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FASES DA VIDA
A infância é um tecido sendo fiado.
Na adolescência, ele está pronto com toda sua exuberância!
Na fase adulta, está perdendo o brilho.
Na velhice, há a velhice! O tecido está roto, esfarrapado, gasto e amarrotado!
Na infância a fantasia vive, o improvável não existe.
Com o tempo a magia se esvai.
Tudo bem faz parte do desenvolvimento.
Mas, nada te impede de resgatar a criança interna, andar com ela de mãos dados e assim reencantar a própria vida.
Era para ser tudo menos um pedaço de mim a se reacender.
Era para ser uma carta morta e não um desejo incessante de querer te ouvir e não conseguir párar de sonhar com seus toques, lábios, pele, voz...
Era pra ser eu e meus pensamentos cotidianos, mas neste momento penso em como estas vestido, se pensas em mim..
Me olho no espelho e vejo meu reflexo que falta uma parte e esta parte è você.
Por favor, se quiseres ficar, saia dos meus pensamentos e se faça real nessa vontade constante se se querer, desejar, nesse nosso sonhar de olhos abertos.
Se for para ir... vai aos poucos, deixe-me sentir que vocêvocê esteve por aqui, deixe sua marca nos meus lençóis, deixe seu cheiro no meu corpo, deixe-me com a lembrança de que valeu cada segundo pensando em você, deixe-me um sussurro de te desejo..
Caso contrário, sereis eu a rasgar um pedaço de você em que carreguei por anos, são cartas que hoje me vêem em mente o quanto foi intenso, ingênuo, único.
Você é uma parte de tudo aquilo que eu guardei para amar sem porquês !
Então mostre-me do que es capaz de me fazer lembrar, porque eu te espero de pés descalços para caminhar nos teus passados e viver aquilo que um dia menina eu sonhei.
Ama me ... deseje me... viva me.
Minha infância!
Eita tempo que eu gostava
brincava sem ter perigo
caía e o joelho ralava
a mãe botava de castigo
a gente se apelidava
de manhã a gente brigava
e de tarde já era amigo.
E que os tempos de infância nos lembrem demasiadamente a inocência e as mais lindas memórias da vida.
Onde está a velha infância, cadê a alegria de brincar e correr? Tempos modernos... Prefiro o passado onde as pessoas convivinham mais próximas, hoje a tecnologia encurtou as distâncias, mas separou as pessoas.
O futuro tão esperado, de um passado um tanto quanto turbulento, chegou. Sonhei por horas em ter meus vinte anos, almejava pela minha liberdade, onde eu mandaria em mim e faria minhas vontades. A problemática se dá neste ponto, porquanto não há espaço para ser livre aqui. As correntes e algemas estão em meio aos boletos e responsabilidades que um adulto deve ter.
Hoje lembro com dificuldades de minha infância, onde eu saía de casa (escondido da mãe) pra jogar na Rua 3, recordo-me de meus amigos, das paqueras, das briguinhas, dos jogos, de sentar na calçada da vizinha da frente e conversar por horas, me lembro de algumas lições de vida, de meus tios (foram muito importantes para mim), meus primos que sempre estiveram ao meu lado (mesmo depois da distância ser uma incógnita em nossa amizade), é fácil me lembrar das vezes em que eu sonhava em ser um nadador profissional, eu seria grande. Como posso me esquecer das escolas em que estudei? Dos livros que li? Dos amigos que fiz? Das músicas que gostei? Tudo isso está agregado à mim. Os desenhos que assisti, minha timidez exorbitante "de quando em sempre" aparecendo. Cada momento que vivi, luta que enfrentei e amor que recebi me fizeram ser o que sou hoje. É a minha história. Minhas decisões criaram a rota mais intensa e acertada possível.
Não me arrependo dos erros, afinal, quem não erra? Com ajuda deles estou aqui. A casa de meus avós (de ambas as partes) foram sempre um ponto de refúgio. A roça. A minha cidade, Petrolina. Me trouxeram até aqui, e "aqui" é tão bom. É bom saber que sou "bom". Que minhas qualidades superam os meus defeitos. É bom saber que se eu fosse uma outra pessoa, eu poderia confiar em mim. Não há dúvidas, ainda que não acabou, eu estou sendo uma criação bem sucedida.
