Tag existência
Se o homem pudesse evitar o seu próprio nascimento, não se sentiria tentado depois de nascido, a buscar a sua própria morte.
Queria estar morto, ou melhor inexistente: Alheio a tudo e a todos, inconsciente sobre a minha condição, indiferente à minha própria indiferença. Não querer, não sentir e não ter necessidade de nada. Imune à dor, livre da escravidão do prazer. Rijo e insensível como uma pedra, invisível como o vento. Um nada absoluto que nada quer, nada sente, nada sofre. Simplesmente um nada!
O vazio não é nada. O vazio é um tipo de existência. Você deve usar esse vazio existencial para se preencher.
O grande debate filosófico é a busca pela razão da existência...
E nesse pressuposto, deixamos de viver em busca da resposta.
Que a nossa existência seja para acolher a verdadeira manifestação de nós.
Para Carl Gustav Jung quem olha para fora sonha, mas quem olha para dentro desperta.
Visão de que mascaramos nossa existência Vivendo de acordo com os padrões sociais .
Temos que escolher os locais mais bem frequentados, produtos de grifes, veículos e moradia de luxo, acumularmos títulos para sermos reconhecidos pelo conhecimento adquirido, precisamos manter a forma e aparência física ideal, entre tantas outras coisas. É claro que essa não é uma realidade para todos, mas é o que a maioria das pessoas almejam, enfim, existimos para compormos uma teia de superficialidades, passamos a vida correndo em círculo, sendo escravizados por uma existência vazia, embasada em papéis ou posições sociais, posses, aceitação e reconhecimento externo que trás uma falsa sensação de realização.
Mas tendo alcançado tais realizações ou não, no final das contas nada disso faz diferença, pois a verdadeira realização vem de dentro, vem do encontro com a nossa essência, vem da descoberta daquilo que há de genuíno em nós, da aceitação das nossas limitações, fragilidades, imperfeições, vem da liberdade de podermos ser apenas nós mesmos, sem medo dos olhares externos reprovadores.
Nada pode ser mais valioso do que podermos viver livremente, sem medo, sem necessidade de corresponder às expectativas alheias, entendendo que essa vida é passageira e estamos aqui apenas de passagem.
As coisas que mais tem valor na existência, valem por si mesmas e não pelos benefícios que me trazem
As montanhas são suas aliadas
Livre é a mente que não se subordina a catarse daqueles que não
conseguem sentir com o coração, ouvir a canção dos serafins,
transitar por mundos inexplorados, dar bom dia aos pássaros,
molhar as mãos plantando uma nova existência ao qual
nascerá uma nova fonte de luz, uma nova aurora...
Esses livres das pressões das montanhas, pois
as montanhas são suas aliadas, caminha junto a sua
liberdade, faz-se ver ao horizonte o que é importante
Esse ser livre sabe que não importa a dificuldade encontrada,
quão longa será a empreitada, ele ajoelha e agradece, a cada
oportunidade que é oferecida ao seu crescimento...
o crescimento humano, aquele ao qual vale a pena...
Ele está livre, e assim será sua caminhada até o fim.
Como um frágil samurai, munido apenas de palavras.
Curvo-me, estupefato, diante da sombra gentil de uma bela montanha.
Que sem saber da grandeza da sua existência, teme a mais simples brisa.
Tomado pelo desejo de transcender os limites da própria existência, o ser humano aperfeiçoa tudo ao seu redor, o que não faz é aperfeiçoar a si mesmo.
Este eu mortal nunca viu a face de Deus, mas Eu o senti muitas e muitas vezes. Há um acontecimento singular em minha existência e acredito sempre ser a Sua presença em ação. Isso ocorre quando uma borboleta me sobrevoa ou simplesmente toca-me. Sempre parece fui livrado de um mau, um mal, ou simplesmente sinto-me sendo agraciado por um bem, um Bem. Obrigado por existir e obrigado por me permitir existir, me livrando do mal, agraciando com o bem e sendo em eu e para eu um constante presente.
Todos somos movidos por propósitos, motivos ou razões de existência, mas estes nem sempre nos fazem felizes ou são o que realmente queremos ou desejamos seja. Ainda que destinados a tais feitos, vale olharmos para além de nós mesmos, para percebermos as maravilhas que nos cercam e se preciso for, mudar a rota e melhor aproveitar este incrível caminhar.
Amar é aceitar sentir e superar dores que acredita não merece. É preocupar-se com aflições alheias, porque no outro também é em você. Amar é entregar-se ao caos da existência para além de si mesmo, porque sozinho não basta.
Procuro aproveitar cada momento da minha existência na busca de ser uma pessoa melhor; não em comparação aos que me cercam, mas em relação ao meu eu de ontem!
