Tag poesia

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⁠Olho para o Cipó Mucunã,
volto a mexer no balaio, 
me encanto com o barulho 
do Coco, do Babaçu 
e da Taboca separadinhos 
tocando uns nos outros,
Tenho muito o quê fazer,
porque tenho que me enfeitar 
para ser uma bonita festa 
para nós dois e o amor não se perder.
 
 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quando o Sol 
raiar vou até o Murici
frutos colher,
As sementes vou 
guardar e preparar
porque quero um 
colar de muitas voltas
para me presentear.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tenho colocado no dossel 
etéreo o tempo todo  
a crueldade e a bondade,
Danço no Céu e no Inferno
com toda a intimidade, 
A minha pluma de poeta 
na verdade é corta sabre. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O cataclisma e a harmonia 
ondulam com os seus véus,
Os punhais de salamandras 
nas mãos fazem acrobacias,
O domínio que tenho sobre 
você é algo que nem mesmo
o destino tem o controle,
O kajal está intocável no olhar, 
no ritmo do oceano a embalar
e as estrelas estão a acompanhar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠⁠Nos sacolejantes quadris
dos calendários e das horas
do Oriente e do Ocidente,
Mantenho a inspiração de pé
para impressionar porque 
voz sei que nunca irão me dar,
O pouco que tenho querem 
me furtar e até a poesia colonizar,
O braço a torcer nunca darei 
e a resistência nunca trairei,
A autossuficiência escreve a lei.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Se te quero ou não,
você não encontrará
a devida direção,
A Rosa dos Ventos
está na minha mão,
Tomei controle dos teus 
pontos mais cardeais.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Dos mais de cem mares
sou a absoluta filha,
De todos os altares 
eis-me a prece erguida,
Das letras místicas
do tempo a poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tudo de mim passa 
por seis continentes,
E em ti estabelece 
um território soberano,
Deste peito para o seu
a devoção cresce,
O tempo e a glória 
nos pertencem.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tudo aquilo que é
de espírito imparável
e civilizações inteiras 
está se espalhando 
pelos cinco oceanos
da nossa existência,
Onde se condena 
soul e tu és o poema.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Coloquei um colar de amêndoas
de côco para enfeitar a mesa,
Porque devemos colocar 
sempre em tudo delicadeza,
Peguei um cordão de fio 
de algodão, agulhas e algumas 
sementes de Juerana,
Para fazer brincos, pulseiras 
e cordões porque inspirações
não podem faltar nessa vida 
atrevida com as nossas emoções,
O importante é ser feliz e cantar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tudo aquilo que foi escrito 
pelos seis continentes 
não pode ser mudado,
Só acredita que pode quem 
gosta de ser enganado,
Um poema ou a letra de uma 
música modificados 
nunca encontrarão encaixe,
Porque são os olhos e os ouvidos 
da alma que leem e ouvem,
No mesmo sentido assim são
os povos e as pessoas que 
creem que podem erguer
castelos sobre os escombros 
de uns e às custas dos outros,
todos estes nunca encontrarão
na vida o seu real encaixe porque
se nutrem apenas destruição.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Se for para viver de passado
volto os meus olhos 
para os sete mares dos povos
antigos onde posso 
buscar inspirações como escudo
para ser e para não ser 
num mundo que opta 
por projeções perigosas
que desenham para si ideias falsas,
Para mim e para você quero 
tudo aquilo que nos leve 
a navegar por águas tranquilas, 
ver o amor florescer e se renovar
imensamente todos os dias 
num pacto de fidelidade com a vida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Com sutileza onírica 
engarrafei de uma 
vez só os sete oceanos 
para ouvir durante 
a vigília os sibilos, 
Enquanto você não
estiver ao meu lado
colocarei o seu prato 
lírico na mesa mesmo
o lugar estando vago,
Porque te celebro 
com os olhos abertos 
e com os olhos fechados:
O topo do mundo pertence
aos corações apaixonados.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Através dos meus beijos
a descoberta transcendente
da carta plana da abóbada celeste
que unirá os dois Hemisférios
pelos selvagens mistérios
divinos protegidos pelos botões 
feitos de madrepérola,
embalados pelos versos líricos
e por todas as noites 
de obstinação como quem navega 
pelos sete oceanos e aporta 
em seis continentes o quê 
somente habita na tua existência,
na tua sedutora rebeldia,
nas virações das madrugadas,
nas auroras que hão de vir
e nas florações desabrochadas
só pelos fato de ver você sorrir.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Melancia

Fiz uma imaculada 
canção para os ouvidos 
místicos do coração 
com tudo do milênio 
que artistas pintaram 
e poetas escreveram.

