Tag poesia

3626 - 3650 do total de 37092 com a tag poesia

⁠você é uma
miscelânea rara
de lindos poemas
e contos inéditos.
porque perder tempo
com quem lê apenas
os best-sellers
do momento..

⁠Um verso nunca é o mesmo

Nem para o poeta 
Nem para quem tá lendo
Para um é o remédio 
Para outro a doença 

Um esvazia a alma
Outro a preenche 
Um enfeita as profundezas 
Outro enfrenta as incertezas

Um vive como louco 
Outro louco para viver
Dois elos em versos 
Fazem tudo para florescer

Não sei se é destino 
Sina ou poesia, vai saber
Só sei que na mesma estrofe 
Deus uniu eu e você
Poema autoria #Andrea_Domingues ©️

Todos os direitos autorais reservados 30/03/2021 às  15:00 hrs

Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues

⁠Enquanto jogadores e pessoas no mundo inteiro
Protestam exigindo
Direitos humanos,
Brasileiros e brasileiras  brigam em redes sociais
Concordando com a perda de direitos conquistados a duras penas unicamente para defender o seu político de estimação.

⁠Sempre me orgulhei pela minha intensidade,
até que um dia escutei
“você é exagerada tanto que me incomoda”
Me atingiu em cheio
como alguém que disse que me amara pelo que era
queria censurar meus mais puros e fieis sentires?
Pedi perdão por me derramar
pelos sentimentos
pelo meu ser
que tanto era desagradável
perante aquele que sentia tão pouco que era visto
como se nada sentisse
- exagerada

⁠Me ame por quem eu sou.
Não por aquilo que deveria ter dito.
Sou silêncio, sou inexpressão,
Pois seus olhos já me dizem tudo
Meu silêncio dói,
teu choro dói ainda mais.
Mas é no abismo de teus lábios
Que está a morfina de minha existência.

A poesia moderna foi compelida à estranheza e ao silêncio. Pior, foi condenada a tirar só de si a substância vital.

⁠Bailarina que surge na madrugada
Exibindo sua técnica sem dar risada 
Seus olhos verdes minha tentação 
Sua boca carnuda minha perdição 
Bailarina que invade o meu pensar 
Suspensa no ar me faz almejar 
Como seria te conhecer
Como seria te entreter 
Bailarina dos olhos verdes do inferno 
O conhecido buraco abismo eterno 
Me faz pecar só de olhar 
Me faz pecar por desejar 
 Bailarina da internet libertou a fera 
Bailarina do Instagram se torna a Bela

⁠Existe essa beleza sem voz nos tristes momentos da vida. A beleza da falha, do arrependimento, do choro. É a beleza de ser humano onde o melhor da humanidade jamais nos esquecerá.

⁠Pra quem quiser ver e ler, o meu luar é de lua cheia que clareia os contornos do caminho onde coloco meus pés. 
Se deixo pegadas não sei, mas se me enxergas é porque me acompanhas. 
Sou clara no escuro do mundo que rejeitas.

⁠Se amar soubesse, saberia, Filosofia é só rima torta,
Amor mesmo, só com poesia.

⁠Para Os Tolos a Realidade Emoldurada Causa Mais Comoção Que a Realidade Observada 

⁠Enquanto Você Estiver Cegamente Direcionado a um Amor Ilusório, Você Jamais Vai Perceber o Amor Real

⁠⁠É Bem Melhor Viver Na Eterna Dúvida, Do Que Conviver Com a Triste e Momentânea Certeza 

⁠Certamente a primeira vez
Em que vivenciei
O afeto não o reconheci.
Entretanto, meus olhos lagrimejados
O Observaram em cada
Carinho, Sorriso e cuidado
Colo de mãe é ninho 
Seu filho o pássaro.
Até mesmo migrando para tão 
distante Voltarei em direção 
Aos teus, abraços.

⁠Salpicão
Panetone
Arroz à grega...
Tudo passa!

⁠tempestade

Uma chuva de verão
no princípio do inverno
E a sã superstição
diz que vaga no Eterno

um espírito pagão
implorando por perdão
na entrada do inferno...

⁠Vinte e três de abril

Guarde a lança, cavaleiro!
No outro lado do alforje
vai a espada do guerreiro.
Eu não sofro mal algum!

Nem sei bem-dizer se Ogum
é devoto de São Jorge
ou Jorge é filho de Ogum...

⁠ode a odé

A imagem no andor
Sete flechas, dor serena
Na cabana, o benzedor
junta folhas de jurema

Na vontade de compor
sete linhas de louvor,
toda arte ainda é pequena...

⁠dois dois

É menino feito santo;
olha a luz dessa criança!
Escondido no seu pranto
um sorriso de esperança

Quando ouve o povo banto
entoar seu doce canto,
faz ciranda, grita e dança...

⁠zi fi

De visita a uma dama
que mexia com o além,
perguntei: como se chama
esse velho sem vintém?

Rindo, disse a tal mucama:
preto-velho não se chama;
se precisa, ele vem...

⁠⁠Maldição de Lilith

Detentora do crepúsculo
Seu cerne angustiante, fará dela meu abrigo
Presenteada com marca condenável
Desafiando a ordem, a natureza proclama
Lilith, a falha proclamada
Jaz solitária, escondida no lado negro
Até a minha porta encontrar, benção melhor não há
Semblante curiosa, a me observar
Com sua beleza macabra, o coração a palpitar
Sem necessitar de permissão para entrar
Desprovida da luz, busca a morte, sem importar

Jogada ao chão, sem nenhuma tensão
Fugaz choque a me vincular
Tentativas desesperadas adornada ao frio
Seu sucumbido corpo a quase ficar
Sem nada mais imediato para ofertar
Minha vida em prol da liberdade, eu desejar
Acionando extrema inquietude
Pois vida já não há
Em obsessão, rezas ao amanhecer, crédulo a ofertar
Amanhecer que nunca chegara
Amanhecer que nunca chega
Agora há de se mostrar
Pois sua maldição não mais jaz em mim
No corpo dela, há de retornar.

⁠Tenho me consolado com a paciência do tempo.

⁠Gosto da conotação poética que o meu nome ganha em sua boca. 

⁠A medida do amor é amar sem ter medida
Por isso eu te amei muito, mulher
Quebrei a cara confiando em amar e você me ensinou como é
Me entreguei nessa ilusão, fui cobaia nessa palhaçada
Não vou mais me apaixonar, vou viver na revoada

⁠Ensinar é poesia em ação, é acreditar na força do conhecimento no ato de humanização.