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Quando obtemos o poder de um pedaço de vidro quebrado nas mãos,
Estamos aptos a nos ferir, assim como machucar uma pessoa.
Quem lhe dá o poder de escolha?
Aperta-lo em si próprio, ou por no caminho de alguém?!
''Se em meio ao sobejo nasce uma pequena flor, a cultivarei, para que assim, nasça um jardim resplandecedor''.
Nunca concordei com a frase "deixa a vida me levar" se viver é arriscar. Só sabe quem vive, e não quem quem assiste ela passar.”
A igualdade se faz oferecendo a mesma educação para todos, já a desigualdade sobressai pelo esforço isolado de cada um.
Pelo descalabro que, seguidamente, ouço; parece que: havendo “motivação”, se justifica colocar fogo em ônibus.
Quando a boca fala aquilo que a cabeça sabe que é mentira, as palavras ga.. ga.. gue..jam na na sa..saí.da.
Às vezes você quer emitir a sua opinião sincera, mas prefere se calar, porque ela fere a liberdade de expressão do outro.
Ainda que haja noite no sentimento, vale a pena esperar o amanhecer no coração...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Se a Lua uiva na sua noite, silencie para que o Sol possa amanhecer...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Rodear-se de luxo quando os outros coabitam com a pobreza e a desgraça é características de animais (irracionais), pois os homens têm um tribunal psicológico (onde as suas ações são jugadas) que não os permite fazer aquilo que não os caracteriza.
Não te apegue à beleza física, pois ela poder servir de mecanismo para encobertar a feiúra intelectual.
Eu sou um peso leve
Um tijolo em formato de pena
Não cobro o que me deve
O agressor que rebobine a cena
Ao que tudo indica
Creio que indicar nada é
Constato o que fabrica
Já que nem toda propaganda é fé
Eu sou um despertar dormido
Sou como cacos de vidro
Acostumei a viver de mortes
Aprendi a renascer sem nortes
Segure o copo direito!
Sou como da causa, o efeito:
Fácil cai, fácil quebra — Mas corta
Solto rindo qualquer linha torta
Porque, como não esgoto por ratificar, o amor é feito de cinco pilares principais. A lealdade, o respeito (de cuidar dos limites como se fosse o outro – como gostaria que o outro cuidasse), a amizade (que confidencia e vai além da consideração, incorporando a indispensabilidade de estar disponível/alcançável e à par das miudezas e tsunamis diárias), o espelho (de fazer pelo outro como por si – assumir coragens para praticar os feitos que gostaria que o outro fizesse como soma por você) e o verbo, que põe tudo em prática. E lealdade é responder todas as perguntas, mesmo as mais gratuitas. Não há pergunta ruim, e sim resposta medrosa. Quem não esclarece, não é leal. Quem reclama de uma pergunta para esquivar, não é leal. Quem é leal, responde até as indagações mais repetidas. O leal pode até soltar uma reclamação célere e respirar fundo, mas clareia qualquer neblina sem atrasos, mesmo as que parecem nem existir. E enquanto está tirando a dúvida, faz sem braços cruzados, sem birra e com tenacidade. O resto, não depende de saber o que é lealdade, é questão mesmo de não merecer os créditos. Quem não é leal, não é franco, digno, comprovado, legítimo. Quem não é legítimo, não conhece afundo os próprios princípios e vai sempre causar neblina, mesmo onde não tem. E isso já é suficiente para ser embaçado, dificultoso e não válido dirigir. Neblinado.
Todas as palavras tomadas literalmente são falsas. A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras. Prestar atenção ao que não foi dito, ao tom, ler as implicitudes nas minúcias manifestadas. O mais fundo mora na areia. Cuidado com a sedução da clareza! Cuidado com o engano do óbvio! Um "oi" pode ser só um "oi", mas desde quando um "oi" só quer ser um "oi"? Só quando por traz dele existe um "tchau". Não existe uma falta de respeito feita "sem maldade". Todos têm noção do que é certo e errado, basta pensar no que não gostaria que fosse consigo. E por que parece um enunciado preenchido por clichês? Por ser tão primário, elementar, desafetado, tão básico que chega a ser instintivo para quem sente. Não existe meio termo em casos de escolhas para respeitar, para mostrar que quer bem. Ou faz ou desfez. Ou é amigo ou é falso. Ou é simples, por ser bom. Ou é complexo, por ser negativo. O negativo não tem desculpas, não tem intenções mal interpretadas, não tem deslizes a serem diminuídos em revisões. Ninguém com um mínimo de bagagem faz o mal por não saber o que é o bem. Ainda aqueles que pouco tiveram experiências devolutivas através da bondade, sabem com solidez qual seria o caminho dela. A falta de respeito é difícil de entender, porque é simples de captar como não a cometer. O bom pode até ser feito sem ter muita noção do que fez, no entanto sempre saberá o mínimo que seria feito para anular a sua benignidade. Por conseguinte, a falta de respeito é exatamente o que sabe que não deveria ser feito. É por isso que um erro costuma ser uma morte, uma quebra, um vidro espatifado. E um acerto, só mais um acerto. O reconhecimento mesmo, vem no meio, quando o erro quer nos beijar, deixa na cara ou nas linhas escondidas que ali poderia ser cometido, e sem delongas, pelo simples, pelo bom, pelo que não precisa ser pedido para saber que é o certo, ele é esquivado. É sempre questão de escolha, de analisar opções e lembrar que as consequências nunca serão só para si. Nunca é sobre falta de maturidade. É sobre sentir ou não sentir, ser a jura ou ser a maldade, ser o espelho ou ser a sombra. Assim é que damos provas e fazemos reconstruções. Afinal, onde já se viu aplausos para um prédio construído impecavelmente, a não ser pela falta de base?
Creio que a essa altura já tem muita gente pensando em fazer uma Delação Premiada... com o Altíssimo.
