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Aprendi muita coisa na vida, mas só depois de fazer errado umas três vezes seguidas.
Diário de um Vegetal
Se eu tivesse acertado tudo numa única vez, e entendido tudo de uma só maneira, talvez hoje eu não soubesse que o beijo e a framboesa não tinham nada haver com a realidade do tocar das bocas e o enrolar das línguas, que por acaso, não precisam ser tão ligeiras.
Diário de um Vegetal
Saudade de você.
Saudade do seu beijo.
Saudade de seu abraço.
Saudade do seu carinho.
Saudade que não tem fim...
Nos meus sonhos eu te vejo,vem me alimentar através dos seus beijos, você pra mim é mais do quê desejo.
Às vezes me sinto muito forte ...
Principalmente quando vejo o quanto às pessoas podem criar expectativas e se jogar em situações que estão claras que o mais sensato seria fugir imediatamente ... O quanto, mesmo entre uma fraquejada e outra, eu consigo manter a consciência do que realmente mereço.
Vejo moças falando de pseudo-relacionamentos com expressões bobas, no sentido mais puro da palavra, como se tivessem recebido pedido de casamento, enquanto tudo o que tem são migalhas...
Sou dessas pessoas que aproveitam sim o mínimo de cada situação, que ficam felizes com os pequenos detalhes e exploram as pequenas sensações ao maior estilo Amélie Poulain.
Mas existe um limite, aquela famosa linha tênue, que separam pessoas com esse comportamento, daqueles que simplesmente não vem à realidade dos fatos, mesmo quando eles estão pulando em sua frente e lhe enchendo de tapas na cara, implorando por serem notados.
Foi assim, e ela luou.
Não veio nunca mais, por muito mais tempo,
Mas voltou após, sentir o vento,
Chamá-la ao garoto,
Para dá-lo esperança,
Para dá-lo alento,
Para salvar-lhe a lembrança.
E tornar-se um portento.
Ele sempre a esperou
Confuso na alma
Se era verdade, ele se consolou
Sem perder a calma
Sem perder o amor.
Seria a vontade,
Ou seria a dor?
Que lhe salvava,
De seu clamor?
Ela não estava ali,
Mas era o fulgor
De sua existência,
De seu louvor.
O garoto sentou-se
Tão desanuviado
Como se estivesse contente
Como se desalentado
Mas no fundo era ela
Tão longe e irreal
Que se tornara pungente
Sorriu, respirou.
Ele esperaria parado
Por sua visita
Pois um dia talvez,
Viria catita
E dele ouviria:
“Tornou-se minha vida”
Então foi assim, e ela luou.
Que fizeste às pessoas?
Têm sorrido tanto,
Dizem que vive
Sob um certo encanto,
Naquela lagoa
Que chamas de alma.
Será que ele sabe?
Em tudo há ela
E com ela cabe
Somente o amor.
É diferente, distante e presente,
Livre deste mundo,
Com formas e o som cadente,
De um universo só deles,
De pensamentos profundo,
E mesmo que latente,
Vibra forte n'aqueles,
De coragem e vivalma.
Será que ele sabe?
Em tudo há ela
E com ela cabe
Somente o amor.
É inerte, inerente,
Pois sempre o acompanhou.
Toda a sua vida,
Resume-se a esse alvor
Que tornará a ser gente
Quando diretamente o for
Feito livro, toda lida
Pelo seu amador.
Será que ele sabe?
Em tudo há ela
E com ela cabe
Somente o amor
Enquanto o tempo,
Se diverte com a morosidade,
Observa no garoto,
E com certa idade,
Sorri tão contente
Com aquele flerte
De dois que em voto
Juraram expor
À prova, seu sonho
De ver aquela flor,
Tornar-se a árvore
De uma família, vigente,
Nascida em primor.
Será que ele sabe?
Em tudo há ela
E com ela cabe
Somente o amor
