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⁠Um poema de vez 
em quando é mole
e também é duro,

(Um poema
também sabe nadar),

Tenho certeza 
de que um dia 
do Cascudo você ouviu falar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A Corvina tem 
uma linda pedra 
preciosa na cabeça,
E a própria hora 
para ser pescada,
Pescar fora de hora 
ela não vai te servir 
para muita coisa,
Espera a hora certa
não apenas com ela,
Mas em tudo nesta 
vida que você deseja 
fazer uma boa pescaria,
Ser pescador também
é uma boa maneira 
na vida de escrever poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Pude ver o "Rei do rio" 
com as suas escamas 
cintilantes despontando
na correnteza,
Um Dourado beijando 
as águas cristalinas 
é capaz de inspirar poesias.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Curimbatá vive 
em todo o Brasil,
Do mesmo modo 
que a minha poesia,
Os versos de cada 
dia têm feito parte 
do mesmo e de outros 
cardumes em busca 
de oxigênio, de inspiração
e de algumas luzes
para continuar
a sorrir e aliviar cruzes.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Para você entender
o quê é poesia visual,
Observe o cardume
de Pirinampus no rio,
Contei o número 
de dezesseis e peguei 
a caneta antes de escrever 
este poema para vocês,

(Porque número será
sempre quantidade),
e poesia terá vida
a ver com qualidade. 

Depois de contar 
quantos Pirinampus 
haviam no cardume,
Escrevi o numeral 
porque depois da quantidade 
contada sempre será

(representada por 
palavra ou símbolo),

Tudo aquilo que vem 
do espírito permite se
criar um novo símbolo
ou até mesmo brincar 
com o quê está estabelecido.

Como foram contado 
dezesseis Pirinampus,
e sempre 

(o número
ou numeral à partir 
de dez sempre será
chamado de algorismo).  

Poesia visual é
e não é Matemática,
Nela pode ser usada 
além de números, letras,
ausências, formas 
e até mesmo "convergências":

É lógica, ilógica, conceito
leitura iliterata e tática,

(Cada um chama 
do que quiser 
e se deixa ser 
chamada como convier).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A Cachara escreve 
a poesia na assemia do rio,
Ficar sem ouvir a sua 
voz é um potente desafio.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A minha poética é tipo 
Bicuda amazônica
nadando rumo ao destino
das águas rápidas 

(do consciente para o inconsciente) 

individual e coletivo,

Porque todos sem exceção
nascemos como cardumes 
deste Planeta d'água,
e sequer tomamos conhecimento,
O tempo não perdoa 
e depois não adianta
mais fazer nenhum lamento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Guaru encontrou 
o seu cardume,
Passou o barquinho
do pescador artesanal,
O quê não passa 
é o impulso de te querer 
no meu destino,
Falar de amor é e sempre 
será sobre tudo isso.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Como um Tambaqui 
sereno cruza o rio,
Coloco e confio 
o coração nas mãos
Deus o meu destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sarapó no Rio
Sara(poema)
no espírito 
Sara(poesia)
o coração
Sara onde falta
sempre inspiração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Toda a poesia é 
como uma Saicanga 
nas linhas da correnteza 
de um rio bravio
escrevendo com a sua
poligrafia silenciosa 
sobre a vida e sendo 
resistência pacífica 
em nome daquilo 
que a impele e acredita.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Um Saguiru se juntou 
ao cardume prateado,
E seguiram cintilando 
as águas nesta noite,
Não consigo parar 
de mergulhar no rio
profundo dos teus olhos,
E a cada novo poema 
te proclamo o dono 
dos meus amorosos sonhos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Cardume se deixando 
levar pelas águas
para ver até onde vai dar,
Há sempre um Mato-Grosso
dele querendo se afastar,
O cardume não abandona 
nenhum pelo caminho,
Ele só segue viagem com 
todo o cardume reunido.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Mandubé vai seguindo 
na Bacia Amazônica, 
procurando ouvir 
a sinfonia da passarada 
para ver se dela escapa.

Há Mandubé vivendo 
no Araguaia-Tocantins 
bem no profundo 
coração do nosso país.
 
Na Bacia do Prata
há Mandubé cumprindo
também o desígnio do destino 
que dele absolutamente 
ninguém escapa seja na bênção
ou até mesmo na desgraça:

(A fé é a única que o nó desata).

Inserida por anna_flavia_schmitt

Mandi nômade 
das nossas abundantes
bacias hidrográficas,
Contigo mergulho 
até o fundo das poesias 
mais profundas 
das cinco regiões,
Juntos escrevemos 
com as nossas emoções
poligrafias secretas
por todas as correntezas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Matrinxã errante 
desta Bacia Amazônica 
adorada que a cruza 
em dias de Sol 
e em noites de Lua,
Te celebro poema 
escamado e misterioso,
e em ti me inspiro 
a continuar seguindo 
com força o destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tem gente que não
sabe que Onça-parda
da terra também
ela se torna guarda,
então tenho uma 
história para contar:

no meio da mata 
saiu a Onça-parda
e abateu a Ovelha,
caçadora e presa,
de conhecido instinto 
animal desesperado 

(por sobrevivência
neste mundo que 
exige de qualquer um
sobrenatural resiliência), 

Consciente disso
da vida eu busco 
sempre o entendimento, 
A nossa cabeça foi 
feita para pensar:
está escrito o poema.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Piranambu no fundo
do leito escuro do rio,
Sou eu submersa
nesta interminável 
poética enquanto vejo 
o mundo se arrastando,
Às vezes finjo que nada 
sinto mesmo sentindo
tudo e a dor me desafiando.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Piracanjuba gentil
enamorado pela Lua,
Rio de poesia tranquilo
que anda me inspirando 
como vir a ser só tua 
pactuando todo o dia 
com o mistério do destino. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nadando o Piabanha 
contra a correnteza,
Agradeço ao Bom 
Deus pela Natureza,
Transformo tudo 
o quê vejo em poema,
Quando o amor vier 
quero carinho e gentileza.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Pintado colorindo
a paleta d'água do Rio,
Amor sublime amor,
não sei onde você 
nesta vida se encontra,
Te encontrar é o meu desafio.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Piavuçu cruzando 
a queda d'água,
A poesia remando 
no tempo,
Poetisa de remanso
que pelo amor vive
o tempo todo esperando.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A poesia é como o peixe 
Limpa-fundo de aquário,
Com poesia nesta vida 
não há sujeira que 
permaneça na mente 
e no coração por muito tempo,
É só você começar a ler 
sem esmorecer que os efeitos
indesejados irão desaparecer. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Lambari versinho dos rios, 
na poesia das lagoas, 
no poema dos córregos
e poético das nossas represas,
presente no adágio popular,
nas águas doces brasileiras,
és meu bonito pedacinho 
de Pátria adorada que 
merece recordação apaixonada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Jurupensém ondulante 
brilhando como um 
lindo e perfeito diamante
passando diante de mim,
Neste rio apaixonante
não sei na verdade 
quem é a pesca e quem 
há de ser pescador 
desta bonita História,
Só sei que estamos 
vivendo um romance.

Inserida por anna_flavia_schmitt