Tag poesia

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⁠Soltei todos os nossos bois
no pasto do folclore só
para ver o quê vai dar,
Primeiro soltei o Boi de Reis
para ele me mostrar 
se realmente chegou a minha vez
de saber realmente 
onde o meu amor está. 

Soltei o Bumba-Meu-Boi
para saber por onde o amor foi,
Soltei o Boi-Bumbá 
para saber se o amor escrito
no meu destino está.

Soltei o Boi-de-Mamão
para saber se realmente 
vou encontrar o amor 
com todo o fervor no coração,
e pedirei a nossa benção. 

Soltei o Boi Calemba
para ele me ajudar a encontrar
um amor que seja feito de poema,
Soltei o Boi-Surubim
para encontrar um amor que realmente tenha nascido para mim.

Soltei o Boi Zumbi
para saber se o meu amor
realmente se encontra por aqui
e comecei do nada a Dança do Boi
para não deixar nada para depois;
e não me queixar depois que dói.
 
Soltei o Boi-de-Mourão 
para não desistir de continuar,
Soltei o Bumba para comigo
seguir a procurar e o Boizinho
também para me acompanhar
porque não vou desistir de buscar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O coração ao som 
do tambor de mina 
da Via Láctea 
na vida nos orienta,
O amor é meu lema,
os teus olhos mantém
vivos cada poema.

As estrelas no céu da Pátria 
profunda dançam 
com o destino que nos brinca.

E eu não consigo pensar 
em outra coisa a não ser 
em me lançar no abismo
desta tua linda boca.

Sinceramente, não acho,
e sim tenho toda a certeza
que nada tem de ensaio.

Nas minhas mãos levo 
o feitiço do teu amor 
com destreza e me divirto
com este doidivano fascínio.

A poesia destes dias andam
gingando em campo aberto,
e que você é meu é óbvio e certo.

De soslaio você anda 
desenhando a rota rumo ao paraíso,
a tua astúcia eu conheço,
no silêncio amoroso nos guardo. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O som dos tambores 
me trouxeram sem querer,
Você me deu flechas 
nas mãos e me levou 
para dançar sem a menos
o meu nome perguntar,
Dançamos na roda 
do Bate-Flechas sem parar,
sem nos dar conta 
de ver o tempo passar
e foi dançando que 
a gente começou a namorar.
 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Você está ouvindo 
o quê eu ouvi? 
Você ouviu e viu
o quê ouvi e não vi? 
É o Comendador
da casa das 365
janelas andando por aí.

Não toque na reputação 
alheia de jeito nenhum,
e não mexa naquilo que não é seu.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ainda insisto em ter
um amor gentil que 
seja capaz de segurar 
e até mesmo buscar
o meu chapéu caso 
a ventania sopre 
por esta Cavalhada.

Não é pedir demais 
um amor que eu ame, 
e também por ele seja amada.  

Entre cavalheiros vestidos 
de azul e de vermelho,
passam por nós a Côrte, 
a nobreza e os lacaios,
e o dia nos reverencia
com toda a beleza.

Não é pedir demais
um amor que me cuide e guarde,
e eu faça o mesmo por ele.

Fino é o trote que 
o destino põe o coração,
se o amor não for profundo,
é melhor que do caminho 
seja desviado pelo Divino.

Não é pedir demais 
um amor que seja meu e eu seja dele,
e que só em nós tenhamos o deleite. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Dou bom dia para a minha
Comadre Fulozinha
e como oferenda 
trago a minha poesia,
Peço para ela que me ajude
a convencer nem que 
seja a base do susto 
a gentileza entre nós
e com a generosa 
Natureza que nos 
brinda com tantas belezas.

Divina Caipora hoje tem 
gente que merece nó na língua
para que as mãos não alcancem
e o mal não faça nunca
mais casa onde estimamos.

