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Será que temos como saber onde estamos? Como estamos? Porque a graça e a felicidade brasileira estão envaidecidas? Porque o brasileiro tornou-se uma bomba, prestes a explodir a qualquer momento? Atire primeiro e pergunte depois, essa é a ordem operacional do brasileiro hoje. Porque não temos mais paciência?Será que eu tenho culpa? Será que tu tens culpa? Será que Cabral tem culpa? Quando criança, eu queria crescer, ser adulto, me parecia tão boa essa "independência" que nos parece quando pequenos, o que na verdade é só mais um buraco onde você vai se enterrando ao passar dos anos. O ensino médio não é um filme musical, nem bom, nem ruim, não tem magica nenhuma, não tem armários azuis, não tem aventura, e de vez em quando não tem nem final feliz. Olhar para os mais velhos da escola e ter respeito, isso não existe mais hoje em dia e é difícil acreditar que um dia existiu, ou será difícil acreditar que um dia deixou de existir? Eu só queria voltar a ter 11 anos para brincar, jogar futebol, me divertir, sem saber o que me espera logo à frente, sem me preocupar em ser assaltado na esquina, sem pensar no amanhã. Mas porque pensar no amanhã se o bom foi ontem? Ou será que o bom é hoje e sentirei falta amanhã? Ou será que o bom é amanhã e não deveríamos pensar no ontem? É, eu só queria voltar a viver na minha bolha azul, com fadas, lobos e brinquedos.
Nasci colorado, nasci em Porto Alegre, nasci em uma família onde o azul dominava. Meu pai sendo o único colorado em minha volta me fazia acreditar no vermelho mesmo sem entender muita coisa, mas no dia 17 de dezembro de 2006, eu vi a felicidade nos olhos daquele homem que gritava e balançava a bandeira alvirrubra do time colorado. Ele não viu muito das conquistas coloradas da ultima década, 13 meses após a maior conquista da história do Internacional, ele faleceu. Anos se passaram, títulos foram conquistados, clássicos foram vencidos, e ídolos foram perdidos. Eu vi a forte marcação de Ceará no Ronaldinho, o nariz sangrando do Índio, a bola defendida por Clemer nos pés de Iniesta, o sorriso de Ronaldinho se fechar e a bola enfiada por Iarley para o predestinado Adriano Gabiru. Eu vi o massacre sobre o Pachuca no Beira-Rio, a chegada do maior meia da História do clube, a garra de Nilmar na Sul-Americana 2008, vi Taison ser comparado a Messi e ai de quem discordasse. Eu vi a América ser pintada de vermelho mais uma vez, vi D'alessandro ser eleito o melhor da América e vi o mesmo D'alessandro calar a tão amedrontadora La Bombonera. Perdi mais alguém, dessa vez não foi um familiar, dessa vez eu já entendia alguma coisa da vida, dessa vez foi trágico, dessa vez não fui o único a perder, foi uma torcida, uma nação, uma religião, acordar de manha com a noticia de que Fernandão tinha sofrido um acidente e tinha vindo a falecer foi horrível, a nação colorada perdeu mais do que um jogador, um ídolo, um atacante, perdemos simplesmente Fernandão. Eu grito, eu canto, eu apoio, eu empurro o time pra cima de qualquer adversário, eu não tenho medo de nenhum time do mundo, eu berro de emoção com os gols do meu Inter, aquece o coração entrar no Beira-Rio e ver meu Inter jogar, eu beijo este símbolo sagrado com muito orgulho e muito prazer, eu sou colorado, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te, respeitando-te e sendo-te fiel em todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe.
Assim como alguns anjos, fomos expulsos do paraíso e jogados em um local descrito na bíblia como o fogo que arde com enxofre, onde se é atormentado dia e noite. Passamos um ano no inferno, contando cada minuto. Foi um ano difícil, severo, duro, penoso e acima de tudo embaraçoso, ficamos exauridos, mas saímos de lá! Chegamos aos seus portões, com as mãos sujas de sangue e os olhos embaçados pela imundície, de cabeça erguida e mais forte do que antes, reinamos no inferno e agora retornamos ao céu para tomar o nosso trono de volta.
Eu tenho 48 anos, levo meus filhos no colo há muito tempo, estive presente nas suas maiores conquistas e nos seus fracassos também. Eu tenho pilares que sustentam suas emoções, seus gritos, suas bandeiras e suas cores! Eu adoeci, foi inesperado e ainda estou atordoado, mas vocês me seguraram, vocês me carregaram para cima e nas minhas paredes retumba o teu canto, que calou o inferno e mostrou ao mundo o que é ser colorado. Hoje nós retornamos para a elite, onde é o nosso lugar, assim como tu nunca me abandonou, sempre estarei de portas abertas para você, seus filhos e seus netos, o papai está de volta.
