Tag poesia
Vem a leve chuvinha,
cai devagar em doce prece,
a natureza se esbalda
e verdejando agradece...
Pingos, pingos, pinguinhos,
chuva calma e persistente,
que devagar, bem de mansinho,
é para todos um grande presente
É ou não é? Quem mais?
Às vezes canso da poesia que capto no ar, seja pela brisa constante ou dentro de um colorido olhar. Deixo - a de lado por um tempo, em versos não a transformo, pesam as palavras e tremo, a mente não tem a força exata e tudo se dissipa como frágil fumaça...
A linda tarde pede calma,
mas ela é a própria
que assim veste -se,
entra n`alma provocando
admiração e prece
Seja bem - vinda, amada primavera,
que em cada canto você resplandeça,
trazendo boas energias e quimeras
para que nosso coração se enterneça
Boa Noite
Que a chuvinha pareça de outono
em sereno como chuva invisível
e desejo que todos tenham bom sono
numa noite que se faça aprazível
Que toda chuva seja calma
não produza mais nenhum dano
que deixe sossegada a noss`alma
e não cause a ninguém, desengano!
Venho com a singela poesia,
aquela mesma de sempre,
desejar a todos, bom dia
e força para seguirem em frente!
Assim como a lua conheço meu rumo,
não desvio e vou em frente,
sou luz, às vezes sou um vazio,
mas também sou crescente
Sigo a amplidão e espio
a paisagem toda, quase morta
em calor ou em arrepio
e isso quase nem importa
Como sentinela obedeço
os passos em uma missão
à qual sempre agradeço
e faço tudo com bom coração
Uma noite , talvez lua minguante,
só um pouco de mim restará,
estarei no céu, bem distante,
mas um pouco de minha luz ainda verá
Nada é mais significativo
do que uma troca de olhares,
quando, amor me fitas por um segundo
e os meus olhos correspondem
na hora e neles podes ler
palavras, que a ti declaram
- o amor mais sincero do mundo
Com suas letras miudinhas,
metáforas e até metonímia,
foi crescendo a menina
em seu canteiro de obras,
cavando com seu suor
tudo que a vida a presenteou,
por ter nascido junto à poesia,
como nasce no jardim uma flor
Ah...pensa que fico?
fico! mas por querer,
fico sim e num só grito: quero ficar longe de você!
Neusa Marilda Mucci
Há um silêncio que pesa n'alma,
num eco suave, mas tão profundo,
que rouba do peito a breve calma,
e veste de cinza todo o meu mundo
Não é tristeza, mas melancolia,
em tudo o que, dia e noite, me rodeia,
e logo a transformo em poesia,
poesia é remédio, que a alma anseia
Plante sempre uma nova árvore
de qualquer espécie que seja,
frutífera, arbusto ou que apenas floresça
ajude assim a nossa mãe Natureza
Quero da vida um pouco da imensa paz,
a que deve haver no sono de uma criança,
para saber dar valor ao que me rodeia,
plantando sempre um pouco de esperança
A poesia está em tudo, dentro e fora de nós, mas só toma forma quando deixamos que os sentimentos aflorem. Tão especial é essa alquimia, que muitas vezes o poeta cabe inteirinho num só verso.
Há nesta vida algumas contundências
que deixam muitos de joelhos,
sejam tristezas, sejam doenças,
sejam caminhos mal escolhidos,
ou vazios e ausências,
mas estas arestas podem ser aparadas
com a fé e alimentadas com a esperança,
nada é por acaso, sabem disso,
cada um tem o seu fardo, leve ou pesado,
nesta vida somos todos guais e então
porque não andarmos mais unidos,
buscando apenas a bonança
e de braços dados?
Sabe o que te desejo?
Felicidades e numa "salada" de vida, toda misturadinha com amor, saúde, paz, fé e esperança.
Acalento no coração o sonho
de que poderei abraçar o mundo,
acordo o dia antes do sol risonho,
sentindo a poesia em cada segundo !
Que a noite afaste de nós todos os receios, dúvidas, mágoas e saudade amarga
Que ela nos embale em seu seio
e sono em sonhos bons, traga !
Entrando no celeiro de palavras, dispostas num livro cujas páginas degustamos com fome, sairemos alimentados de alma e coração.
O vazio da alma preenche-se de poesia, aquela que nosso olhar capta perto ou longe, no horizonte ou dentro de outro olhar...
Quantos corações batem sós
pelo amor que está distante
vencidos pela saudade
que os ferem como açoites
20 de abril de 2.008
Há ecos que escorrem pelo vale,
gritando já sem forças,
mal alcançando o topo do morro
onde mora a esperança
Assim como as ondas, sucedendo-se e borbulhando até junto às areias do mar...
eu louvarei a Deus nessa alegria,
por tudo que dele recebi,
pela visão que tenho da vida,
mesmo aquela que a minh'alma não compreenda
O verso,
as vezes agoniza,
busca respostas
além do infinito,
faz do poeta
um desaguar inútil de sua essência,
marca nas palavras
até alguns momentos
de extrema unção
quando jaz a letra,
que nem verbos conjuga,
vira montículo de cinzas
dentro do coração.
