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As Flores são lindas 
As Flores são tão belas 
Mas você é mais linda 
Do que todas elas! 

Inserida por gabrielcorrea

⁠Sou feita de pétalas de rosa
Cheirosa, delicada e bela
Transmito paz, harmonia e bondade
Mas também carrego um pingo de maldade 
Como todo mundo, sou um pouco sensível 
Mas o mundo não sabe ser compreensível

Meus espinhos podem lhe machucar
Mas calma, isso vai passar
Posso parecer um pouco grossa
Porém, todos têm uma mossa
Entendem como o mundo é injusto?
Por isso fico escondida num arbusto.

Inserida por raizesdaarvore

⁠Somos folhas, água, vapor e memória. Somos corpo que pede colo e alma que encontra sentido em rituais simples.

Inserida por srtacas

⁠Você

Eu olho pra você
Não consigo lhe 
Compreender, te descrever


Não consigo te ler.
Não consigo te sentir.
Não consigo te ter

Só te vejo…
e mesmo assim,
não vejo nada.

Inserida por jamilly_lendaria

⁠Nasci no escuro de um ventre que não me quis,
um choro abafado por paredes que nunca acolheram.
Cresci falando com o vazio,
fazendo amigos nas rachaduras da parede,
aprendendo cedo que o silêncio é o único som que não vai embora.

Solidão foi meu berço,
meu travesseiro, meu espelho.
Os outros vinham como vento —
me tocavam por segundos,
e então sumiam como se eu fosse pó.
E eu ficava…
como sempre fico…
esperando o impossível retorno de quem nunca ficou.

Me apeguei a sombras com a força de um afogado.
Qualquer palavra doce virava alicerce,
qualquer carinho se tornava altar.
Era amor? Não sei.
Talvez só desespero com um nome bonito.
Fui tecendo laços com quem mal me olhava,
oferecendo meu corpo inteiro
em troca de migalhas de presença.

“Me ame, por favor…”
— sussurrava entre dentes partidos,
sabendo que, no fundo, eu só amava a ideia
de não morrer sozinho.

E mesmo quando me batiam, eu dizia:
“Fique. Pode doer. Mas fique.”
Porque a dor me fazia companhia,
e isso já era melhor do que o nada.
Nada... esse monstro que me segue desde sempre,
essa ausência que grita mais alto que qualquer voz.

A cada partida, uma parte de mim era levada,
e eu ficava com menos do que sou —
até que ser virou apenas um eco.
Uma lembrança pálida do que eu pensei ser um dia.
Me desfiz como sal na água morna do abandono.

E aí… comecei a perguntar:
por que estou aqui?
Por que continuo respirando se cada suspiro pesa mais que o anterior?
Se a vida é só um teatro de perdas,
um ciclo de dores embaladas com promessas falsas?

Não há sentido.
Só o relógio avançando,
marcando o tempo de um espetáculo sem aplausos.
Deus, se existe, me assiste calado.
Ou ri.

Pensei em fugir.
Mas não se foge de si mesmo.
Eu sou o cárcere e o prisioneiro.
A cela e a sentença.

Hoje…
já não espero ninguém.
Já não clamo amor.
Apenas caminho por dentro de mim
como um cego num labirinto de espinhos.

E no centro desse labirinto,
há um espelho quebrado,
que me mostra não um rosto,
mas todos os que me deixaram.
E percebo — com a calma fria dos mortos —
que talvez eu nunca tenha existido de verdade.
Só fui reflexo do desejo dos outros,
vazio moldado por carência.

Agora, sem ninguém para me querer,
sem ninguém para me ferir,
descubro que o pior abandono
é quando até a dor se vai…
e deixa só o nada.

E no fundo desse nada,
há uma corda.
Ou uma lâmina.
Ou só um pensamento insistente:
“Se eu sumir, será que alguém nota?”

O mundo gira.
As pessoas sorriem.
E eu…
eu deixo a porta aberta.

Só por desencargo.
Só por esperança.
Ou só por desespero mesmo.

Inserida por gustavo_rodrigues_11

⁠Tudo volta, menos o tempo.

