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⁠Barra de São Francisco do Sul 
é perto da onde que assumo 
ser como a escuna que alisa 
o mar do teu romance e delícia.

O rumo nas mãos da ventania
leva ao Arquipélago das Graças
porque é assim que se escreve
a leveza e o sentido de ser perene.

Parar ali sem mais nem o porquê 
por um instante na Ilha da Paz 
sem querer na vida nada a mais.

No final entender que amor é 
sem mistério em águas tranquilas 
e transparentes do divino querer.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Colocar a esperança 
solitária na escuna
rumo à Imbituba
enquanto o mar cruza.

Sob o alinhamento
de Saturno, Vênus e a Lua,
Não desviar o pensamento
da paz nenhum minuto.

A mente, o corpo e alma,
colocar para descansar 
na Ilha do Batuta e ali ficar.

Observando o giro absurdo 
do mundo sem nada cobrar
como quem nasceu agora acordar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Experimentar o abandono
e a sombra das árvores 
da Ilha das Cabras no mar
sem nada para se importar.

Um minuto para respirar 
e para pensar quando 
a maré começar a mudar
para não me deixar levar.

Porque assim tem a vida
tem que ser e assim será
onde o quê é de juízo está.

Colocar cada um sem quer
agradar no seu devido lugar,
para a paz ser e a espalhar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Pelos braços da Baía do Babitonga
sempre me deixo levar,
Até a Ilha das Claras vou navegar
para que sabe te encontrar.

Pelas correntezas deixo
tudo para trás porque 
só quero para nós mesmo
o quê realmente importa.

Num tempo onde a diversão 
é testar o outro o quê sufoca
busco ser a silenciosa rebelião. 

Por saber que o tempo corre
rápido em todas as direções,
preservo as melhores emoções.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Balança a palmeira diante 
do vento da esperança 
na Ilha do Chico Pedro: 
decidi amar sem medo.

Na Baía da Babitonga fica
e assim me deixo levar 
como embarcação que 
está próxima de chegar.

Conhecer bem por onde ir
e sei que sabe me encontrar 
onde estou em pleno mar. 

Não preciso muito fazer 
para a nossa hora acontecer,
e com os olhos fechados viver.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A minha Lua Minguante Gibosa
sobre o Médio Vale do Itajaí 
aqui em Rodeio é a mesma Lua 
dos desprotegidos deste mundo.

Os abraços do verde deste vale
ainda me dão o privilégio de ter
a liberdade para ter os olhos 
voltados para a serenidade. 

Para a que a glória da vida
e do amor profundo encontrem 
o quê dizem ser só poesia. 

Quero crer que a palavra 
abrem caminhos e baixam armas
e desfazem todas as guardas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Continuar entre os vários 
tipos de Morte de cada dia
como a Ilha Deserta
da nossa Santa Catarina.

Independente da maré ser 
o forte rochedo, a coragem,
a Ressurreição e o reinício 
diante de todo o desafio. 

Crer que o tempo jamais 
será o seu inimigo,
e tenha fé no seu caminho.

Não importa se está sozinho,
o Sol do Universo sem você 
perceber guia o seu destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A Ilha Feia não tem praia 
e não deixa de ser menos 
bela por ser coberta 
de Mata Atlântica plena

Não tens a metade dela
e julga o próximo segundo 
a sua própria imaginação 
em nome da destruição 

Ser como a ilha é ambição 
daquele que tem a ciência 
de eleger a rota de renovação 

Por isso opto ir de acordo 
com a minha intuição 
e para alguns casos a silenciação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A minha mente segue 
no fluxo da direção 
dos cristais temporais 
na Ilha do Ferreira.

Ali na Baía do Babitonga
me retiro de uma 
parcela do mundo
que já morreu por dentro.

Sempre que celebram 
a morte ou um ato violento
enterram é a si próprios.

