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Como se sabe quando o amor é real? Existe alguma coisa que identifique quando o sentimento mais sublime realmente está presente? Uns dizem que ele é como uma bomba atômica explodindo dentro da gente e, para desencadear a explosão, basta um olhar, um toque de mãos, um sorriso. Outros dizem que ele é algo sensível, suave como uma brisa que vem e balança os cabelos, trazendo uma sensação de plenitude e conforto como nada mais pode fazer. Quem tem a verdade? Os que falam do fogo consumidor ou os que defendem a brisa mansa? Haveria, talvez, uma terceira via para amar, onde nem fogo nem vento, onde nem terra nem água, nem sentimentos e nem palavras possam estar presentes? Quem saberá definir o incompreensível ou dizer onde o invisível estará, ou ainda, explicar o que o inexplicável é? Por que existem tantas perguntas para amar e tantas respostas por se dar? Porque ao fim das quatro letras "a", "m", "o", "r", sempre existe um ponto de interrogação e nunca um ponto final? Por que amor tem apenas duas vogais e duas consoantes, se nem todo nosso vocabulário o pode abranger? Por que o porquê de amar? E por fim, por que o porquê do por que de amar?

Inserida por Haydensophie

⁠O amor é a coisa mais linda que existe, e também a mais irreal. É o sentimento mais profundo e ao mesmo tempo mais mentiroso que existe. Vivemos em busca dele, e quase nunca o encontramos. Quando o temos, finge que é eterno, mas foge assim que pode. Quando não o vemos, jura que vai aparecer na próxima esquina. Quando chegamos lá, o vento sussurra: é naquela outra esquina. E assim a vida passa, dobrando esquinas e fazendo promessas.

Inserida por Haydensophie

Viver em Sampa é saber exatamente o que é concreto armado...
Tenho medo das armas do concreto!

Inserida por nihilista

Se você quiser entender o que é um RELACIONAMENTO ABUSIVO, veja a relação entre um professor ou policial e o Estado.

Inserida por nihilista

Porque não é preciso precisar nada.
Trocar o foco pelo dinamismo, as convicções pelo fluxo de idéias e contradições possíveis. Deixar de ser pedra e fazer parte de um edifício. Não ser, apenas poder, estar, transformar, amar, errar. Arrepender-se, levantar-se e surpreender-se com cada passo dado em direção ao que não existe

Inserida por nihilista

Nossas casas sempre estiveram uma bagunça só...
As redes sociais abriram as janelas.

Inserida por nihilista

Difícil é sonhar ser rio e se saber ampulheta.

Inserida por nihilista

Se a pessoa que está ao meu lado não faz com que eu me sinta a pessoa mais incrível do mundo e se eu não sentir-me obrigado a fazê-la sentir o mesmo, apenas uma coisa está certa:
- Ambos escolhemos a pessoa errada.

Inserida por nihilista

Admiro uma boa mentira. Admiro um bom mentiroso.
Falar a verdade é fácil demais. Não requer criatividade, esforço ou arte.
A verdade é só o que ela é, não vai além.
Uma boa mentira é aquela que funciona. O bom mentiroso é aquele que assume o risco de ser desmascarado, sem com isso repassar a sua culpa a ninguém.
O bom mentiroso é um cara corajoso.
Mente e pronto. Deu certo ? Ganhou. Deu errado perdeu. Sem covardia, sem falsas emoções.
O que eu não suporto mesmo, são os covardes em geral.

Inserida por nihilista

- Tenho prazer em consumir.
- Gosto de estar sempre em sintonia com a tecnologia.
- Curto carros e motos potentes e caros.
- adoro corpos jovens e sarados.
Mas nada me incomoda mais do que o "PROCEDIMENTO PADRÃO"

Inserida por nihilista

Há muito tempo, eu perdi o foco. Aprendi a perder e negociar.
Todos os dias eu desisto de alguma coisa, mas às vezes, eu as recomeço no dia seguinte.

Inserida por nihilista

Pois sou humano

Não me fales de angústias
nem de medos, pois sou humano
não me fales de equívocos
e desengano, pois sou humano…
Não me fales de dores, de cabeça
ou de consciência, de insônias
ou de sonhos abortados,
pois sou humano.