É importante para nós sabermos que nossas raízes é que nos criaram, elas também precisam ser alimentadas. Ter orgulho do que somos, de nossas famílias e de nossos lares, isso é lindo.
Na infância, não haviam preocupações. O tempo passou, e as coisas mudaram. A vida acaba te lapidando para que você seja, exatamente, o que deve ser.
Da bolinha de gude, do triangulo no chão,de jogar o pião na roda,e brincar com meu irmão,eu tenho saudade do tempo de criança,mas hoje eu vou roubar a bandeira,do pais da ignorância.
Não me deste este prazer, roubado na infância,sinto ainda o calor frio do teu calor sepultado em minhas lembranças.
Saudades!
saudades, tenho sim,
de uns belos anos atrás,
saudades de quando,
eu saia para brincar
sem me preocupar
com nada mais.
saudades de quando,
não precisava trabalhar,
de quando,
tudo era motivo para gargalhar.
saudades de sentar na esquina
com meus amigos, para conversar,
saudades de quando
meu único motivo para chorar,
era o fato de não me comportar.
saudades das grandes noites dormidas,
de todas minhas experiências vividas,
de tudo que no passado ficou,
e saudades
foi tudo que me restou.
mas eu sei que fui feliz,
que tive uma infância
muito bem aproveitada,
e dessas memórias em minha mente,
não desperdiçarei nada.
são lembranças de um tempo,
que não voltará mais.
são lembranças de um tempo,
que não me esquecerei jamais!
SAUDADES DA MINHA INFÂNCIA
Eu era pequeno de nada sabia
Brincava e corria exposto ao sereno, descalço ao relento
Naquele terreno de grande tamanho,campos, areia e até na lama ao final de tudo, o rio a banhar
Hoje não me acanho em exaltar ele,
Pois tomei nele meu primeiro banho
Oh! Como se foi depressa o tempo passa rápido entre janeiros e dezembros.
E com muita saudade me lembro
Do tempo que ali passei
Não é que o encanto da vida de adulto eu não compreenda,
Mas a vida de menino
Nunca me sai da lembrança
E como nuvem de fumaça
Nunca, nunca esquecerei.
Lembro da minha infância.
Lembro que não tinha muita imaginação.
Meus heróis só tinham uma aparência
Do único herói que vi em ação.
O melhor contador de história que conheci, e vivênciei todas elas.
Entre onças, piranhas e jacarés
Suas histórias, no tempo quando cumpriu seu serviço no quartel,quando saía para pescar e passava semanas longe,com muita atenção eu ouvi todas elas.
E quando via seus pés
Machucados da longa caminhada na mata em busca de uma caçada perfeita ou suas mãos calejadas de tanto remar aos rios em busca do melhor peixe parar trazer para casa. Minha mãe junto a nos estávamos sempre a sua espera.
Percebi que você lutou muito, para manter com dignidade nossa família.
"PAI"
Que orgulho tenho
De ser filho de um herói de verdade como o senhor.
A lembrança da infância é o único sonho real que nos resta na fase madura da vida.
Se na juventude fiz loucuras,
E por alguma razão esqueci,
Vou na memória à procurar,
Quero lembrar do que fiz,
Pois não lembro de nada,
Que não tenha me feito feliz.
Ame vossos pais pois eles são e sempre serão tudo nas nossas vidas.
Alguns sentimentos são iguais á ser criança.
O único problema é que quando criança queremos crescer e depois que crescemos desejamos voltar a infância.
Pequena Sófia.
Boneca de Porcelana
Toda vez que eu ficava triste, eu abraçava minha boneca de porcelana...
Não! Ela não era comum. Ela tinha os olhos coloridos, prefiro pensar q eram da cor dos meus. E os olhos daquela boneca diziam grandes verdades...
As vezes eu tinha a impressão de que ela sorria para mim... Seus cabelos dourados e suas covinhas davam a ela um charme especial.
Ah!Que nada! Eu não sou tão velha pra falar de boneca. Quando eu olhava para ela eu via Deus e quando ela olhava para mim me trazia paz, que falta essa boneca me faz...