A opção deles foi por o quê vier,
a misericórdia só a Deus pertence:
escolho mesmo é nem saber. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Respira o último dos últimos 
pulmões do mar,
É na Ilha dos Herdeiros 
que vou atracar.

Navegar pelas correntes 
da Baía do Babitonga 
vou deixando me levar 
adiante sem muito pensar.

Nesta embarcação poética 
vou permitindo apenas ir 
nesta rota íntima seguir. 

Sem pressa de viver porque 
tudo permitirá concluir 
que seremos só eu e você.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Liberar a nossa determinação 
nas correntes até a Praia de Itaguaçu,
Deixar os impulsos do coração 
navegáveis em São Francisco do Sul.

Colocar os nossos pés em terra 
firme e não nos dar nenhum limite,
Voltar amar de novo mesmo 
que nos digam que é impossível. 

De última em última dança 
o voto, o romance e a chama,
como quem flerta pela primeira vez.

E assim deixar que o brilho 
do nosso olhar não se apague
para que tudo em nós seja novidade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Bailam as correntes do Atlântico,
sobrevive um refúgio romântico 
e o indômito em mim como tal
qual os lobos-marinhos que cruzam.

No farol da Ilha dos Lobos tenho
o meu ponto de orientação 
nesta noite no meio da escuridão 
e a convicção para onde ir.

Tudo me leva aos teus olhos
e a ciência dos meus sonhos
que alguns chamam de utópicos.

Realmente não me importo 
nem se vou de fato alcançar,
só sei que me importo em não parar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Feito a Ilha do Macuco 
de águas calmas,
Tal qual canto profundo 
de ave que toca as almas.

Terra, água e ar por cada
canto a me espalhar,
Não testo e nem desafio
o quê há e não se deve domar.

Dever de ficar no seu lugar, 
e se não for para respeitar,
melhor nem mesmo começar.

A tranquilidade que dou
é o quê realmente sou,
e dela na vida jamais me vou.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Os astros dançam 
sobre a Baía de Babitonga,
De embalar a sua imagem 
já perdi a minha conta. 

O meu endereço austral
está escrito neste Hemisfério,
E no coração o poderoso 
e mais sagrado mistério.

As correntes conduzem 
para a Ilha de Mandijituba
sob esta fase da Lua oculta.

Tenho todos os mais 
altos sinais de pertença:
amar esta terra é a sentença.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Como as aves do cruzam 
as majestosas Américas 
para se encontrar no verão 
irá me procurar o seu coração.

Do jeito igual que as aves se 
encontram na Ilha do Maracujá 
na Baía do Babitonga só que 
encontrar o pouso e a recíproca.

Desvendar a desabitada ilha
no bailar da aurora matutina 
e no bailar da aurora vespertina. 

Encontrando sempre uma nova
razão para renovar a paixão 
sem se ocupar do mundo em viração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No vaivém das correntes 
da Baía do Babitonga
a sambaquiana história 
revisitada neste estuário. 

Sangue que corre nas veias
se mistura ao mangue 
que por mim a vida resiste,
e por ele tudo segue e insiste. 

Na Ilha da Murta encontra
no céu do Hemisfério 
a mensagem e o mistério. 

A herança se curva e abraça
para quando continuar a ser
aquela mesmo que incomoda.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quero respirar o seu ar,
e por ambição reunir 
todas as Cheganças
e trazer as festanças 
para de fato encantar,
nutrir mútuo venerar 
para te enamorar. 

...

Quero o beijo,
o cheiro e tudo 
o quê é teu inteiro
o amor bem feito.

(Amor-Perfeito) 

...

O Chibamba da infância 
tomou outras formas
na vida adulta ainda que breve,
Discretamente nos arremete,
um terço ajuda a dispersar,
Porque crescemos só no tamanho,
a criança miúda ainda dentro 
se encontra mesmo sem pensar:
Ela sempre estará no mesmo lugar.

...

Vou de Chico para lá e para cá,
Chico-Puxado, Chico-de-Ronca,
Sou fandangueira há muito 
tempo que já perdi até a conta.

