Tag poema

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⁠As flores azuis do tempo
se abriram roçando
na pele e o Sol também,
o meu nome na sua boca
ainda há de ser o hino
mais bonito ser ouvido
até por quem não sabe 
que na sua vida eu existo.

A minha bolsa, o leque, 
o chapéu são feitos
com palha de Carnaúba,
e dia e noite desenho 
rotas para me tornar tua.

Trancei duas pulseiras 
de palha de Bananeira, 
uma é minha e a outra é tua,
de alguma maneira 
quem sabe vou encontrar
a chave para te despertar
e fazer-te sonhar com os olhos
abertos com o tempo de amar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Observei que a Mangabeira
está mais linda do que nunca,
Fui colher mangabas doces 
para te fazer uma surpresa,
Pode ter certeza que é amor 
e paixão além deste poema,
Você vai me dar o seu coração
e vou amar ser sua com grandeza.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O tempo está mudando,
balança o Taquaruçu
e vou me distrair com 
umas contas de Morototó,
Quem cultiva o mundo 
interior nunca está só.

Cada conta vou enfiando
para montar um colar
quando pronto ele ficar
farei brincos e pulseiras,
Quero viver como quem 
na vida escreve poemas.

Mantenho a espirituosidade 
e a alma romântica vivas,
porque tenho profundo apego 
as minhas heranças nativas,
Nada me distrai da Pátria 
de todas os meus poéticos dias.

(Não me esqueço jamais 
daquilo que me faz brasileira).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Celebro a Taquara 
de pé que o vento toca,
os poemas que nela 
a Lua ainda cultiva
e quero ver espalhados 
por muitos lugares,
enquanto houver uma 
Taquara a balançar
sombra e água nunca 
haverão de faltar,
Para quem na vida sabe 
observar nunca como 
antes fez tanto sentido .
 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A falta da Taquara
heroína que alimenta 
a gente e os pássaros
tem feito rastros,
As peles e os cabelos
nunca mais na vida 
foram os mesmos,
Tenho medo do dia 
que a Taquara acabar,
será o sinal que a vida
nunca mais vai voltar 
para o seu devido lugar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Imaginando coisas 
inconfessáveis só 
de olhar para você 
mesmo sem autorizar,
e quase não tenho
conseguido disfarçar.

No balaio de Buriti
tenho bem guardados
os animais da floresta 
feitos de madeira
para recordar a época
que éramos felizes 
sem saber nesta terra.

Trançando e enfiando
as contas de Jupati 
um bracelete, um colar 
e brincos no afã 
de despertar em ti
o seu amor e elogios.

Não só fico esperando,
a minha decisão silenciosa
se confirma a toda hora,
a minha alma te namora,
no fundo sei que a sua também
e que a história entre nós
vem no tempo de amar bem.
  

