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"Em mim cada sentimento é um desastre natural,
uma tragédia intensa e maldosa."
Quando estou triste minhas lágrimas são chuvas de verão,
Acompanhadas de relâmpagos de raiva e trovejos de solidão.
No final do dia evaporam até o céu da próxima cidade
onde desabam no primeiro coração inundado de saudade.
Outra vez a raiva me acometeu como lava num vulcão,
numa enxurrada de ódio, destruindo minha razão.
Passo o dia queimando em brasa as mágoas do passado,
juntando as folhas secas da vergonha, reparando todo o estrago.
No inverno uma geada de medo congela os frutos da minha coragem,
paralisando meu corpo, pintando de branco o campo, domando no meu animal selvagem.
E num terremoto de euforia sinto a energia pulsante da atmosfera,
derretendo o medo, florescendo os sonhos, bem a tempo me ver em primavera.
Vou catando a felicidade em cada algodão que uso para limpar as feridas que ainda teimam em sangrar. Nas asas de uma libélula, vou tentando encontrar essa liberdade da pressa de encontrar um feitiço, um antídoto, que cure com mais pressa as feridas que os fantasmas fizeram se alastrar sobre a pele vistosa que tinha. Não, não preciso ter tanta pressa por esse dia. Afinal, em alguns casos, ele nunca chega. É preciso buscar e com coragem encontrar essa paz miserável em meio aos algodões manchados de vermelho.
"Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá. Que você possa descansar sabendo que está nas mãos do Pai. Boa noite e que Deus te abençoe ricamente. 'Em paz me deito e logo adormeço, pois só tu, Senhor, me fazes viver em segurança.' (Salmo 4:8)"
Me recuso a ser definida por um mero vislumbre de quem passa correndo e se esbarra comigo. Me recuso a ser definida por olhos que projetam seus desejos nos meus. Sou tantas. Sou múltipla. Carrego tanta vida. Tanta morte. Carrego tanta história tatuada na pele suada e que divide cicatrizes e algumas inflamações abertas. Carrego tanto amor, mas também tanto ódio. Não me canso de dizer que sou. Que sou muitas. Tão doce como mel. Tão azeda como biribiri chupado com sal. Sou santa e profana. Sou mansidão em mar em um dia perfeito de sol. Sou água raivosa em seu pico alto em tempestade. Eu sou tantas. A menina, a mulher. A princesa e a bruxa. A bruxa. Eu sou tantas. A real, a mágica. A esperança, a trágica. Que não quero ser definida apenas por um mero vislumbre de quem passa correndo e se esbarra comigo.
"O coração sem Amor, a beleza sem sinceridade e a inteligência sem virtude são como um alimento insosso, não tem graça nenhuma."
Ronald Sanson, in 'O Poder do Amor'
"As nossas citações a Cristo, muitas vezes advém de súplicas penosas carregadas de uma fé banalizada."
04/02/21
Chuva de Amor
Hoje,
Chove chuva, que cai devagarzinho,
Que canta e encanta tão veloz,
Em corrente matinal,
Alegremente sobre nós, e nós...
Encharcando e derramando vida,
Sem cessar,
Continua alastrando vida,
Aqui e acolá...
Água pura foge pra lá e cá,
Provocando enchente de alegria, atrevida, provida,
Misturada de amor,
Continua caindo, molhando, invadindo...
Que a saudade do amor,
Não nos mate,
Antes do nascer do sol e do brotar da flor...
Terra fértil, molhada,
Mate-nos a fome,
Mate-nos a dor,
Encharca-nos de vida e também do amor.
Jmal
2013-09-05
Eu posso chorar algumas lágrimas às vezes e, apenas deixar que elas saiam. Eu não tenho medo de chorar de vez em quando.
O Quão Quanto Te Amo
Por quê perguntas se te amo,
Tu sabes que jamais te direi um só palavras,
Pois meus sinceros sentimentos,
São segredos...
Nunca terás respostas,
Pois nunca falarei,
Pois meus lábios estão selados,
Tu terás que desvendar...
O brilho de meus olhos,
São revelador,
Quem sabe o tom de minha voz,
Quando brinco com palavras de amor...
São tantas portas, tantos brilhos,
Tantas palavras,
Tu saberás encontrar a resposta...
Sê nada lhe peso,
Apenas um sorriso de seu coração,
Tão-somente me compreendas,
Então desvendaras,
O quão-quanto te amor.
Jmal
2013-09-12
"AMOR"
Tantos foram os amores,
Que não mais os tenho,
Dê tudo e tudo, lembranças,
Amores, amores,
Tão muitos, Tão poucos vive...
O fogo da paixão que arde no coração,
Tantas e tantas possibilidades,
Mas quem poderá dizer,
Dos muitos e muitos, nada hoje há ter....
Sê do muito tive,
Agora nada tenho,
Mas uma verdade posso afirmar,
Nada finjo, ainda creio saber amar...
Perdi o temor,
Com o nascer do sol,
Assim pressinto,
Sê é legitimamente "AMOR".
Jmal
2013-09-13
RABISCANDO AO VENTO
Ah!
Como amei, amei perdidamente,
Amando em lágrimas, em todo azul do mar,
Das dores me fiz crédulo,
E dos sonhos, meus versos de aflição...
Como amei, amei loucamente,
Bebendo do chão o orvalho da manhã,
E da noite o sereno da solidão,
Como poeta salmeei, versos de ausência...
Como amei, amei usando disfarces,
Para o aquecimento do coração...
Dê tudo vivi,
Rabiscando ao vento,
O que pulsava neste coração.
Jmal
Final do inverno de 2013
E no coração dessa tapeçaria vibrante, jaz uma verdade suave, porém poderosa: o amor é uma arte. Uma arte sublime, que infelizmente, nem todos praticam. Amar o nosso planeta, nosso lar, é uma expressão máxima dessa arte - mas poucos são os verdadeiros artistas. Que os loucos, então, despontem! Que sejam eles os pintores, os poetas, os músicos deste mundo; que com suas mãos cheias de sonhos e corações repletos de paixão, ensinem a todos a arte de amar. Que sua loucura seja a chama que acende a consciência, que sua coragem seja o vento que espalha a semente da mudança. Pois em um mundo que muitas vezes caminha adormecido, são os loucos, os artistas de alma, que têm o poder de despertar a humanidade."
