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Amor e ódio andam nas paralelas, são as bandas de uma mesma moeda, assim agradam o grande Manitu e o senhor Belzebu. Demonstra-se que necessitamos dos dois.
Se para o homem a causa da sua existência é Deus, logo para a existência de Deus não tem causa. A ideia de Deus é necessária e obrigatória para dar asas à imaginação. Entende-se que o mais surpreendente no humano são os defeitos, algo tão comum, mas que a milhões de anos a onipotência não da conta, também não conseguiu criar nada melhor que o humano segundo o humano.
Débil e desprezível é o método de educação do ser humano que necessita das ajudas dos mitos: Deus e diabo, na educação da criança em que se reproduz a imagem deles como castigadores, vingadores sobre a sua desobediência.
A. Valim
Deus não controla o Homem nem os eventos da natureza
Frequentemente percebemos os eventos tenebrosos da natureza. Esses eventos são atribuídos pelo homem a um Deus bondoso e ao mesmo tempo vingador e castigador. Assim o Titanic, John Lennon, Raul Seixas, Chuvas, Terremotos, Guerras e outros..., são as referências para homens da fé, que vestidos de santidades atribuem aos castigos dos Deuses.
A Plebe também transfere parte do poder de Deus ao corpo clerical. o que acaba por transformar o Deus bondoso em um Deus mau. Usam-se os Deuses para todo e qualquer evento, seja para a vingança ou para a amenização da dor. Quando Deus não evita nenhuma dessas tragédias, apesar das suplicas de seus fiéis, resta a ele todo o poderoso amenizar a dor desatinada dos corpos destroçados.
Todos os eventos citados, vistos e percebidos, naturalmente ocorrem sem intervenção onipotente e a oração não garante a amenização dos conflitos e dores, apenas acontece em um plano eventualmente da natureza, pois se “eu rezar para acalmar a tempestade ela por sua força espontânea naturalmente acalmará”. O homem em seu livre arbítrio não controla suas ações nem os eventos da natureza. Deus não evite a tragédia nas causas do homem, porém se acredita que consola um ou outro vivente, lentamente, em um processo natural do organismo.
Deus por seu total controle atribuído pelo homem lhe falta o cuidado para evitar todas as tragédias da natureza e da humanidade, deverá então suplicar desculpas ao homem pelo fato de o homem confiá-lo tal proteção. Deus devia na sua condição de existência no mínimo transferir o seu poder absoluto ao homem, visto que o homem é presente, é perceptível e previsível quanto a todos os eventos, seja da origem humano quanto da origem da natureza, faltando-lhe cuidados e poder.
O homem por sua falta de controle atribui poder absoluto a Deus para então reger sua vida desregrada e todos os eventos, mas não é o que se percebe no cotidiano porque todas as tragédias e todos os males permanecem em evolução. Deus é um instinto do humano dominado por um sistema chamado religião
O processo dogmático, venerado que condena o próprio homem em seus atos provém do mesmo deus que permite a morte de milhares de filhos por fomes e guerras. As permissões das maldades duram milhares de anos e podem ser infalíveis. Criou-se o ilusionismo e metaforismo em torno de um todo poderoso, tão desumano quanto o humano. Conota-se a ideia de que os filhos sigam os ensinamentos e exemplos do pai. Para toda a lição de moral dada a uma criança se carrega a ideia do castigo de deus, logo deus é bom e mau. ( A. Valim)
O Diabo não precisou ensinar maldade alguma a ninguém. Tudo o que ele precisa é criado e abençoado por um deus criador do bem e do mal.
Deus não controla o homem nem a transgressão por seus instintos de maldades, nem mesmo anuncia a tragédia dos eventos da natureza. Por tanta força atribuída a deus deveria ele no mínimo conceder a paz depois da maldade ou se fazer presente antes de qualquer tragédia para dar o veredito de sua existência, fazendo jus as súplicas do homem. Não sendo perceptível a sua ação e nem palpável a sua onipresença, desdenho olhar de modo a não crer na sua existência.
Deus talvez seja o personagem mais desagradável da história, a maior ficção da mente humana em fábulas pitorescas, medievais dos relatos bíblicos, mas na contemporaneidade é impossível e inviável abandonar a ideia de um deus beneficente dada pela promoção da igreja. Entende-se que a teologia aliada à filosofia, tem-se delas a compreensão lógica sobre a didática religiosa em um plano infalível do pensar, agir e coagir. “Toda a verdade deva ser no mínimo tediosa”.
O homem criou um deus, passou-se então a partir dele existir o supremo e a determinar a existência do bem e do mal, do certo e do errado, e para a maior veracidade o homem fez dele o criador de todo o universo atribuindo poder de regência. Para essas formas de argumentos é necessária à existência de deus para então conhecermos a injustiça, o castigo, o medo, e toda a forma de benignidade, arrependimento como forma de recompensa, sempre em nome da sua criação. Fomos ensinados a prática da crendice desde a mais tenra idade por todas as gerações, desde o colo da mãe aprendemos a desempenhar um papel da mais alta influência do desejo de crer, independente da verdade ou da existência de deus.
Deus é o maior personagem da história, a maior ficção da mente humana, mas não é saudável abandonar a ideia de sua beneficência. A teologia aliada à filosofia tem a compreensão lógica do plano infalível do pensar, agir e coagir em nome de Deus.
(A. Valim)
Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, isso tudo explica, isso nada explica, mas é em todos os sentidos uma verdade entediante.
Os pobres injustiçados fazem parte da paisagem de deus no cenário religioso. Para a garantia da sobrevivência da religião é bom que os problemas não se acabem “porque deus quis assim”.
O deus bondoso afundou o Titanic, derrotou Nietzsche, John Lennon e Raul Seixas, enviou chuvas torrenciais e terremotos, porque tudo é pela vontade de deus. O homem apenas faz guerras e outros males quaisquer.
O homem é um produto de alto valor da religião assim como Jesus que permitiu a si mesmo a punição, permitida também por Deus em beneficio próprio e supostamente da humanidade transgressora. Para o homem se torna importante e para a sua própria razão de viver uma vida com regras e restrições para a salvação do espírito e vida eterna quando nela crê. É necessária a permanência do mal e da inspiração religiosa pairando sobre o espírito do homem bom, para que o diabo tenha uma função magnífica acima do poder do homem.
Em uma grande catástrofe, se deus salva uma pessoa, porque ele não salva as outras, seria maldade ou seleção?
Para apenas um instante de rebeldia se vive anos de submissão no plano de deus, e qualquer escolha que tiver viverá a tristeza da escolha.
