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Nem toda arte criação que está na dimensão de fora é reflexo exato criativo da dimensão do imaginário linguagem do artista que está dentro. Muita coisa se perde, durante o processo, desde a imaginação e a criação. Só com a experimentação e com o exercício cotidiano que a verdadeira arte e o artista pleno podem alcançar está coesa e única metalinguagem.
Não existe na historia da arte universal, a menor relação entre o preço comercializado originalmente e o valor criativo de uma impar obra de arte que se destacará como uma obra prima para toda eternidade.
Para transitarmos de forma profissional e madura no universo das artes, devemos romper com todo especulativo processo mercantilista do mercado, onde de forma mentirosa diz que o que é verdadeiramente bom sempre tem um grande valor.
Toda coleção de arte deve estar sempre viva em constantes movimentos, com novas compras, novas vendas, exposições, participações, publicações, restaurações e significações. A coleção de arte, parada está morta, é um doentio complexo cumulativo sem sentido, um distúrbio de personalidade de posse do que não tem dono, pois pertence a todas culturas da humanidade.
Cabe ao bom marchand resgatar boas obras perdidas e esquecidas no passado, e trazer para mercado de arte, re significando com dignidade e construindo novos paralelos com a cultura e seu tempo. Distante disto, só ávidos vendedores de panos pintados como poderiam também vender laranjas.
Salvo algumas exceções mas geralmente o herdeiro de um grande legado artístico, é por si só um infeliz e um grande idiota.
Por mais que a criação como manifestação humana seja muito antiga e infinita. A expressão artística geral é uma coisa mas verdadeiramente uma obra de arte, é outra, totalmente diferente, independente de valores, técnicas e assinaturas.
Ver uma obra de arte é bem simples, basta perceber o exposto do meio externo com um dos cinco sentidos, seja pelo olfato, paladar, visão, audição ou tato, isolados ou combinados mas para compreender o que ela significa e ter a satisfação de aprecia la ou não, demanda incontáveis conceitos, estudos e conhecimentos, bem longe do lugar comum.
A arte e a eternidade, sempre estão intimamente, espiritualmente interligadas, tanto quanto ao instante magico de quem cria originalmente e quem futuramente a vê, lê ou celebra pelos sentidos a criação, posteriormente. A arte é uma expressão criativa definitiva e está sempre viva.
Se eu fosse um poeta, teria aprendido estar sempre, em solta liberdade, a navegar entre as nuvens, a sonhar, a amar e a voar.
Idiotiza se quem pensa que a arte e a cultura, devem estar sempre na esquerda. Elas são livres e se esparramam como águas límpidas e turvas por todas as direções.
As imagens invertidas nos livros de arte e publicações do gênero, ainda são muito comum, pela simples razão de que quem edita ou publica o faz por cromo e fotolito, sendo assim, muitas das vezes nunca viu a obra e tão pouco o artista.
Muitos bons artistas brasileiros, não tem o devido reconhecimento que merecem, sobretudo os pré modernistas dos séculos XVIII, XIX e inicio do XX. Vários freqüentaram grandes escolas européias e grupos, e se tivessem ficado por lá, hoje com suas pinturas estariam nos mercados internacionais e valeriam milhares de euros.
A boa obra de arte em preto, cinza e branco é por si a mais difícil, exige uma técnica apurada do artista entre o traço forte do desenho e o vazio, a perspectiva da figura e do fundo pelo acinzentado, com maestria para não chapar o movimento.
A boa obra de arte não tem preço, ela é muito mais energia do que valor e quando consegue resinificar vidas deixa de temporal e fica na eternidade.
A verdadeira arte e a verdadeira cultura nunca estão nem poderão estar interligadas e algemadas por proposições étnicas, politicas, sociais ou religiosas. Quando assim aparecem, não se tratam mais de arte e nem cultura mas sim de uma maldosa doutrinação de meias verdades que vão estimulando a polarização divergente por meio indevido da liberdade.
A colonização da América Latina se deu de forma incomparável entre portugueses e espanhóis. Do lado espanhol a catequese de forma leve gradativamente se mesclou a iconologia das culturas originais pelas artes enquanto do lado português a catequese foi imposta aos selvagens sem alma, aniquilando por completo as primitivas e hereges culturas originais.
A antropofagia e o canibalismo devem ser constantes, nas artes e na cultura nacional brasileira. Importante acharmos nosso verdadeiro hemisfério, atmosfera e nosso meio para que algum dia, um pouco mais a frente, sejamos inteiro.
A todo momento no mercado de arte brasileiro, encontramos meios profissionais iludidos e entorpecidos com falsas verdades, acendendo uma vela para encontrarem o Sol.
A soberania cultural brasileira depende exclusivamente de plataformas, cartilhas e acompanhamentos dos Ministérios da Cultura e da Justiça, para orientar e salvaguardar os direitos autorais dos artistas vivos e dos herdeiros legais, na forma da Lei de Direito Autoral em vigor.
A arte popular e seus festejos são a base de nossa cultura brasileira, cabe a qualquer governo cultural, criar programas para registro, incentivo e a promoção nacional para novas gerações.
