Tag estrada
Há o tempo de sonhar e de chorar,
e tudo passa logo, sem dó,
há o tempo da semente germinar,
Ah,bendito tempo, tens poder de sermos pó!
Na poeira da estrada que se curva
ao desconhecido que nunca saberemos,
seguimos passos em compasso de espera,
cada um é o pequeno segundo que vivemos
Desse tempo soberano que maltrata,
nada seguramos de fato,
ele vem, d´vida, nos leva e mata,
é o relógio invisível que tememos !
O tempo sempre nos fascina,
porque não o podemos medir,
mas ele nos ensina
e as lições dele temos que seguir !
Passos, pés ,
cada um em sua estrada,
pedras, pedriscos, perdidos,
muitas vezes a alma machucada,
seguindo a vida sem temer
nela temos que perseverar
em busca de tudo ou nada,
iguais em luta, sobrevivência,
enfrentando o seu rumo
em direção ao futuro
Abóbada celeste,
infinito tapete de estrelas
forrando a imensidão,
nela cintilam as luzes
que nos iluminam na estrada noturna
dos sonhos...
Vejo-me simples, pequena e quase uma sombra frente ao mundo. Este parece querer engolir os que são cumpridores do dever e carregam n'alma, ainda, uma parte boa de criança e a usam para tentar abafar o barulho intenso dos que não conseguem entender: nunca saberemos o que se passa realmente com o outro, cada pessoa é única, corpo e mente e isso devemos respeitar.
O viajante,
é um homem ligado à terra,
trocou a casa por uma estrada,
fez da beleza, uma linguagem
fez da semântica, um olhar.
Desta janela, eu vejo
a imagem de um céu em névoa,
chuva molhando a terra,
árvores em roupagem de flores
já é novembro,
e ainda estamos aqui,
pegadas deixadas no tempo
o vento é apenas silêncio
uma página de meditação
chegou o frio!
vi o fio acendendo as luzes
fez-se, tarde do segundo dia
é magia, brilhante,
Oh! viajante iluminado;
em versos simples,
em solo sagrado
pastos verdejantes,
mensagem de paz
"Há um outro mundo, além dessa estrada...
há uma luz acessa nos corações dos homens,
depois do vazio, e do abismo entre as pontes,
haverá um rio azul, dizia o viajante".
Minha casa, é uma forma de poema
Os pisos são simples, as paredes simples a quem olhar
Um dia de vida, aqui é história
Vejo as ondas do ordinário
As manhãs nas janelas trêmulas
Sentimos que o ano passou!
O que é a vida?
Naturalmente, os muros maiores que as janelas,
Mas a luz que vem do alto,
a todos podem alcançar.
§
O Viajante
§
O viajante é solo
sentimento
até chegar ao monte
é feito de instantes
alma e poesia
pinta em cores
encontros
reparte o ardor
do silêncio
§
(estrada)
Entre luz e sombras
Íamos caminhando
Havia rios e som de estrada.
.
Livro: A eternidade das árvores 🌳
Então parei e observei:
vi, que havia muita pressa nos passos dos homens;
pouquidade de silêncio, e sobras de irreflexão.
.
Um lapso temporal, para muitas saudades,
é tudo que manteve-se, nessa estrada,
encalços e índices de reencontros.
.
["O viajante, em meio a eira do campo"].
Em minha mente, minha casa está perto,
mas na estrada ela está muito longe,
tão longe, que jamais voltarei a ser
quem um dia eu era,
.
Havia muitas palavras que deveria ser ditas,
descritas, em prólogo à princípio,
mas vou deixar que o infinito
reescreva as linguagens e que habita há em mim
.
["o viajante iluminado, as linguagens do vento".]
Os meus pedaços se reúnem,
em um único lugar, onde eles se reconstroem:
aos pés da cruz!
Ali, o peregrino, encontrou o seu amparo
trocou a experiência de um lar
pela beleza do caminho...
( O viajante iluminado )
Diante do viajante, havia três estações:
O mistério, a poesia e a eternidade,
não havia mais oração inventada;
agora em plenitude, era assiduidade,
constância de uma vida inspirada
"Não é a estrada reta que nos dá segurança, mas a sinuosa que nos cobra a cada instante atenção e respeito e nos entrega vivos e inteiros ao destino almejado. "
"O inconseqüênte, na sua corrida pra fugir da culpa dos seus atos, destrói todas a pontes para não ser perseguido, mas se esquece que logo na frente a estrada termina e ele precisará retornar para matar sua fome."
Andar pelo mundo observando as belezas do caminho, ainda que a estrada seja de espinhos.
Procurando a poesia espalhada nas pequenas coisas.
Naturezices me chamam,
Me contam segredos que poucos conhecem.
027 -"Não busco mais as fantasias que pelos caminhos deixei cair. Hoje viajo na imaginação dos meus dias. Vivo estradas floridas, paisagens deslumbrantes. Nada fantasioso, apenas sonhados e possivelmente vividos."
Idemi®
29 - "Que na sua vida Deus coloque estradas aplainadas, jardins cheios de flores, brisas suaves, muito amor, carinho e amizades. Você é uma pessoa muito especial e por isso merece tudo de especial"
idemi®
O FAZER DE ALGUNS
Alguns dentre nós moldam o ferro,
E dele fazem surgir esculturas.
Por vezes vergam o pinho,
E talham marcados amuletos.
Outros há que se apossam,
De variadas matérias.
Edificam templários ou casebres,
Lapidam jóias ou feitiços,
Ardem no frio ou no fogo,
Sua humana semeadura.
A mim, dentre alguns,
Coube-me outra quimera:
A de esculpir o querer,
Numa árdua arquitetura:
- Não me aprendi estrada reta,
Fui-me pontes carregadas de atalhos.
Enxerguei partidas, mais cedo do que pulsar chegadas.
Vejo-me assim: Do afeto sou inteiro ou recomeço.
E só o sentir construído, como a palavra viva, me afaga.
Carlos Daniel Dojja
In Poema para Crianças Crescidas
"...Poucas coisas me pertencem.
Os olhos que me deixaste na sombra.
Aquele beijo soprado no eclipse.
O dia em que te bordei em meu peito.
Poucas coisas me seguem.
A estrada em que teus pés me nasceram.
Tua voz chamando quando eu amanheço,
Com a memória acessa de tuas mãos..."
Carlos Daniel Dojja
In Fragmento Poema Inventário
"...- Não me aprendi estrada reta,
Fui-me pontes carregadas de atalhos.
Enxerguei partidas, mais cedo do que pulsar chegadas.
Vejo-me assim: Do afeto sou inteiro ou recomeço.
E só o sentir construído, como a palavra viva, me afaga..."
Carlos Daniel Dojja
Fragmento Poema O Fazer de Alguns
In Poema para Crianças Crescidas
