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A VIAGEM
Queria poder fotografar o céu dessa noite. Um cobertor de constelações aqueceu meus pensamentos. Mesmo com todo o frio desejei estar deitada na boleia de um caminhão, só pra o meu olhar não ter pausa, só pra o meu corpo ter descanso, só pra ter a sensação de que essa viagem ao universo não iria acabar. A cada curva, embaralhavam-se com minha imaginação e eu só esperando a chuva, pra que ela levasse todo o excesso e deixasse só a leveza...
NO CAMINHO
É no caminho que eu me distraio
É no caminho que ouço os pássaros
É no caminho que eu sinto a falta
É no caminho que me falta a fala
É no caminho que bate o cansaço
É no caminho que sinto o mormaço
É no caminho que passa a multidão
É no caminho que enxergo a solidão
É no caminho que sopra o vento
É no caminho que me esbarro com o desalento
É no caminho que penso em tudo,mas vejo o mundo
com tanta grandeza que a minha tristeza se envergonha de existir…
Se sua cara metade, só é cara, e, a tempos já deixou de ser a sua metade, é melhor você repensar sua vida!!!
Sim! Canto, belos cânticos de amor.
Eles estão gravados, no meu coração.
Canto tantas canções, com muita emoção.
Com o meu ser vos dou, voz de tenor.
Estas canções são vossas também.
Pois para vós as faço, em verdade.
São as minhas buscas do bem.
Para vos dar toda a liberdade.
Nisso enfim, tento e tanto,
Vos levar ao caminho da paz.
Isso faço com encanto,
Para esse agir, nasci eu...
Até que vós sejais capaz...
De cantar,o que Deus me deu!!!
Minha aldeia e dique!
Em ti fui criança!...
Sem ter, infância.
Quando, aos seis anos, vim de Monchique.
Meus amigos, oh Montes de Alvor!
Não foram, teus meninos, que me batiam,
Sem a Deus, terem temor!
Nessa escola, onde os gritos de Maria Emília, entoavam.
Mas meus amigos, foram:
As hortas, com as batatas…
E o milho, que meus pais, semeavam.
Montes de Alvor! Montes de Alvor!
Foram ainda, as tourinas vacas.
Sim tu aldeia! Dos meninos sem amor!
O meu amor é lindo!
Lindo, como um pomar!
Um pomar, de maçãs a perfumar.
O meu amor é querido!
Se verdes o meu amor!
trazei-o a mim já...
Estou, só, neste meu calor!
Dizei-lhe, o quanto estou em dor!
Vem! Amor meu! vem!...
Eis que já preparei, tudo!
Para aquele fim, enfim...
Morro, de amores, em todo o corpo.
Amor, carnal! Total! Vale fazer, tudo!...
Vem amor meu, vamos, amar, sem amor, imundo!
As Ilhas
O meu amor é lindo...
Como a flor do campo!
Vem meu amor, a mim,
Nesses gestos de tanto encanto.
Nesses teus passos, vem sorrindo,
Saiamos às vinhas pela madrugada,
E vejamos se os frutos, já cheiram,
Ao perfume do nosso amor.
Se já a vinha está dourada,
Da tua beleza infinda.
As flores do jardim, por nós esperam.
Vem saciemo-nos de amores,
Até ao fim do dia.
Neste jardim de tantas cores.
Sim, isso eu tanto queria.
Porque o meu amor é doce,
Como o vinho das uvas,
Destas verdes e lindas vinhas,
Nas quais nós nos amamos.
O vento do sul aqui nos trouxe,
A esta terra de águas únicas,
Nas quais nadamos até às ilhas,
Que tanto desejamos.
Ilhas de amor eterno...
Ilhas de amor puro,
E tão forte e terno.
Onde o nosso ser se sente seguro!!!
Fruto
Meu amor de algum dia que já passou,
Foste o único amor que meu ser amou.
Estás na minha mente e nos momentos,
de alguma inquietação, e de tormentos.
Lembro o passado, que eu já não tenho,
mas que fica a recordação, eu isso mantenho.
As vezes lembro o passado, para consolar,
Está alma que agora não tem nenhum amar.
Foste linda e corajosa até ao meu lado,
conseguires estar, apesar do meu ser tolo.
E de muita asneira minha, na minha doença.
Mas entre nós ficou o fruto do nosso a amor,
o nosso filho, que eu amo muito, com vigor.
Tu és a sempre amiga, que meu ser não dispensa!