Mãe da Mata surpreenda 
quem merece e se possível
interceda por mim juntos a Deus
por um amor que traga 
a mesma paz que traz uma prece.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A toada que canta 
todas as Cunhãs
cruzou a Amazônia,
Você me convidou
para a Dança Toada,
Ultimamente você
anda vivendo entre 
a poesia e a insônia,
A tua alma não anda 
sossegada e sei que 
sou eu a sua amada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Os teus dias não têm sido
mais os mesmos,
Os teus olhos brilham 
quando você ouve 
o meu nome,
Por mim você está
a cada dia mais derretido
e anda muito mais romântico. 

Eu sei que você quer 
me convidar para dançar
na roda o Curitibano contigo,
no teu bolso sei que guarda 
com amor um versinho,
e quando a minha cintura
você apertar não 
vai querer outro abrigo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O som da Congada da Lapa
ainda soa na memória,
O doce da infância ainda 
guardo na História,
Os heróis ainda vivem
em mim também,
O velho teatro não
saiu do coração,
Algo me diz que 
vamos juntos até lá,
Só não sei quando,
Eu só sei que nós vamos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Juro sob o testemunho
do meu generoso
Médio Vale do Itajaí
que se eu tivesse 
nascer de novo como
poetisa eu escolheria
o mesmo idioma
como berço esplêndido
para cantar o mesmo
Hino Nacional Brasileiro.

Tenho na minha Língua
o meu passaporte
para onde quero,
a minha balada romântica 
o meu descanso e meu protesto.

A minha Língua é Pátria
gigante celebrada 
daqui da cidade de Rodeio
onde a celebro com poesia,
honro Santa Catarina 
e reverencio o Brasil inteiro.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Fandango Caiçara nos levou
sem pensar no viracorpo poético, caímos um no gosto do outro,
o toque de pele nos incendiou,
decidimos não mais neste 
amoroso baile nos largar
e viramos oceano de amar.

Na hora do pega-na-bota você 
tirou do bolso a rosa cor-de-rosa, 
colocou na minha orelha
e dançamos a noite inteira.

O Fandango Caiçara trouxe 
o antídoto para o quebra-chifre,
para nós dois foi apresentado 
o amor mais bonito que existe,
nos envolvemos e encantados
de primeira nos declaramos:
predestinados ao nosso amor
sem saber nós já estávamos.

Neste pula-sela você veio
com jeitinho todo encantador,
e desde o começo já havia 
percebido que era teu o meu amor.

Meu mandadinho és só no passo,
na vida virou meu amadinho,
e nunca será o suficiente 
te dar muito e todo o denguinho;
te cubrir com carinho é o imperativo 
porque é  o amor quem anda
ditando o compasso, o contrapasso
e cada romântico passo:
o amor estará sempre do nosso lado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Com a Língua Portuguesa
nado de bruços, boio
e nado de borboleta
escrevendo o meu poema
pelo Rio Itajaí-Açu adentro,
Até hoje não tenho 
conhecimento de outro 
teorema que me faça
descrer que a minha Língua
não seja a mais língua 
poética do mundo e poema.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Seja nadando no Rio Itajaí-Açu
ou flutuando por aqui
pelo Médio Vale do Itajaí,
Na Língua Portuguesa
encontro o meu gentil
e verdejante poema de cada dia,
e é no Pico do Montanhão
que fica em Rodeio é que 
se esplende o corolário da poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Resolvi escutar
a Lia de Itamaracá,
Enquanto olhava 
as estrelas a cirandar
e comigo você não está,
Como estratégia 
de forma que nem 
mesmo você perceba;
Optei ser sorrateira
e te coloquei entre 
os meus poemas 
até o dia que decida 
comigo encontrar,
juntos estrelar 
e o amor aceitar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Olhando nos meus olhos
as tuas mãos se entrelaçaram
com as minhas mãos
para dançar a ciranda praiana
dos nossos destinos,
Você me deseja do tamanho 
que te desejo todos os dias,
Com balanço e amor atlântico
um traz o outro fascinado
pelo naufrágio divino 
nos beijos tão desejados 
e de outros tipos de astúcias
que permitidas só aos apaixonados.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Dos versos, das pausas 
e das consequências,
Me ocupo mais das consequências
do que com os versos,
Falar de amor só combina 
mesmo é com a pausas 
feitas olhos nos olhos,
e não com pausas literais.

