Tag filósofo
Giovana
Criativa, compositora,
Elabora suas próprias canções.
Dialetos variados
Lhe servem de referência,
Não compreendo
Mas sou compreendido.
Caricatura de cerâmica
Sapatinhos ortopédicos
Perninhas delgadas
Vestimentas minúsculas.
Sua capacidade se destaca,
Sua meiguice se aflora,
Melodicamente equipada,
Pode equiparar-se
Às melhores entre as maiores.
Aprendeu francês vendo filmes,
Não compreende com clareza,
Mas sem intercâmbios,
Sua pronúncia é francesa.
Andressa
Brincalhona em brincadeiras
Descoladas mesmo.
Brinca sem se preocupar
Com a modalidade ou técnica utilizada.
De nenhuma maneira histérica,
Não detém a histeria como característica.
Sobre tudo agradável,
Carinhosa, cuidadosa, precavida.
Não alimenta afinidade com cálculos,
Proporções ou raciocínio-lógico.
Alimenta uma facilidade indiscutível
Para convivência,
Motiva com um efêmero toque
Que a tudo envolve.
Duvido que os prodígios
Da ciência matemática,
Resolveriam seus problemas,
Melhor do que ela os resolve.
Pois ela resolve !
Ameixas
As ameixas, na prateleira, reluzem.
Os olhares atentos fitam seu porte ?
Fazem o possível para amadurar,
Sua polpa, intacta, não foi extraída.
Ameixas que iludem arbustos e seduzem,
Ameixas que alimentam o pecado puro.
Maneira interiorana entre sete capitais.
Esperando, “distraídas”, a sobremesa.
Por um segundo, ambas foram imortais.
Por um segundo, ambos fomos imortais.
Ensaiei, ditados inexistentes,
Martelei, aforismos famosos,
Revisei, a locução convincente,
Repassei, teus tiques nervosos,
Consultei, os baralhos videntes,
Aceitei, teus ataques mimados,
Pratiquei, as vontades urgentes,
Como os gomos, fomos tão atrelados,
Inventados, em notações e lembretes,
Findando, eis o resultado:
Na declaração que ressoa,
Falo a ti na primeira pessoa.
Coletânea contraditória,
Rompendo com a dita cautela,
Ele faz sua dedicatória,
Uma sinfonia, um Hino a Ela.
Um Hino a Ela
Ensaiei, ditados inexistentes,
Martelei, aforismos famosos,
Revisei, a locução convincente,
Repassei, teus tiques nervosos,
Consultei, os baralhos videntes,
Aceitei, teus ataques mimados,
Pratiquei, as vontades urgentes,
Como os gomos, fomos tão atrelados,
Inventados, em notações e lembretes,
Findando, eis o resultado:
Na declaração que ressoa,
Falo a ti na primeira pessoa.
Prevemos o imprevisto
E não nos prevenimos,
Somos improváveis
E imprevisíveis.
Nossas precauções,
Não foram precavidas
E na pressa persistimos,
Permanentes, inalteráveis,
Incontroláveis, irreprimíveis.
Somos improváveis
E imprevisíveis !
Na declaração que ressoa,
Falo a ti na terceira pessoa.
Coletânea contraditória,
Rompendo com a dita cautela,
Ele faz sua dedicatória,
Uma sinfonia, um Hino a Ela.
Analogia duma Antologia, uma sinfonia, um Hino a Ela.
Senhora do Sândalo
Cordas vocais apuradas,
Bússola das caravanas,
Sobrancelhas delineadas,
Emolduradas pestanas.
Emana seu íntimo,
Tua essência transpassa,
Derrama cadência,
Não anda, ultrapassa.
Assim Ela é,
Decência e escândalo.
Num meigo balé,
Senhora do Sândalo.
Escoltada por curiosos,
Poema, dom dos artistas,
Donativos vistosos,
Charada de ilusionistas.
Divulguem-na,
Tornem-a pública,
Venerem-na,
Tirania e República.
Assim Ela é,
Decência e escândalo.
Num meigo balé,
Senhora do Sândalo.
Margô fica angustiada,
Por não realizar suas proezas.
Margô fica assustada,
Só de pensar nos desacertos.
Margô fica frustrada,
Com o acúmulo das despesas.
Com a quebra financeira,
Fruto de concertos na cozinha
E as prestações da geladeira.
Anteontem saiu sem rumo à surdina.
Em sua quentura rancou as cortinas,
Desorientada e desiludida,
Nem o abajur apagô.