Inserida por alan_almeida

⁠"Os olhos... ah, os olhos! São varandas onde a alma se debruça pra ver o mundo passar, às vezes choram, às vezes riem, mas sempre dizem coisas que o coração ainda não aprendeu a dizer."

Inserida por Filosofiadealma

⁠Sou o fogo que arde em teu ser 
Sou água que mata tua sede
O castigo da tua presunção 
As espada caudal sem razão 

Sou a torre mais alta de fel
As estrelas lá do cão maior
O alpendre da anunciação 
Um papado de um bispo só 

Sou o ar que repiras na dor
O calor que ressoa no ar
Uma flor que insiste em florar
E o vento que não quer soprar 

Sou reflexo de lua no mar
Infinito e eterno esplendor 
Dia quente em puro calor
Um deserto de ilhas sem fim

Sou uma ilha deserta em mim
Uma história feliz sem amor
Um amor infeliz a durar
A tristeza do riso sem fim

A pintura de um riso sem cor 
Um inverno trovejando em si
Dialeto latino ou tupí
Sou um peito repleto de amor

Inserida por jmsrosa

⁠Ela estava lá 
Inébria, sombria 
Frígida como uma mulher em puerpério 

Seus cabelos acobertos
Em capuz de feutro negro
Davam o tom em branco e preto 
Clima de cemitério 

Enquanto eu escrevia 
Me sussurrava aos ouvidos 
Palavras, estalidos 
Inspirações de cortesia

Era sim, a própria morte
Do meu lado a gargalhar 
Afagava-me os cabelos 
Entre vida e pesadelo 
Inspirando meu desabafar

Ali estava ela, ao menos mais uma vez
É que ando morrendo demais
Um poeta morre vez ou outra 
E aquele era só mais um dia
Entre escritas e agonia
Entre letras mortas e vazias
O meu óbito de número trinta e três

Inserida por jmsrosa

⁠Todos estamos indo embora
Uns sem muita pressa
Outros sem demora 

Estamos todos de partida 
Apesar de parecer 
Que alguns não vão morrer 
Nossa passagem é só de ida

Se de passagem cá estamos 
Porque tanto insistimos 
Em fortalecer desatinos
Em se agarrar nos enganos?

Precisamos plantar o bem
Evitar alimentar desdém 
Seja a fulano, cicrano ou beltrano 

A vida é tão passageira
Para focar em perda de tempo 
Deixar amor ao relento 
Assim, sem eira nem beira

Enquanto a luz divina
Em teus olhos brilhar
Segue o feixo que ilumina 
Segue a luz do luar
Rasgue o véu da cortina
Ame sem predestinar 
Sinta no rosto a neblina 
Do dia que vai clarear
Corteje o nascer do sol 
E contemple o escurecer
Não se detenha nunca de viver
Ouvindo um som em tom bemol

Inserida por jmsrosa

⁠Você pode ser genial
Mas não é adaptável 
Não é tão associavel
Não é um milenial

Eu sou resultado da evolução 
Me adaptei ao mundo seu 
Mas você enlouqueceria
No mundo que foi meu

Inserida por jmsrosa

⁠És a perfeição 
O som lírico que me exala os ouvidos 
O primeiro pensamento das minhas manhãs e o alvo dos meus sonhos mais proibidos.

Inserida por jmsrosa

⁠*Súplica*

Nessa vida ruim que a gente leva
Nos arresta um tiquim de compaixão 
Tem profeta que mais parece o cão 
Desdizendo o que presta e o que não presta 
Difundido uma tal de salvação 
Pra um povo que a fé é o que lhe resta
Tem político que fala até fácim
Com palavras cheias de embocadura
E o povo vivendo na amargura 
Num eterno ato de bravura 
Sem comida, bebida ou condição
Esgueirando sempre na contramão 
Daqueles que vivem na fartura
Deus do céu favor explica
Porque me empreitou essa peleja
De viver uma vida miserável 
Sem topar sequer alguém afável?
Com a dor da labuta sertaneja
Dessa vida eu sei nada se leva
E assim espero eu mesmo que seja 
No inromper desses dias que caleja
Quero mais é viver dias de festas
Se tiver de voltar a viver assim
Nesses anos feitos de dias ruins 
Por favor me esqueça, que assim seja!