Não me fales de desejos secretos
ou de esperanças vãs, pois, como tu,
nasci chorando, assustado
com a face tenebrosa da incerteza.
Não me fales da miséria cultural
que nós herdamos, pois
dela me alimento todos os dias
e repito os enganos dos meus pais.

Não me fales do futuro que me espreita,
como uma hiena pronta a estrangular
os sonhos das crianças, pois já fui criança,
reconheço muito bem o meu passado.
Não me fales da estupidez dos homens
que mesmo amando às vezes matam
ou da meiguice virtuosa das mulheres
que por amor fingem tanto e nos maltratam.
Não me fales da poesia da aurora
pois sou humano, quando devia ser poeta.

Não me fales dos enigmas que não queremos decifrar,
do medo da guerra que esquecemos,
se à noite é o dinheiro que nos impede de sonhar.
Não, não me fales destas coisas sem importância,
pois na vida, cedo ou tarde tudo perde a importância,
a convivência com a humanidade me fez indiferente,
insensível às dores do meu semelhante, todavia,
não me julgues, não me queiras mal,
pois afinal, eu sou humano.

Inserida por EvandoCarmo

um sopro de imortalidade

a função da poesia é:
descomplicar o complicado
explicar o inexplicável,
retratar o irretratável
revelar belezas invisíveis
abrir portas sobre as rochas
dar visão aos cegos incuráveis
conceder raciocínio ao instinto
e sorrir dos amores inrisíveis

entre tantas façanhas nada críveis
deslindar o segredo do universo
desta forma, aquele que primeiro
encontrou uma caneta resolveu
todo o enigma com um verso
"faça se a luz", em seguida tudo
veio às claras e homem se igualou
a Deus.

Inserida por EvandoCarmo

A idiossincrasia do amor

o amor é inexplicável
assim o acreditam, homens e mulheres
que não conseguiram amar nem serem amados.
Os poetas também se enganaram neste respeito
e até hoje tentam descrever o amor que não conheceram
atribuem aos seu arquétipo de afeto invisível, à musa,
toda sua erudição obtusa, incognoscível, para descrever
um amor impossível, contudo, dela se quer ganharam um beijo.

O amor é inconstante, inconsciente
sem passado e sem presente
o amor não se revela nem se esconde
o amor é um mito, é tudo e nada
é sombra e claridade, às vezes escuridão
por vezes é angústia, cárcere, privação.

O amor pode ser destino, para outros escolha
amores em branco, túmulos de silêncio
porta de engano... o amor é discreto,
não se pronuncia onde não lhe chamam,
pode ser secreto, em seu simples plano
de acorrentar os deuses e de libertar gigantes.

Inserida por EvandoCarmo

Minha poesia

Minha poesia não é de fado
nem de medo, nem de tédio
minha poesia não é de hoje
aos que dela se alimenta
não trás culpa nem remédio

Minha poesia é riso ao que chora
minha poesia nunca foi despedida
minha poesia, inoportunamente fica
quando lhe pedem pra ir embora.

Minha poesia não é de angústia
nem de saudade dolorida
minha poesia vislumbrar o futuro
se agarra ao presente e dele suga vida.

Inserida por EvandoCarmo

Como Neruda

Quisera eu fazer poesia como Neruda
no entanto, que bandeira ei de erguer
com a minha poesia ativista?

Nas Américas de hoje não há mais luta
nem disputa, nem suor nem sangue
nem cicuta. Sobretudo na América
onde vivo, se respira um ar putrefato
de hipocrisia ideológica, a América Latina de hoje é uma latrina de corrupção fisiológica.

Então farei poesia de protesto
contra a falta de honra dos poetas
dos homens públicos e privados
este é o meu último desejo

Inserida por EvandoCarmo

A melhor e mais fascinante fantasia humana é sua esquizofrenia espiritual, a criação lírica do imanente. Se a inteligência transcende a carne inerme, o homem pode vislumbrar, não apenas um paraíso florido e um rio calmo e permanente. O espírito virá a conhecer o supremo dom do pensamento, poderá explorar, fora dos limites da alma atômica, toda a substância cósmica do universo.

Inserida por EvandoCarmo

Ao menino que me faz voltar no tempo.

Posso sofrer a relembrar o passado
mas não posso evitar esta viagem
uma árvore não pode florescer nem dar fruto
se não tiver consciência física das suas raízes.

