Tag pena
Há duas maneiras certeiras de chatear-se com um problema...
Uma é correr dele e a outra é pedir pra alguém resolvê-lo.
Sei que gostas que aplaudam teus feitos, que acendem as verves e matam a sede, do verso, da aura e da vida.
Quantas derrotas, quantas vitórias, seguem as batalhas e forma-se a cicatriz. A noite é luarenta, o sapato é furado e nos ares de vestidos bordados, cabelos ondulados à serventia dos réus.
Na utopia eu vomito, creio na sinceridade do ato, pois aqui venho trazer meu abraço, quente, aflito e faminto.
Eu so vim desejar um lindo dia pra você. Que você ao acordar renove tuas forças e recupere o fôlego para continuar lutando. Que seu coração se encha de esperança e fé e que esse amanhecer seja impar na sua vida. Que os obstáculos que você encontrar pela frente, não sejam motivo de desânimo, mas sim sejam vistos como aprendizado e como um desafio de superação. Enfim, que você continue com a cabeça erquida, para quando chegar lá na frente você possa dizer: FOI DIFICIL, MAS VALEU A PENA!
E a manhã parte, a tarde chega e já vai com pressa pois lá vem à noite... E o ciclo se completa. E eu? Ah! Fico aqui a desejar-te.
E vem...
Os olhos mirando o bloquinho, sou zanho, sou zen, sozinho. Quebrou-se o silêncio, no barulho do meu copo, o gelo frenético batendo no fino e fanho vidro, ao ser mexido pelo dedo. E vem o convite à escrita...
A lua saiu com frio e tão pálida, pensamos que estivesse acamada. Veio a nós pelo mar, tremendo, até chegar à praia. E assim deu-se o beijo.
Pros falsos profetas macabros, sorrimos com nossa benevolência, pois são atrozes de mero vocábulo que voa sem asa, nem rumo, e pousa com todas as letras fazendo injúria nos castos, no deserto das aparências.
Não trate a vida como uma hecatombe, nessa manhã fria, cinza, sozinha. Quero no ínterim que se sinta minha. Quero que exponha esse amor que de certo esconde.
E agora deixo a sorte ir tomando posse, assim, aos poucos.
Vejo a felicidade surgindo sublime, como eu sonho que deveria ser... Destinada a todos.
Pela manhã molho o rosto e constato minha sorte, perdi há tempos a necessidade de encenar. A barba branca, o cabelo ralo e da vivência o aguçado faro - o voo mais acertado.
As navalhas dos erros fazem cortes diversos uns profundos, outros não, uns cicatrizam logo, outros não. Há pessoas que tem o talento nato de afiar as navalhas e lamentar depois.
Ajude-me a nadar em sua correnteza, pois fico mais confortável e feliz. Aquela força resistente me diz: Atravesse o oceano e me beija.
Não quero envelhecer tornando-me aquela máquina que funciona no automático e nunca sai do controle. A engrenagem devidamente lubrificada e há hora certa para cada função. Quero o gosto do sal na língua e no corpo, a brisa no rosto e muita areia nas solas dos pés. Quero ver nova gente, lugares belos, criar outros versos e acordar cada manhã com um curioso viés.
Noto teus olhos que não fulgem como antes, noto o tempo que te agradas como passa. Fazes morada na tua zona de conforto,
fazes confronto do amor que explode em mágoa.
"E sabe o que eu sinto? PENA! Meu querido, sabe qual é a única coisa que desejo a você? Que a vida te dê exatamente as coisas que você planta! E é por isso que eu sinto pena de você. O homem é mal por natureza, mas a vida, ela sim é justa."