Deus quer que os crentes se congreguem e sejam edificados por os vários dons e ministérios da igreja, mas em amor.
Amor e Lei
"O cumprimento da lei é o amor". Mas a Lei que era o "Ministério da morte" no fundo o seu fim era o amor. Ou seja a lei matava aquele que não se submetesse ao amor de Deus. Aquele que rejeitava a verdade de Deus, era morto. Mas aquele que se submetia a Deus, pelo amor, esse vivia porque amava a Deus e ao próximo, como a si mesmo. Da mesma forma, pela graça (quem não se submete à graça de Deus, morre sem misericórdia) é condenado ao inferno.
O pecador que rejeita Cristo, permanece em "Pecado" mortal. Por isso morrerá. Deus é amor, para todos, até que venha o juízo de Deus. Deus é amor, mas nos seus juízos é justiça. Quem estiver em "Pecado", sem arrependimento, sem perdão, vai ser condenado. Em vindo o juízo a misericórdia finda. Só é salvo, aquele que tem Deus na sua vida (aí não há juízo condenatório). " Se Deus é por nós, quem será contra nós."
O "fim da lei é Jesus Cristo". Depois do ministério da morte, veio o ministério da vida. Se a Lei matava, Jesus Cristo dá a vida. Há uma diferença entre a "Lei" e a "Graça". Na Lei morriam todos os que pecassem, Na Graça Só morre aquele que não se arrepende. Porque Deus é amor. O fim da lei é o amor de Jesus Cristo. "A graça e a verdade vieram Depois da Lei"!
Deus é amor! Isto não significa que Deus não seja juízo. Quando a pessoa não se submete a Deus! Deus castiga e castiga para que a pessoa se arrependa. E isto durante um certo tempo! Deus até pode matar uma pessoa, se não se arrepende. Ninguém se esqueça do que Deus fazia, pela própria Lei. Às vezes pensamos que o Deus da graça, não faz isto! Mas veja-se o caso de Ananias e Safira. Deus matou- os. Portanto cada um de nós, não deve se endurecer com o pecado! Muito cuidado e muito temor a Deus!
Amor ao próximo
Sem dúvida, que no mundo em que vivemos há muita falta de amor! Mas o pior é quando isto acontece no meio religioso também! Quem é que está preocupado com os presos? Ninguém pensa neles (afinal não estamos presos!); ninguém pensa nos que estão na rua sem abrigo; ninguém pensa nos que vão ser despejados; ninguém pensa nos que estão doentes ( isso não é conosco, pois não estamos doentes). Enfim todo um conjunto de situações em que se vê que falta o amor ao próximo.
Em Amor
Não interessa se teve um ministério glorioso, se foi doutor das escrituras, se teve muito talento em ensinar e até contribuir para a salvação de muitos. Não importa nada disso; mesmo que toda a gente diga que ele foi uma benção para outros; nada disto interessa; o que interessa é se a pessoa viveu como Jesus Cristo quer que vivamos.
Se a pessoa fez tudo; foi teólogo, pastor presidente ao seu jeito; mas se teve Espirito de Inquisição na igreja; se só se preocupou com o lado religioso na sua igreja; se fez todas as práticas religiosas da sua igreja, de modo que transformou a sua igreja numa igreja de Laodicéia; se apenas cumpriu rituais na igreja, nao vai a lado nenhum. Este não está salvo. É preciso mais do que isto.
É preciso o fruto do Espírito (Sem amor nada disto vale; É preciso amar; É preciso sofrimento por amor), pode- se fazer tudo um pouco, mas sem amor, não há o novo nascimento. O Apóstolo Paulo advertiu neste sentido, sem amor nada feito. O amor faz- nos amar a nossa família, mas também ao nosso próximo como a nós mesmos.
E não pensem que eu digo isto, por mim, por minha causa. Não é por isso. "Pois eu posso tudo naquele que me fortalece... Sei ter abundância e a ter necessidade" Eu não estou pensando em mim, mas em vós. O apóstolo João diz " Quem ama, conhece a Deus, quem não ama não o viu nem o conheceu. É preciso muito mais daquilo que estamos fazendo. É necessário nascer de novo. Pastores deixem - se de guerras uns com os outros. Mas edifiquem a igreja do Senhor com amor!
Ofício
O artesão observa em reflexão
O projeto em suas mãos
A projeção do que pode ser
A obra que modela
Como uma criança que forja
Seus sonhos em caravelas
Guiadas no mar da esperança.