⁃ Gigante da Beira-Rio
Tenho 63 anos, eu conheci seu avô, fui amigo do seu pai e ainda vivi bons momento com você. Esse é um momento difícil para mim, estou velho, tenho cabelos brancos, talvez esteja até um pouco enrugado, mas a minha memória ainda é a mesma! Lembro de todas as glórias que buscamos juntos, lembro de ti cantando comigo, lembro de todas as taças levantadas em minha presença. Hoje não contribuo muita coisa, você se mudou e assim como um avô eu vivo sozinho, me sinto abandonado e muitos já não lembram mais de mim... Por isso hoje eu te desejo toda sorte do mundo e muitas outras taças, sei que és imortal, mas eu não sou. Por isso hoje, assim como Vargas, eu saio da vida para entrar para a história.
⁃ Olímpico Monumental
Texto inspirado no conto “Não me acorde” de Luís Fernando Veríssimo e na Carta-Testamento de Getúlio Vargas.
O passado é prólogo. Certos eventos consolidam essa frase, tudo que veio antes se torna uma história de superação, um prefácio. Você se da conta de que tudo que houve até ali, 500 anos de uma história foi simplesmente preparação para aquele certo momento. E o passado ganha uma lógica que não tinha. Você passa a entender tudo em retrospecto, tudo ganha um sentido. O golpe de 64, os anos de ferro, a distensão lenta, segura e gradual, as guerras, os impeachments, tudo é prólogo para o amanhã. Está claro, a própria fuga de Dom João para o Brasil fez parte da preparação. Tudo é armação para aumentar a nossa glória, tudo se encaixa, ou você acha que a chegada de Cabral foi obra do acaso? Tudo está sendo construído aos poucos, desde antes de 1500, antes das cruzadas, antes de Jesus.
Forças se articulam contra o povo, contra a liberdade, contra o progresso, não nos dão direito de defesa, sufocam a nossa voz, impedem nossas mãos. Seguimos o destino que nos é imposto, calados e estamos desamparados. Mas devemos ter força, dar nossa vida, não se deixe humilhar, precisamos reagir, mas ao ódio responderemos com perdão, a opressão responderemos com o nosso sangue em direção à glória.
Eu vi você na rua, estava cercado por ignorância, por corrupção, por desrespeito, pelo jeitinho... Eu não sei o seu nome, nem de onde você é ou o que faz, mas você continuava lá, firme e forte. Posso imaginar como tem sido sua vida, o martírio, as decepções, a desilusão. Muitos da sua geração se perderam, levaram pais e avós ao desespero. Não tiveram acesso à educação, não tiveram acesso à noticias, não tiveram como dar asas a mente, e acredite, são muitos!
Você não sabe, mas é um herói, e quando chegarmos ao topo, seremos certamente o povo mais dedicado, fiel, convicto e feliz do mundo, porque será o país dos que resistiram. Aguente só mais um pouco, meus respeitos.
A cultura secular dos índios Karajás que sempre habitaram principalmente as margens do rio Araguaia e que suas aldeias desenham uma ocupação territorial que hoje modernamente se vê como um espaço entre as regiões dos atuais estados brasileiros de Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Pará. Por tradição são hábeis canoeiros, e por esta razão que este meio de transporte é tao sagrado e forte dentro de suas tradições sociais tribais e das historias e iconografia entre as lideranças religiosas. Eles também manejam com maestria os recursos alimentares aquáticos, do cerrado e da floresta tropical, composto por frutos e sementes do cerrado, produtos primários das roças de coivara e da ictiofauna principalmente do rio Araguaia e de pequenos lagos da região.Diante de toda esta riqueza histórica, artística, identitária, etnográfica e antropológica desde meus primeiros contatos locais com a etnologia indígena brasileira no período que morei na Amazônia, me encantei com os método de educação, da transmissão, da identidade, o modo de fazer, via a queima do barro, a geometria gráfica, as pigmentações pelo jenipapo e pelo urucum dos saberes originais da própria cultura ancestral oral karajas para as crianças das novas gerações. Assim como o registro, das recreação, dos saberes, da responsabilidade tribal e comunitária pela retratação na arte cerâmica do universo que eles chamam de nós mesmos. Pelo que aprendi ate aqui o nome, karajás advém de uma denominação da língua Tupy direcionado para um grupo linguístico que se autodenomina Iny (nós mesmos), composto por outros três: os Karajás, os Xambioás e os Javaés. Cada sub-grupo possui uma maneira própria de falar, havendo entre eles uma forte diferença lingüística entre os homens e as mulheres.Os Karajás se destacam pela sua arte cerâmica, em especial pelo modo de fazer as Bonecas, também conhecidas como licocos, ritxòò e ritxkòkò, e que tem sido o meu principal foco de atenção, entre muitas horas de pesquisa, estudos e mesmo colecionismo de raros e inestimáveis exemplares durante um pouco mais de 45 anos de minha vida ligada a arte e a cultura. Em meu entendimento, concluo que a principio o fazer das bonecas seria um atributo exclusivamente das mulheres por mais que eu já tenha adquirido exemplares diferenciados principalmente em madeira confeccionadas por homens, que vivem na comunidade tribal com certos atributos tribais diferentes mas dentro desta secular tradição, estes casos são muitos raros, mais registro que existem. Esse saber tradicional da forma de fazer as bonecas karajas foi objeto de um processo vagaroso e de muitos anos por parte do Ministério da Educação, da Cultura e do IPHAN para seu registro como patrimônio imaterial nacional brasileiro. Diante disso o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou, no dia 25 de janeiro de 2012, o ofício e os modos de fazer as Licocos - Bonecas Karajás como Patrimônio Cultural do Brasil, para meu orgulho, de toda cultura karajas e para minhas quase um pouco mais de duzentas filhas e filhos, as nossas queridas bonequinhas.