Onde umas se preocupam 
em se autoamaldiçoar
tornando-se Princesas-Cobras
e para virar gente sugar 
o sangue do outro 
para existir testando os limites.

Prefiro ser Janaína flutuando 
no oceano do teu amor,
Em vez de erguer uma 
cidade encantada,
Sou mais é erguer fortalezas
que nos abriguem 
com poesia e tranquilidade
para ver a tempestade 
dançar o seu baile e passar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Igual no Sul Brasileiro 
o meu amor primeiro
é meu amor derradeiro
em terras catarinenses,
também sendo escrito 
aqui na cidade de Rodeio
no Médio Vale do Itajaí.

A Língua Portuguesa
é o maior poema 
do Hemisfério Sul,
que por mim e por todos 
continua sendo escrito,
[mesmo que passe 
por alguns despercebido].

O nosso amor indelével 
primeiro e derradeiro que 
tem asas de Sabiá-Laranjeira
rimando na Língua Portuguesa,
signo da Pátria Brasileira,
[que traz a devoção perfeita
de portar este estandarte,
guia e inabalável poema].

Idioma nascido do espírito,
escrito pelo atlântico destino,
que por nós sendo falado,
estudado, lido, escrito, 
cantado, pintado, esculpido, 
traduzido, conhecido, vívido 
e orgulhado por cada
peito enamorado reunido.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Na água joguei perfume,
você está vindo só pelo cheiro,
Você sabe que sou a Icamiaba
e você é meu guerreiro,
No final de tudo vou te dar 
o Muiraquitã para não me 
tirar do coração e do pensamento
nunca mais por nenhum momento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Por acaso fui no embalo
convidada pela sua vizinhança
para o coco alagoano,
Na tua casa chegamos 
um pouco atrasados 
e todos batiam com os pés 
fazendo o ritmo 
no chão de barro 
como manda o figurino,
Foi quando o teu olhar 
inesperado cruzou
tão bonito com o meu 
e fez o meu coração apaixonado:
Você é o presente que a vida me deu.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Fui ver como sempre
se havia chegado
uma correspondência,
A rua estava ainda
mais sem movimento,
Não havia nenhum 
sinal dos vizinhos,
Havia pairado
um silêncio abissal.

Na caixa de correios
ele estava lá olhando 
para mim e fiquei 
olhando para o grilo,
e pensei que não
só existe deste tipo.

Rir foi inevitável
e pude entender por 
um instante o quê se tratava 
realmente de uma 
[correspondência grilante].




 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A Natureza sempre nos presenteia com bom humor e poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Desta vez fui 
eu que balancei
a sua estrutura
com certeza sei 
dançar zabumba,
Te fiz você seguir
no ritmo certo,
Você girou para lá
e girei para lá,
Desde o dia que 
descobri que sou 
poeta o seu coração
toca tão alto que 
não consegue disfarçar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Resolvi espalhar 
o meu perfume no ar,
A minha poesia 
está por todo o lugar,
O teu coração está
igual a um tambor,
E a ideia de ser meu 
te coloca requebrando 
no Coco de Zambê,
Para retribuir você
só falta mesmo 
é uma atitude sua 
para tudo acontecer.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠É óbvio que te quero 
deliciado, e como quero!
Dá para perceber 
que entre nós não tem 
nenhum mistério;
Se você está certo 
de ser meu, que venha! 
Desde que você venha 
e me leve com o respeito 
de um Samba de Gafieira,
Sejamos um para o outro
como um amoroso poema,
E quando estivermos juntos
desliguemos os telefones
para que do mundo a gente
se esqueça e a paixão nos aqueça.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As lágrimas de Iaçã 
pela dor que não
tem reparação foram 
notadas por Tupã,
Ele a levou para perto
d'Ele e para a tribo
trouxe a solução. 

Tupã e Iaçã olham
e protegem a todos 
o tempo todo,
Chorar não seja mais
permitido aos filhos
desta nossa Nação.

(Quando faltar doçura,
não pode faltar 
a recordação que uma
tigela de Açaí sempre
faz bem ao coração).

Inserida por anna_flavia_schmitt