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As mais comoventes histórias nunca foram narradas em grandes revistas, as mais belas fotos nunca foram expostas em famosas galerias de arte e os mais íntegros indivíduos nunca escalaram qualquer tribuna.
É a imaginação que é alimentada pela dor, é uma vez alimentada se converte em arte, é a dor convertida em arte, vai de encontro com outras dores desconhecidas, e as transformam em um recipiente repleto de alegria, assim como uma lagarta se prepara em seu casulo para se tornar uma borboleta, assim a dor passa um período dentro de nós, adentra no casulo da arte e eclode na natureza da alegria.
A boa curadoria sempre advêm da improvável criatividade e inter-relação encontrada pelo curador por uma nova e inusitada visão perante a obra, o período ou o personagem exposto, retratado, celebrado e reverenciado muito alem dos limites históricos, culturais e reconhecidos da gravidade e universo na atmosfera curatorial.
Em arte e cultura perante as plataformas criativas é quase impossível encontrar um novo que seja totalmente pré inexistente e original.
Na arte e na cultura, assim como na educação, no pensamento e no conhecimento não cabem em si individualidades e privilégios. A pluralidade já é constitutiva da origem da ação e do movimento.
Não que eu não seja ninguém. Sou alguém sim mas muito fraco, frágil e sozinho. Na educação, na arte , na cidadania, na cultura brasileira. Sou enfim como um pequenino e colorido passarinho sonhador beija-flor diante do Grande Incêndio da Floresta...com o meu biquinho pequeno e voo desajeitado levo de cada vez uma ínfima quantidade de água do rio para ajudar a apagar o fogo e esperando que os grandes elefantes, os poderosos leões, os cômicos macacos e os ágeis veados façam a sua parte e em conjunto extinguiremos unidos de uma vez e para nosso bem a fornalha incandescida gerada pela nefasta situação. Sendo assim, apos apagarmos o fogo reconstruiremos aos poucos nossa tão sonhada identidade, soberania e liberdade por uma nação brasileira fraterna heterogênea forte e feliz nos edificantes caminhos para um prospero amanha.
Pelos caminhos de livre pensador tenho a liberdade de pensar. Pelos caminhos de artista tenho a liberdade psicodélica de ousar. Pelos caminhos de sonhador tenho a liberdade de ver e crer nas utopias. Pelos caminhos do ativismo cultural tenho a liberdade de acreditar que cada um faça a sua parte. Pelos caminhos do direito e da justiça como advogado tenho a liberdade de lutar diuturnamente por uma sociedade humanitária mais igualitária, feliz e unida.
No Brasil terra do futuro, vida feliz em vão para todo aquele que não é pai de uma boa ideia, professor, ator, artista, sonhador e inventor de coisa possível mas que aqui sempre está na contra mão.
No Brasil se você quiser uma vida normal, previsível e com alguma estabilidade financeira não busque a arte, faça um concurso publico e busque um emprego.
O maior problema da arte no Brasil são os artistas pois na sua grande maioria cada um cuida de si. Assim como também o maior problema da cultura no o maior país da América do Sul, o quinto maior do mundo em área territorial, o sexto em população e o primeiro em bio-diversidade cultural são os profissionais da cultura que objetivam como trabalho futuro serem empregados públicos concursados ou convidados no sistema governamental. A arte e a cultura no Brasil é e sempre foi e será uma atmosfera prospera de trabalho criativo para apaixonados que são filhos herdeiros abnegados constitutivos do mais profundo amor professor da mater velha senhora amorosa e dedicada, a educação brasileira. Fora desta compreensão não há solução mas sim uma multicolorida ilusão por que a educação por aqui nunca foi ferramenta de liberdade, soberania e prioridade.
A grande arte é o simulacro do milagre, pois que, insinua efeito sem causa. Ela traz ao espírito e de forma intensa, através da composição intrigantemente elaborada de miríades de elementos, a glória, a grandeza, a beleza, o espanto, a alegria, a angústia, mil afetos, a imersão no inédito, o aprendizado, o crescimento e o amadurecimento, sem que ainda possamos achar causa plausível, para tanto, na inventiva humana. Se o Deus dos Arcanjos opera milagres, o grande artista opera a grande arte.
(PARA CANDIDO PORTINARI)
A sua lágrima colore duas açucenas. Nas mãos: o mestiço sorrir dos olhos fechados. Colhes as flores que nascem em cima dos túmulos e te alimentas dos vermes expostos aos urubus. De manhã, o suor da capoeira. A tarde, fome na seca. Noite: o sonho. Fantasias um Brasil que existe e crias o surrealismo do cotidiano. Levas a morte às sesmarias desnutridas, cantas os cores de João Cabral de Melo Neto e invades os postigos da grande impossibilidade. Hades ergue-te adorações. Zeus curva às prosopopeias dos teus pincéis. O Olimpo arruína. A Arte é tua filha. A inspiração é tua mãe. O olhar perdido: a vereda do teu coração.
Veranear como pássaro que procura ninho - paz!
..É bom ver com os olhos de ver ,e saber que a alma ainda abraça os corações das pessoas,e que a poesia e a arte não estão esquecidas....
Gurdjieff por sua obra assim me dizia. Todo o ser em busca da unidade passa por diversas personalidades reconhecidas dentro dele mesmo e eu por entendimento refletia que o artista é um pouco diferente, foge em si da unidade, é todo aquele ser que tem incontáveis desconhecidas personalidades criativas mutantes dentro da perpetua e indomável liberdade. São tantas as personalidades de um artista que geralmente no meio de um processo criativo, o artista inventa, re cria e deriva se outras múltiplas possibilidades e vertentes diferentes a partir do que já estava fazendo. Sendo assim, para chegar ao fim de uma obra de arte, o artista deve exercitar a difícil disciplina de iniciar, fazer, acabar, assinar e entrega la a vida. Pois se assim não o faz vive sob o risco de ter incontáveis obras iniciadas e inacabadas espalhadas em seu atelier quase atormentadas por não terem chegado ao sentido.
Desde de pequeno sempre gostei de arte, sempre gostei de tintas, lápis de cor, caderno, cores, rolos e pinceis. A arte sempre fez parte de mim.
