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Do amor, veja bem, talvez eu nunca tenha experimentado. O sentimento em si demanda coisas que são incomuns ao alheio. Amor a primeira vista é uma piada. Como pode se amar alguém de quem não sabemos nada? Alguém que nunca vimos. Como pode dizer que ama alguém quando as lágrimas dela não causam dor, e o sorriso trás a mais plena das felicidades? O homem tem apego, paixão. O amor não vem sem correspondência, sem convívios e sem obstáculos. Usamos a palavra "amor" quando qualquer outra já não faz mais sentido, não expressa o real sentimento. "Eu a amo!", e por si só o sentimento se basta.
"Se o amor não surgiu pra você, não é porque falta aí dentro. Na verdade, é mais provável que esteja faltando do lado de fora. Somos ricos até as coisas que faltam."
Amar é viver em extremos. Não dá para amar parcelado, ou dar 1/3 de amor. Não se pode ser o "último dos românticos" numa segunda à tarde, um café com leite morno na quarta, um pão doce na sexta e um tanto faz no domingo à noite. É impossível dizer coisas como: "Talvez eu te ame", "acho que te amo". Não dá para criar percentuais de amor. Se não for inteiro, é o mais auto destrutivo de todos os sentimentos. Se não for recíproco, se deixa margem para dúvidas, vira o algoz de um maremoto de desventuras. Ou você ama por completo, ou tem algum outro sentimento por alguém que não é esse.
Amar é ser ferido de morte diariamente. Morre o ego, o individualismo, o "eu".
Amar é reviver diariamente.
Você vai andar sob o gume da espada. E enquanto seus pés sangrarem ao corte, todos ao redor se perguntarão os motivos por não estar usando botas, ao invés de se perguntarem o motivo dos gritos. O homem é superfície, e seu coração é uma planície árida.
Quando as coisas que já foram incômodas, que doíam, acontecem na sua frente e não causam nada, é o alívio mais profundo que sua alma sentirá. É como um espinho que estava preso e um dia simplesmente caiu sozinho.
Eu abriria mão de todas as homenagens que poderia receber depois da morte por um "eu te amo" realmente sincero em vida. As pessoas esperam demais pelas coisas que não são, até que realmente deixam de ser.
E tudo finda.
Se não o amor,
A dor, ou a vida.
E necessariamente encontra seu fim
Das suas ações
De você,
De mim.
E tudo termina.
Encontra o final
Recomeça e se anima.
E tudo se reinventa.
A dor, o amor
o sabor.
O masoquismo real
Doloroso, e ao mesmo tempo indolor.
Não é esse o amor?
Nunca é numa praia às 23:00 da noite sob a luz do luar, ou numa praça antes do nascer do sol. É no bar, é numa taverna, num botequim qualquer, numa esquina sem iluminação, num portão velho. São nesses lugares que os maiores acertos e decepções do amor realmente acontecem.
DE COR
Esse jogo de correr é sem fim
Você corre das contas,
Dos problemas,
De mim.
Foge de tudo
No início
Meio
Fim.
Sabe o que busca e tem medo
Sabe o que quer e não estende a mão.
Destrói tua prosa e teu verso
No medo de outra ingratidão.
Esquece que outrO risco é viável
Abre mão do que há de melhor.
Sozinhos são todos mais livres
Livres, infelizes e só.
Abre os braços e vá de encontro
Desencontro que ata esse nó.
Ser feliz é possível, é palpável
Eu prometo, disso eu sei de cor.
Pessoas ficam no mesmo trabalho por anos, as vezes décadas, somente pelo comodismo. Sentem que não vão arranjar coisa melhor, que não possuem capacidade para serem felizes em outro lugar, e assim o tempo passa. Ah, isso também se aplica ao amor.
A miséria do homem tá no apego. Não existe em nenhum conto de fadas uma maldição maior do que o amor pelas coisas que não podemos amar.
Tenho mil coisas no coração que provavelmente apodrecerão com ele no final. Tudo que senti, foi unicamente e exclusivamente meu.
Aceitei que é melhor colecionar dores e não amores. As muitas dores ensinam, mas amor eu só espero viver um.
A palavra de ordem sempre foi a "parcimônia". A medida certa de tudo que tá disposto a dar e fazer por alguém. Sempre amar na mesma medida, e responder o carinho na mesma quantidade. É impossível ser feliz quando é o único que se doa ao máximo.
Talvez, se eu tivesse sido um pouco mais corajoso, teria dito para as pessoas o quanto as amava, o quanto eram importantes. O tempo passou, e os sentimentos delas são banais, superficiais e frios. Uma pena...
Existe uma raridade muito particular no amor, que define se ele é eterno, ou só mais um dos muitos "amores" na vida.
Acredito que para namorar, casar, enfim... Para que se chegue nessa decisão, uma pessoa precisa estar tomada por uma vontade, uma decisão profundamente convicta. Não se faz nada por motivos de "se não der certo, eu sigo em frente", porque existe o outro lado, a outra pessoa, e ela pode não ser tão boa em seguir em frente quanto você é. O emocional não é um jogo.
É uma poesia aos olhos. O amor sempre foi, sempre será. É bonito ver as pessoas correrem atrás de presentes, pessoas jovens e até mais velhas. Seria de uma natureza ranzinza e amargurada dizer que isso não nos comove, ou que não trás a beleza da vida em si. É claro que para mim é apenas mais um dia, como foi ontem, como será amanhã. Mas gentilmente eu brindo tudo que é recíproco, e toda beleza natural que rodeia o amor, os gestos, e o carinho eterno de quem ama, e por amor se casa, e vive uma vida junto de quem, independente de idade, sempre será aquela namorada.
O amor é um deus. Não sinta nenhum tremor religioso com a frase, mas é a verdade. Ele só existe à partir de uma crença inquebrável, uma fé inabalável, e à partir dele se constroem coisas e se destroem também. Ele tem sua contra parte (ódio) como todo deus que se preze. Sua ausência mostra o que há de pior nas pessoas. O amor é uma divindade própria, com suas próprias leis, que nos elevam, e ao não ser presente, revela nossas maiores mazelas.
Lamento morena, desculpa dizer. Não fomos longe como achávamos possível. Planejamos a longo prazo sem resolver as pendências do agora. Lamentamos os lamentos de dois jovens que acreditavam serem vividos ou sábios o bastante para reconhecer e perseverar na verdadeira natureza do amor. Agora somos assim. Indiferentes, frios, distantes como uma estrela que viaja só no espaço gelado. Faltou diálogo, meu bem. Mais do que isso, faltou conexão. Daquelas que a gente olha no olho e sabe que não tá bem, e que reconhece no tom das brincadeiras que o riso é agora frouxo e sem viço. Nessa dor sem fim, o fim veio a galope. Devorou os planos como a personificação da fome, bebeu da nossa pureza como a encarnação da sede, deixando no nosso oásis particular esse Saara de agonia, árido, seco, vazio...
Não é sobre o que pensamos às 2:00h da manhã em meio a solidão, e sim o que vem a mente numa tarde de domingo leve e tranquila. Ninguém precisa de ninguém. Todos precisam de si apenas, e quando aprendem, aí estão prontos para pensar mais além.