Só não sei onde ela está, mas quando eu a encontrar um abraço ainda maior na boneca eu vou dar...
Já fui criança,
Agora adulto sou;
Fui as vinte mil léguas submarinas,
Sentindo uma adrenalina,
Pra pegar uma bola
Que lá no fundo ficou.
Minha mente era estranha,
Eu me sentia criança
Que lá no fundo ficou.
Entusiasmado com os adventos,
Criava meus próprios inventos;
Cheguei até consertar um helicóptero
Que em Nárnia ficou.
Subi numa árvore
E vi uma lua girando entorno de mim,
Eram meu Aforismos,
Que se diziam meus amigos;
Mas que no passado os esqueci.
Desde a infância
Já era uma criança
Que com esperança
Ia do início ao fim.
Hoje cresci,
E meus pensamentos
Ficaram segmentados,
Corro de volta ao passado;
Mas já atormentado,
Não sei se é o início ou fim.
Enxergar além...
Seu eu pudece voltar atraz e ficar preso na minha infânsia, eu brincaria novamente com meus amigos e brigaria com eles de novo e, no dia seguinte faríamos as pazes, como se nada tivesse acontecido no dia anterior.
Se eu pudece voltar atraz e ficar preso na minha infânsia, lucharia meu pé brincando de bola novamente, e ainda assim, seria o dia mais feliz da minha vida.
Se eu pudece voltar atraz e ficar preso na minha infânsia, aproveitaria melhor meu tempo, interpelando minha vontade de ficar grande logo.
Se eu pudece voltar atraz e ficar preso na minha infânsia, sertamente escreveria “pudesse” com “c”, “atrás” com “z”, “infância”, com “s” “luxaria” com “ch”, “certamente” com “s”.Porque quando somos crianças,o que importa é o que se sente ,e o que se enxerga ,vai além do que os olhos podem ver.
INFÂNCIA DE MUSEU
Criança
Lembro da minha infância
Estrela nova sela
Amarelinha
E Pega pega
Queimada
Policia e ladrão
Escondi escondi
Empina pipa
Com taco e garrafa na mão
Beques
Cada macaco no seu galho
Futebol de rua
Ate sair tampa do dedão
Um band aid
E mertiolate do que arte
Era a solução
Questão de minutos
Chutava de dedão
Antes à escola
Depois a diversão
Amizade verdadeira
Nada a Brinques
Só na bolinha de gude
E quando era com os primos
Pois preferia a ganhes
Não tinha tempo ruim
Na verdade tinha
Mas sabíamos improvisar
Futebol na chuva
Até o tempo melhorar
Saudades
Enquanto
Contava a história de minha infância
O menino não parava de olhar
Seu celular
Não parava de apitar
Conversei sozinho
Até ele se retirar
Se soubesse teria escrito
Enviado por SMS
Pra receber sua atenção.
À frente de uma criança, devemos aplacar o vento, aparar os raios, afastar a névoa, eliminar os espinhos e possibilitar que os seus sonhos sejam limpos e sempre se realizem.
O web viajante
O jeito é sair da internet,
Já vi muita gente achando graça
De coisas que eu já vi
Isso dá uma angústia
e uma sensação de que nada novo,
Será tão incrível como "aquilo"
Sei que é só uma sensação de nostalgia!
Como se o passado fosse melhor...
Mas, é como se eu morre-se a cada informação já vista
Meu peito se enlouquece e minha mente se embaralha
E meus olhos se perdem nas fotos dela
Aquela que já me fez se sentir completo um dia
E entre todo esse frio
Eu sinto o calafrio do seu abandono.
A forma que eu me vi na infância criou um trauma de bermuda, sempre achei bonito em outra pessoa menos em mim, minhas pernas eram curtas e não ficava bem me olhando no espelho, porém depois de adulto com meu cérebro de 25 anos lembrei do meu tamanho naquela época, não era eu, mas sim a bermuda que era grande demais para mim, e se ela fosse do meu tamanho? Será que eu gostaria mais? Eu não sei, mas depois de refletir sobre isso, passei a valorizar as experiências e o viver da vida, ao invés de apenas me limitar em coisas que aparentemente não fica belas em mim, hoje eu me dou a chance de experimentar.
