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⁠Mulher de Branco

Deixando-me levar por 
uma aparição navegantina
que rasga as roupas
dos pescadores lá no Gravatá

Fui atrás da Mulher de Branco 
que ainda a História causa 
espanto lá do alto
da Pedra da Miraguaia

Não tenho receio de espíritos
mesmo em noite de Lua Cheia,
quando ela aparecer vou 
declamar para ela um poema

Para quem sabe um 
dia ela pare de assombrar 
todo aquele que fica de vigia,
e possa tranquilamente pescar. 

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Explicação Gaúcha 

Sempre que os anjos
lavam a Cuia do Universo 
para o nosso Deus colocar 
o Chimarrão de estrelas,
é sinal que aí vem chuva,
Nunca tinha ouvido melhor 
explicação do que a gaúcha.⁠

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⁠No décimo terceiro dia do ano

No décimo terceiro dia do ano
não permita que te digam 
que você está perdido só porque
ainda não alcançou o seu objetivo,
Você apenas está caminhando,
respeite o tempo que 
lhe foi imposto e o seu próprio
tempo de continuar avançando 
rumo ao seu objetivo com 
o compromisso de não abandonar 
o seu sonho no meio do caminho.

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⁠No décimo terceiro dia do ano
em Rodeio

No décimo terceiro 
dia do ano em Rodeio,
Mantenha a fé 
no seu peito,
Moramos numa cidade 
bela cercada 
pelo Médio Vale do Itajaí
e não permita que ninguém
tire a nossa paz aqui.

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⁠Poesia madrugadeira para Rodeio

Antes do Sol se levantar aqui
no Médio Vale do Itajaí Itajaí,
Escrevi uma poesia madrugadeira 
para a minha amada Rodeio
que com afeto tenho o meu 
lar e todo o doce aconchego.

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Apanhadores de Sempre-vivas-de-mil-flores



Ganhei um lindo buquê 
dos admiráveis Apanhadores
com todas as cores 
das Sempre-vivas-de-mil-flores,
Que encheu o meu coração 
de amores ao recordar 
que elas também enfeitam 
os embrulhos de presentes
para acalentar com afeto
os corações de todas as gentes.

Percebi que detalhes que passam muitas das vezes quase sempre batidos são aqueles que inundam 
as nossas vidas com todo o sentido.

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⁠Sempre-viva-de-mil-flores

A Lua Prateada embeleza
ainda mais a cena beijando
a Sempre-viva-de-mil-flores,
O vento balançando as esferas
da Sempre-viva-de-mil-flores
escreve sutilmente poema,
Que eu te espero e continuarei 
esperando não é cantilena.

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⁠No décimo quarto dia 
do ano em Rodeio

No décimo quarto dia
do ano aqui em Rodeio 
só peço a Deus que 
você mantenha firme 
a paz e a alegria no peito.

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⁠No décimo quarto dia do ano

No décimo quarto dia 
do ano quero que você refaça
os laços de afeto e de amizade
com tudo aquilo que 
te liga a terra que você vive,
Porque você vive
cercado de uma beleza ímpar 
que somente aqui existe.

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⁠Engenhos

A memória brinda com 
a lembrança dos engenhos 
de Açúcar e de Farinha 
que serviram com alegria 
muitas mesas à custa 
de infindáveis tristezas 
que até hoje deixaram 
as marcas na História,
Poesia sempre para falar 
de glória e também
do que nos envergonha 
mesmo não tendo 
ancestralidade culpada 
pela parte mais inglória
e trágica da História.

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⁠Fantasma da Figueira


A memória do fantasma 
da Figueira navegantina 
continua mais viva do que antes,
Quem sabe possa ser
o mesmo fantasma 
que de Figueira em Figueira,
de cena em cena,
virou lenda brasileira 
e também virou este poema.

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⁠Luz do Trilho

Um mistério inexplicável,
não se sabe o quê era de fato,
Um relato que ainda deixa 
o mais corajoso arrepiado,
Ninguém sabe se era o Boi Tatá 
ou uma língua de fogo,
Nem eu mesma sei do que 
na realidade se trata,
Mais um daqueles mistérios
que só em Navegantes
você pode encontrar,
Só sei que um dia esta Luz do Trilho
também já se esbarrou comigo
quando estava no meio do caminho.

