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Para que você tenha uma experiência com Deus não é preciso grandes sujeições que ultrapassem sua capacidade de condição humana, não é preciso necessariamente que você se adéque a uma instituição religiosa, e nem se sujeite a esforços desnecessários no campo espiritual (dogmático ou doutrinário), muito menos que você comercialize sua fé, a experiência com Deus é gratuita, é alcançável a todos, é operante e democrática, no sentido mais amplo dessa palavra.
Sobre o verdadeiro conceito do evangelho e a Intertextualidade de não Julgar.
O verdadeiro amor é assim. a gente ama e pronto! não tem explicação. Ninguém escolhe quem quer amar, ou ama pelas qualidades que a outra pessoa tem. O amor não obedece a razão , posso até dizer que ele não é inteligente. A verdade é que a gente nunca sabe porque ama e mesmo sabendo de todos os defeitos da pessoa amada a gente renega , insiste em não enxergar e até defende-la como um leão. Isso pra mim, é o verdadeiro amor .
Você me diz que sou fogo.
Mas e se eu fogo fosse e
realmente te incendiasse
e você me contasse,
coisas que imaginasse,
e enfim se deixasse
por mim incendiar?
Quem sabe a chama acalmasse,
e a brasa ficasse
para enfim,
o calor do amor ficar.
Ricardo Cabús
QUATRO ESTAÇÕES
(Estações Partidas)
Cinquenta Invernos
Uns Verão
Cem Outonos
Nem a Prima Vera
Ricardo Cabús
Beijos Comprimidos
(Cacos Inconexos)
No vagar da tarde
sonho
com teus beijos compressores
No vagar da tarde
pede-me ficante
faze-me pecante
traça-me picante
E deixa o Sol rastrear nosso odor
e deixa a dor rastejar solo ardente
e rilha, rilha, rilha
cada dente siso
cada cadeira básica
cada porta tesa
E eu te aguardo
para beijos comprimidos
beijos compressores
no vagar da tarde
Ricardo Cabús
Cabeça Dura
(Cacos Inconexos)
Foram três tentativas vãs
Quando o prego não quer
O quadro cai
A pessoa triste e solitária se molda para caber em estantes estreitas.
E, conforme vai se moldando, retira massa, até não restar nada.
A pessoa triste e solitária vira nada no final.
Amar é planejar. Planejar é sempre limpar a janela por querer, e não somente após o embaçar pior da chuva.
Tudo o que você pensa em fazer hoje, tenha certeza de que alguém já pensou muito tempo antes de você.
A primeira morte é uma coisa terrível, nos sentimos tão vazios, mas com o tempo nos acostumamos com a ideia de morrer e continuar existindo.
Você nunca irá esquecer, até o simples fato de lembrar que esqueceu alguém ajuda na idéia de que você nunca esquecerá.
"A vida se encarrega de nos enquadrar, mas nosso coração genioso clama por atenção! Ali no meio da tarde, entre as 16h e 17h30, no sábado em que cuidamos da casa, na quarta-feira diante da TV ou na reunião de trabalho infindável, nosso coração sussurra baixinho, quase inaudível:
_Seremos sempre dois: a criança que sonhou e o adulto que se adaptou!"
"Moramos na rotina, com as nossas tristezas, alegrias, medos e sonhos. Despidos de roupas caras e selfies perfeitos. No comum, sendo somente o que somos: sem glamour, mas com a louvável necessidade de nos amarmos sem filtros!"
"Trocamos os locais cheios de gente por casas cheias de nós, os volumes altos por nossa voz interior e essa mudança de comportamento simplesmente, se relaciona com o que nos transformamos."
SERÁ QUE VALE APENA?
Estou em meu jardim
Sentindo a brisa do amanhecer,
Vendo aquele lindo sol nascer
Ele aparece devagar, até parece que tem medo de nos machucar com o seu Calor
Parece que tem medo de nos fazer sentir dor
Acho que é por isso ele não sai direto.
Vivo aqui pensando como seria se alguma coisa não tivesse acontecido,
Como seria se algumas pessoas não tivessem partido.
Vontade de ir ao passado e dar alguns tapas em mim mesmo,
Pra ver se aprendo seguir reto, ao invés de olhar para os lados como um vesgo.
