Tag francisco
Quem trilha o óbvio caminha entre sombras, só quem ousa o improvável acende luzes no olhar do mundo.
Feridos, nos encavernamos; porém o destino sempre nos visita, ainda que por um instante, com os bálsamos de uma fraterna luz.
Homenagem ao Papa Francisco.
21-04-2025.
Carrego o peso de um céu distante,
onde até os anjos hesitam em me acolher.
Na terra, caminho entre sombras e feras,
sem medo do que rasteja, sem tremor diante do mal.
Meu temor é apenas um:
não encontrar abrigo nem na luz, nem no abismo.
Ser um lobo sem matilha,
um espírito solto, entre a guerra e o silêncio.
Quando estou contigo,
quero que o tempo se curve, se renda,
e se esqueça de passar.
Que cada segundo se alongue
feito tarde de verão,
infinita em teu olhar.
Mas quando estás distante,
imploro ao tempo que corra,
que voe sem olhar para trás,
para que logo, num piscar,
eu possa de novo te encontrar.
Não posso te oferecer uma vida inteira em meras horas, mas posso te entregar um fragmento da eternidade, onde desejos e apenas o fogo se entrelaçam. Sensações e emoções se fundem como chamas que queimará, te consumindo, criando raízes no invisível. O que vivemos se dissolve no tempo, mas o que sentimos se conserva, gravado na alma, como um perfume que nunca se apaga, uma memória que não cessa de existir. O que foi tocado, mesmo que por um instante, ressoará por toda a eternidade, como um eco ardente que permanece, reverberando em todos os outros momentos da vida.
Sou a sombra que se arrasta pela tua pele no silêncio da noite,
o vulto que invade teus pensamentos mais proibidos.
Percorro teus segredos com a fome de quem já te conhece por dentro,
mergulho nos teus mistérios como quem reclama o que é seu.
Sou o alfa solitário que tua alma implora sem saber,
o sopro quente entre teus suspiros,
o peso invisível que deita sobre teu corpo nas horas mais escuras.
Sou a lembrança que te acorda molhada de desejo,
o domínio silencioso que faz teu coração estremecer no peito.
Meu nome é o feitiço que tua boca não ousa pronunciar,
minha presença é a brasa que te queima sem piedade.
Sou o fogo do vulcão que ruge dentro de ti,
a mão invisível que percorre teus limites até despedaçá-los.
Sou o motivo dos teus gemidos contidos,
o olhar que devora tua alma enquanto teu corpo implora por mais.
Em mim, perderás o fôlego e o controle.
Comigo, serás tua versão mais selvagem, mais tua... mais minha.
Os cães com sarnas acreditam que somos ovelhas, porque não enxergam a escuridão nos nossos olhos. Ignoram que, sob a pele macia, se esconde o lobo, faminto, ferido e à beira de um despertar que não perdoa.
Não é o momento, tampouco o lugar. O que realmente marca a alma são as sensações, aquelas que vêm com pureza, verdade e intensidade. É o sentir que nos desperta, que acende em nós o desejo e o prazer de estar vivo. São essas experiências que ficam, mesmo quando pensamos que já esquecemos. Em algum ponto do caminho, um dia qualquer, uma paisagem, uma música... e tudo retorna. A mesma emoção, o mesmo aperto doce no peito. Como se o tempo nos permitisse reviver, por um breve instante, aquilo que um dia nos fez inteiramente vivos.
A força de uma escolha não está em sua facilidade, mas na firmeza com que é sustentada. O que é difícil testa não apenas nosso desejo, mas a integridade do nosso ser. Escolher, quando tudo em nós hesita, é afirmar: sou senhor do meu caminho, mesmo quando ele dói.
Se tudo está relacionado, também o estado de saúde das instituições duma sociedade tem consequências no ambiente e na qualidade de vida humana: "toda a lesão da solidariedade e da amizade cívica provoca danos ambientais".
A aceitação do próprio corpo como dom de Deus é necessária para acolher e aceitar o mundo inteiro como dom do Pai e casa comum; pelo contrário, uma lógica de domínio sobre o próprio corpo transforma-se numa lógica, por vezes subtil, de domínio sobre a criação.
"Pare tudo e escute boas músicas que trarão harmonia ao seu espírito. A música é um tipo de remédio, que bem constituído e oportunamente administrado trás cura para a alma".
AO POETA FRANCISCO CARVALHO
Meu poeta Francisco Carvalho
Em memória da poesia
Celebro o dia
Com o poema das mãos vazias
Poema dialético
Poema sem metafísica.
Que assim seja o poema:
O enigma da vida
Algo a decifrar
Palavras que transcendem.
Qual a metáfora do tempo?
O ritmo da canção do vento
A rima da eternidade...
O mundo é a barca dos sentidos
Conduzida pelo anjo cego
Na cegueira do tempo
Guarda no bolso
Os segredos do Universo.
Na viagem do tempo
Centauros urbanos mudam de cor
Como as palavras que mudam de cor
Qual é então, a cor do amor?
Meu velho poeta
Quem pintou os mortos de azuis?
Dizem que foi o Senhor do Dia
O Dom Quixote atrapalhado
O homem da máquina de escrever
Aquele que tem o poder da palavra
Aquele que esqueceu os sapatos
Na escada do paraíso
O poeta da eternidade.
Ninguém suporta ninguém, ninguém sabe nada de ninguém, mesmo estando longe do mundo estamos sempre perto de alguém.
Nos dias de hoje, os Homens tornaram se literalmente estupidos, o Mundo é assolado pela fome ea ás catastrofes naturais, e ainda assim preferem gastar milhões em armamentos para guerra.
Nos dias de hoje, uns não pensam quase nada e outros não pensam nada, e quem ainda pensa é conotado como revolucionário.
Nunca foi culpa, da cor da pele nem da mente, é culpa dos olhos, porque se fôssemos todos cegos, o mundo não teria racismo.
Os pais que quaz não sabiam nada, criaram filhos inteligentes, educados e de votos a Deus, os pais de hoje que sabem tudo, dominam tudo, estão a criar filhos rebeldes, drogados, estupidos, com pouco aproveitamento académico, mau educados e com pouca devoção a Deus.