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Vejo poética existência,
beleza e vida plena  
na gigantesca Gameleira
e na ventania soprando
as gamelas maduras
para alimentar o cardume,
Sob a proteção de muitas 
luas e mística alquimia
quando você abrir os olhos 
você estará na minha e eu na tua.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quando o Sol 
raiar vou até o Murici
frutos colher,
As sementes vou 
guardar e preparar
porque quero um 
colar de muitas voltas
para me presentear.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tenho colocado no dossel 
etéreo o tempo todo  
a crueldade e a bondade,
Danço no Céu e no Inferno
com toda a intimidade, 
A minha pluma de poeta 
na verdade é corta sabre. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O cataclisma e a harmonia 
ondulam com os seus véus,
Os punhais de salamandras 
nas mãos fazem acrobacias,
O domínio que tenho sobre 
você é algo que nem mesmo
o destino tem o controle,
O kajal está intocável no olhar, 
no ritmo do oceano a embalar
e as estrelas estão a acompanhar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠⁠Nos sacolejantes quadris
dos calendários e das horas
do Oriente e do Ocidente,
Mantenho a inspiração de pé
para impressionar porque 
voz sei que nunca irão me dar,
O pouco que tenho querem 
me furtar e até a poesia colonizar,
O braço a torcer nunca darei 
e a resistência nunca trairei,
A autossuficiência escreve a lei.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Se te quero ou não,
você não encontrará
a devida direção,
A Rosa dos Ventos
está na minha mão,
Tomei controle dos teus 
pontos mais cardeais.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Dos mais de cem mares
sou a absoluta filha,
De todos os altares 
eis-me a prece erguida,
Das letras místicas
do tempo a poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tudo de mim passa 
por seis continentes,
E em ti estabelece 
um território soberano,
Deste peito para o seu
a devoção cresce,
O tempo e a glória 
nos pertencem.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tudo aquilo que é
de espírito imparável
e civilizações inteiras 
está se espalhando 
pelos cinco oceanos
da nossa existência,
Onde se condena 
soul e tu és o poema.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Coloquei um colar de amêndoas
de côco para enfeitar a mesa,
Porque devemos colocar 
sempre em tudo delicadeza,
Peguei um cordão de fio 
de algodão, agulhas e algumas 
sementes de Juerana,
Para fazer brincos, pulseiras 
e cordões porque inspirações
não podem faltar nessa vida 
atrevida com as nossas emoções,
O importante é ser feliz e cantar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tudo aquilo que foi escrito 
pelos seis continentes 
não pode ser mudado,
Só acredita que pode quem 
gosta de ser enganado,
Um poema ou a letra de uma 
música modificados 
nunca encontrarão encaixe,
Porque são os olhos e os ouvidos 
da alma que leem e ouvem,
No mesmo sentido assim são
os povos e as pessoas que 
creem que podem erguer
castelos sobre os escombros 
de uns e às custas dos outros,
todos estes nunca encontrarão
na vida o seu real encaixe porque
se nutrem apenas destruição.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Se for para viver de passado
volto os meus olhos 
para os sete mares dos povos
antigos onde posso 
buscar inspirações como escudo
para ser e para não ser 
num mundo que opta 
por projeções perigosas
que desenham para si ideias falsas,
Para mim e para você quero 
tudo aquilo que nos leve 
a navegar por águas tranquilas, 
ver o amor florescer e se renovar
imensamente todos os dias 
num pacto de fidelidade com a vida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Com sutileza onírica 
engarrafei de uma 
vez só os sete oceanos 
para ouvir durante 
a vigília os sibilos, 
Enquanto você não
estiver ao meu lado
colocarei o seu prato 
lírico na mesa mesmo
o lugar estando vago,
Porque te celebro 
com os olhos abertos 
e com os olhos fechados:
O topo do mundo pertence
aos corações apaixonados.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Através dos meus beijos
a descoberta transcendente
da carta plana da abóbada celeste
que unirá os dois Hemisférios
pelos selvagens mistérios
divinos protegidos pelos botões 
feitos de madrepérola,
embalados pelos versos líricos
e por todas as noites 
de obstinação como quem navega 
pelos sete oceanos e aporta 
em seis continentes o quê 
somente habita na tua existência,
na tua sedutora rebeldia,
nas virações das madrugadas,
nas auroras que hão de vir
e nas florações desabrochadas
só pelos fato de ver você sorrir.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Melancia

Fiz uma imaculada 
canção para os ouvidos 
místicos do coração 
com tudo do milênio 
que artistas pintaram 
e poetas escreveram.

A metáfora da flâmula 
que transcende o físico,
vira semente na terra
porque a ela pertence,
e fruto humano sempre 
será novo embora nativo.

Embora uns não creiam 
que o amor é muito
maior do que a morte 
onde ficar vivo ainda 
é questão de sorte 
ou para outros é poesia.

Contando toda História, 
falando sobre tudo o quê 
se passa: assumo o tempo 
todo que tiro o sossego 
de quem acha demais  
e se impõe pelo medo.

Mesmo que eu seja 
a única ou a última
voz sigo erguendo 
a flâmula, semeando
o fruto e querendo
insistir em deter a guerra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠À medida que você for
acarinhando a minh'alma
em teus poros vou penetrando
até tomar todo o teu controle
e fazer por dois se apaixonar,
Só no tato você lerá em mim
poemas e o Mapa-múndi com
o desejo do amor nos governar,
é óbvio que só de pensar em tudo
isso já tenho capturado o teu ar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Fazendo jus ao quê é de charme
percorrendo o quê é íntimo 
por pretensão ser poema 
a quatro mãos sendo escrito, 
ser a Middlemist Vermelha
tornando tudo mais divertido 
florescendo de amor,
na cumplicidade sensorial
em dois lugares do mundo:
no teu peito e no meu
(coqueteleiras do silêncio).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nas cercas desta terra 
não tenho visto mais 
a Jarra-açú florescida,
A insuperável nostalgia
ainda em mim habita,
Ouvir a música do final 
do mundo e resisto 
em não dançar porque
eu me autodesafio
no trapézio do destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Te quero com inspiração
como florescem os resedás,
E no meu nome a canção
de amor encontrar sem 
nenhuma outra distração,
Ser para você o paraíso
divino, a fuga, a devoção 
e constante celebração. ⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt