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Me pergunto se ainda hà ouvidos
que ouvem
o poema que a chuva declama
e os meus olhos
com uma marejada de versos
me anaguam a alma
me enxaguam o rosto
derramando-me poesia...

O riachinho chorão

Eu sei onde se esconde
Um riachinho chorão
Fica lá bem pertinho
De um pé de Cachuá

Junta-se ao som do vento
Que sopra sem parar
E ao pranto da chuva
Que cai de Marachuá
Vira um Chororô só
Irritado o riachinho
Desce como enxurrada
Barulhos se misturam

Reclama o riachinho
Ninguém liga pra mim
Diz balançando o Cachuá
Porque foges de mim?

Cai a chuva sem parar
Vendo tudo inundar
Começa a reclamar
Sempre sobra pra mim

Chuá,Chuá,Chuá,Chuá,
Chuá,Chuá,Chuá,Chuá,

Quando chove tem verde no sertão, tem lama no chão. A água enche o barreiro e os olhos do guerreiro que trabalha na plantação.

A CHUVA

Não sei de onde ela vem. Não sei exatamente quando e como ela vem. Mas sei que vem.
Para alguns ela traz alegria, e é motivo de conforto.
Para outros representa tristeza, solidão, abandono.
Ela nos enriquece e traz consigo algum calor. Mas às vezes ela é fria, tão fria e sem amor.
Não compreendo este fenômeno. Apesar de tantas pesquisas me sinto perdido.
Debaixo delas caem gotas. E várias gotas, lentamente caem ao meu ouvido.
Às vezes eu penso que ela quer dizer alguma coisa. Mas está com receio.
Ela demora para ir-se embora. Ela tem um princípio, fim, mas não me recordo dela ter um meio.
Quer falar comigo, mas não sabe como dizer as palavras.
Às vezes ela é mansa, e em outros momentos ela é brava

Filho do ar, vivo em tormento
Choro com a chuva, rio do vento

Quero entender razão de existir
Doença exposta tento suprimir

Assim como aqueles que de tanto sofrer
Tentam lutar, tentam esconder

Despido ao sol como um detento
A vida emana a morte por dentro

É, eu talvez ainda seja a menina que anda de vestido e tênis, em dias de chuva principalmente
Mas, também sou a mulher que desistiu de ir atrás
De demonstrar se importar, querer cuidar
Uma hora cansa, e cansou

Quando passo pela sua rua, não olho mais para seu portão
Quando vejo você on, não te chamo mais
E sinceramente, não faço questão de você me chamar
Pois sei que serei aquela que só te escuta quando você quer, porque quando eu preciso você esnoba

Não lhe desejo mal, a única coisa que desejo do fundo do meu coração, é que um dia você olhe para trás e perceba seu erro

Você vai fazer isso, porque no fundo eu te conheço
Mas você prefere passar essa imagem de "o bom", mas a menina aqui cansou dessa imagem
Afinal, ela nunca se importou com sua imagem, mas sim com o que você teria por dentro, e ela ora todos os dias para que não estivesse enganada.

Contudo, estando certa ou errada, ela cansou, e decidiu seguir
Mesmo num dia de chuva, ao som de Let me in, ela sorri e pensa num novo dia que ela quer viver e também nas surpresas que a vida possa dá-la, quando ela finalmente se distrair.

Gosto do cheiro da chuva, gosto do amarelo e do branco da margarida, gosto de ler de madrugada e gosto de olhar o brilho das estrelas na madrugada.

Ela ainda está na janela do seu quarto vendo a chuva cair. Ainda está, com seus fones de ouvido esperando sentir. Ainda guarda, dentro do seu caderno, aquele bilhete que jurava amor eterno. E hoje, ela jura jurar que na chuva ela quer dançar, para poder extravasar. E ainda esperar alguém tirá-la para dançar.

Gosto dos dias ensolarados, mas minha preferência sempre será pelos dias chuvosos. Porque amo a chuva. Amo ouvir o barulho das gotas caindo no telhado. Amo aquele cheiro gostoso de terra molhada. Tenho a sensação de que, as gotas de chuva são lágrimas quem vem dos céus para purificar a Terra e as pessoas.

