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⁠A verdadeira essência da Arte, é a vontade de não desistir.

Inserida por AzraelHamekazura

⁠Tenho notado que, ultimamente, visto muito verde.
Logo o verde, cor da esperança.

Aquela que dizem ser a última a morrer.
A minha, no entanto, não morre.
Ela vive em mim com teimosia, irrompe do meu peito como primavera em terreno seco, explode em gestos, invade meus dias.

Mas não se engane: minha esperança não é delicada.
Não tem ternura.
Não se curva em piedade.

Ela é bruta.
É sobrevivente.
É o que resta quando tudo falha, e ainda assim, insiste em ficar, contra minha vontade.

Inserida por Riber

Capoeira bonita, jogada no camarada,
No estilo, na mandinga, na ginga afinada.
É pra quem sabe e respeita a tradição,
Capoeira é arte, é alma, é coração!”

⁠A arte é persistência, a vida é persistência, é insistência.

Marina Silva

Nota: Fala dita durante participação na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) de 2025.

Inserida por pensador

⁠O ARTISTA

O ator carrega em cada personagem
um pouco de si
E comunica,
através do idioma da arte,
o que sua alma, às vezes, grita em segredo.

Um personagem, que o protege
do próprio mundo que o expõe
E o expõe sua alma
para quem tem ouvidos para ouvir
E olhos para enxergar.

Esta é a mágica do artista:
Se mostrar ao mesmo tempo que se esconde,
Se esconder,
enquanto se mostra
e, encantar a plateia que o contempla.

Uma profissão vadia,
alguns podem te dizer.
A mais pura expressão do viver
É o que acredito ser!

Inserida por daniele_duarte

⁠“A fotografia é uma arte que começa bem antes de bater o clique.”

Inserida por adriel_henrike

⁠Existe uma arte que todos deviam dominar — a arte de deixar os outros em paz.

Inserida por Abokin_kowa

⁠A Arte é neutra. 
A obra artística, não... 
O ser humano, não.

Inserida por TonEplars

Vivemos numa época assim, em que o projeto de interpretação é em larga medida reacionário e sufocante.

Susan Sontag
Contra a interpretação: e outros ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
Inserida por lorenzo_sevieri

⁠Se a criação é o reflexo do criador e a arte é o espelho do artista, então a natureza deve ser o retrato de Deus.

Inserida por guiferreira

⁠A hipersensibilidade é premissa da arte.. 

A arte é premissa para um mundo mais humano... 

A humanidade rejeita os hipersensiveis... 

Talvez o mundo não mereça a arte... 

Mas não há humanidade possível sem sensibilidade.

Inserida por bobfelix

⁠Não há vida sem arte.

Inserida por EdielRibeiro

⁠Nada é nada. Tudo é arte.

Inserida por EdielRibeiro

Não conheço melhor definição da palavra arte que esta: “A ar­te é o homem acrescentado à natureza”.

Vincent van Gogh
Cartas a Theo. Porto Alegre: L&PM, 2021.

Nota: Trecho de carta escrita em junho de 1879. A citação "A ar­te é o homem acrescentado à natureza" costuma ser atribuída ao pintor, mas, na verdade, trata-se de uma modificação do pensamento de Francis Bacon.

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Inserida por kevin_souza_1

⁠"A arte faz perguntas de mil jeitos diferentes. É, essa forma de expressão humana que se comunica por diversos meios, que permite reinventar, desconstruir, misturar e inverter.
Quando pego o pincel... começa: processo de loucura, vontade de atravessar limites. Ao pintar algo, não é preciso seguir um padrão, uma regra ou fórmula repetida. Então... o que torna algo uma música? Um álbum? Uma poesia? Uma fotografia? A resposta até pode parecer óbvia, uma diferença compreendida. E por que dizem que a fotografia X é artística e a Y não?
Ainda que a pintura não precise seguir um modelo, ela dialoga com a linguagem que escolheu habitar. Uma dança entre o criador, a obra e quem a vê. E a foto Y, desprovida de intenção artística, se revela arte dependendo do olhar de quem a observa."

Inserida por pensadorfilosofico

⁠Eu a amei muito antes de ter consciência do que era o amor. Eu a quis muito antes de saber o que era querer. Eu a admirei ainda infante. Na minha ingenuidade infantil talvez eu já tivesse reconhecido nela o meu grande amor, a minha mestra, a minha amiga, a minha doce companhia, a minha musa, a minha obra de arte favorita. 

Inserida por maria_beserra

⁠Descobri na dança, a poesia que a minha alma precisava.

Inserida por rafael_tolentino

⁠Creio que existir deva exigir mais de mim do que exclusiva produção. 

Inserida por eiraissantos

⁠Arte é abstração para o Bem do que Há.

⁠A arte é para o design o que a poesia é para o jornalismo: uma desvenda, a outra traduz.

Inserida por dimitri_lociks

⁠Esteja pronto para viver, pois a vida é a arte de estar presente.

Inserida por aninha_americo

⁠O artesanato nos permite criar um encontro entre a imaginação e a realidade!

Inserida por arteyro

⁠Não Seja Um Artista

Ei, me escute: não seja um artista.
Ser artista é como ser alma num mundo de pedras quadradas.
Como ser cor num mundo que se tinge
com uma pálida gradação de cinza.
É como ser uma pintura infinita para molduras pré-fabricadas, 
padronizadas, quadradas e duras.
 
Ser artista é cantar para surdos, pintar para cegos
e escrever poesias num idioma já extinto.
É como se manter dançando de olhos fechados
em meio a um desfile militar organizado em filas perfeitas
ao compasso frio e forte das botas que marcham.
 