Antes da maturidade poucos homens
têm necessidade de voltar às suas origens
talvez por ingratidão gratuita ou receio
de encontrar sua verdadeira essência.

Vejo chegar, quase que diariamente
reminiscencias do que fui, nostalgia cara
que não raro me custam lágrimas
outras vezes parto e poesia.

Assim hoje penso, ninguém pode viver
alheio aos atos e fatos pretéritos
o menino que fui produziu o homem que sou
e este homem não viverá se ignorar suas raízes.

Lá neste passado onde mora o presente
encontro só lembranças luminosas
são referências, seivas que me formaram
proteínas espirituais que ainda me alimentam.

Para Josivaldo Bezerra, o menino que me fez
voltar no tempo.

Inserida por EvandoCarmo

Queria fazer poesias simples e doces como Cora
mas nos dias amargos em que vivemos
não há mais figo nem amora!!!

Inserida por EvandoCarmo

Delinquência social.

É uma noite de sexta-feira na cidade de Brasília. No meio de uma aula de português, dois amigos, alunos da UNB combinam um racha, que seria realizado em uma ponte modelo, feita com muito esmero e amor à política. A ponte JK, que fora construída pelo Governador Joaquim Roriz, um Governo preocupado com os problemas de locomoção dos pobres moradores do Lago Sul. Para construir a ponte em questão, o Governo gastou a bagatela de 170.000,000, 00 que poderia ter sido usados para educar melhor filhos do pobre, para que os mesmos tivessem a oportunidade de cursar uma faculdade do mesmo nível de uma UNB, ou mesmo na própria, quem sabe com a expansão da faculdade para as cidades satélites, a exemplo de Planaltina, Gama e Cinelândia, que já têm sua unidade em funcionamento.



Dois jovens de classe alta, filhos da elite de Brasília, ambos haviam ganhado dos seus pais o último modelo do carro dos seus sonhos. Empolgados por terem passado no vestibular, coisa que não merecia tanto mérito assim, por terem estudado durante toda vida no colégio mais caro da cidade. Os jovens queriam comemorar em dose dupla a realização da conquista, suas e dos seus pais. Era comum no início do curso saírem em grupo para beber, e na volta para casa faziam desafios para ver quem vencia a distância da ponte em menos tempo.

Várias vezes, durante essas noites de farra, adolescente eram, não raro surpreendidos pela polícia, que não poderia fazer nada além de uma pequena repreensão verbal; no máximo uma ameaça de levá-los para se explicar ao delegado de plantão, que ao saber das suas origens nobres não poderia causar-lhes nenhum constrangimento.

Nessa noite em especial; a farra demorou mais do que o de costume. Foram a boates e, depois de muito regalo resolveram pôr em prática o racha. Ainda a caminho da ponte, do local do delito premeditado, já passaram do limite de velocidade permitida pelos pardais, os eternos servidores públicos do DETRAN. Que importa multa para quem pode pagar? Há exemplos de filhos de papai que usam um carro por um ou dois anos, depois dispensam em qualquer lugar, por não compensar o pagamento das multas; ou ainda outro caso que é mais comum, a corrupção de alguns funcionários que aceitam correr o risco de perder seu bom emprego em troca de algum dinheiro fácil, para livrar a cara de ricaços que pagam alto por uma liberação de multas.

Já são cinco horas da manhã, pela mesma estrada, trilhando outro caminho, a caminho de casa, vai um homem comum, com a consciência limpa, com a alegria de quem cumprira bem o seu papel, e com uma vontade incontrolável de chegar em casa para um descanso merecido. Não tem em mente nenhuma preocupação, além do desejo de em casa chegar para ver os filhos. Não acredita em perigos de natureza trágica à uma hora dessas, quando toda cidade dorme, só ele e alguns servidores da noite estão voltando para suas famílias. Estes são os garçons, músicos, os motoboys entregadores de pizzas como ele. As pessoas “normais” que têm o direito de escolha ou que tiveram outra oportunidade na vida, não trocariam a noite pelo dia para descansar. A não ser uma minoria alienada que mesmo tendo o privilégio da escolha não dá o devido valor à vida que tem, e vai além, usurpa as migalhas que sobram para esses excluídos do sistema capitalista onde cada um vale o que possui.

