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“O escritor não é apenas aquele que escreve. É aquele que produz pensamento, aquele que é capaz de engravidar os outros de sentimento e de encantamento.”
( Trechos da intervenção na cerimônia de atribuição do Prêmio Internacional dos 12 Melhores Romances de África, Cape Town, Julho de 2002 - fonte: miacoutiando)
Defenda-se com um sorriso, ataque com o silêncio e vença com indiferença.
Ser perseguido, difamado e conspirado permanentemente pode e é um sinal de grandeza....
Ás vezes eu fico me analisando, percebendo meus próprios devaneios, observando as pessoas, comportamentos e julgamentos, enfim, a atualidade... Nestas observações acabo entendendo porque tantos escritores, poetas e pensadores em geral, se excluem do mundo real, se isolam e se escondem, vivendo assim o seu mundo ilusório... Pois a magia que criamos no imaginário, estando só, é muito mais atraente, mais plausível e muito mais divertido do que o mundo real existente lá fora.
Acho que nunca mais vamos nos gostar daquele jeito. Aquele do começo, sabe? Aquele jeito de gostar de quem ainda não se conhece.
Ciúme: sentimentozinho imbecil, e assim como todos os outros sentimentos imbecis, eu tenho todo o direito de ter.
Livros são tesouros,
neles podemos ser heróis,
bandidos, duendes, bruxas ou fadas,
nas aventuras das linhas soltas
pelas mãos de um escritor,
que escreve cada obra
para abrir em nossa mente
uma nova e bela estrada
Uma Primavera para o Sol e a Flor
Todo ser vivo precisa de zelo,
Para poder se desenvolver,
Trate-o mal se quiser perdê-lo,
Mas não lamente quando acontecer.
Como pode um Sol se apaixonar,
Por uma Flor nascida para perfumar ?
Ela tem um trunfo, sabe conquistar,
E o Sol se entrega sem hesitar.
Um romance curto,
Mas com muito ardor,
Uma Primavera para o Sol e a Flor.
Logo em seu nascer ele a contempla,
Esperando paciente seu desabrochar,
Está fumegante, sua visão é ampla,
O mais breve instante quer ornamentar.
Alguns pobres zangões
Querem ao Sol se igualar,
Beijar e sugar a Flor
Depois rejeitá-la e deixá-la secar.
Polinizar os arredores
Para outra flor germinar.
Mas o Sol declara:
Esta Flor é minha, até o verão chegar.
Um romance curto,
Mas com muito ardor,
Uma Primavera para o Sol e a Flor.
Escrevo para não enlouquecer. Para me divertir também, e para ter prazer. Tenho um prazer imenso em escrever. Escrevo para me salvar. Mas me salvar do quê? Será que alguém sabe por que escreve, por que faz música? Porque alguma coisa empurra a gente.
O escritor é o mais sedutor entre todos os artistas.
Ele faz o ator chorar, o cantor se emocionar, o pintor imaginar e o público acreditar.
Os mais sensíveis passam dias sob o efeito do encantamento de suas palavras.
Enquanto ele mesmo simplesmente termina o seu enredo e vira a página.
E, com o coração leve e sereno, se prepara para seduzir mais uma vez a plateia com uma nova aventura emocional.
Toda descoberta é um desejo, e todo desejo, uma necessidade. Nós inventamos o que descobrimos; descobrimos o que imaginamos. Nossa recompensa é o encantamento.
Uma obra literária é uma materialização gráfica de experiências humanas possíveis. Ali o escritor captou características da humanidade, e as descreveu em um enredo. Nisso reside um fato. Nenhum romance é mais interessante que uma pessoa real, pois nela, as características são reais, enquanto na literatura elas são possíveis.
É engraçado como queremos ir além sem precisarmos abandonar tudo que nos mantém presos. É curioso como cansamos da mesmice sem termos coragem de mudar os gestos.
— Icaro Fonseca
Estamos na geração das crianças sem futuro.
De pais ausentes que só dão presentes.
A modernidade e a tecnologia criaram um muro.
Jogaram nossas crianças no escuro.
Na adolescência e fase adulta não saberão para onde ir.
As ensinam apenas a ter e não mais a sentir.
Ser escritor num país
que tem uma elite cultural
repleta de analfabetos funcionais
é tarefa bastante perigosa...
Verdades
Traduzir um olhar às vezes
Pode ser a pior ideia.
Nem todos os homens
Estão preparados para as verdades que os arrodeiam...
ENTRE NUVENS DE ALGODÃO
Se for me beijar, que seja
Por um querer a mais.
Eu brigo todas às vezes
Com meu eu...
Pois tu me queres por debaixo
Das marquises e das pontes escuras,
Enquanto eu busco as mãos dadas pelas ruas.
Não digo um não, pois a verdade não é essa...
So te peço pra rever tuas intenções.
Pois já me sinto
(entre nuvens de algodão)
