério profundo, um destino tão fino?
É a arte de viver, é o maior ensino,
É a canção que ecoa, é o nosso hino.
Embora não sejam a mesma coisa, sentimento e poesia andam juntas, porque poesia não é um jeito de escrever é um modo de sentir.
A diferença de um poeta e de uma pessoa comum não é que a pessoa comum tem dificuldade para escrever, tem dificuldade para sentir. O poeta sente muito, sente até a fratura exposta da emoção.
minha pequena sombra.
eu estou perdida na minha sombra, mas ninguém percebeu, eu estou perdida a alguns dias ou meses, ninguém sabe ao certo, mas e muito difícil de sair, tem alguma coisa que me prende aqui, eu n tenho forças para ir embora...
minhas forças foram embora, eu talvez esteja me acostumando com a sombra, eu gosto dela, eu entendo ela, e no fim sei porque ela esta aqui.
nao sei para onde ir, a sombra esta indo embora, eu ja me acostumei com ela aqui, se ela se for eu chorarei, eu me apeguei a essa sombra. mas pq ela ja que ir? ela poderia ficar mas, a noite esta vindo e ira a levar, nao é justo!
porque levaram a minha sombra?.
Letrado o vivente que é filiado da simplicidade
Em tempos de aluados e rasos
No qual a vida caótica se tornou espetáculo
Foi-se de partida o Vendaval de paixão
e abrigou-se a tentação
resta-me casar a visão em esperança
Em espera do sopro que um dia já foi sincero
E parceiro
trazendo consigo a serenidade e a plenitude
que tanto anseio em meu coração inquieto.
Para o poeta que nunca é poesia...
Esse texto é para todos aqueles que são poetas, mas nunca poesia. Sei quão difícil é proverir as palavras mais belas para outro alguém, mas nunca ser retribuído. Entretanto, meu caro escritor, gostaria de expressar minha admiração por suas mentes brilhantes e agradecer-lhes por serem minha maior fonte de inspiração sempre que for escrever um algo sobre amor para com o próximo, sensibilidade e criatividade. Gostaria de mostrar lhes que poeta também pode ser poesia. Não acredita?
Pois então... Eu poderia facilmente compará-los a quaisquer um dos maiores gênios da sociedade, pois vivem criando e embelezando a realidade. Certamente, não é uma tarefa fácil transformar em beleza um coração partido, isso é um privilégio, uma dádiva, até algo divino. É admirável a forma com que conseguimos nos expressar, até quem não aprecia a arte certamente se encantará. A maior arte somos nós, e às vezes nem percebemos eventualmente procuramos inspiração e não nos damos conta que ela está escrevendo. Tocar corações com simples versos rimados, transformar o irreal em algo já não mais tão raro, traçar uma vida por belas linhas tortas... Ah poetas... Somos como diamantes, nossas obras são preciosidades, são delicadas, exalam a força de uma arte quase que apagada. Falando de amor ou não, é sempre coerente. Embora há quem diga que somos loucos. Mas loucos ou não, são através de nossos versos confusos que militamos, nos expressamos, inspiramos... E é isso que faz ser arte, o costume deve preservado. Sabem o diferente da poesia? é que é escrita pelo coração, geralmente tem um toque ou outro de realidade, mas não costumamos usar a razão. Tendo em vista que ela é dura, muitas vezes preferimos a transformar. Interpreta-la de uma forma mais leve, só assim conseguimos encantar. Como poeta aprendiz, sempre admirarei este trabalho, essa arte, onde o coração e a imaginação andam lado a lado. Obrigada, meu querido poeta, por ter sido inspiração, sempre que pensarem não ser poesia lembrem-se, seremos sempre nossa maior fonte de inspiração.
Entre dores e pontadas no Coração eu senti
Essa é a minha jornada, esquecer o que vivi
Buscando alternativas, eu não tive solução
Escolher perder a vida, ou Sangrar teu Coração?
O medo
O medo bate a porta
Será que da janela
Alguém pode me ouvir?
Será que vem um anjo
Ou alguém interceder por mim?
Na rua escura sobre o céu estrelado
Difícil ouvir algo
Com meu coração tão acelerado
Na ida ou na volta
O medo sempre nos escolta
Será que pra casa eu vou voltar?
Ou mais um caso na TV irá passar?