A metáfora da flâmula 
que transcende o físico,
vira semente na terra
porque a ela pertence,
e fruto humano sempre 
será novo embora nativo.

Embora uns não creiam 
que o amor é muito
maior do que a morte 
onde ficar vivo ainda 
é questão de sorte 
ou para outros é poesia.

Contando toda História, 
falando sobre tudo o quê 
se passa: assumo o tempo 
todo que tiro o sossego 
de quem acha demais  
e se impõe pelo medo.

Mesmo que eu seja 
a única ou a última
voz sigo erguendo 
a flâmula, semeando
o fruto e querendo
insistir em deter a guerra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠À medida que você for
acarinhando a minh'alma
em teus poros vou penetrando
até tomar todo o teu controle
e fazer por dois se apaixonar,
Só no tato você lerá em mim
poemas e o Mapa-múndi com
o desejo do amor nos governar,
é óbvio que só de pensar em tudo
isso já tenho capturado o teu ar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Fazendo jus ao quê é de charme
percorrendo o quê é íntimo 
por pretensão ser poema 
a quatro mãos sendo escrito, 
ser a Middlemist Vermelha
tornando tudo mais divertido 
florescendo de amor,
na cumplicidade sensorial
em dois lugares do mundo:
no teu peito e no meu
(coqueteleiras do silêncio).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nas cercas desta terra 
não tenho visto mais 
a Jarra-açú florescida,
A insuperável nostalgia
ainda em mim habita,
Ouvir a música do final 
do mundo e resisto 
em não dançar porque
eu me autodesafio
no trapézio do destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Te quero com inspiração
como florescem os resedás,
E no meu nome a canção
de amor encontrar sem 
nenhuma outra distração,
Ser para você o paraíso
divino, a fuga, a devoção 
e constante celebração. ⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠⁠Petúnia vermelha
rara e poética
nas quatro estações
e dos sentidos
a tua flor perpétua,
A dama inopinada,
absoluta e discreta,
Por mim você
não mais sossega.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não existe combate 
ao eufemismo que 
alcance igual poder
da Raflésia atômica
de ter nascido poeta,
Não tente arriscar 
e nem pagar para ver,
Quando tentar dominar
quem vai cair será você.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Caminho em direção ao mar,
com você no coração e na mente 
me permito mergulhar, 
insisto com a água até a cintura 
com uma das mãos Lua
capturar e deixo a onda 
os quadris balançar,
Assim sou eu a poesia do mar
e do teu amor a pactuar,
a reverenciar e te encantar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Você irá com a sua fantasia 
de Rei e eu fantasiada de Rainha,
tu bem sabe como esperei por 
este glorioso dia para dançar 
o auto natalino na sua companhia.

O Mestre, o Contra-mestre, 
os dois embaixadores, o General, 
a Lira, o índio Peri, os vassalos, 
os dois mateus, os dois palhaços, 
a Catirina e a sereia estão ansiosos.

Com o índio Peri você vai me disputar
no ritmo da sanfona, do pandeiro, 
do triângulo, do tambor, 
da voz do Mestre e do meu amor,
Esta noite promete muito calor
e tem água na bolsinha para dois.

O bailado estará sob a iluminação 
da estrela de ouro, da estrela 
brilhante e da estrela republicana,
Seremos da rua o poema magistral
sob a escolta do completo figural.

Quando a Banda da Lua se aproximar 
chegando quase no final,
algo me diz que você vai se declarar,
e pelo amor se deixar levar,
porque há muito tempo não 
tem dado mais para disfarçar.

(Você nasceu para dançar 
Guerreiro e ser o meu bem amado).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Os meus lábios sidéreos 
te arrepiam a distância,
Como a brisa cósmica
a Flor de Jade balança,
A minha existência te rende,
derrete e te encanta,
O meu nome é balada romântica 
que te põe para dançar
no trapézio do destino
para nos meus braços se entregar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A ária da Via Láctea 
me veste de estrelas 
e despe com milhões de beijos,
Ainda há na cena uma 
Rosa Juliet nos meus cabelos.

Rendamos culto aos desejos 
de seda e de atrevimento ondulantes
que fazem tapeçarias de diamantes.

Não há nada meu que não 
seja seu num único dístico 
feito de luz e sombra,
Nada mais assoma
no jardim interno das romãzeiras.

Dancemos os passos do amor 
enquanto muitos perdem tempo
de viver com total enamoramento.

Inserida por anna_flavia_schmitt