Ser artista é se negar a seguir a receita para ser aceito,
não pela aceitação em si,
mas por ver o Sagrado através das suas próprias medidas.
 
Ser artista é resistir à tentação de ser medíocre.
É ter a Coragem de viver sem nenhum tipo de anestésico.
É suportar a dor para saber onde dói.
Suportar até transformá-la em Arte.
É escolher sentir o que se tem
na tentativa de um dia se ter flores.
 
Ser artista é ter esperança
num mundo que só tem certezas.
Então não seja um artista.
 
A não ser que sua alma não aceite outra coisa
que não a Arte.
Não seja um artista,
a não ser que seu coração bata acreditando que
um dia o surdo vai conseguir ouvir o seu canto,
que o cego poderá perceber as nuances das suas pinceladas
e que o idioma das poesias será novamente celebrado.
 
Não seja um artista,
a não ser que sua música soe mais alto
que o barulho de mil botas batendo
e que em suas formas tão singulares
o Sagrado se manifeste.
 
Definitivamente não seja um artista,
a não ser que as únicas flores que você espera na vida
sejam suas próprias dores transformadas.
 
Com a palavra,
Alice Coragem.

Inserida por alicecoragem

⁠Saindo da Coxia

Estrear em algo é como nascer de novo
mas num lugar já conhecido.
É que a novidade não está no mundo.
Este segue sendo o mesmo
perpetuando o Medo de mudança.
O que estreia hoje é a artista
gerada no silêncio e na solidão do Ser.
 
A poesia é da Alice,
    mas a alma 
         virou Coragem.
 
Com a palavra,
Alice Coragem.

Inserida por alicecoragem

⁠Compromisso

Era um dia comum, eu estava em casa sentada na mesa da sala, escrevendo.
Igual hoje.
Igual todo dia.
E aí aconteceu.
Algo entrou aqui.
Senti um vento... vento não, sopro.
Senti um sopro, como quem respira por perto.
Não era medo o que eu senti, mas sabe-se lá o que era.
Passou um vulto do meu lado.
Pisquei e sentou à minha frente.
Muito parecida comigo, mas completamente diferente.
Me olhou por inteira, por de dentro da minha alma, como se me rasgasse.
 
Eu? 
Eu nem reagi.
Estava hip-no-ti-za-da.
Por fora, imóvel.
Por dentro, uma bateria de escola de samba saindo do recuo.
Ficamos nos ouvindo em silêncio como quem pinta uma cena na cabeça.
Para não esquecer, sabe?
E eu não esqueci: os olhos brilhantes, o cheiro de horizonte e a voz de silêncio, de quem se cala porque sabe de algo.
 
Toda minha atenção estava naquela figura.
Tentando eternizar na memória a sensação daquela presença.
Ela, muito decidida, estendeu a mão pra mim.
Eu aceitei, claro.
Quando minha mão encostou na dela senti um frio.
Não dela, de mim!
Minha espinha veio congelando lá de baixo até chegar na cabeça.
Como se eu tivesse bebido um milk-shake muito rápido, sabe?
Parecia que tudo na minha vida tinha me preparado para aquele exato momento.
Eu, de mãos (geladas) dadas com uma estranha (conhecida), 
sentada na mesa da sala da minha própria casa, 
sentindo o coração derreter feito vitamina C na água.
 
Ela, segurando a minha mão que segurava a mão dela, me puxou pra dançar. 
Ali mesmo na sala, em frente ao sofá, em plena tarde de quarta-feira.
E como duas pessoas que não têm mais nada de importante pra fazer,
mas não podem perder nenhum minuto sequer, 
dançamos na sala ao som de uma música própria.
(Como se tivéssemos uma).
Eu gosto de imaginar que era algo como 'Travessia' do Milton com 'Beija eu' da Marisa.
 
Tão linda ela.
Os cabelos como fogo, olhos de enverdecer sertões e um sorriso,
que só quem já chorou suas águas consegue sustentar.
E giramos.
Giramos como quem já se entendeu livre para poder girar. 
E no meio do giro que ela girava, me abraçou. 
Assim, de surpresa.
Ainda girando.
Eu chorei.
Eu não queria, mas as lágrimas simplesmente escorriam.
Até o mundo parou seu giro para nos olhar. 
Como quem torceu a vida toda por este abraço:
eu e ela.
Um abraço apertado, mas só o suficiente.
Abraçou não como quem se despedia, 
mas como quem ama recebe o ser amado depois de longa ausência.
 
Foi aí que ela sussurrou no meu ouvido:
— Vai!
Desnorteada, respondi:
— Pra onde?
Ela sorriu com olhos gentis e disse com voz firme: 
— Não importa pra onde. Vai sem saber. Vai com medo. Eu vou contigo!
Então, fizemos um compromisso.
Ela iria pra onde eu fosse, bastava eu ir.
Eu só não poderia parar outra vez.
— Vai, volta, vai de novo. Se não souber o caminho, dança, gira, passeia, só não fica parada.
 
Ali eu entendi.
Ela só existe no verbo.
Aparece no passo iniciado mas some antes que ele finalize.
É preciso iniciar outro para ela voltar.
Mas é na caminhada que ela se muda e mora de vez. 
 
Jurei de pé junto (mas ainda em movimento) que seguiria em frente porque ela estaria comigo.
E como garantia desse acordo entre nós, agora assinamos um só nome.
Eu e ela.
Alice e Coragem. 
Juntas. 
Numa só alma. 
Alma presente chamada poesia. 
 
Com a palavra,
Alice Coragem.

Inserida por alicecoragem