Uma infância que não floriu
Nos jardins da infância nunca floridos,
Caminha a alma de um sonho interrompido,
No campo de jogos, só sombras e ventos,
Vestígios de risos que viraram lamentos.
Como um balão que nunca voo,
Como rio sem água, um livro sem prosa,
Como pássaro preso, sem canto ou cor,
Como estrela no céu que nunca brilhou.
Nas ruas da vida, o tempo veloz,
Roubou-lhe o brilho, a alegria precoz,
E na pele marcada, um mundo sem vez,
Onde brincar era sonho, e o choro, altivez.
Os dias de sol nunca viram a manhã,
A lua encoberta, a noite estranha,
Uma criança sem brilho, no canto esquecida
Seus olhos falavam a dor das feridas.
Cada passo no chão era um grito calado,
Cada soluço de choro, um sofrimento abafado,
Os amigos de infância eram sombras no véu,
De um passado perdido, num longínquo céu.
E no jardim, agora crescido,
Brota um ser, no tempo retido,
Com raízes profundas, mas folhas ausentes,
A infância negada, em dores latentes.
Mas no âmago do ser, ainda há uma faísca,
Um desejo oculto, que ao tempo suplica,
Por um dia de sol, por um céu estrelado,
Por um canto de pássaro, um riso guardado.
Assim segue a vida, um poema inacabado,
Com linhas de dor e versos quebrados,
Mas na esperança, uma nova rima,
Para um dia florir, a infância que anima.
Saudade Saudade infantil
Saudade saudade saudade
Saudade saudade saudade
Saudade daquele menino
Saudade daquela menina
Saudade daquela criança
Que só queria brincar
Que só queria sorrir
Saudade daquela criança
Que só queria aprender a amar
Saudade saudade saudade
Saudade saudade saudade
Saudade de ver a natureza
De ver o sol brilhar feliz
De ver as estrelas piscarem
De ver os pássaros cantarem
Todos os dias para mim
Saudade saudade daquele vento
Que me ensinava que eu podia voar
Saudade saudade daquela árvore
Que me ensivava que podia abraçar
Saudade saudade saudade
Saudade saudade saudade
De um dia ter tido uma mãe
Que amasse com o seu olhar
Que amasse com seu pensar
Que amasse com seu tempo livre
E me fizesse conectar com infinito.
Sobre o tempo...
"Constantemente... me vejo lembrando da minha infância. O mais engraçado de tudo é que... mesmo quando eu era ainda criança, tinha consciência a respeito do tempo, sabia que era uma fase e não queria que ela morresse, jamais.
Eu procurava fotografar, com os meus olhos, cada instante, com uma riqueza imensa de detalhes, para depois, no futuro... me lembrar dos bons momentos. E assim foi... eu não queria aceitar a morte da infância e o nascimento da adolescência... depois não queria aceitar a morte da adolescência... para ingressar na vida adulta.
Por quê? Eu não sei... mas esta sensação ainda me acompanha. Aceitar a morte dos eventos, ainda que sejam incompletos, ciclos que não foram fechados de forma clara, coisas mal resolvidas... "
Infância sinistra nos anos 80
"Nossas brincadeiras eram tão “surreais”. Era uma diversão imensa comer pão com ovo frito, tomar café com leite... e depois, ir queimar papel higiênico no quintal da casa... nós ficávamos tão felizes por viver isso. Era uma emoção imensa, colocar os papéis sujos para queimar... enquanto a fumaça nos cercava, parecia nos provocar um verdadeiro transe espiritual haha. Aqueles tatuzinhos que vemos no chão... muitas vezes, fazíamos “corrida” entre eles... o tatuzinho que chegasse primeiro num lugar específico... ganhava a corrida. Tal lugar específico poderia ser perto de uma pedrinha ou de um papelzinho. Caçar vagalumes era um passatempo e tanto também. Prendíamos o bichinho dentro de um vidro, coitado. Era uma espécie de competição, para ver quem conseguia “caçar” mais vagalumes. "
