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COMPAIXÃO
Compaixão
é se colocar
no lugar do outro
é sentir
com o outro
é não julgar,
aceitar.
Mas...
Isso não seria o amor?
Nas Asas do Gonzagão
Pernambuco não poderia imaginar
Que a partir do dia da Santa Luzia
Januário José e Ana Batista
Atrairiam olhares para Exu, em melodia
Foi quando o pequeno Luiz nasceu
E com o seu dom alegre e festeiro
Depois da farda militar, seguiu o seu destino
E lá foi ele para o Rio de Janeiro
De Gonzaga à Gonzagão
Com artistas famosos fez parceria
Repertório "Danado de Bom"
Exu já não era mais monotonia
O moço simples conheceu a Europa
A sua vida e talento invadiram a literatura
E todos souberam da ardência da seca
E da vida nordestina que era pura bravura
Descobriram que não há luar como no sertão
Que no relógio marcando seis, o sertanejo ajoelhado
Suplica, à virgem, força para resistir ao peso da cruz
E que para todo mundo tem um "psiu" angustiado
Nos seus versos, o amor perdido dói mais
Quando para os braços do xodó não se poder voltar
Ôxi, que amargo de jiló tem a saudade
Adeus Januário. Deus ilumine o seu regressar
O sonho da água farta para a sede, gado e plantação
No sertão, vem na esperança com a flor de mandacaru
Banana, maxixe, batata, mandioca e buchada
É Fartura e benção na feira de Caruaru
Que difícil resumir a importância do Gonzagão
Deste brasileiro amado, que virou o rei do baião
Janelas
Som do amanhã, sondam as noites
Janelas,
Ávidas almas, buscam a brisa quente
O calor, sementes
Colhem as manhãs de verão
Guardam a foice do arrebol
Janelas fechadas,
Refúgio seguro na escuridão úmida.
Janelas abertas, ombros arqueados
Tramas de uma dança
Vestido de Seda, cordão ensolarado
Duas almas se acompanham,
Janelas, cortinas balançam.
O escuro chama a luz
A dor, a solidão,
Chama da transformação.
Desperta!
João de Barro convidou
Que entre a majestade pela janela
Sem toc toc
Flocos de ouro
Suave toque
A pupila dilatou
Amanheceu.
Escreve entre pedras,
Desliza nas montanhas sua história.
Fartos são seus apelos,
deságua,
Ah, espelho que reflete toda existência!
Benze minha esperança!
Seus braços temperamentais,
força que brada nos mananciais.
Banhando a solidão,
limpando a alma,
acalma...
Sangue da Terra,
no pulsar dos seus leitos,
enche o peito,
suspira...
Um silêncio,
nenhum defeito.
A força da correnteza,
dá a certeza,
que deixar a razão,
é válido,
quando o assunto é coração.
Águas calmas, revoltas,
não olham para trás.
Quando a maré sobe,
continua a seguir,
sem medo, sem engano,
no entrelaçar de mãos,
chegar em ti,
Em fim
Oceano.
Já caminhei muito
Em chão de barro e no asfalto,
Sapato baixo ou alto
Chinelo de dedo ou descalço
No conforto ou no percalço.
Andei de pressa, andei mansinho
Quando fazia calo
Era hora de parar
Cuidar das feridas
E voltar a caminhar!
A vida é continuidade
Nunca para
Tudo se aprende no caminhar
É só observar!
"Quando estou triste, rimo;
Faço das rimas arrimo,
Tiro das pedras o limo,
Dou-me um presente, um mimo,
Um novo poema."
Foge de mim
Quem antes me procurava.
Com pés nus andando, furtivamente no meu quarto.
Vi-os suaves, mansos e dóceis.
Aqueles que agora são ariscos. E que não se lembram de que, às vezes, corriam perigo para me levar alimento, agora vagueiam constantemente Em busca de mudança.
Graças à fortuna, Foi, pelo contrário, vinte vezes melhor.
Mas uma vez em especial.
Em finos trajes Sob uma capa bonita.
Quando o seu vestido solto Dos ombros caiu.
E tomou-me
Nos seus braços longos d delgados.
Com toda a doçura e pureza nos beijamos.
E perguntou com suavidade:
Meu amado, gostais?
Aceito que a minha jornada é o pleno desencontro com o que desejo.
E todos os desencontros que nunca me acharam;
deixaram uma marca que o tempo não sara.
Se soubesseis
A profundeza do meu desejo!
Poderia ter esperança
Embora não mereça
De que umas gotas de graça
Saciassem o meu fogo ardente.
Ahhhh, se você soubesse quanta falta faz!
Que falta faz sua alegria
Que falta faz seu sorriso
Doce e contagiante
Alegrando nosso dia.
Ahhhh, se você soubesse quanta falta faz!
