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Sou um mero espectador da alma goianiense. Apanho pela cidade o sentimento humano que nem o tumulto da pressa da metrópole antecipada pelo tempo é capaz de abafar.No meio da névoa, a copa de um pé de cajá-manga aparece como uma ilha virtual. Goiânia é uma cidade digna; contemplo-a com paixão. (Do livro de crônicas Romanceiro de Goiânia - Doracino Naves).

Inserida por doracinonaves

A história do homem é o reflexo dos piores e mais cruciantes problemas enfrentados pela raça humana ao longo da sua história. O romancista argentino Manuel Puig escreveu que as vozes das suas personagens estão cheias de pistas escondidas. E completou: 'E gosto de ouvi-las'.

Inserida por doracinonaves

Triste sina dos cronistas das grandes cidades. Não há nenhum exemplo ou uma lição que mereça uma boa crônica. Mais sorte tem os poetas ao dar voz à indignação da alma.

Inserida por doracinonaves

O descaso com a Avenida Anhanguera é o caos urbano mais impactante da capital. Planejada para cinquenta mil habitantes a cidade sonha com um pretendente a orientar o seu crescer sem abafar a magia da tradição.(Do livro de crônicas - Romanceiro de Goiânia).

Inserida por doracinonaves

Continuei a caminhar ouvindo os sons do bosque. Por falar nisso, você já ouviu a floresta crescer? Ou o som da crisálida parindo borboleta? Você pode perguntar: mas, que som é esse? Duvide, mas eu ouço sons quando caminho em volta da mata.(Do livro de crônicas - Romanceiro de Goiânia).

Inserida por doracinonaves

Não é mais um texto sobre protesto, é sobre pessoas. E que tipo de pessoa você é?

Existe o tipo de pessoa que só fala e nada faz .Grita, bate, quebra " xinga", quer mudança...Mas é incapaz de apanhar o cocô do cachorro quando caminha no calçadão de ponta negra.
Fala bonito sobre corrupção, sabe o nome de todos os corruptos da história do Brasil, mas é só tomar umas caipirinhas no veraneio, que paga alguém pra dirigir seu carro do circo da folia " até depois da viatura da polícia " .
É o tipo de pessoa dourada do sol, que diz ter orgulho de ser potiguar, mas chega sábado, na praia com os amigos, " tomando uma de cana com uma banda de caju" e deixa o lixo ser levado pelo mar. Sem o mínimo de culpa, sem o mínimo de consciência pesada.Remorso.
Esse tipo de pessoa, que fala, fala e nada faz, é do tipo " marido reclamão" exige que a casa esteja limpa, mas na hora de passar a vassoura, xiiii, corre e varre todas as migalhas pra debaixo do tapete.
É do tipo pessoa "mudança" Mudança de pensamento, atitude e discurso!
É o tipo de pessoa que precisa sempre ouvir: Muda, que quando você muda ,tudo muda.

*Não é mais um texto sobre protesto. É sobre pessoas.

Inserida por viviangalvao

⁠Demorei a entender, mas percebi que não é só o mal que passou a ser visto de forma genérica, nossa própria vida também se tornou assim.

Nos acostumamos com o extraordinário.
Algo novo nos encanta nas primeiras três vezes, e depois… vira ruído de fundo.
Nós mesmos apagamos o brilho das coisas.

Antes, ir ao mercado era quase um evento.
As prateleiras cheias, os rótulos coloridos, o frio da geladeira nos dedos, o som dos carrinhos deslizando; tudo era diferente, quase mágico.
Até mesmo a fila era motivo de conversa e expectativa.
Hoje, mal reparamos.

Não se trata do mercado, é claro.
O ponto é que o que é raro nos encanta, mas o que se repete demais, a gente aprende a ignorar.
E à medida que tudo fica mais acessível, mais automatizado, mais rápido… mais indiferentes nos tornamos.

Vivemos correndo.
Sem tempo para ver o pôr do sol, para rir até tarde, para ouvir com calma quem amamos.
A vida virou repetição.
Virou genérica.
E a culpa?
Não é da tecnologia, nem do progresso.
A culpa é nossa, por vermos tudo à nossa volta evoluir, enquanto deixamos nossa alma estacionada.

Esquecemos de valorizar.
De agradecer.
De viver o hoje como se fosse o único.

O tempo é eterno, mas não para nós.
Não para esses corpos frágeis e passageiros.

A vida não é uma fita que se pode pausar, rebobinar ou regravar.
Ela é agora.
E o agora não é o passado.

Inserida por Riber

⁠“A saudade que inventei para não esquecer você” — Análise de um poema de Leandro Flores

“Senti saudade do que nunca existiu.
Beijei bocas que sabiam seu sabor.
Num entardecer calado, fui canção sem ouvinte.
Era amor, mas era ausência — e eu provei.
O vento trouxe teu nome, mas não tua voz.
E a tarde morreu com um verso engasgado.”

Fonte: Leandro Flores – site Pensador e canal Café com Flores

Sobre mim
Oi, eu sou a Valkíria, professora e pesquisadora, e hoje trago um poema de Leandro Flores com um título belíssimo, original e poético:

“A saudade que inventei para não esquecer você | Te amando antes da primeira página...”

Agora minha análise
O poema de Leandro Flores é uma confissão breve, mas intensa, construída sobre a ausência. Logo no início, o paradoxo “Senti saudade do que nunca existiu” traduz a falta como presença imaginada, diálogo direto com Cecília Meireles: “Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença...” (Crônicas de Educação, 1954).

Cada verso revela a impossibilidade do amor: beijos que não preenchem, a canção sem ouvinte, a dor provada como sabor. O desfecho, com o nome sem voz e o verso engasgado, sela a incompletude — o amor que não pôde nascer.

É um poema curto, mas que carrega a densidade de um romance inteiro. Ele mostra que a poesia pode surgir do que não se viveu, transformando o vazio em palavra. Afinal, quem nunca sentiu saudade do que não viveu?

⁠Voltar aos tempos de delicadeza sem ser fraco
O tempo da delicadeza não se perdeu, apenas se escondeu atrás da urgência, da dureza imposta pela vida. Há quem confunda gentileza com fragilidade, como se um gesto suave fosse um convite à dominação. Mas delicadeza não é sinônimo de fraqueza, é a força sutil de quem escolhe sentir, de quem encara o mundo sem blindagem, consciente do risco e, mesmo assim, segue tocando com suavidade os dias.
Houve um tempo em que a palavra dita sem pressa era um tesouro. Em que o olhar era mais que um gesto automático, era um reconhecimento verdadeiro do outro. As mãos, ao se tocarem, carregavam algo que ia além do contato físico, respeito, cuidado, afeto, a resposta delicada acalma o furor, mas a palavra dura aumenta a raiva e a arte de viver está na delicada mistura entre desistir e insistir.
Hoje, atropelamos uns aos outros no corre-corre de uma existência onde firmeza virou sinônimo de dureza, e a proteção, muitas vezes, se transforma em insensibilidade. Quem ousa ser delicado corre o risco de ser visto como ingênuo. Mas é justamente nessa escolha que reside um poder raro: a coragem de permanecer sensível em um mundo que tenta nos endurecer.
É possível voltar aos tempos de delicadeza sem cair na armadilha da submissão. Escolher a ternura sem abdicar da força. Ser gentil sem ser permissivo. Afinal, o mundo não precisa de mais rigidez—precisa de firmeza aliada ao cuidado, de resistência que não exclui afeto.
Porque em um mundo que premia a brutalidade disfarçada de eficiência, quem preserva a ternura desafia as regras. A gentileza se torna um ato de resistência, uma recusa a se tornar apenas mais um bloco endurecido por medos e desilusões. Quem volta aos tempos de delicadeza sem abrir mão da força constrói um espaço novo no mundo.
Um lugar onde é possível existir sem se embrutecer, amar sem se anular, proteger sem ferir. delicadeza, quando consciente, não nos enfraquece. Pelo contrário, nos torna impossíveis de ser quebrados. E, no entanto, há algo de revolucionário em ser delicado.

Inserida por IgiWiki

Fragmentado — O Manifesto da Dor





> Não nasci para agradar.
Nasci para sangrar.

Purificação não é só um nome.
É a alma partida que encontrou voz no silêncio.

Escrevo para os que carregam cicatrizes invisíveis.
Para os que resistem apesar da ferida aberta.

Não falo para consolar.
Falo para acordar.

O homem é marcado pela pressão de se calar,
pela solidão que veste de coragem.

Para os que negam o pai, para os que foram negados,
para os covardes que abandonam a própria carne,
para os monstros que batem e destroem,
esta é a voz dos sobreviventes.

Aqui, a palavra não se cala.
Aqui, começa Purificação.⁠

Calmaria

Eu não pensei em você naquele dia todo, e quando lembrei disso ao final da noite, sorri.
Tinha sido um dia de cão, mas o que importava no fundo,
era que decepção após decepção, eu conseguia te esquecer.

Inserida por valeria_rabello

E eu cheguei de manhã no estacionamento e meus olhos procuravam beber das mesmas flores de ontem, mas hoje elas estavam murchas e sem graça, eram apenas mato pelo batente da parede. Que triste é um milagre de cores e fantasias se tornar indigno de atenção, aliás indignado estava eu, como podem durar tão pouco? Ouvi alguns passarinhos cantando em mim:
"O mais belo rosto do mundo está construindo em cada minuto sua velhice miserável, seu irresistível, e cada vez mais próximo fim." Cecilia Meireles
"... dura tempo o bastante pra se tornar inesquecível." Chorão

Bom, elas eram belas e discretas (como eu gosto), invisíveis pelos cantos construindo suas cores, suas flores. Desabrocham como um raio de sol que beija o orvalho da manhã, e suas cores faiscavam como estalinhos de São João. Meus olhos eram obviamente as fogueiras que queimavam de admiração. Mas tudo se acabara, ainda olhei mais três vezes para ter certeza que meus sentidos não me enganavam, por saudade e por esperança. Segredei-lhes baixinho - Quando irão florir de novo? - Eu, as borboletas e os passarinhos temos olhos ansiosos para fazer festa.

Olhei outra vez e percebi que as flores estavam na verdade fechadas (desdesabrochadas?), talvez para se esconderem dos amantes mais ferozes que seriam capazes de arrancar flores e jurar amor eterno, (pois a lua e as estrelas não podem roubar, é cosmicamente proibido!)

Com o passar da manhã, o sol expulsava o que restou do frio da noite e as flores se abriam, tão devagar quanto as nuvens que se arrastavam no céu, cada pétala parecia recém pintada. Não vi qualquer espinho esbelto e pronto para apunhalar, mas não a toquei, o ato de tocar nas flores pertence às borboletas que também desabrocham, são flores voadoras.

Inserida por tassio_reis

⁠Mesmo tendo tudo, sem você não vale nada. Também tenho conteúdo, não sou só um vira lata.

⁠você gosta do topo? Eu te levo pro céu

⁠ Maradona


Ao escutar a notícia de que Maradona havia falecido, não sei se fiquei revoltado ou triste – acho que foi um pouco dos dois (risos). A notícia veio no trabalho, de supetão. Digo isso, pois parecia que o pior já tinha passado. Tanto a cirurgia quanto a recuperação pareciam bem encaminhadas. - Peço até desculpas aos meus amigos de trabalho na época, pois minha reação foi surpreendente até para mim (risos). O ano de 2020 foi de muitos altos e baixos, porém aquela “baixa” nem eu e creio que muitos não esperavam. - Não conseguia aceitar que um ser humano que acabava de cumprir 60 anos falecesse por dois motivos: 1- Hoje há uma possibilidade maior para nós seres humanos vivermos bem mais do que 60 anos; 2- Era o Maradona!
Maradona dispensa introduções. Quem quer que queira escrever/falar sobre Maradona não precisa de introduções. É surreal como o nome Maradona fala por si. Duvidariam da capacidade de alguém com um nome deste calibre? Quando se pronuncia este nome, ecoa sua grandeza. Parece predestinado a suceder. O nome Maradona é originário do latim e significa aquele que vem do mar, isto é, o mar que no planeta terra, é vasto, abundante e necessário para a existência do nosso sistema natural. É um nome forte que soa grandioso/maravilhoso, quase improvável de não ser grande/conhecido. Remete ao tamanho dos nomes de alguns imperadores da Roma antiga.
Que por destino ou coincidência, foi onde anos depois já conhecida como Itália, Maradona teve seu auge máximo por 7 vistosos anos. Um verdadeiro império governado por Maradona em Nápoles. Sua história é tão estupenda que San Gennaro fica em segundo para muitos napolitanos. Período em que novamente por destino ou coincidência - entenda como quiser - Maradona teve o ápice de seu auge na copa de 86 no México onde Pelé também teve sua melhor performance em copas na de 70 com o famoso esquadrão. Dois dos maiores e melhores da história que causam debates eternos dando tudo de si no mesmo solo. Sorte a do México!
Maradona é talvez o personagem mais romântico do futebol! É impressionante como o personagem Maradona transborda romantismo. É algo totalmente transcendente. Os pontos são diversos. Pare e pense. O que normalmente se tem em um belo romance? Música, dança, momentos intensos/marcantes, erros, acertos, entre outros. Bom, Maradona tem todos eles e mais. Maradona é argentino, seu idioma materno é o espanhol - conhecido como um dos cinco idiomas mais belos/românticos do mundo (espanhol, português, francês, romeno e italiano) -, o tango, que é uma das danças mais “quentes”, é muito popular na Argentina. Maradona acertou como muitos e errou como poucos. Teve tantos momentos marcantes que não seria absurdo dizer que o próprio criou um nível particular. Em uma escala de intensidade, hoje, há o “nível Maradona”. Maradona sempre foi muito intenso em tudo o que fez, inclusive nos erros, porém seus defeitos humanizavam o personagem e tornavam-o ainda mais glorificado como um Deus e até religião – que tem mais devotos fiéis que em muitas outras.
Maradona é tão absurdo/bizarro que dizem que política, religião e futebol “não” se discutem, porém Maradona - e tinha que ser ele - o fez e sem pudor algum. El pibe de oro é Deus, Imperador de Nápoles, música, religião, irreverente, extravagante - tudo de mais, nunca de menos - tão surreal que chega a ser quase utópico, porém no fim provou que era humano acima de tudo como todos nós. Esse foi, é e sempre será o homem da mão de Deus, Diego Armando Maradona.

Inserida por JamisGomesJr

⁠Sentimentos

Sentimentos. O que dizer de um substantivo com significado tão vasto? Uma única palavra carrega a felicidade, dor, bem-estar, tristeza, paixão, frustração, respeito, amor, entre outros. Há de fato uma gama de diversidades. Que apesar de diversos, não impedem de se interligarem. Não estou dizendo exatamente que os opostos se atraem, porém, por vezes, a diferença de um pode completar/equilibrar o outro. Até porque, ninguém consegue manter o nível de um sentimento qualquer que seja elevado para sempre. Sempre haverá um contraste, independente de sua duração, para equilibrar o sistema emocional. Também não estou dizendo exatamente que tudo em excesso faz mal, como diz o povo, porém não seria uma colocação totalmente errônea, pois imagine-se você feliz o tempo todo, rindo o tempo todo... coloque-se nesta situação com qualquer sentimento. Alguns são mais tentadores que outros, claro, porém a vida teria graça? A verdade é que com graça ou sem ela, independente dos seus objetivos, em algum momento esbarraremos nesses contrastes. Tudo tem um propósito. Cabe a nós indagar a tudo e a todos para eventualmente encontrarmos o porque das coisas. Como dito anteriormente, independente da duração, sempre haverá um contraste sentimental. Por mais que tentemos estar em um ambiente o mais harmônico possível, fazer terapia, viajar, etc., isso nos levará para algum contraste eventualmente. Seja pela perda de um ente querido, por uma viajem frustrante, ser demitido ou até mesmo no amor. O amor em si talvez seja o sentimento com mais contrastes dentre eles. Mas o que é o amor?

Para isso, é necessário que haja uma separação, pois existe a fundamental diferença entre amor e paixão. A paixão como já dizia muito bem Luís de Camões na primeira quadra e primeiro terceto de um dos seus célebres poemas: “Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói, e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer. É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata, lealdade.”

 – “É ter com quem nos mata, lealdade”. Essa é profundamente genial! -

Apesar de ter sido colocado como amor, científicamente falando, as estrofes acima são definições mais relacionadas a paixão. O amor muitas vezes é classificado em seu lugar, por ser, infundadamente considerado o mesmo ou por vezes pela palavra amor impactar mais que a paixão. A paixão em si é aquele fogo inicial que pode ser confundido com a atração, porém esta última é apenas desejo carnal/ de pegação. Pois bem, a paixão bloqueia sua consciência, parece tudo perfeito! Essa ilusão de perfeição criada pela paixão aliada ao fogo e desejo, nos torna impulsivos no sentido de querer sempre que possível estar próximo da tal pessoa. Sempre tomando as atitudes com essa finalidade. Estar mais próximo da pessoa desejada. Gerado dessa impulsão, algumas não só sentem a falta como pensam no futuro com elas ou até destino. Pois é. Consequentemente surgi os dilemas cruéis de toda paixão que podem ser partilhados com os amigos ou não na busca de uma solução. Quem nunca viu algo a priori que eventualmente tornou-se outra? Essas ilusões de perfeição paralelo aos dilemas trazem a tona a pior das sensações: ir do céu ao inferno. O contraste dos contrastes dos sentimentos que se aplica em praticamente todos eles. Um simples sorriso, uma simples conversa pode tornar o dia totalmente aprazível. Como um choro, um descontentamento por parte da pessoa pode fazer o dia ser péssimo, deprimente, pois no bom ou mau momento, tendemos a absorver, a tomar suas dores/reações. É como se estivesse em um loop de passado, presente e futuro. Onde o passado remete aos momentos bons ou ruins que já tiveram. O futuro, claro, que é a maior parte formada de fantasia. Já o presente, como o próprio nome diz, é um presente dos céus. É uma sensação de presença totalmente singular que não queremos que acabe. São tantas sensações... é como uma droga. O sorriso, os sons da risada, a voz, os trejeitos, gestos, boca, cabelos, troca de olhares... até os momentos de silêncio que na troca de assunto entre uma conversa e outra parecem infinitos, porém com um abrasamento que te levam a momentos de prazer e aflição ao mesmo tempo. Como disse Luis de Camões: “É um contentamento descontente”. É uma antítese do início ao fim - como no próprio poema de Camões -, onde os opostos/contrastes se atraem complexamente definindo esse sentimento como quase que metafísico.

Porém, tudo isso passa em semanas, meses ou em até 18 meses, de acordo com a ciência. E depois? O que acontece? A pós-paixão pode ser o perecer de todo aquele sentimento ou o começo de outro. O amor.

O amor é um sentimento singular, porém é confundido com a paixão, porque de fato ambos podem ter alguns aspectos similares. Este sentimento tão desejado e por vezes cruel na mesma medida é algo único, apesar de suas semelhanças com a paixão. Pois enquanto a paixão é fogo, desejo, ilusão de perfeição, impulsividade, dilemas, entre outros, o amor é aquele sentimento formado principalmente no respeito entre ambos. É aquele sentimento que gera empatia para com o outro. É um desejo genuíno de querer se colocar no lugar do outro e ajudá-lo. Por mais que não seja sempre possível, podendo ocorrer sensação de impotência/frustração, o indivíduo sempre está presente para ajudar como puder. Quando se ama, tendemos a querer cuidar do outro. Isto pode ser visto nitidamente em qualquer relação entre: pais e filhos, irmãos, primos, namoro, casamento, amizade e até com animal de estimação. Quem nunca ouviu “quem ama cuida”? Pois bem! Amar é cuidar, é ser parceiro, amigo de todas as horas – por mais que em determinadas horas necessitamos de determinados amigos, o amigo “não apropriado” estará lá se o solicitar. O amor também gera sacrifícios. Nos tendenciando a dar atenção as prioridades. Prioridades essas que não necessariamente devem ser sobre o relacionamento, porque, apesar de dois indivíduos estarem em um relacionamento, eles continuam indivíduos, porém indivíduos com algo em comum. No entanto, se um dos indivíduos prioriza algo que pode afetar o relacionamento negativamente, alguém está sendo egoísta. E isto não é amor. Como dito anteriormente, o amor gera sacrifícios, porém são bilaterais. Eventualmente, se houver amor na relação, cederemos bilateralmente.

E na busca pela definição do amor, Will Smith apresentou uma extraordinária perspectiva sobre o tema. De acordo com a sua perspectiva, nós não podemos fazer uma pessoa feliz, podemos sim fazê-la rir, dar gargalhada, se sentir bem, contudo, fazê-la feliz está profundamente e totalmente fora de nosso controle. Will ainda menciona que aprendeu com sua filha no dia a dia qual seria o paradigma do amor. Nomeado de flor do jardineiro. Pois, a relação que o jardineiro tem com a flor é de que o jardineiro quer que a flor seja o que ela foi feita/designada para ser, não o que o jardineiro quer que ela seja. Isto é, o desejo é que a flor floresça e se torne o que ela desejar se tornar. Que ela torne-se o que Deus designou para ela ser, consequentemente, não há a exigência da flor tornar-se o que o outro quer que ela seja por conta de seu próprio ego. Tudo além de todo o seu presente, amplamente aberto, dando e nutritindo esta flor dentro de sua grandeza, não é amor. Por fim, Will Smith entende que todos tem tempos difíceis, portanto, para ele, o amor é ajudar, é ter realmente devoção aos seus problemas/dificuldades, sendo comprometido em ajudar nas suas vidas, ajudando a sofrer menos, os ajudando a gerir suas mentes e emoções. É um desejo profundo para com os teus de que eles cresçam, floresçam e que se sintam bem em todo lugar. Quando se ama, o desejo é de que eles se sintam bem, feliz, que tenham sucesso na vida. O amor realmente exige que haja um profundo e interno entendimento de suas esperanças, sonhos, medos, necessidades e traumas. Amor é dar e partilhar nossos dons com o propósito de nutrir, empoderar e ajudá-los a criar suas maiores alegrias.

Inserida por JamisGomesJr

Resiliência


Ao refletir nas últimas semanas enquanto cumpria meus afazeres, surgiam boas notícias para mim e para rede de conexões ao meu entorno o que me fez refletir o quão importante foi a resiliência para chegar a determinados resultados. Como já haviam me indicado esse tema, decidi fazê-lo em algum momento, pois é um ótimo assunto.


Tem quem tenha certeza de que é resiliente, outros não, no entanto o que é resiliência? Para a ciência e específicamente para a física é a propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica, isto é, após um impacto, o seja lá o que for, volta a forma original, portanto, resiliência é quando um corpo é deformado por um impacto e volta a forma natural eventualmente. Mas falemos da vida além da física/ciência... você é resiliente? Humanos são resilientes? Você pode não saber usar essa habilidade, porém humanos são resilientes desde os primórdios! Quantas vezes o mundo enfrentou mudanças climáticas, virais, estruturais, abruptas, entre outras mais? Já foram diversas e a humanidade conseguiu suceder a todos esses episódios. Adaptou-se... – Perdoe-me, Norma Culta, no entanto, ingressarei numa sala onde você não está – Resiliênciou-se. Não quero mudar a essência concepcional desta habilidade, mas pense que a resiliência está para a adaptação como a adaptação está para a vida. São necessárias para o sucesso em tudo o que quisermos. A vida é volátil, necessitamos nos adaptar a ela, como na resiliência... sempre haverá alguém para nos esmurrar até chegar no destino de nossos objetivos e a resiliência nos ajuda a prosseguir nesta situação. Se você já viu os filmes de Rocky Balboa certamente lembrará daquela fala “apanhar e continuar tentando”. Lembrou? Se não assistiu, está vivendo errado (risos). No geral, significa não desistir facilmente, absorver a derrota, aprender com o erro e seguir em frente. Sabe aquela famosa expressão: “para toda ação há uma reação”, pois bem, também há aquela: “para todo desejo há uma consequência” – Se não há, acabei de inventar (risos) -. Portanto, sim, como na música “The Power” do conjunto germânico “Snap!”, pode cantar aos quatro ventos: “I got the Power”! Porque, temos sim essa habilidade, mas se não se encontrou nestas colocações, talvez seja a falta de uso da resiliência. Busque em si, mergulhe no seu interior, descubra o que você tanto quer fazer da vida, encontre os meios para realizar esses seus maiores desejos e comece a percorrer esse caminho rumo aos objetivos. Em algum momento certamente – infelizmente ou felizmente, depende de sua visão – haverá percalços que te farão talvez retroceder, chorar, duvidar, ter dores mentais e até físicas.


E é nessas horas que devemos buscar/mergulhar em nosso oceano interior, absorver as fontes de sais e minerais que o alimentam, que o mantém vivo e límpido para prosseguir. Pois a resiliência é isso, a vida pode te encher de porrada, afundar a sua cara no chapisco, te humilhar, devastar nossas vidas, porém se recobrarmos o porquê de tudo isso, o porquê queremos/devemos continuar, certamente, chegaremos em algum lugar especial. Portanto, - sairei da sala uma última vez, Norma Culta, - resiliêncie-se!!!

Inserida por JamisGomesJr

"A vida é uma poesia crônica.⁠"

Inserida por ruann_couto

⁠Lendo poesia, aprendemos a escrever.
Lendo crônica, temos companhia para sentir.
Lendo ficção, aprendemos a pensar.

Inserida por raf_sl

⁠A SEMENTE

Certa vez, quando eu passava por um momento muito difícil, sonhei que seria operado do coração. Angustiado, eu pensava que não sobreviveria à operação. Não sei como fui parar ali, por quais caminhos andei ou fui levado. Sabia apenas que haveria uma operação e eu era o paciente a ser operado.
De repente, adentra a sala de cirurgia o cirurgião. Ao vê-lo, meu medo desaparece, cheguei até a sorrir... Pois o médico que me operaria era nada mais nada menos do que o poeta Fernando Pessoa!
No princípio, achei estranho. Mas depois entendi que fazia sentido ser um poeta o cirurgião de um coração angustiado.
Sem demora, o cirurgião-poeta abriu meu peito, mas não com bisturi: não sangrou, nem houve dor. Ele enfiou uma das mãos, porém não foi suficiente. Somente as duas mãos do poeta conseguiram tirar meu coração do peito.
"Seu coração está pesado como um paralelepípedo! Preciso extrair o que lhe pesa", diagnosticou o cirurgião-poeta. “O que lhe pesa não é coisa física, o que lhe pesa é a mágoa com o passado, a decepção com o presente, o medo do futuro e a descrença nos homens”, disse-me ele enquanto extraía tudo isso.
Quando olhei para a mão do poeta, meu coração estava minúsculo, parecendo uma semente salva de um fruto que perecia. Indaguei: “poeta, com esse coração pequenino como vou sobreviver!?”
O cirurgião-poeta então respondeu, terminando sua arte, sua “clínica”: “Ele está assim pequeno porque deixei apenas o coração da criança.”
Após ouvir isso despertei, e não apenas daquele sonho. Ainda deitado, olhei para a janela: já amanhecia. Queria registrar o sonho e me virei para procurar caneta e papel. Então, algo que estava sobre meu peito caiu ao meu lado na cama, era um livro que adormeci lendo: “O Eu Profundo e os outros Eus”, de Fernando Pessoa.

"As terapias verbais me terapeutam." (Manoel de Barros)

Elton Luiz Leite de Souza

Nota: A crônica costuma ser erroneamente atribuída ao poeta Manoel de Barros.

Inserida por pensador

⁠Compromissos (dificuldade de ser fiel as prioridades)



Compromissos. Todos tem algum. Esta palavra tange diferentes áreas. Seja um compromisso familiar, matrimonial, pessoal, empresarial, enfim, as possibilidades são inúmeras. E ao conflitar comigo mesmo sobre a quantidade de compromissos gerados recentemente, surgiu este dilema: Qual é a dificuldade de ser fiel as/aos prioridades/compromissos?

Para alguns, escutar a palavra compromisso gera até calafrios. Assusta. Agora, por quê? Por quê esse medo e dificuldade de priorizar os compromissos que surgem na vida?

Compromisso, categoricamente, é ter um acordo com algo/alguém singular ou pluralmente. Compromisso é sinônimo de responsabilidade. – outra palavra que gera
sensações horripilantes para alguns. – O nosso cérebro gosta do que é fácil. De acordo com uma pesquisa da Journal of Leisure Research, assistir uma comédia por 20 minutos desestressa tanto quanto correr. Nosso cérebro não é onisciente, porém pelas experiências vivenciadas e automaticamente fazendo uma relação de tempo e esforço, ele opta pelo mais simples. Falar de responsabilidade remete a esforço, trabalho... características que o cérebro evita aderir ao saber de manobras mais simples.

Portanto, para sermos comprometidos com as nossas responsabilidades é necessário criar hábitos saudáveis aos determinados compromissos. Criar sistemas de recompensas para cada tarefa concluída é uma chave interessante para converter o compromisso em algo prazeroso. Se descobrir, se reinventar... nos fazem mais suscetíveis a seguir e concluir as responsabilidades. O autoconhecimento e entendimento do que nos move até nossas ambições... Sim. É difícil. No entanto, quando estiver nesta situação, faça assim mesmo. A vida necessita de compromissos. Olhe o que estamos sofrendo pela falta dele para com a terra. Ser feliz também passa por ter responsabilidades. Ter a sensatez de trabalhar, se aprimorar para obter seus desejos é fundamental na manutenção da felicidade. Além disso, tendemos a liberar as sensações de alegria ao concluir nossas responsabilidades uma a uma. Portanto, se ainda não sabe o porquê está em um projeto, tire um tempo e reflita. O que te move? Isso te faz feliz? Converse com alguém sobre, mas principalmente comprometa-se consigo. E quando encontrar a resposta, pode ter certeza de que não só o eventual resultado, mas inclusive o processo valerá a pena.

Inserida por JamisGomesJr

⁠- O feeling e as suas oportunidades.



A vida é feita de diversos aspectos e uma delas é a oportunidade. Quem nunca ouviu: “nunca deixe para fazer o que pode ser feito hoje”? Não deixe de agradecer, de abraçar, beijar, tocar, cantar, sentir... não deixe de viver! Siga o seu feeling. Aquela vontade interior que temos de agir em relação a algo ou alguém. Faça! Um sorriso, abraço ou apenas ouvir alguém necessitado pode fazer a diferença. Já percebeu que as vezes tudo parece estar encaminhado? (Como se fosse proposital mesmo.) Como quando alguém nos dá um conselho que precisávamos ou menciona um assunto que queríamos conversar sobre. Só nos resta seguir o fluxo. A vida é cheia de oportunidades. Umas boas, outras ruins – de acordo com o nosso entendimento. Por vezes parece que nos cabe apenas escolher entre esquerda ou direita e seguir o percurso. Alguns entendem isso como feeling, espírito santo, familiares já no outro plano que protegem os seus, etc. Independente da crença, isso existe em nós e influencia nas oportunidades que nos são dadas. Mesmo que as vezes pareça que tenhamos que criar/fazer nossas próprias oportunidades. Seguindo o nosso feeling sem medo de errar, estaremos progredindo, pois tudo faz parte de um processo. Aproveite as oportunidades, não deixe para fazer o que pode ser feito hoje! Como diz Black eyed peas: “I got the feeling... That tonight’s gonna be a good night, That tonight’s gonna be a good night, That tonight’s gonna be a good night... Feeling.”