Desculpe a palavra, mas é a única que consegui pensar e é algo que meu coração mandou falar.
Bem voltando no assunto, no passado sempre quis voltar
Mas hoje penso bem será que vale apena?
Ir para lá e minha história mudar?
Autor: Geovane Cassiano Miranda Mendes.
Recomeçar de repente
Assim, sempre ausente
Indo em frente
Querendo estar com a alma reluzente
Como fogo ardente
Mas se apaga com o vento
Eu não entendo
E me lamento
Ainda que eu soubesse a arte de fazer o certo
Eu me desconcerto
Não acerto
Pois não há o certo
Eu não me entrego
Mas me nego
Isso tá no ego
Tá na rua, no céu infinito do teu espelho
Assim que eu me vejo
Esclareço, me intrometo
Eu me perco
Como um percevejo
Em uma roupa que foi tua
Hoje, nua como a lua
Fúlgida lá de cima
Meio doente, abaixo do cansaço
Não acima, é um descaso
Mesmo assim, não te largo
Não insista
É como um ímã atrapalhado
Com ideias divergentes
Confusão interminável
Remetente dessa gente
Que não sente, não entende
Como é amar de verdade o próximo
Acaba por tornar-se tóxico
É um negócio dos primórdios
Da "humanidade valente"
Nesta velocidade recorrente
Desta claridade inconsequente
Há tanta coisa boa
Que me faz pensar à toa
Mas desmancha na escuridão
E nesta escuridão eu prefiro estar agora
Pra esquecer do mal que está lá fora
Tô ficando assim, meio diferente
Meio lúcido da cabeça
Concordância proposital
Pra cair logo na real
Sempre avessa a alma indiferente
Intermitente é o sol do céu à frente
Era seu o que era só
Não deu, doeu e escondeu
O brilho do holofote
Manchado assim de sorte
Que viveu na morte
E morreu nesta vida
Ainda que seja querida
O caminho não era o norte
Chame do que quiser
Logo, se não vier
Desistência é o nome
E isto consome
Pois não alimenta a fome
Do coração
A confusão que une a mente
A minha e a tua, funde
Não mente, assume, sente
A solidão do coração que prefere insistir
Não é querer punir
É querer unir
A rosa com o espinho
Sem querer carinho
Sem ir de carona neste caminho
Trago a verdade à tona
Nesta vida introspectiva
Sempre criando expectativa
Numa tentativa
Completamente inútil
Foi sutil, foi fútil
Foi meio incerto
Num penhasco que eu pulo
Vejo tudo a céu aberto
Eu relevo, eu revelo
Que eu surto
Mas não me entrego
Eu luto sem estar de luto
E concluo
Que a vida é incerteza
Que te faz preencher o vazio num copo de cerveja
Ela almeja e deseja
Ela beija
Num sopro de primavera
O coração acelera
E se desespera
Nesta dose certa
De loucura que não cura
Fuja!
É o conselho dela
Pra ver a felicidade
Sentir a mocidade
Daquela idade novamente
Sem falsidade
Isto é recorrente
Daquele olhar ausente
Mente e não sente
Apedrejado numa plenitude
Amar é uma virtude
De poucos
Que pertence aos loucos
Eu não ouço
Tu dizeres que assume
É uma personalidade variante
É estonteante
Como nunca antes
Era anti e agora é a favor
A metamorfose do frio para o calor
Intensifica a dor daquele amor
Que transmitia calafrio
Se não ouviu
Agora, já sumiu
A antiguidade da memória daquele disquete
Não sou do tipo que repete
Mas se mete, inverte
E tenta mudar o clima
Vejo bem de cima
Acima de toda essa neblina
Posso dizer que é inebriante
Como uma estrela brilhante
Engolida num momento
Por um buraco negro
E neste relento
Eu não despenco na tristeza
Porque, veja
A vida é incerteza
Mesmo assim, siga em frente e leia
Vença e clareia
Pois hoje a tempestade é cruel
Mas o sol sempre nasce lá no céu
E você renasce na clareza
Eu só tenho a certeza
De que isto não é poesia
Mas eu faria com leveza
Pois pertence ao sonho de um dia
Onde contemplava tua beleza