Os carros acelerados rumam à direção da ponte. São dois carros envenenados com seus motores adulterados, levando seus pilotos que não estão em seu estado normal de consciência. Ambos embriagados; além do cansaço do sono perdido, a adrenalina da competição os cega ainda mais, não percebem o perigo que correm e passam a exigir o máximo que os seus carros podem lhes oferecer, na sua robustez de máquina ilimitada. Não sentem que estão a mais de 200 km por h. Os amigos que lhes acompanham nessa insana diversão, também não percebem nem por um segundo quão fugaz são suas vidas nesse instante. Quando, como que num piscar de olhos se deparam com uma moto voando aos pedaços sobre seus olhos embaçados com o véu da irresponsabilidade e do álcool, um dos carros também capota e se arrasta sobre o parapeito da ponte. Apenas um consegue sobreviver ao desastre incomum.

Voltando depois de uma brusca frenagem, os sobreviventes vislumbram um cenário inimaginável: corpos destroçados pela fúria da velocidade e da embriaguez, e muito sangue inocente sobre o asfalto novo que ainda não conhecia o gosto da desilusão existencial; que não fora feito para este fim, receber em seus braços os filhos da ignorância. Morreram na batida além do motoqueiro anônimo, mais três filhos de pais que não pediram a Deus tal sorte para os seus, nem sequer imaginavam o que eles praticavam às escondidas enquanto deviam dormir. Ninguém vai repor as vidas dos mortos, nem tampouco será indenizada a família do cidadão que voltava do seu trabalho honesto...

Inserida por EvandoCarmo

Mater

Mãe, eis a causa de tudo
não haveria vida nem mundo
nem filho nem pai
não haveria luz, nem sombra
passado ou futuro
nem semente a nascer
nem um fruto maduro.

Mãe, concepção lírica dos poetas
para pra se criar o universo
poesia e música, fantasia e verso
natureza viva, a expressão discreta
da ilusão homérica de um mundo concreto...

Mãe, quem supor poderia
que se não fosse por ti
nada mais havia
nem amor nem paixão
nem sorte nem destino
nem velho nem morte
nem homem nem menino.

Mãe, amor superlativo, tu
perdoas sempre qualquer tirania,
vences todo ódio com um gesto meigo
teu abraço terno aquece o coração

Inserida por EvandoCarmo

Numa manhã fria de maio,
em casa do poeta Evan do Carmo,
nasceu a poesia.

Nasceu à revelia
do poeta e da musa
Ruiva de cor e de olhos negros
deram-lhe o nome de felicidade
contudo, poderia se chamar
Giovanna ou Beatriz
Nasceu com enfado
nasceu com preguiça,
mas nasceu sorrindo
não como outrora
a Ninfa nasceu feliz,
não nasceu chorando
como a poesia de Hamlet,

E por que isto se deu?

É que a loucura humana
em celebre audiência
encontrara-se à noite com a lucidez
firmaram um acordo solene
e tiveram como prova a consciência
doravante viria ao mundo
apenas filhos saudáveis
pois o mundo se rendera tardiamente
à carência da cultura e à indigência.

Inserida por EvandoCarmo

O canto da ironia

Onde irei encontrar razão ou motivo,
paixão ou dor para fazer poesia?
Não há mais holocausto nem apartheid...

O romantismo perdeu a sua essência
o amor das mulheres não tem preço
e nas crianças nasce morta a inocência.

Nem a guerra se faz mais por causa justa,
as nações se uniram pela paz
não há grito de socorro nas prisões
inocentes somos todos, isto é verás.

Onde irei em busca de acalanto
se meu canto heroico emudeceu
não há luta nos mares nem fronteiras
a poesia da vida esmoreceu.

Inserida por EvandoCarmo

Todo verdadeiro poeta é cético
contudo, levam a vida a falar
de metafisica, de almas
e de coisas semelhantes
são sobremodo adoradores
da beleza e do amor

Inserida por EvandoCarmo

Se a minha poesia fosse simbolista,
faria versos abstratos com substrato
de cimento e de concreto...
Nestes versos cantaria a canção da despedida,
chegaria enfim o cansaço dos cafés,
das livrarias, das pessoas
das relações mornas, das amizades frias...
Mas na poesia que faço
não há concreto nem cimento,
é tudo sentimento, confissão e fuga. ...

Inserida por EvandoCarmo