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Os benefícios da participação dos pais na vida escolar não estão relacionados a morar na mesma casa; importa a qualidade do tempo que pais e filhos passam juntos.
É preciso que a escola esteja aberta à colaboração da família, para que o diálogo se construa de forma produtiva.
Renovar a escola e tornar o ensino atraente não significa educar de um modo espontâneo, sem método nem normas.
Educar implica ensinar a lidar bem inclusive com atividades de que a criança não gosta, mostrando que o esforço pessoal seguido de bons resultados também dá prazer.
Escola com sala de aula atraente e motivadora não significa escola desorganizada, sem método e sem limites.
Diálogo e afeto, uma didática que motiva e o estabelecimento de limites claros são ingredientes essenciais para uma educação equilibrada.
Quem ama educa, e a educação passa também por estabelecer limites; a escola e os pais precisam estar em sintonia e se apoiar mutuamente nesse processo.
Uma experiência de aprendizagem não passa apenas pelo lado cognitivo: ela mobiliza desejos, memórias, lembranças, expectativas.
Uma boa escola deve ter como proposta a formação integral, entendendo o aluno de um modo completo e global.
Ao educar alguém, você contribui, querendo ou não, para um determinado modelo de sociedade e de mundo.
Para melhorar a educação de um país não basta treinar os alunos para fazer provas, é preciso cuidar das desigualdades sociais e econômicas.
Se o currículo das escolas levasse a uma abertura do pensamento e a uma navegação livre pelo conhecimento, será que iria ser chamado de “grade curricular”?
Temas como educação para a saúde, educação para a paz, para a sustentabilidade do planeta, para o respeito às diferenças não podem mais estar ausentes do currículo das escolas.
Se com a internet mudaram as práticas sociais e as formas de pensar, precisam mudar também as formas de aprender.
As provas escolares deveriam ser encaradas com mais naturalidade: elas não são uma punição, e sim um diagnóstico.
A hora de fazer prova não pode ser um bicho de sete cabeças: ela é simplesmente o momento de checar quanto rendeu o estudo, se o aluno desenvolveu as competências esperadas e se pode prosseguir avançando.
A criança deveria ser estimulada a se auto-avaliar na escola: isso a tira do comodismo e favorece o autoconhecimento e a superação dos próprios limites.
O conceito de educação inclusiva se afina com a ideia de uma sociedade capaz de incluir a todas as pessoas.
A inclusão e o diálogo podem ser aprendidos, mas só as escolas que sabem incorporá-los na prática são capazes de ensiná-los.
Dentro; Fora
A escola não pode ser um mundo à parte da sociedade,
como se lá fora não existisse
e não exercesse influência no agir das pessoas do lado de dentro.
Os portões não devem ser o limite do cárcere
entre o mundo de fora e o de dentro.
"A escola não pode ser, não deve ser uma bolha". (Emicida)
Talvez, não precisássemos de muros com quase três metros de altura
protegendo as escolas do agir desmedido das pessoas que estão,
que ficaram ou foram deixadas do lado de fora,
se não houvesse essa divisão - dentro; fora.
Talvez, não precisássemos de muros, portões, grades...
Se agíssemos no "entremundos",
incluindo os de fora e acolhendo os de dentro.
Abaixo os muros das escolas!
Os físicos, os invisíveis, os idealizados...
Que limitam e provocam segregação.
Ajamos no "entremundos", incluindo os de fora e acolhendo os de dentro.
Abaixo os muros das escolas, das casas, das fábricas, das mentes.
