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O autor de um livro, nem sempre escolhe a capa, assim como o homem a sua face, em meio as adversidades.
"A verdade pode excluir o homem da sociedade, no entanto a Verdade escreve seu nome no Livro da Vida "
A gente nunca esteve na mesma página
Verdade seja dita
Eu sempre quis tirá-la de dentro do livro
As pessoas não mais acreditam em contos de fadas
Quem sabe se ela saísse e se mostrasse
Todos voltassem a acreditar em magia
Ela me faz flutuar#3;
Mas não existe alguém pra quem eu possa contar
E se acreditarem?#3;
Será que vão queimá-la?
Soube que existem outras mais por aí...
É, eu acredito nisso!
É injusto que só eu possa ficar enfeitiçado.
Mesmo com você tão perto
Demorei pra perceber
Toda a magia que ali havia
Fiz minha solidão de arma
Procurei respostas simples
Em masmorras sombrias
Chamar pelo seu nome
É o mais difícil
Dentre todos os feitiços
Evitar miragem
Exige coragem
Não se aprende em livros
Me livro
De toda a noite presa em mim
E vou te ver, agora
Onde você estiver
Chamar seu nome
Deve ser pra isso
Que eu nasci
Estar desaparecido é diferente de estar morto. De certa forma, é pior. A morte oferece um fim. A morte dá permissao para o luto. Para fazer um funeral, acender velas e deixar flores num túmulo. Para seguir em frente.
Estar desaparecido é estar num limbo. Preso num lugar estranho e desolado onde a esperança brilha fraca no horizonte, e o desespero e a angústia espreitam como abutres.
A leitura de um livro silenciosamente movimenta nossos pensamentos, estimula-nos a viver prósperas experiências imaginárias e concretas de vida.
Para um leitor experiente há sempre oportunidades de conversão de conteúdos lidos em privilégios e prosperidade diante de seus objetivos.
Não é porque o livro serviu pra você, que servirá para quem você tem certeza que precisa ler também. A vida tem a experiência certa para cada um.
Se lembra quando
você me disse
que escreveu aquela
canção linda
para mim
& apenas para mim…
a sua
‘única’?
bem,
posso
apostar
que você não
se lembra
de que já tinha
me mostrado a letra,
dizendo que era
para ela
-você estava apaixonado pela ideia do amor, não
por mim.”
Bibliosmia
O cheiro… ah, o cheiro de você.
Não é só cheiro. É o resto do mundo.
O cheiro da descoberta, o odor almiscado do que se ignora,
do que ainda falta.
É cheiro de livro novo.
Você é o odor do não dito.
Entre os dedos, suas páginas se abrem.
A palavra toma corpo, o verbo se faz carne.
Eu quero conjugar o que está entre as palavras,
capa, bordas. Ir até as margens da linguagem, onomatopeias.
Seu gênero é esse, eu sei: fantasia e suspense. Experiência sensorial.
Respira, você. E eu também respiro, exalo.
É o amor que se disfarça de saber,
ou saber que se dissolve em desejo?
A capa é corpo fechado. O que não se diz.
Aberta, toque. Você é o que não se lê.
“Não creio na construção sadia de uma humanidade longe da espiritualidade. Nem creio que alguém se torna melhor lendo cartilhas, para mim sentimentos são itens espirituais.
Para ser inteiro, não divorcio o corpo do espírito. Somos corporificação daquilo que os olhos não vêm, a melhor parte dos dois mundos.”