Que falta faz seu bom coração
Cheio de amor e paixão
Fazendo de ti
uma fonte de inspiração
Ahhhh, se você soubesse quanta falta faz!
Que falta faz seu bom dia
Nos enchendo de alegria
Que falta faz seu boa noite
Nos aquecendo em noites frias.
Ahhhh se você soubesse quanta falta faz!
Que falta faz sua voz
Ensinando e nos acalmando
Sussurando no meu ouvido
Filho, eu te amo.
𝙽𝚞𝚟𝚎𝚖
𝙿𝚊𝚛𝚎𝚒 𝚎𝚖 𝚞𝚖 𝚌𝚊𝚗𝚝𝚘
𝙴 𝚗𝚘 𝚌𝚑ã𝚘 𝚍𝚎𝚒𝚝𝚎𝚒
𝙾𝚕𝚑𝚎𝚒 𝚙𝚛𝚘 𝚌𝚎ú 𝚙𝚘𝚛 𝚞𝚖 𝚒𝚗𝚜𝚝𝚊𝚗𝚝𝚎
𝙴 𝚊𝚜 𝚗𝚞𝚟𝚎𝚗𝚜 𝚘𝚋𝚜𝚎𝚛𝚟𝚎𝚒
𝙽𝚎𝚜𝚜𝚎 𝚌𝚎ú 𝚚𝚞𝚊𝚜𝚎 𝚒𝚗𝚏𝚒𝚗𝚒𝚝𝚘
𝙴 𝚝𝚊𝚖𝚋é𝚖 𝚖𝚞𝚒𝚝𝚘 𝚋𝚘𝚗𝚒𝚝𝚘
𝚂𝚎 𝚖𝚘𝚟𝚎𝚖 𝚕𝚎𝚗𝚝𝚊𝚖𝚎𝚗𝚝𝚎
𝙼𝚊𝚜 𝚚𝚞𝚊𝚗𝚝𝚘 𝚖𝚊𝚒𝚜 𝚘 𝚝𝚎𝚖𝚙𝚘 𝚙𝚊𝚜𝚜𝚊
𝙴𝚕𝚊 𝚕𝚘𝚐𝚘 𝚜𝚎 𝚊𝚙𝚛𝚎𝚜𝚜𝚊
𝚂𝚎𝚖 𝚚𝚞𝚎 𝚙𝚎𝚛𝚌𝚎𝚋𝚊𝚖𝚘𝚜
𝙽𝚞𝚟𝚎𝚗𝚜 𝚙𝚛𝚘𝚍𝚒𝚐𝚒𝚘𝚜𝚊𝚜
𝙽𝚎𝚖 𝚜ã𝚘 𝚍𝚘𝚌𝚎𝚜, 𝚗𝚎𝚖 𝚛𝚘𝚜𝚊𝚜
𝙲𝚘𝚖𝚘 𝚘 𝚊𝚕𝚐𝚘𝚍ã𝚘 𝚚𝚞𝚎 𝚗𝚘𝚜 𝚜𝚎𝚛𝚟𝚎 𝚘 𝚌𝚘𝚗𝚏𝚎𝚒𝚝𝚎𝚒𝚛𝚘
𝙴 𝚗𝚘𝚜 𝚏𝚊𝚕𝚊 𝚘 𝚙𝚊𝚍𝚎𝚒𝚛𝚘
𝚂𝚎𝚓𝚊 𝚊𝚘 𝚛𝚒𝚌𝚘 𝚘𝚞 𝚊𝚘 𝚒𝚛𝚛𝚎𝚜𝚙𝚘𝚗𝚜𝚊𝚟é𝚕
𝙰𝚘 𝚙𝚘𝚋𝚛𝚎 𝚘𝚞 𝚛𝚎𝚜𝚙𝚘𝚗𝚜𝚊𝚟é𝚕
𝙴𝚜𝚝𝚊𝚒𝚜 𝚊𝚋𝚎𝚛𝚝𝚊 𝚊 𝚝𝚘𝚍𝚊 𝚊 𝚐𝚎𝚗𝚝𝚎
𝙰𝚝é 𝚖𝚎𝚜𝚖𝚘 𝚊𝚘 𝚙𝚛𝚎𝚜𝚒𝚍𝚎𝚗𝚝𝚎
𝚂𝚘𝚖𝚎𝚗𝚝𝚎 𝚘𝚜 𝚙𝚊𝚜𝚜á𝚛𝚘𝚜 𝚙𝚘𝚍𝚎𝚖 𝚝𝚎 𝚝𝚘𝚌𝚊𝚛
𝙼𝚊𝚜 𝚗𝚘𝚜 𝚜𝚘𝚗𝚑𝚘𝚜, 𝚙𝚘𝚍𝚎𝚖𝚘𝚜 𝚝𝚎 𝚍𝚎𝚜𝚖𝚊𝚗𝚌𝚑𝚊𝚛
𝙲𝚘𝚖 𝚊𝚙𝚎𝚗𝚊𝚜 𝚞𝚖 𝚝𝚘𝚚𝚞𝚎 𝚗𝚘 𝚊𝚛
𝙼𝚊𝚜 𝚜ó 𝚙𝚘𝚛 𝚌𝚞𝚛𝚒𝚘𝚜𝚒𝚍𝚊𝚍𝚎, 𝚗𝚊 𝚟𝚒𝚍𝚊 𝚛𝚎𝚊𝚕
𝚀𝚞𝚎𝚛𝚒𝚊 𝚝𝚎 𝚊𝚋𝚛𝚊ç𝚊𝚛
Quem és...