⁠A chuva é a lágrima caindo do  céu,  tentando entender este mundo cruel.  

Sinto que estou de pé num deserto com as mãos estendidas, e você chove torrencialmente sobre mim.

⁠Eu sou a chuva
E eu
Caio.
E caio.
Mas, apesar de eu cair,
sempre haverá
um momento
que voltarei ao

céu.

⁠Às vezes se preocupamos muito com tempestades que estão por vir, acreditando que fará estragos, e quando passa e percebemos que na verdade era uma chuva passageira, e só era uma forma de testar se você estava preparado para o que pode vir acontecer!

Chuva que cai como um véu de prata , roçando a terra que irá fecundar , a semente onde outrora já havia esquecida .

⁠Tempestade de Amor

O tempo está fechado lá fora
Ouço a chuva caindo no telhado
Sinto tanta saudade agora
Por que você não está do meu lado? 

Vejo as rajadas do vento
Está tudo triste e escuro
Me pergunto a todo momento
Como fui tão imaturo? 

O pingo da chuva cai no chão 
Como a lágrima que sinto cair
Ela representa a escuridão 
Dói lembrar de você partir 

Com o raio vem aquele clarão 
É tempestade que apavora
Deixou ferido meu coração 
Por que você foi embora? 

É vendaval, trovoada
Quanto estrago, quanta dor
Eu perdi minha amada
Como deixei acabar o amor?

⁠Chuva fina

Manhã de chuva fina,

Manhã de gostoso friozinho,

Dia de se aquecer junto ao amorzinho,

Bem coladinho, bem gostosinho,

Tarde gostosa prá tirar aquele cochilinho,

Quando a noite chegar pra aquecer o corpinho,

Nada melhor que um chocolate bem quentinho,

Na hora de dormir não esqueça do cobertorzinho,

E com o seu amor dormir bem abraçadinho.


A. Cardoso

" Chuva que pra vir demora, é que nem Saudade que não vai embora "

As vezes sou leve como o vento, e a dias que sou forte e intensa como uma tempestade, sou uma pessoa Hexapolar , então pelo amor de Deus Não mexam comigo me deixem quieta como minha mente perturbada e nebulosa.

São Pedro já começou como seu batuque no céu com direito a iluminação psicodélica e tudo ... vamos ver se vem chuva ou se ele só quer curtir um som!!!

⁠NUM DIA DE CHUVA

Céu cinza, telhados molhados
As gotas de chuva no vidro da minha janela
Escorrem feito lágrimas
Bate àquela saudade
Do abraço que não aperta mais
De quem só restou um retrato amarelecido
E a presença que insistiu em ficar dentro de mim
Dos olhos que não se cruzarão mais com os meus
De sentimentos fugidios que moram no ontem
Saudade daquilo que não tomou forma
As gotas de chuva choram na minha janela
Enquanto a saudade chove em meus olhos.

⁠"Enquanto houver seca na minha alma, haverá chuva nos meus olhos."

⁠“Para cada gota de chuva que cai me pego a pensar e me pergunto: onde será que você está?
Na mesma hora, eu olho para a chuva e te sinto na mesma intensidade em que ela cai lá fora, então me questiono: o que fazer agora?
Fecho os meus olhos e entendo que agora não é a hora!
Então, termino o meu chá e vou-me embora.”

⁠Acredito agora 
Que mesmo em dias cinzas 
                   de garoa fina 

Não sentirei mais frio 

Teus olhos castanhos
Aquece qualquer coração. "

⁠E quando a noite chega e o sossego toma conta do vazio do quarto, o coração bate em um ritmo solitário e suave com o fluxo do ar frio comum em noite de chuva, não tem ninguém ao lado.

Pensar incomoda como andar à chuva.

Fernando Pessoa
Poemas de Alberto Caeiro. Lisboa: Ática, 1946.

Nota: Trecho do poema O guardador de rebanhos, de Fernando Pessoa.

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