...

O fandango toca 
no coração,
Vamos de Chimarrete
e você me levando
pelo salão.

...

A mente engraçada 
guarda várias
cidades submersas,
assombrações 
e alucinações 
que quando provocada
os diabos vão à tona 
e saem um por um para dançar
sem data e sem hora para acabar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠memória revisitada no barco
de pesca artesanal nas ondas
em plena Ilha dos Negros
enquanto liberto os medos 

de como será o futuro 
na heróica Baía do Babitonga 
que o tempo nem conta
de tudo o quê o mangue suporta

de tudo o quê coração 
precisa para a bater
e a gente continuar a viver 

nas mãos a rede está 
para capturar no teu olhar 
indelével o mar de amor inabalável

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠15/10

Observe os silêncios 
desrespeitosos,
Não insista e retire-se
para que ninguém te limite. 

...

15/11

Não permita transferência 
de pesos alheios,
Liberte-se mesmo 
que no final só sobre você,
porque o problema 
é do outro e nada tem a ver
insistir naquilo que não 
tens o dever de fazer. 

...

15/12

Não permita que ninguém 
te diminua ou coloque 
uma terceira pessoa
para implantar uma insegurança,
mantenha a temperança.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Os guarás sempre buscam 
o seu lugar por isso vou 
navegar até a Ilha Guaraqueçaba
na Baía de Babitonga contemplar.

Não preciso me incompatibilizar
para o quê for preciso falar,
por isso sempre busco melhorar
para lá na frente continuar.

Tolo sempre será aquele que 
não busca um jeito de falar
porque o destino é naufragar.

Marujos com experiência não embarcam sem pensar: 
esperam a tempestade passar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Adorado Maio divinal
da linha do destino,
Estação que outonal 
esplende sob a Lua Nova
no Médio Vale do Itajaí. 

Desenrolando o gobelin 
de raios sutis enfeitando
a noite por aqui em Rodeio 
e inspirando o meu peito.

Assim nos braços do tempo 
o noturno romantismo 
trazendo o doce sentido. 

Para ser mais amor 
do que o amor muito além 
do que pode ser compreendido.⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Uma visão que do coração
toma conta na Baía do Babitonga,
divina Ilha do Pernambuco,
por um instante fugi do mundo. 

Furo que o mar faz na memória 
no idioma do povo que a História 
pertence permanecendo indelével 
e mais vivo do que nunca mente.

Sei muito bem qual a rota eleger
aconteça o quê acontecer
e navegar: levo a filiação do mar.

A dança do tempo sempre mostra
sob o Sol ou tempestade,
e premia quem espera de verdade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A luz da Lua Crescente envolvente 
no Médio Vale do Itajaí com as luzes 
da romântica Cidade de Rodeio
trazem à tona memórias do peito.

A alma, a mente e o coração
pertencem a América do Sul
e a nostalgia da guerra das Malvinas
escrevem juntas poesias engolidas.

O quê carrego não vai passar 
porque toda esta Pátria Austral 
também é o meu sagrado lar.

Abrir mão da liberdade é algo
que jamais vou abdicar,
porque assim sou e não vou mudar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Fazer-te minha propriedade 
privada como a Ilha Queimadas 
na Baía do Babitonga é uma 
ambição que não abro mão.

Algo de muito de Carijó ainda
permanece em nós e brinda,
e sei que não nada que impeça 
de todo o coração e os pés na terra.

Tu haverá de ir e sempre 
irá para mim regressar porque 
de dentro de ti não tirará.
.
Porque não há mais como negar 
a absoluta dama das tuas auroras 
e a glória do amor do tamanho mar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quando a constelação 
Cruzeiro do Sul 
encontra a posição 
no nosso Hemisfério,
Coloco a confiança 
sob a Chakana 
pelos teus olhos 
que tanto enalteço,
e venero acordada 
porque não te esqueço.

Inserida por anna_flavia_schmitt