UM PAÍS FORA DA LEI
A impunidade...
Com cumplicidade...
Nos leva à vulnerabilidade...
Ocasionando a improbidade...
Diminuindo a prosperidade...
Retirando, de todos, a integridade...
Acabando, de vez, com toda honestidade!
Pedro Marcos
Com consciência coletiva e responsabilidade, teremos um País realmente independente para escrever sua própria história!
O Brasil só se reinventa paulatinamente em unidade e identidade quando é vitima por grandes perdas, derrotas, desgraças, falsas fatalidades e desperdícios errados.
9 de setembro - Dia do Administrador
Será que alguém vai se lembrar que nossa profissão também tem data? Que o que precisamos nesse país não são políticos, e sim administradores profissionais e éticos de recursos humanos, financeiros, naturais, estratégicos, públicos e emocionais? Administradores capazes de gerenciar crises? Então, para todos os problemas do país existe uma profissão que poderia contribuir com conhecimento e capacidade de soluções. Sim, eu acredito que Administradores de Empresas do Brasil poderiam se unir para contribuir para um projeto de desenvolvimento dessa nação! Mas enquanto isso não acontece, segue o baile da corrupção e da política da descontinuidade! Da partidarização.
Nunca peça mais do que você daria. E nunca aceite menos do que você merece! Tem que ser grato quem oferece e não quem pensa em receber.
Love Revolution - rigth here rigth now!
Ah certo, o amor não pertence à mente. O amor não pode esperar. A fila anda. Olhar pra dentro pra olhar pra fora. Despertar o respeito por si para respeitar o próximo. Sem respeito não há nada nem na mente nem fora dela. Caminhemos. No amor caminhemos. Rigth here, right now.
'Quero um Brasil que possa abrigar o próximo,
quero um Brasil que alimenta,
quero um Brasil que apoia,
quero um Brasil que protege,
quero um Brasil que cuida
quero um Brasil que orienta,
quero um Brasil que cresça,
quero um Brasil que salva,
quero um Brasil honesto,
quero um Brasil com esperança,
quero um Brasil iluminado,
quero um Brasil forte,
quero um Brasil verdadeiro ,
quero um Brasil que ame,
quero um Brasil que não mate,
quero um Brasil que lute,
quero um Brasil que não tenha preconceitos,
quero um Brasil que tenha Deus no coração,
quero um Brasil que seja mais humano,
quero um Brasil que honra suas cores ,sua natureza,seus mares,seus encantos,
quero um Brasil que ame os animais,
quero um Brasil que eu me orgulhe de ser Patriota "
"Hino ao Brasil"
És tão grande a tua Terra
magnífico o teu país
sábia é a tua cultura;
Faz deitar em verdes gramados,
me faz gritar à tua vitória;
Aos céus rajados,
fazem nossos ouvidos estremecer;
Nossos povos têm mais gente,
nossa Terra têm mais amor;
A grandeza dos mares,
a Bahia veio o acarajé;
A luta de gente de garra,
construindo um grande país,
esse é o nosso Brasil!
Vai, Brasil? Só de juros estamos pagando 1,5 bilhão por dia. Acordem o Gigante, por favor, meus amigos Zé Cariocas! E o avisem que a dívida pública está impraticável. Por favor.
O "Gigante que acordou"... voltou a dormir e quando se deu conta estava sonhando que sua causa era só um mundo de ilusão.
A revista on-line Bodisatva postou um artigo excelente falando sobre a refundação do Brasil. Destaco um trecho: "Sociedade não se faz com economia. A que se faz com economia é esta que aí está. Sociedade se faz com reconhecimento, afeto, perdão. Sociedade é a organização social que permite e ajuda seus membros a serem felizes". Mediante isso estamos todos passíveis de revermos nossas relações sociais?
