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Poema do anjo bipolar
De que me vale o amor se é apenas para que Deus me use como instrumento de sua vontade
Para que riam de mim e me humilhem
Para que eu tenha esperança que chegue o paraíso
Para que eu sinta sentimentos divinos
Que perderei
Bipolar
Somos vários como ondas contínuas infinitas em seu vai e vem, pé descalço na areia pensamento solto, surfando ao sabor do vento.
Somos únicos como água de lagoa quieta em seu leito, pé seguro sobre a caçada, pensamento contido no peito.
É a vida que segue...
Nem sempre a luz mostra o caminho.
Muitas vezes só as sombras têm as respostas.
Viver é aceitar a luz e as sombras.
E dançar com elas.
Sem medo...
“Existem pessoas tão cheias de si que acabam completamente vazias.”
A vaidade humana é um abismo disfarçado de plenitude. O indivíduo que se enche de si mesmo acredita possuir substância, mas o que nele transborda é apenas a aparência do ser uma bolha de ar que o menor contato da realidade faz estourar. O homem verdadeiramente dotado de espírito não necessita exibir o que é; seu valor repousa no silêncio.
O vaidoso, pelo contrário, é como um vaso sem conteúdo que tenta compensar o vazio pelo barulho. Quanto mais fala de si, mais denuncia a ausência interior. Vive de comparações, de olhares, de aplausos e por isso sua felicidade depende do reflexo, jamais da essência.
Aquele que busca parecer é escravo da opinião. E nada é mais miserável do que depender do olhar alheio para sentir-se existente. Assim, quem se julga pleno de si está, na verdade, destituído de tudo porque o “si” que o ocupa é apenas uma caricatura inflada do verdadeiro eu.
Em suma, o homem cheio de si é um deserto disfarçado de montanha; quanto mais alto se crê, mais ecoa o seu próprio vazio.
"O egoísta, ao orientar todas as suas intenções para a própria órbita, encerra-se inevitavelmente no estreito círculo de sua individualidade. Tal fechamento revela que a busca exclusiva pelo benefício pessoal não conduz à plenitude, mas a uma regressão à própria interioridade, onde ele se torna simultaneamente origem e limite de si mesmo."
O poeta é bipolar. Tem tantas personalidades, tem tantos sentimentos que é necessário possuir heterônimos, pois em apenas um único ser não é possível suportar tantas emoções.
Não há alegres ou tristes o tempo todo. Alguns fingem alegria o tempo todo só pelo prazer de tentar enganar a tristeza.
Muito pior que qualquer câncer, é o câncer na alma. Todos os outros só matam uma vez, ele, diariamente.
Entre esforços para sorrir e esforços para não chorar, nasce a zona desconfortável da falsa tranquilidade.
Os que fingem bondade ou maldade não conseguem perturbar a minha mente, mas os que fingem alegria conseguem inquietar a minha Alma.
Cada vez mais bipolaridades e cada vez mais bissexualidades. Resultado cada vez menos loucos e homossexuais, crescente dificuldade de escolhas.
"Tenhamos responsabilidade, mas não levemos as coisas tão a sério, pois a vida não passa de uma brincadeira cósmica.
O mundo é bipolar; acredite!"
☆Haredita Angel
Bipolaridade
Você é preguiçoso, aquele que trabalha desde moleque.
Você é explosivo demais, aquele que passou a infância numa guerra familiar infinita.
Você é irresponsável, aquele que cumpria até mais do que deveria.
É fácil dizer você isso ou você aquilo, difícil é estar na minha pele, lidar com o fato de que tem dias em que você pode tudo, seguido de dias lutando pra não entregar a própria vida, não, não é coisa da minha cabeça ou falta de Deus, tudo isso é real, mas só pra quem vive essa dor.
"Sou bipolar:
-Quando estou feliz...
sou muiiiiito feliz!!!
-Quando estou infeliz vivencio plenamente!"
☆Haredita Angel