Inserida por JamisGomesJr

⁠Versões de um mesmo mundo


É interessante como vivenciar experiências singulares para determinados indivíduos trazem ambientações inimagináveis até então. Tomar um drink, acender um cigarro, ir em ambientes incomuns a determinadas pessoas, inteirar-se de situações e ambientes atípicos. – Não é preciso fazê-los, basta observar. – Como uma outra dimensão. Novos seres, novo mundo... Claro que essa atração para o atípico é derivado do que se tem em comum com algo ou alguém. Quer um exemplo? Basta conversar sobre um assunto que não esteja habituado. Isso te levará a diversos caminhos e conforme o volume do assunto aumenta, diferentes pessoas tendem a se juntar ao ambiente. E vivenciar isso pode ser enriquecedor ou não, de acordo com o entendimento de cada um. No entanto, vivenciar o novo sempre é interessante e sempre haverá um aprendizado por trás. Se dar a chance de inteirar-se no diferente, trará a possibilidade de angariar novos horizontes que talvez nunca imaginou, porém que talvez fossem complementos para o que realmente se quer e sem eles, talvez, só talvez, não encontrasse a conclusão. Não é porque seja distinto que não possa trazer boas reflexões. Portanto, experimente o novo. Tente. Talvez isto que te falte. Por que não? Já dizia Matthew McConaughey: “A melhor maneira de saber quem somos e o que queremos não é se perguntando quem sou eu e sim quem eu não sou. Sabendo quem não somos primeiro encontraremos quem realmente somos. Pelo processo de eliminação”.

Inserida por JamisGomesJr

O presente e os seus presentes


Sentir a chuva sobre o corpo, a água quente do chuveiro aquecer nosso corpo, a brisa do vento acariciando o nosso entorno, a textura dos alimentos ao se envolverem na boca, o toque do outro, o beijo, abraço, caricias, as próprias palpitações e a do outro, sentir a formação do sorriso após um beijo antes mesmo dos lábios se distanciarem... o movimento do início ao fim... Escutar o som da chuva... As ondas se chocando contra as pedras... O som da ebulição do café... O som do café ou qualquer outra bebida sendo posta sobre o recipiente... Escutar um sorriso, pássaros cantando, uma boa música... Os passos na madrugada, o tique taque do relógio, a respiração ofegante dos corpos se envolvendo na mais pura e íntima sintonia... O balançar das árvores ao vento... O sussurrar ao pé da orelha... O sabor dos alimentos, do beijo... O cheiro da terra molhada, do café pela manhã, do perfume daquele querubim, o cheiro gostoso de bebê e aqueles cheiros que marcam épocas de toda uma vida... E poder ver tudo isso e muito mais... Observar os relâmpagos, as estrelas, as labaredas de uma fogueira posta ao redor de pessoas... O por do sol... A praia com um azul esverdeado...
As trocas de olhares que dizem muito como também podem dizer nada... Tornando o momento intenso e misterioso... Viver o presente... Com início, meio e sem fim...

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Amor não correspondido


Como já dizia Woody Allen: “Só há um tipo de amor que dura, o não correspondido.”
Claro que essa é só mais uma piadinha do Woody Allen, contudo, ao ler é um tanto pertinente, mesmo sabendo da sua inveracidade. Afinal, por que dói? Por que esse sentimento? O que causa esse mal estar?


O que nos faz sofrer é a falta de retribuição do sentimento, isto é, a expectativa de ser amado de volta. Não ter o mesmo feedback. - Quem nunca se doou demais e frustrou-se ao não receber a mesma energia em troca? – Criar expectativas nos torna receptíveis a esse sentimento e estudos científicos mostraram que uma pessoa infeliz no amor passa por dois estágios. O primeiro está associado a um aumento no nível de dopamina no corpo, o que causa emoções contraditórias, desde uma forte raiva até a melancolia. E quando o nível de dopamina diminui, o segundo estágio começa, e a pessoa cai em depressão, levando muitos a se consultar com um psicólogo profissional ou simplesmente descrença no amor. Os cientistas demonstraram que a dor emocional ativa os mesmos neurônios que a dor física.


Talvez amar neste exato momento esteja parecendo até um pouco desanimador. Que o esforço não vale todas essas consequências... No entanto, como também já disse Woody Allen: “Noventa por cento do sucesso se baseia simplesmente em insistir.”


Portanto, não se feche para flertar, mas não se apresse para começar um novo relacionamento. Não evite pessoas que estejam interessadas em você. Vá a encontros, passe tempo com aqueles que demonstram simpatia por você! Pare de idealizar a pessoa amada e de procurar falhas em você mesmo. Nada de errado há em você! Simplesmente ainda não garimpou o diamante que encaixe no anel. Escreva uma lista de suas características negativas. Cientificamente falando, isso ajuda na desmitificação da tal pessoa.


Livre-se das coisas que lembram a pessoa amada. Coisas novas geram emoções novas. Encontre novos lugares que serão apenas teus. Ocupe-se! Encha sua vida de novas experiências. Estabeleça o objetivo de se tornar uma melhor versão profissional/pessoal de si. Comece a praticar algum esporte ou um curso interessante. Direcione tuas emoções derivadas deste momento para algo criativo: escreva um livro, uma música... Ponha isso para fora artisticamente!


Se a vida ao teu redor for rica em eventos, conhecimentos e novas emoções, o sofrimento retrocederá. Pode apostar. Você viveu antes sem aquela pessoa, por que agora não irá?

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