Inserida por jmsrosa

⁠Vivemos na ilusão de que estamos sempre com problema. São sempre mil coisas para resolver, uma conta para pagar, o trabalho exaustivo, uma mensagem para enviar, um pedido para fazer, uma conversa mal resolvida. As coisas que julgamos importantes vão se tornando prioridades em nossas vidas, mas para encaminhar todas o tempo é curto demais, e elas nos roubam todo tempo que temos, nossos dias, nossas horas, nossa juventude. 

É quando a saúde nos falha, o corpo grita e pede socorro, e percebemos que agora os mil problemas se foram, ou ao menos não eram tão importantes quanto achávamos. E agora temos um único problema, porque a dor aparece, o diagnóstico chega e o tratamento para restabelecimento é árduo.

Aquelas preocupações de outrora somem, tudo o que importa agora é manter a saúde, ficar de pé, ficar vivo. Os milhares de problemas passados não passam de ruídos agora.

É quando percebemos a dimensão de vida, quando ela ameaça escapar. Porque a saúde é o chão e quando ele racha, nada mais sustenta a estrutura de pé.

Pena que aprendemos tarde demais que só o agora importa e que não temos o amanhã no campo da certeza, mas da dúvida. Por isso, devemos escolher com carinho aquilo que deve ser alvo de nossa preocupação, antes que o corpo peça ajuda e sobrevenham as dores, porque elas virão.

Inserida por jmsrosa

⁠Me deixates como herança
O dissabor da nicotina
Uns comprimidos de sulfadiazina 
Para as feridas da desesperança

Inserida por jmsrosa

⁠Em 1500 quando fomos invadidos, domesticados, colonizados pela força, nos apagaram até as marcas de nossa civilização, de nossa cultura, de nossa história. Fomos chicoteados, amordaçados, vilipendiados...

Nos levaram o ouro, a prata, a cana, a madeira e nos chamaram de BRASILEIROS, como uma referência a quem extrai pau Brasil, nosso gentílico faz alusão ao trabalhador braçal que contribuía com a extração de nossa madeira que levada para a Europa serviria para virar tinta. É tão verdade que não somos BRASILIANOS tal qual os Italianos ou Americanos, nem BRASILIÊS tal qual o Português ou Norueguês. A propósito, somos o único país que adota o sufixo "EIRO" na descrição de sua nacionalidade, tal qual o faxineiro ou garimpeiro.

Nossas heranças culturais enraizadas em nossos hábitos nos dizem muito de quem somos. Mais de 500 anos depois (só para constar, somos mais velhos que os Estados Unidos da América), mesmo sendo um país soberano, livre e o maior produtor e exportador para o mundo de suco, café, soja, carne, frango, leite, minério, açúcar, celulose, algodão... Tendo um imensa biodiversidade deveras invejada pelos países estrangeiros, um traço multicultural único, um extenso território geograficamente equilibrado para cultivo de diversas culturas do agro, ainda vemos, em plenos dias atuais, um sentimento aflorado de "capaxismo" e de submissão de nosso povo imperando, como se, amarrados a grilhões que não existem e experimentando uma síndrome de Estocolmo por seu algoz, se sentissem bem em se ajoelhar e beijar os pés daqueles que outrora os domesticaram pela força e pelo chicote de verdade, só que dessa vez a resignação é voluntária.

Inserida por jmsrosa

⁠Às vezes, só quero a paz.
Sabe? Ser diferente...
Ser tão profundo quanto ausente.
É olhar com os olhos da alma,
com serenidade, doçura e calma.
Caminhar com os pés firmes no chão
e carregar no peito um valente coração.

Inserida por Filosofiadealma

⁠Naquele pátio, a garota sorri, apesar de carregar uma dor incompreensível. Ela sabe que o fogo em seu coração um dia se reacenderá e a refinará. Ass JD 

Inserida por joandeson_mine

⁠''Te Escolhi''
Me rotule
como o homem
que ninguém nunca conheceu.

Em terras gringas,
sem um bom dia
de quem amo —
mesmo assim era seu.

Indiferença,
sua ausência
era estima minha.
Só um profundo:
"Por que?"
Será que isso é realmente o amor?

