Tag poesia
eu quero escrever poesia pelo teu corpo
com a ponta da língua
eu quero ir nas mais erógenas zonas
perder-me no teu íntimo
explorar teus picos mais ínfimos
até teu mais voraz
destilar das contrações
me deleitar com tuas emoções
ou me deitar ao palpitar
de nossos inquietados corações
tanto faz
Toda ajuda é bem-vinda, mas ninguém pode te curar.
Só quem conhece o quebra-cabeça da sua alma é você.
eu sou uma folha em branco, e aqueles que atravessem minha vida deixam rastros, seja num belo tracejado ou numa imensa rasura. e não importa quão incompreendido seja para aqueles que chegam. eu sou minha obra-prima, e nem toda obra de arte é feita para ser entendida.
não erramos por dar amor
erramos em nos plantar em solos inférteis que não nascerá flor
erramos em permanecer onde não tem voz o nosso valor
erramos em esperar que nossa entrega seja reconhecida em qualquer pessoa e nela frutifique reciprocidade
- amor e dor;
Não rimam atoa
Um cura e o outro, o outro se torna
A dor só é curada com o amor
E o amor quase sempre que se acaba se torna dor.
Canto da dor
Quando a dor é muita
o medo desaparece,
e o caminho que se mostra
diante do perigo, o abismo,
passa-nos despercebido.
Quando a dor é muita
sufoca por dentro e por fora,
e o sentimento que banha o âmago
é uma amarga desesperança.
Quando a dor é muita,
a música mais ouvida é um soluço
não reprimido, é um gemido aflito
gritando forte no coração ferido.
Quando a dor é muita,
sangra o coração
e o espírito aflito
se angustia.
Quando a dor é muita
aniquila a alma enferma,
anula a razão e a fantasia,
ceifa a essência da vida.
Umbelina Marçal Gadêlha
Anseio
Sabe o que eu anseio agora?
Encontrar alguém
Que não me diga nada
Não me pergunte nada também
Alguém que me ofereça colo
Para eu verter todo o desencanto.
Sabe o que eu mais desejo agora?
Esconder-me de mim no interior
Do meu universo particular
Para se eu quiser chorar
Chorar até me cansar
Ou quem sabe eu possa
Simplesmente divagar.
Umbelina Marçal Gadêlha
Alma terna flutuante
Abnegadamente eu mergulhei
plena de convicções,
às profundezas da minha alma
para mostrar as minhas cristalinas emoções.
Eu me rendi candidamente, despi o âmago,
o mais profundo do meu ser, e revelei
a minha alma original de forma integral.
Intrepidamente fui mais além e desnudei-me
do meu intelecto e mostrei avesso do avesso.
E após despir meu adverso, foram-se os mistérios.
Desfez-se o encanto e não me consenti verter
nenhum pranto para o meu próprio espanto.
Umbelina Marçal Gadêlha
Não quero reviravolta dramática
Tô exausta desse morde e assopra
Corações trocando rosas e socos
Só e bonito em rimas de Leminski
Por mim deixamos de lado a poética
e vamos brincar com a lógica
Quero um sentido e quero um depois
E quero a vontade permanente
Sentimento constante
Que se deixa durar…
Se um dia eu deixar de existir, que as pessoas não se recordem de mim como fui ou como eu era, mas que se lembrem de minhas histórias, afinal, foi assim que eu fiz a minha jornada.
Para amar eternamente
não diga "sempre" ou "jamais"
vá deixando, simplesmente,
um gosto de "quero mais"
Vingança não traz proveito
de seu uso, nem se fala ;
se não conserta o mal feito,
de que adianta praticá-la ?
"Nós"
O sorriso dela encanta
Como as luzes do sol
Cada conversa é um livro
Nós dois não temos temas
Somos livres versos de poemas
Nosso romance é poesia
Sinceros demais com a vida
Relógio? Não somos mais escravos
O tempo tornou-se domesticado
Morremos a todos os momentos
Mas nunca deixamos de viver
O grão de areia da ampulheta corre
Nós dois juntos envelhecemos
Não deixamos de ser belos
Deixamos de viver escondidos
Sem máscaras, somente essências
Nós amadurecemos e florescemos
Abandonando as nossas casas
Sendo até o fim
Nós.
A poesia trouxe-me a oportunidade de colocar um pouco de fantasia, um pouco de humor, de sorriso, não só na minha vida, mas também, na vida das pessoas que me leem e se identificam comigo, fazendo-nos esquecer um pouco a realidade que, às vezes, se mostra tão dura com a gente.
Há pessoas que nos fazem tão felizes,
que quando partem de nossas vidas levam consigo muitas das nossas alegrias...
Caça-Palavras {Poesia}
Jovem, caminhando solitário
O Corvo no alto do galho o observa,
Negro como a noite, mas não sombrio,
Pois sua presença é um mistério.
Jovem segue seu caminho
E o corvo o acompanha
Observando cada passo do rapaz,
Silencioso, Misterioso
Ele fita o jovem com olhos penetrantes e sombrios
O Jovem segue seu caminho sem desconfiar,
Que o corvo o segue com seu andar,
Um bicho místico, que parece um presságio,
Enquanto o jovem segue cético no frio,
sem nenhum arrepio.
Se não fosse você, a vida seria um tanto faz, um mais ou menos, um existir ou continuar. Por tua causa viver se tornou poesia, desejo e necessidade...
E eu vou dormir na certeza que não irei sozinha, minha poesia vai comigo e de praxe você também. Qualquer dia eu juro que te ligo no meio da madrugada só pra te mandar ir a merda, que diabos! Se fazer tão presente nos meus sonhos assim.
Sem amor nos perdemos de nós mesmos. Precisar de alguém não é fraqueza. Precisar de alguém é ter coragem de ser abrigo para outra vida...
