Tag jornada
AMADO E O CÃO LEÃO
Um amigo de verdade
Não se pode desprezar
Falo do bom cão Leão
Que cansado de andar
Parou em nosso rancho
Querendo descansar.
Estava bem magro
Triste e machucado
Mas aos cuidados de Amado
Logo estava recuperado
E voltou a se alegrar.
Saíam juntos procurando por Sereno
Mas o pasto era pequeno
E assim viviam lá.
Ao lado deles
Também tinha o Lampião
Que era um pequeno cão
Pra acabar de completar.
Era assim que eles viviam lá
Correndo, brincando
E não paravam de sonhar
Viviam com alegria
Até o dia se acabar.
A vaca Cumbuca
Anunciava o amanhecer
O cavalo Sereno relinchava
A bicharada se alvoroçava
Esperando Amado aparecer.
E assim
Mais um dia começava
Lampião se espreguiçava
O cão Leão se levantava
Era mais um dia
No fim de uma longa jornada.
Sou Lótus, nascida na lama das dificuldades, me banho nas águas do Autoconhecimento e sigo minha jornada, transcendendo na busca por minha essência.
A passagem
No compasso adentro
A cada passo
Um novo recomeço
Ou final jornada?
Arrebatatamento ilusão óptica
Uma experiência surreal
Consciente da resposta
Meu subconsciente conspira
Expandi ou regredi
Na minha procura?
O frio medo
No meu silêncio
Na batida do bobo
Tum tum tum
Sem tons realista
Excepcionalmente
espirituoso ou cínico
Sem fanatismo religioso
Seu destino final
Seu corpo sua alma
Mistério sem fim.
Para que tanta desilusão
sei onde deixou seu corpo
sua alma um mistério,
não me condene
com a solidão
serei um anjo rebelde
condenado a prisão?
05/07/2021.
"Sendo uma trajetória bem longa,
pode às vezes ser bem ligeira.
Tudo pode ser vivido.
Não deixe de viver à vida,
hoje."
"SABIA
Que o amor é tudo para alguém
ser feliz?
E que ele é fundamental para
viver?
O amor é a arma mais poderosa
que alguém pode ter.
Acredite."
"Ser luz
é ser humilde.
Abraçar alguém,
Sorrir para alguém.
Caminhar com alegria,
Abrir o coração.
Pouco a pouco,
tempo a tempo,
você se tornará
a luz de muitos!"
"A literatura me fez encantar pelo teatro e pelo cinema, porque deu-me o poder de viver os personagens das histórias."
Estas são as histórias contadas: uma viagem; uma relação de amor entre 2 pessoas; a busca pelo poder; a luta para realizar um sonho; uma metamorfose. Todos os livros de ficção que você lê contém esses enredos.
"Seja como a carta do Louco do tarô: Aquele que mergulha no desconhecido pois só quer um pouco de aventura! É o início de uma nova jornada!"
Me arrependo só dos erros que não cometi. Porque os cometidos me ensinaram muito. Só erra quem vive.
E eu vivi intensamente.
É melhor prestar a atenção na jornada, no seu caminho e, esquecer o destino. O destino, o universo irá trazer até você!
Se ame!
Não estou falando de autoestima, nem de se achar melhor que os outros.
Estou falando sobre se conhecer, entender seus limites, sim, você tem limites, você sabe que tem e não os ignore, reconhecer suas falhas e tentar melhorar, reconhecer também suas qualidades e no que você é bom, saber quem você é, ser um ser completo.
Quando digo "se ame" também estou dizendo se cuide, cuide da sua saúde, da sua estética e da sua psique e então quem sabe depois dessa jornada você entenda que se amando estará pronto para amar, cuidar, entender e reconhecer alguém.
Como queres ser amado sem nem ao menos se amar!
Caminhos da Jornada
Na efêmera existência, a dificuldade,
Passagem breve, mão que toca a cena,
Não mora em nós, mas é a realidade,
Busca da vitória, na dor serena.
No palco da vida, sou navegante,
Viciado em recomeços, sem demora,
Exploro ciclos a cada instante,
Em busca do saber e da luz que aflora.
Nas trilhas da jornada itinerante,
Traço meu caminho com esperança,
Desbravando, sem temor constante,
Em busca da verdade que se lança.
Como um verso que se tece na alma,
Caminhante de mundos de múltiplas faces,
Em cada recomeço a minha alma,
Desvenda o EU em diferentes fases.
Escopos da vida
Mais uma vez; sozinho!
Estive ontem, também; sozinho!
