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“Nenhum governo nunca deve pensar que tem poder para tomar decisões absolutamente certas; pense antes em ter que tomá-las sempre incertas, pois isto está na ordem das coisas, que nunca deixa, quando se procura evitar algum inconveniente, de incorrer em outro”.
(O Príncipe - cap.XXI)
A ganância e a ânsia de prejudicar e se auto afirmar é tão grande que pode estar sendo injusto, mas o universo se encarregará do resto.
Ela me move. Com tal poder, como as batidas do meu coração. Eu posso ouvir seu som. Você está aqui.
(Kousei Arima)
Reduzir uma coisa desconhecida a outra conhecida alivia, tranquiliza e satisfaz o espírito, proporcionando, além disso, um sentimento de poder.
NO CENTRO DO FURACÃO
Vórtice, voragem, vertigem: qualquer abismo nas estrelas de papel brilhante no teto.
Queria tanto poder usar a palavra voragem. Poder não, não quero poder nenhum, queria saber. Saber não, não quero saber nada, queria conseguir. Conseguir também não — sem esforço, é como eu queria. Queria sentir, tão dentro, tão fundo que quando ela, a palavra, viesse à tona, desviaria da razão e evitaria o intelecto para corromper o ar com seu som perverso. A-racional, abismal. Não me basta escrevê-la — que estou escrevendo agora e sou capaz de encher pilhas de papel repetindo voragem voragem voragem voragem voragem voragem voragem sete vezes ao infinito até perder o sentido e nada mais significar — não é dessa forma que eu a desejo. Ah essa palavra de desgrenhados cabelos, enormes olhos e trêmulas mãos. Melodramática palavra, de voz rouca igual à daquelas mulheres que, como dizia John Fante, só a adquirem depois de muitos conhaques e muitos cigarros. Eu quero sê-la, voragem.
Espio no dicionário seu significado oficial, tentativa inútil de exorcizar o encantamento maligno. O que leio, inquieta ainda mais: “Aquilo que sorve ou devora”. E vejo um redemoinho lamacento de areias movediças à superfície do qual uma única mão se crispa. Vórtice, penso, numa vertigem. Repito, hipnotizado: vertigem, vórtice, voragem. “Qualquer abismo” — continuo a ler. Os abismos de rosas, os abismos de urzes, e aqueles abismos à beira do qual duas crianças correm perigo, protegidas pelas asas do Anjo da Guarda. Os abismos de estrelas falsas no falso céu do teto do meu quarto, os abismos de beijos e desejos, o abismo onde se detém o rei daquela história zen para abrir o anel que lhe deu o monge, onde está guardado o condão capaz de salvá-lo — e o condão é a frase “isto também passará”. Sim, e leio então: “Tudo que subverte ou consome” — paixões, ideologias, ódios, feitiçarias, vocações, ilusões, morte e vida. Essas outras palavras de maiúsculas implícitas — vorazes, voragem—, abismais.
Eu estava lá, no centro do furacão. E repito palavras que são e não são minhas enquanto o porteiro do edifício em frente toca violão e canta, e a chuva desaba outra vez, e peço: por favor, me socorre, me socorre que hoje estou sentido e português, lusitano e melancólico. Me ajuda que hoje tenho certeza absoluta que já fui Pessoa ou Virginia Woolf em outras vidas, e filósofo em tupi-guarani, enganado pelos búzios, pelas cartas, pelos astros, pelas fadas. Me puxa para fora deste túnel, me mostra o caminho para baixo da quaresmeira em flor que eu quero encostar em seu tronco o lótus de mil pétalas do topo da minha cabeça tonta para sair de mim e respirar aliviado de por um instante não ser mais eu, que hoje e não me suporto nem me perdoo de ser como sou e não ter solução. Me ajuda, peço, quando Excalibur afunda sem volta no lago.
Ela se debruça sobre mim, me beija com sua grande boca vermelha movediça. Tenho medo mas abro minha boca para me perder.
Ela repete baixinho em meus ouvidos nomes cheios de sangue — Galizia, Ana Cristina, Júlio Barroso — enquanto contemplo o céu no teto do meu quarto, girando intergaláctico em direção a ER-8, a estrela de bilhões de anos, o cadáver insepulto para sempre da estrela perdida nos confins do Universo. Choro sozinho no escuro, e você não enxuga as minhas lágrimas. Você não quer ver a minha infância. Solto nesse abismo onde só brilham as estrelas de papel no teto, desguardado do anjo com suas mornas asas abertas. Você não me ouve nem vê, e se ouvisse e visse não compreenderia quando eu abrir os braços para Ela e saudar, amável e desesperado como quem dá boas-vindas ao terror consentido: voragem, bem-vinda.
Voragem, vórtice, vertigem: ego. Farpas e trapos. Quero um solo de guitarra rasgando a madrugada. Te espero aqui onde estou, abismo, no centro do furacão. Em movimento, águas.
O Estado de S. Paulo, 4/2/1987
nós damos poder
a tudo que
queremos,
mas também podemos
tirá-lo
novamente,
assim
desse
jeito.
a escolha
é inteiramente nossa
e eles
querem
acabar conosco
antes que nós
tenhamos a chance
de acabar com eles.
Abuso do poder...
é...
Maltratar, bater, domar.
É um ato de covardia,
onde o ser humano desconta
suas frustrações, fracassos, derrotas,
em quem tanto o amou.
Expandir sua linguagem corporal – pela postura, pelo movimento e pela fala – faz você se sentir mais confiante e mais poderoso, menos ansioso e autocentrado e, em geral, mais positivo.
Você não pode mudar o passado, mas o futuro está em suas mãos. Você tem o poder de decidir quem você quer ser e qual realidade você quer viver.
Eu queria ter apenas um segundo,só um,pra poder te dizer tudo,Tudo o que sinto por Você,Mas não tem como sempre quando te vejo,não sei mais nada,esqueço ate quem eu sou,e acabo ficando em silencio,Queria poder te abraçar bem forte,te olhar nos olhos e dizer:EU TE AMO.
Ah, o mar.
Em seus mais diversos tons, não me canso de admirar.
O vai e vem de suas ondas, o balanço das águas e a brisa suave tem o incrível poder de acalmar.
Sempre tememos que os poderes da Elsa fossem demais para este mundo, agora devemos confiar para que sejam suficientes.
(Pabbie)
Eu me perco no "Querer" e no "Poder".
Quero estar com você, mas será que posso?
Infinitas possibilidades em apenas duas palavras...
Um verdadeiro líder é aquele que está vacinado contra o bajulador, esse vírus letal que só destrói a boa e digna convivência humana. Quem escuta e não consegue separar a lisonja da verdade, termina sendo tão pobre quanto o próprio bajulador.
Nossa consciência deseja dinheiro,
poder, prestígio,
mas nosso inconsciente deseja amor altruísta,
harmonia, humor, beleza, sacralidade, paz e aceitação.
A revolução esta dentro de cada um, na capacidade de tomar atitudes assistindo sempre a necessidade coletiva. Revolucionário será sempre quem com amor olhar para baixo e para o lado, e sentir, no próprio coração, a dor dos que precisam do seu poder, sentir como se fosse na própria pele a poderosa necessidade dos que sofrem abaixo do poder. Revolucionário será quem construir com amor o fim da dor alheia.
Onde há grande poder, há grande responsabilidade; onde há menos poder, há menos responsabilidade; e onde não há poder, acho que não pode haver responsabilidade.
Nota: Adaptação da frase de autoria desconhecida, erroneamente atribuída a Voltaire, ao Homem-Aranha e a Stan Lee.
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