Tag matheus
Amor perdido.
Cerrou a porta. Por ora quero uma ilusória proteção das chaves. Naquele momento senti um grande vazio existencial, mas quem chegara foi Matheus. Antes não tivesse vindo. Talvez assim eu continuasse mergulhado no desejo da sua presença, continuaria assim imaginando em tê-lo perto de mim, mas não presencialmente apenas no imaginário. Chego à conclusão que a ausência é bem melhor que o peso corporal, e que a conversa no whatsApp flui mais do que ter você em presença real.
Vivi uma paixão carnavalesca, por que tudo é apenas fantasia, antes de Matheus abrir a porta eu me portava com imensos motivos e planos para a vida futura, ansiava atar minhas esperanças, mas como vivia no futuro não estava esperando o cerrar da porta hoje. Eu já sabia das suas intenções, mesmo ele estando longe de mim há décadas, entretanto nesse momento eu quisera apenas sentir o seu forte abraço.
Adentrei profundamente no seu abraço e fui buscar consolo para minhas ausências, risquei naquele momento o fósforo da paixão, nesse momento queria tomar posse da terra prometida, ansiava por andar pelo mar vermelho da minha vida, por que eu soubera que Matheus seria o condutor que me faria atravessar até o outro lado.
O alimento do amor é sempre a espera de alguém que vai chegar. Mas como posso esperar alguém chegar se ele já esta aqui dentro de mim? É inadequado o que desejo eu sei. Esse homem inacabado que cerrou a porta da minha vida, por vezes é melhor nascer de novo, apenas eu posso dizer o que lhe falta. Nenhuma outra pessoa seria capaz de completar nele o que eu reconheço de ausências. Talvez em outras vidas tenhamos a chance de nos conhecer novamente.
Paisagem
Algo que surge
Nasce do nada
De frma encantada
Que você não age
Não se esconde
Nãi se mente
Não se entende
Só se sente
Preciso de ti
Porque te amo
Sem engano
Tão puro quanto a água
Tão rebelde quanto o sol
Que prazer
Que é te amar
Debaixo das estrelas,
Para sempre,
Ao seu olhar
A Carta
Era uma carta simples
Escrita a mão
Caneta azul e vermelha
Em uma folha de caderno
Mas era tão rica
Seu conteúdo surpreendente
Era ela como remetente
Palavras limpas
Lidas na base do choro,
Repreendido por um público,
De um apaixonado
Desolado
Fora pisado e retalhado
Mas nada lhe abate
Deste grande descarte
O apaixonado recebe a carta
A Remetente fica em espera
E o amor aprisionado num baú
Apaixonado não sabe o que faz
Não sabe o que pensa
Só lhe escorre lágrimas
Pelo seu rosto
Receio, medo...
De novo?
Quantas vezes
este apaixonado
teve o coração partido
por amar o mesmo alguém
que não sabia lhe amar
ou não sabia que amava
Mas pela carta
Este alguém,
a Remetente,
declara que ama
E este destinatário
Nunca lhe deixou de amar
Escondia este amor sofrido
para talvez não sofrer...
Encomenda
Como é boa a sensação
De ouvir o teu coração
Tumtum, tumtum
Bate bate
Bem depressa
Há uma vida aí
Não é meu, nem seu
É nosso
Nove meses, apenas
Eternos nove meses
Nossa ansiedade te espera
Amor em expresso
Nossa prole
Está a caminho
Cheia de carinho
Paixão
Amor...
Qual o sentido do amor
Se não for compartilhado
Com a pessoa que te faz sentir amado
Essa pessoa não poderia ser ninguém
Entre vários seres humanos
Em um mundo de ninguém
Você estava lá, de coração aberto
Um amor liberto
Tudo certo...
Não tinha medo de nada
Mas algo floresceu dentro de mim
E então o inexplicável medo de nada
Transformo-se em um medo aterrorizador
Medo de perder meu tudo
Medo de perder você
Não existe outra mulher
Que chegue aos seus pés
Agora me sinto livre
Livre nos seus braços
Em um amor encantado
Ás vezes fico enciumado
Um pouco abafado
Mas muito animado
Com este amor exaltado
Seu sorriso
Seus beijos
Seu cheiro
Seu jeito,
Tudo em você,
Me dão uma sensação de lar
E tudo isso é insubstituível
Só você tem esse dom
Tudo mais a dizer
Eu amo você
Meu amor...
Sonho Teu
Aquela noite
Tão bela,
Majestosa
Lua brilhante...
Numa escuridão balela
Estrela glamurosa
De Leste, Oeste
Norte, Sul
Passando um
Beijo Cadente
Feche os olhos!
Faça um pedido!
Abra os olhos...
Realize seu pedido...
Cria-se teu universo
Tudo colorido
A escuridão não é mais balela
Sol
Pela manhã
Olho para o lado
Me encontro em um Divã
Estava só eu
Parecia haver mais alguém
Mas só ouvia o silêncio
E um brilho
que ofuscava os meus olhos
Parecia você
O seu sorriso
Me levantei da cama
Bateu a saudade
Lágrimas...
Era apenas o sol...
Lar
Teu sorriso
Seu cheiro
Tua voz
Seu toque
Teus olhos
Se tornaram o meu lar
Saudade ficou
Seu amor se foi
O meu ficou
Hoje, aquilo que
completaria o meu eu
É apenas
olhar nos teus olhos
Poder te abraçar
Sentir o seu cheiro
Mas não posso...
Perdi o meu lar...
Ué...
Será que é isso mesmo?
E se?
Talvez?
Mas...
Nossas dúvidas
Movem nossa vida
Nos faz perguntar,
questionar
Mas, e se
o porquê
fosse culpado
Do talvez?
Mas, e se
o talvez
fosse culpado
do porquê?
Uai...
Sabe mundo, as vezes odeio o seu modo de ser, limitando as pessoas a viver de um modo para lhe favorecer
A vida não começa quando nascemos.
Ela começa quando a gente passa de coadjuvante para protagonista dos nossos
próprios sonhos.
A paz?
Qual o preço da paz?
Na evasiva acima de qualquer suspeita,
Abaixo de toda retidão,
sobre alguma razão,
Sob qualquer emoção,
Perdida na ação
Ou asfixiada na omissão,
Mal diluída em verdades e mentiras,
De meias verdades à verdadeiras mentiras,
Em overdoses homeopáticas de sinceridade
Ou em doses alopáticas de endrômina,
Enfim, qual o seu lugar?
Não tem preço
E vale o quanto se quer pagar,
Paga-se o quanto se quer ter
E ainda assim, em meio ao conflito
Eu pergunto: qual o preço da paz?
O cotidiano faz a vida
Mas a Vida não faz um Cotidiano
Eu faço minha história e meus planos
Sou a Morte que faz você sair da cama
Sou a cama que você dorme
Sou a fome dos pobres
Sou sua Consciência
Vou te Cutucar até você levantar
Pegarei em seus braços e irei te erguer
Até você perceber oque esta acontecendo
enquanto você assisti sua novela na TV .
Sou um refrão de uma história
Sou o verso de uma música Dramática
Sou a física quântica com música romântica
Sou Deslocamento enquanto na sua mente só temos
O vento de um cotidiano vazio e frio
Sou o papel que você escreve
Me gastam como se fosse um nada
Me amassam e me apagam
E no fim estou na lata
No final de tudo não escreveram nada .
Mais uma árvore derrubada
E seu Coração Parado
Seus braços Fogos altos viraram .