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⁠Poesia vespertina que nos una Rodeio

Enquanto ouço o vento 
anunciando que o tempo vai mudar,
Escrevo uma poesia 
vespertina para você que nos 
una de uma vez em Rodeio,
para a inspiração nunca me faltar,
Vejo a roseira balançando
a espera da chuva que chegar,
Não vejo a hora linda 
da gente vir por aqui se encontrar.

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⁠Poesias vespertinas para Rodeio

A chuvarada vem vindo
para de poesias vespertinas 
a nossa querida Rodeio 
ir cobrindo e eu continuo 
esperando você aparecer
amoroso no meu destino,
Porque não quero nenhum 
outro alguém no meu caminho.

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⁠Dandara vive

Esposa de Zumbi 
lutou pelo seu povo
do início ao fim,
Dandara semeou 
o futuro para seu
povo e até para mim,
Dandara vive 
sempre que se reage
contra tudo aquilo que nos limite.

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⁠Clara Camarão

Das Heroínas de Tejucupapo
correm nas minhas veias,
Do Colonialismo não
aceito nenhuma das sentenças,
Com Clara Camarão
da Batalha de Tejucupapo
a Batalha dos Guararapes,
Eu aprendi a coragem 
como lição a ser cultivada
com paciência no coração.

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⁠Maria Felipa 

Protetora do Brasil,
da Bahia e da Ilha de Itaparica,
é a lendária Maria Felipa
contra qualquer 
intento colonialista,
A memória segue viva, 
mais de uma luta continua 
e a poesia se ergue reunida,
Razão maior e sublime 
de manter a nossa Pátria unida.

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⁠No décimo quinto do dia do ano

No décimo quinto dia 
do ano não ando 
conseguindo pensar 
naquilo que
me tira a alegria,
Na minha mente 
só tem espaço 
para a sua companhia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No décimo quinto dia do ano 
em Rodeio 

No décimo quinto dia 
ano em Rodeio, 
Busco o aconchego
de um poema campeiro
para buscar as palavras
necessárias para caber 
dentro do seu peito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Poema vespertino para Rodeio

Buscar uma fruta direto 
do pé da árvore,
Agradecer a Deus 
por estarmos cercados 
por esta beleza 
do Médio Vale do Itajaí,
Escrever um poema 
vespertino para Rodeio
com toda a gratidão
por morar aqui e ter 
amor por este lugar 
no fundo do meu coração
seja no Inverno ou no Verão.⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Luiza Mahin

Nascida da Costa da Mina,
uns dizem que provavelmente,
Presente em muitas
revoltas afirmativamente,
Incansável Luiza Mahin,
Mãe do Poeta Abolicionista
e de um legado também
importante para mim,
Só quero que me envolva
a minha mente no seu 
turbante para eu ter um 
pouco desta coragem possante.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ironia da vida 

O tempo passa 
e as marcas  
no coração não

O dia do meu 
aniversário em ti
tem sido inapagado 

Quando você pediu 
para eu me matar
de amor porque
você estava abalado
decidi sem aviso ir
mesmo ainda ao lado

Passei a te ver 
com outros olhos 
e fui mantendo
aos poucos  
o coração afastado

Fiz a minha rota de liberdade 
até tê-lo nos meus sonhos 
completamente superado,
o meu amor por ti nunca 
mais será reconquistado

A maior ironia da vida tenho 
notado que você sem mim 
está a cada dia mais preso 
na sua própria morte sem fim

Depois de tudo o quê passei,
tornei-me leitora serena 
do seu semblante arruinado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Poesia vespertina para o Vale Europeu Catarinense

A minha poesia vespertina 
para o Vale Europeu Catarinense
que desde Rodeio tem sido escrita,
É o meu olhar para dentro 
e me enamorar com 
tudo aquilo que enxergo fora,
Este meu sentimento de mundo 
não teme o mau tempo 
e nem mesmo que a minha 
poesia pode ser vir 
a ser apagada na História.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No décimo sexto dia do ano

No décimo sexto dia do ano
deixo para trás definitivamente
toda a falta de consideração 
de pessoas que me devem 
o mínimo de satisfação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Poema vespertino para o Vale Europeu Catarinense

O meu amado e gentil
Vale Europeu Catarinense
nunca me decepciona,
no mesmo sentido a minha 
linda cidade de Rodeio,
Mais de um poema 
vespertino tenho escrito 
em agradecimento
por tanta coisa que me acompanha 
no meu peito e além do tempo.

Inserida por anna_flavia_schmitt