Poesias,
saudades,
solidão...
Acabou.

Londres, Paris,
Espanha, Cabo Verde,
Portugal, Angola...
Olha lá o brasileiro
morrendo de amor.

A vida ensina mais que a escola,
então entendo
por que homens com H maiúsculo
são promíscuos.
Não é cópia e cola.

Compartilhamos das mesmas ideias,
mas eles mentem e buscam,
enquanto eu falo e busco.

Talvez eu seja
a mente e os músculos,
e eles só... H maiúsculos.

Mas também sinto fome.

E mesmo te escolhendo
entre tantas opções,
nunca deixei de ser homem.

Não é pra me exaltar,
nem dizer que sou foda.

Erro é a sensação de prioridade
a quem parece
que não me escolheu.

Minha palavra é:
eu sou o homem
que ninguém nunca conheceu.

Inserida por maicon_martins_2

⁠"Embora meu corpo possa ser imperfeito, isso não diminui a evolução do meu espírito. Talvez as dores e as penas que enfrento sejam uma oportunidade para me aproximar mais da minha verdadeira essência. É possível que eu tenha escolhido encarnar nesse corpo, sabendo dos desafios que enfrentaria, como uma forma de crescimento e aprendizado. Não permito que as limitações físicas definam quem sou ou o que posso alcançar em minha jornada interna. Meu corpo pode estar preso, mas meu espírito está mais livre do que nunca. Acredito que nada físico pode me limitar na busca por minha verdadeira natureza. E é exatamente isso que me torna invencível."

Inserida por GideonCosta1810

⁠Diz que me ama

Você diz que me ama, porém logo mente,
Mente em não saber qual é minha cor favorita.
Você diz que me ama, porém logo mente,
Mente em não saber qual a minha música favorita.
Você diz que me ama, porém logo mente,
Mente em não saber o que me faz bem.
Você diz que me ama, porém logo mente,
Mente em insistir em me omitir, achando que me fará forte.
Na verdade, você nunca me amou.
Apenas me tornou aquilo que você mesmo sempre criticou.

Inserida por carmiguele

⁠Eu que tanto me sacrifiquei por você,
Esta noite, te mato nos pensamentos.
Eu que tanto fiz, 
E agora tanto faz.

Te enterro com os sonhos que tivemos,
E você morre com as promessas que fez.
Não, o problema não sou eu,
E você.

As memórias se desvanecem na escuridão, 
E cada lembrança se torna um peso a menos.
Hoje, fecho os olhos e deixo partir 
A sombra que você deixou em mim.

Adeus as ilusões que construímos, 
Às esperanças que se tornaram poeira.
Você não é mais meu fardo, 
E eu sou finalmente livre dessa espera.

Inserida por rlpeuh

⁠"O amor é flor que flora no coração da gente e quando encontramos pessoas tão especiais Ficamos sorrindo à toa, ficamos sorridente. É porque o amor floresceu, brotou, cresceu, exalou o seu perfume. tão lindo tão contagiante tudo é flor quando a gente tem um grande amor"

Inserida por gabrielcorrea

⁠⁠Eles chamam-lhe de cafeteria...
Mas para mim, é onde as histórias são íngremes.
corações se revelam entre goles, e o mundo desacelera apenas o suficiente para sentir tudo.

Vejo-te no meu canto favorito. ☕️

Inserida por BRUNAKATORI

⁠Silêncio no Último Beijo

O nosso último beijo foi a pior despedida,
não houve adeus, só um suspiro preso no ar.
Teus lábios frios selaram a ferida
que o tempo insiste em não cicatrizar.

Ficou no espaço um gosto de ausência,
um toque sem alma, um fim sem final.
Teu olhar partiu com indiferença,
mas o meu ficou... preso no vendaval.

A rua era a mesma, mas tudo calava,
o mundo seguia — eu não. Eu parava.
Na esquina da dor, teu rastro sumia,
levando meu riso, minha melodia.

Eu beijei o adeus sem saber que era o fim,
imaginando retorno onde só havia fim.
E hoje entendo: o pior adeus
é aquele que vem...
com um beijo que não disse nada,
mas levou tudo.

Inserida por JhonzinAP