Quem és, esta menina?
Quem és, esta mulher?
Ela, que com um sorriso fascina,
Ela, que sabe bem o que quer.
Nos floridos campos, passo a procurar,
Nas flores de todas as estações,
Em uma foto cativou com seu olhar.
Me fez sentir a melhor das emoções.
Quem és ela, que envergonhada fica sem jeito,
Tão eloquente e vibrante canceriana,
Ela és a dona do sorriso perfeito.
Ah... Menina, mulher chamada Ana.
"Basicamente,
somos feitos
de poeira estelar.
Então pergunto
às estrelas,
que se iluminam
ao final do dia.
Algum dia,
cada um de nós,
poderá realmente
encontrar a sua?"
Ronald Sanson, em ‘DESPROGRAME-SE’:
poemas, frases e pensamentos para libertar a sua mente
Manhã tropical
"O sol borra-se todo de tinta dourada
na almofada de ouro lá do Céu
e vem carimbando brutalmente
tudo quanto encontra pelo caminho!"
Citação do livro "Syphon, Gin e Gelo"
A pior sensação
A pior sensação
Seu rosto sumindo na escuridão
Uma dor que veio
A surgir no meu coração
E o desespero veio a pairar
E um sussurro quase inaudível
Pude escultar: -Eu amo você
Suas últimas palavras sumiram no ar
Um silêncio no ambiente meu amado Já não estava a respirar
Abraçada ao seu corpo chorava
Implorando para ele retorna
- Não me deixe sósinha
Eu não vou suportar[...]
A CAPIVARA E A VARA
A capivara é um ser pensante
Sabe onde procurar abrigo
Come mato para sobreviver
Sem dúvidas, tem a felicidade consigo
No profundos da floresta onde cantam os sábias
Ao lado de um tronco de uma árvore está a vara
Que, por sua vez, não pensa, não come, não sente
Não vive como a capivara
Seu propósito não é condizente
O homem é um ser com alma
Assim como a capivara ele precisa sobreviver
Pega então a vara e sua coragem
E procura algo para comer
Entretanto falha em todas as tentativas
E a vara fica em vão
Abandonada pelo único que acreditara em sua capacidade de viver
Mesmo sem um coração
As profundezas da floresta já não estão em seu alcance
O canto dos pássaros não acalma a sua mente de fantasia
Agora só lhe resta o chão da estrada
E sua perpétua melancolia
Nos profundo dos lagos cristalinos
A capivara bebe das águas que a natureza lhe dera
Agradece à Buda, Jesus ou Espíritos da floresta
Pela maravilhosa vida que lhe propurzera
Em meio de suas preces sem sentido
A capivara abre seu olhos castanhos
E ao olhar para direita sua visão se transforma em pergunta:
O que aquela vara faz sem um dono, sozinha e sentindo culpa?
PRIMEIRO CAVALEIRO
Foi bobo, e deixou um grande amor por algo que não faz mais sentido sem ele, mas vive dizendo que sonhar em amar novamente é o que o faz viver intensamente.
BRINQUEDO QUEBRADO
Se eu fingir na hora de rir
E esconder meus anseios
Com um otimismo inocente
Conseguirei te conquistar
Sou um brinquedo quebrado
Não sou capaz de te entreter e amar
Nas prateleiras fico à mostra pro mundo
com um sorriso e coração costurados
Te esperando para meu bem querer
A diferença entre o conceito de uma determinada época sobre o que cabe qualificar como “pensamento científico” e o conceito relativo desse mesmo tema em uma época anterior, é frequentemente, muito grande; às vezes chega a ser tão grande que nega as características do pensamento científico que no passado se considerava realmente como científico e que cumpre, em ambas as épocas, uma mesma função social.
"Queima-me a boca, os teus lábios úmidos cheirando a café. Tua língua presa que, por entre a minha, dança suavemente sob o céu que a contém. E assim, descansa em paz o meu corpo sobre o teu."
"Procuro-te nas noites, e vejo-te nos fantasmas atormentadores que roubam o meu sono e aniquilam a minha paz."