Um dia novo, mas tudo igual
Na TV passa
O que parece ser normal
O amor
Se o amor dos olhos teus
Não te encante
Não te preocupes
São só instantes
Num mundo vasto
Ainda a conquistar
Solidão
Se tudo que te dissestes
De nada valerá
Caberá ao meu coração
A solidão de um esilio
Como o trem que passa no trilho
Caberá a mim a vagar
A sociedade
A sociedade exerce um poder
Como um lobo faminto
Tão rígido ao ponto de estraçalhar
Tão severo ao punir
Corpos ocos
Mentes sombrias
Infância dolorosa e fria
De quem só queria sonhar
Triste infância
Minha vó faleceu
Antes de me vê crescer
Tanta coisa eu queria e não pude lhe dizer
Minha vida seria diferente
Se estivesse ao lado dela
Uma infância violenta
Crescida na favela
Uma mãe tão imatura
O pai sempre alcoolizado
Uma família sem estrutura
8 filhos sem preparo
Dai em diante vieram os padrastos...
Sempre explorando seus filhos em troca de uns trocados
Sustentando viciado
A exploração infantil foi legalizado?
Mas que diabo
Uma infância tão ruim
Pq não foi denunciado
Investigado
Todos sabiam dos abusos
Mas preferiram ficarar calados
Deixaram aquelas pobres crianças sem amparo
Vento que venta
Vento que venta lá, venta cá
Dois pesos
Duas medidas
Duas almas aflitas num jogo de azar
Tudo outra vez
Da janela do meu quarto vejo o sol nascer
E se intristecer com o anoitecer
A lua por sua vez é toda pretensiosa
Com uma forma deslumbrante
Chega sempre a mesma hora
Horas se passam
E logo amanheceria
Dando lugar a um novo dia
O galo vai cantar sua linda melodia
E vai repetir tudo outra vez
Providência
Eu vejo cenas de um video alterado
Mudança no cenário
Não importa o pecado
Nada justifica a execução
O jovem já tinha se rendido
Pra que matar o menino
Que pediu pra não morrer
Olha lá o garoto ensanguentado
Colocaram uma arma na mão de Eduardo
E fizeram dois disparos para o lado
Três polícias acusados pela morte
Começaram a ser julgados
O que leva um crime confesso e provado
Levar dez anos para se resolver?
Justiça pelo Eduardo e outras vítimas
Que perderam suas vidas
Nessa guerra de poder
Já fiz até uma reza
Pra isso nunca mais acontecer
Predestinado
Cabeça a mil
Coração angustiado
Mais uma injustiça
Um destino marcado
Será que Deus escolhe seus afilhados?
O menino que não desistiu de sonhar
Victor era um menino
Que tinha o sonho de conhecer o mar
Ele morava no interior
Mas isso não o impedia de sonhar
Andando pra escola
Sempre a cantarolar
Enquanto ele imaginava
os seus pés tocando o mar
Ele guardava uma foto
Que passava horas a olhar
Única ideia que ele tinha
De como realmente era o mar
Um certo dia
Ele ganhou de aniversário
Da madrinha que de longe vinha
Um presente inesperado
Era uma passagem de ida e vinda
E na sua dinda deu um abraço apertado
Chegando no Rio de janeiro
Seu intusiasmo gritava alto
Ele nem podia acreditar
Que seu sonho ia ser realizado
Quando chegou na praia
E seus pés tocaram a areia
O menino começou a chorar
Sua madrinha segurou suas mãos
E continuou a caminhar
Chegando no mar
Se jogou de cabeça
Pulava todas as ondas
E tinha um sorriso de orelha a orelha
Enquanto sua madrinha o admirava
Com tanta proeza
A depressão
A depressão é como um fio desencapado
Transbordando energia de um sentimento Afogado
É como uma onda que tenta te derrubar
Você sente como se tapassem a sua boca pra Ninguém te ouvir gritar
E você luta incansavelmente até se esgotar
Uma oportunidade de sonhar
Conheci a dona Sandra
Que vem correndo do trabalho pra não se Atrasar
Todo dia uma luta
Pra ela conseguir trabalhar e estudar
Quase consigo ouvi-la respirar
Mas nunca a vi resmungar
Ela tinha um sonho
na enfermagem queria se formar
Mas como uma típica mulher brasileira
Cedo teve que trabalhar
para seus filhos poder criar
E na casa de família ela foi parar
Ela tem olhos de quem não desanima
Uma voz serena que parece cantiga
E mãos que parecem mãos de quem os seus netos acaricia
Enquanto escreve a matéria do dia
Ela transborda amor e alegria
E uma humildade e gentileza que nos contagia
Mas se engana a dona Sandra
Quando diz que o sonho era de quando ela era nova
Pois pra crescer é só plantar uma semente e regar a planta