Não há desespero que tome
O coração do artesão
Quando em seus devaneios
Se inebria no baile das ilusões
Como aquela mesma criança
Que nunca sonhou em vão.
Entender a vida, por si só, é uma arte. É olhar a existência nos olhos, e deixar-se guiar pelas trilhas que o mundo provém. É saber distinguir cada passo, e compreender os desígnios do futuro para além das expectativas, mas como quem sonha e faz acontecer. É notar a si mesmo como elemento fundamental da própria história, e não como um coadjuvante que tudo vê. É permitir-se ser livre, mesmo dentro das amarras que as circunstâncias podem trazer. É compreender o próprio tempo, alinhando as arestas que delimitam a imposição do outro no nosso querer.
Entender a vida é uma arte. Ser autor dela também.
Horizontes
Deixaste-me ir
Tu que me devoras
Para longe, longe
Buscar novos pares...
Ou novos ares
De solidão.
Voltei.
Tem tu certeza, então
De que meu coração
A ti dedicarei
Por quanto durar
A eternidade.
Fora dele
Num dia chuvoso
À espera de um feixe de luz
Meu coração.
Que cambaleava inquieto
Em pura aguaça de emoção.
Pelas ruas em que fora
Enxovalhado por olhos cristãos.
Que em lama de caos
Atiraram sua esperança
E deixaram-lhe a desilusão.
De quem ama.
De quem sofre.
De quem vive
Em solo pagão.
Talvez seu mundo seja cheio de amor,
Que você passará a enxergar
Quando parar de buscá-lo
Nos lugares errados.
O maior peso do mundo
É distribuído em sete letras
Que formam o que chamamos
De saudade.
Só sente o peso dessas letras
Quem pode dizer com orgulho
Que, em vida,
Amou.
O que aprendi com a vida
Aprendi a valorizar os pequenos momentos. Cada detalhe do dia a dia, que, muitas das vezes, passam despercebidos.
Aprendi a valorizar os velhos amigos, os que compartilham suas preocupações comigo e com quem, por consequência, sei que posso contar.
Aprendi a valorizar a família, e entender que, acima de tudo, família não se constrói necessariamente por relações de sangue, mas com relação de amor, reciprocidade e confiança.
Aprendi a valorizar as pequenas conquistas do cotidiano, e que vitórias maiores sempre vêm a seu tempo, e que é importante ter paciência para entender cada processo.
Aprendi a ter autoconsciência sobre minhas falhas, minhas limitações, mas, especialmente, minhas forças, e o quão longe elas podem me levar, superando diversos obstáculos e desafios.
Aprendi, principalmente, a me amar. Compreender meu lugar, e visualizar os espaços em que posso caber. E a me retirar quando ali já não sou mais bem-vindo.
Aprendi a me enxergar como meu melhor amigo. Aquele que ninguém tira, e nada substitui. Eis o que aprendi com a vida.
Acordamos todos os dias com uma missão grandiosa, mas não tão simples: a missão de amar.
Ao longo do dia, esbarramos em obstáculos que, certamente, não estão em nosso controle: os desejos e particularidades das outras pessoas, seus processos de reflexão, aceitação e suas questões intrínsecas, seus acessos de fúria e de confusão. Nesse momento, costumamos questionar nossa missão, sabatinar nossas intenções, inquirir nossos sentimentos. Ao fim do dia, no entanto, pessoas serão pessoas, com suas peculiaridades, seus altos e baixos, idas e vindas e traumas próprios. Criamos, então, nossos perdões internos para cada atitude que, de alguma forma, nos magoa, tira do equilíbrio, embarga nosso projeto de amar. A pergunta é: você tem se incluído em tudo isso? Tem compreendido suas questões particulares? Tem aceitado sua humanização? E, principalmente, tem se perdoado?
Como podemos levar à frente uma missão que já se inicia em xeque quando você falha em amar a primeira pessoa que aparece em seu dia, você?
Em um mundo perfeito
Onde a flor tem o direito
De florescer sem se camuflar
De encantar a si mesma com sua beleza
De trazer para o mundo a leveza
De quem sabe do que pode mostrar
Sem se esconder pelo que tem
Mas se amando pelo que é
Onde o tintinar dos sinos
Traz a alegria de um novo dia
Para que essa flor, já murcha,
Saiba que é hora de resplandecer
E, em sua nobreza, o tempo florear.
