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TERCETO
Não há matéria para se fazer a tristeza
nessa manhã, manhã perfeita
se a mão que me deu maio fosse a tua.
VINHETA
Ame-se o que é, como nós,
efêmero. Todo o universo
podia chamar-se: gérbera.
Tudo, como a flor, pulsa
e arde e apodrece. Sei,
repito ensinamento já sabido
e lições não dizem mais
que margaridas e junquilhos.
Lições, há quem diga,
são inúteis, por mais belas.
Melhor, porém, acrescento,
se azuis, vermelhas, amarelas.
O SÓ
Na longa alameda a luz aos pedaços cai
mole do alto dos postes. Ele olha.
Para que não doa, apenas olha.
E não dói.
O DOIDO
Diziam, verdade ou não, que fora rico e são
e que a despeito dos bens que possuíra
acabara endividado, falido e torto. Talvez
por isso, embora miserável, a cabeça
reta, o andar
de quem governa e pisa terra extensa e sua
em perambular sob o sol absoluto,
absorvido sabe-se lá por que delírios.
Absorvido sabe-se lá por que delírios,
insultava o vento e o vazio numa agitação
de cabelos e palavras e era comum
vê-lo penteando com seus dedos
encardidos a água das praias,
como se província sua,
como sua líquida mulher ou filha.
Viveu assim, entre feridas e piolhos,
até que desceu a noite
e uma pedra veio buscá-lo.
Do epicentro da loucura
Uma linha tênue de lucidez
A visão de um futuro forjado platonicamente
A balbuciação de um projeto feliz
Sem explicação profunda
Ou o mínimo resquício de sensatez
Apenas alusões difundidas por afeto
Que não se partem simplesmente ao acaso
Mas que se ligam como um esbarrar de braço em interruptores
E que faz a luz de ambos resplandecer mais forte e vividamente
Pela simplista ocasião de estarem juntos.
Evolução
Não consigo para de pensar, eu sento e o tempo passa.
Eu deito e tempo continua a passar.
Todos os que eu conhecia já se foram.
Já não conheço mais o lugar que vivo.
Por que o tempo faz tudo o que conheço sumir.
Os animais não são mais os mesmos.
Toda vez que pisco se passa 10 anos
Toda vez que durmo passa - se 100 anos.
Tudo que conhecia não são mais o mesmo.
Devo aceita todos que passarão por mim
Ou se adaptarão ou não existe mais.
E eu continuo o mesmo ,já deveria ter me acostumado.
Eu sempre entedia mais sempre negava
O fato que EU A “EVOLUÇÃO” sempre que algo passar por mim ou evoluir ou para de existe.
E triste mais a Evolução sempre chega não importa o quanto Tempo vai levar.
Mulher
Mulher, que todos os dias sejam seus
Que a felicidade seja plena
Que o riso venha fácil
Que as manhãs sejam doces
As tardes tenham chá e brigadeiros
E as noites... que sejam picantes, ou simplesmente oníricas, como deseje
Que sua vontade impere
Sua voz seja lei
Que seu gesto suave dite a direção
Que seu olhar fale por si
Chacoalhe o mundo! Bem misturadinho ele vai ficar do jeito que você quer.
Amor ou desamor?
Você ama ou pensa que ama?
Não faça como muitos
Pois pensam que amor é só na cama
Não seja como todos
Faça do seu par uma bela rima
Muitos confundem prazer com amor
Querem ser feliz sem mesmo ter humor
Querem ser respeitados com grande desamor
Diz que gosta, sem um pingo de temor
Faça do seu par uma bela canção
Uma rima que transforme sua paixão
Uma cor que transborda sua emoção
Em um amor que não seja em vão.
A poesia do escritor nos transmite uma realidade mais das lágrimas e das sombras. Quem pode ler Castro Alves ou Carlos Drummond e não sentiu uma certa tristeza?
Ainda bem que existem aqueles que conseguem fazer rir, mas o humor não é da poesia, é a rebeldia da alma que se recusa a apenas sofrer.
Noite Paulistana
Sem pretensões, apenas uma noite qualquer, paulistana
Noite que começa a luz do dia, que escurece aos poucos
Ela vai te inebriando e soltando as amarras que precisam estar fortes em outras horas
Enquanto a cerveja vai se misturando ao sangue o riso fica mais fácil, as palavras não pedem licença para sair da boca e você vai se revelando bem do jeito que é
Saem anjos e demônios, vomitamos verdades e afirmamos mentiras da quais não abrimos mão, questão de sobrevivência
A noite tem cheiro e gosto de cerveja, de vários tipos, temperaturas e intensidades
As conversas, elas variam tanto quanto essas opções.
De repente a insatisfação te invade e você se vê expulso daquela atmosfera, é como se faltasse ar
Então, busca-se oxigênio em outras paragens
Mais intensas
Mais escuras
Mais verdadeiras
E lá, nessa nova caverna, você mergulha com estranhos, em conversas profundas, questionamentos constrangedores e revelações surpreendentes
Você olha a sua volta e afirma, são apenas efeitos, da noite, paulistana
Noite precoce
Intensa
Despretensiosa
Uma noite qualquer, paulistana.
Eu tenho medo de me olhar no espelho e ver uma flor despedaçada e amargurada.
Com as pétalas machucadas e ao acaso deixadas.
Alguém me amava e eu só ignorava.
Era uma flor ignorante e de amor próprio vivia.
Fui tão cego que isso não percebia.
Mais agora as coisas mudaram, uma tempestade veio e de mim afastou quem tanto insistia em me dá valor.
Por que ontem choveu, a chuva me molhou, pingos escorreram pelo meu rosto e se perderam em algum lugar.
Ontem eu era narciso, agora que o vento me frustrou, a visão voltou e o coração meu próprio orgulho danificou.
A ignorância acabou e o vazio ficou.
Ode ao Falso Profeta
Contuda falaciosa e Condenatória
Tua mão é trêmula teu olhar é Medroso
Tua alma te entrega no Rosto
Ode ao Falso Profeta
Em uma mão Paz na outra Guerra
Moralismo , falso Amor e Treva
Odisséia Horror e Miséria
Ode ao Falso Profeta
tem fome de vil metal
Teu deus é o capital
Perdão e incesão fiscal
Ode ao Falso Profeta
Enganas com proficiência
Cegueira com verniz de decência
Hipócrisia , ritmo e cadência
Ódio ao teu verbete!
Tua ação incoerente
Pleno desamor Incarnado
Aos demais tu desejas
Chumbo ,Dor e Couro Empalhado
Ódio ao teu falsete !
Teu Ego implumado.
Ode ao Falso Profeta !
Autor: Will Educador
Tema: Ode ao falso Profeta