Amanhã não posso estar diferente.
Afinal de contas, todos os meus amanhãs
Serão sempre, sozinho.
Passei pela vida sem ter religião e nem amigos.
Ou talvez tivesse amigos; mas todos, sem religiões.
Não, não tenho arrependimentos!
Estou hoje entre a covardia de ser eu mesmo
E o mistério que é a covardia de não ser ninguém.
Ainda que para isto; eu me torne subitamente alguém.
Tenho vivido de fronte à tantas portas,
Portas que ninguém mais consegue passar...
Que não passam, porque diante de mim nada passa.
Estou indiferente a mim mesmo.
Porque tudo aquilo que não posso ser
Hoje eu sou!
Mas sem pais.
Ah, se ao menos tivesse um pai.
Se ao menos tivesse um pai, teria os ombros mais leves.
Como um pássaro carregado pela mãe.
Estou sozinho, sendo um bonifrate imaginário, sem imaginações.
Sem imaginações, porque na minha vida nada muda.
Nada melhora e nada piora, nada é novo!
Tudo é velho e cansativo, com a minha alma.
Sou um escritor que faz versos que não são versos.
Porque se fossem versos, teriam melodias e métricas.
Ah, escrever, sem versos e métricas, como a vida.
Ao passo que os meus não-versos prosseguem,
A inabilidade caminha rumo ao meu coração.
Este castelo fantasmagórico, este lugar de terra cinza.
Tudo na minha literatura é velho e cansativo.
Como o autor deitado em uma cama esticado como uma cuíca.
O silêncio do meu quarto fatiga os ouvidos do meu coração.
A minha vida é uma artéria atulhada de lembranças solitárias.
Lembro-me que ao nascer...
O médico olhou-me aos olhos e parou de súbito.
Caminhou pelo quarto e sentou-se em uma cátedra.
Ergueu as mãos ao queixo, apoiou-se fixamente sobre ele.
E ficou ali a meditar profundamente.
Passou-se o tempo e tornei-me infante.
Subi ao céu, observei o mundo e aconteceu;
Deitei o mundo sob os meus ombros.
Depois desci ao pé de uma árvore e adormeci.
Quando acordei estava a chorar de arrependimento.
Na casa que eu morava, já não havia ninguém.
A minha mãe diziam ter ido ao céu; procurar-me!
Não tendo me encontrado, tratou logo de nunca mais voltar.
E por lá ficou, e nunca mais a vi.
Nunca soube por que o destino inóspito lhe tirou a vida...
Se o altruísmo materno é a metafísica de toda a essência
Ou se abúlica vivência é pela morte absorvida,
Não seria à vossa morte um grande erro da ciência?
Talvez um pai!
- Meu pai perdeu-se nos meus ombros,
Era um fardo que eu sustentara sem nunca tê-lo visto.
Todos os meus sonhos e ambições nasceram mortos.
Descobri que a alegria de todos; era o mundo sob os meus ombros.
Olhavam-me e riam-se: Apontavam-me como a um animal.
Quando resolvi descer o mundo dos meus ombros,
Percebi que a vida passou; e nada de bom me aconteceu.
Não tive esperanças ou arrependimentos.
Não tive lembranças, culpas ou a quem culpar.
Não tive pais, parentes e nem irmãos.
E por não tê-los; este era o mundo que eu carregava aos ombros.
Este era eu.
Sozinho como sempre fui.
Sozinho como hoje ainda sou.
Um misantropo na misantropia.
Distante de tudo aquilo que nunca esteve perto.
Um espectador que tem olhado a vida.
Sem nunca ter sido percebido por ela.
A consciência dos meus ombros refletida no espelho
Demonstra a reflexibilidade desconexa de quem sou.
Outra vez fatídico, outra vez um rejeitado por todos.
Como a um índio débil que o ácido carcomeu.
Ah! Esse sim; por fim, sou eu.
Eu que tenho sido incansavelmente efetivo a vida.
Eu que tenho sido o fluídico espectro de mim mesmo.
Eu que tenho sido a miséria das rejeições dos parentes.
Eu que tenho sido impiedoso até mesmo em orações.
Eu que... – Eu que nunca tenho sido eu mesmo.
Ah! Esse sim; por fim, sou eu.
Ouço ruídos humanos que nunca dizem nada.
Convivo com seres leprosos que nunca se desfazem,
Desta engrenagem árida que chamamos mundo.
Ah, rotina diária que chamamos vida.
Incansáveis restos de feridas que sobrevivem,
Nesta torrente da consciência humana.
