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O Amor venceu
Esconderam-se nos jardins do tempo;
Capins ruidosos , que resistiam a ceifa.
Obrigando as flores crescerem no escuro,
pouca luz havia.
E um sol para todos ; na necessidade medianeira da paz.
E todos na mesma na estufa, trabalhada pelas mãos
caprichosa do grande construtor.
E; espalharam-se, sem medo as suas sementes. Chegando ao futuro.
Na intenção do bem, se faziam bater em uníssono , seus corações.
Matos ainda cresciam.Mas a poda seria certa quando;
os agricultores que vieram preparar o terreno,
também partissem.
E para nova estação, não haveria mais lugares para
formas grosseiras de se manifestar a vida.
Estariam fora da moda. Da mais medianeira forma de viver.
E se; desejarem crescer. Com rapidez digital;
Inequívoco tempo moderno; o que ora “Dante” só imaginado,
não permitiria, fincarem raízes no amanhã.
O amor venceu.
Marcos FereS
O sentimento e a Luz
Quando a luz é sentida,
tudo muda. Move a vida,
para outra direção.
Quando a luz é sentida;
a confusão aniquila,
e se compreende a paixão.
Quando a luz é sentida.
O que maltratava a vida.
Se acalma, e se torna razão.
Quando a luz é sentida,
Se fecha todas as feridas.
E uma paz, ocupa o coração.
Quando a luz é sentida.
Começa reinar sobre a vida,
Objetos com outro valor.
Quando a luz é sentida,
Ter tudo na vida. Não rima com dor.
Não se preste a viajar pela vida,
Com os olhos fechados.
Se fazendo pedra de tropeço.
O tempo é curto. A luz é rara.
E quando sentida. Muda toda a direção.
marcos fereS
A Dança dos Girassóis
Imensa plantação , de manhã a acordar.
Girassóis fazendo dança, para a vida alegrar.
Para onde um vai. Todos vão.
Aproveitam cada minuto,
que vem lá da imensidão.
E quando a noitinha. Nada de se acabar.
Todos voltam para o começo.
Para o sol. Novamente esperar.
Novo dia aparecendo,
e todos juntos a esperar.
Os primeiros raios; caindo ao chão.
E tudo na vida cria.
No baile de um novo dia.
Dançando e acompanhando os passos,
por onde quer , que vá.
E brincando até a noitinha.
Para depois descansar.
E acordar outro dia cedinho,
e girar ....... e girar.......
marcos fereS
O Litro de Licor
Ficou a vida encaixada um sonho.
Assim como um gosto de licor em um litro;
Que um dia guardou.
Ou como aquela dobra de pano;
Que nunca se estica. Depois que passou.
E por mais que tente,
Aquela sensação aparece novamente ao lado.
E voltar para aquele ao lugar já se cabe.
Sempre esteve lá.
Seria vocação da vida?
Guardada em história de um senso comum?
Daquilo que; se fez por inteiro.
Daquilo que não era mais um.
Era diferente. Especial.
Novas sensações foram passadas.
Aliviavam os fardos pesados, passando.
Mas para quem. Que na vida se atreveu.
Um grande amor viveu.
E mais leve a vida há de ficar.
marcos fereS
O canto do sabiá
Por essas terras andei,
fiz do jardins meu pomar.
Nas laranjeiras encontrei,
O canto do sabiá.
A vida passou; , e o pomar já não se via.
Os muros que as casas erguiam,
escondendo seus jardins.
Mas de vez em quando se ouvia.
O canto do sabiá.
Passaram-se muitos anos,
E de olhar; emudecia.
Fitava as laranjeiras no pomar;
E nada acontecia.
Mas qual , a surpresa viria,
Ao nascer do um novo dia;
Em cima de um fio, a fitar,
o canto de um sabiá.
Marcos fereS
Corrida de salmão
Negar os desejos por medo de amar?
Jogando como lobos querendo ficar.
Cobrando da vida, qualquer razão aparente.
E nas correntezas frias, continuar a nadar.
Corrida de salmão em rio gelado.
De onde as corredeiras levam.
Enfrentas-te ursos famintos, instintos selvagens,
pensamentos sombrios.
Para no final, reproduzir.
Mas reproduzir o que? Se o que falta , é o vir chegar?
Mas, não contes que tu não existas?
Sois tão real, como o ar que acabas de inalar.
O que chamas, é a Chama do Amor. Frutos de um entender.
Homem, mulher, de conhecer-se sentido.
Barreiras transpuseram.
Qual a sorte? Como saber?
A não ser, quando voltares para foz do rio.
Para reproduzir -se entre ursos famintos,
cheios de desejos.
Parecido aos que unem dois corações apaixonados.
marcos fereS
A estupidez humana se torna evidente quando vemos o Universo seguindo leis, enquanto o ser humano se acha notório o suficiente para desconsidera-las.
